Arquivo mensal: abril 2012

Aposentadoria está longe dos planos, diz Tim Duncan

Cena rara!

Boa notícia para os torcedores do San Antonio Spurs. Em entrevista recente concedida ao site Yahoo! Sports, o ala-pivô Tim Duncan afirmou que continuará na NBA ao final de seu contrato, que acaba nesta temporada. Isso quer dizer que ele deverá renovar seu vínculo com o Spurs em breve.

“Eu amo jogar. Sou um competidor. Meu nível de divertimento na liga é realmente grande”, disse ele.

Duncan havia cogitado se aposentar quando seu contrato acabasse, mas parece que o bom desempenho nesta temporada fez com que o ídolo texano repensasse sua carreira. Em 2011/2012, o ala-pivô tem médias de 15 pontos e 9,1 rebotes por noite e faz, de longe, sua época mais eficiente dos últimos anos.

Prestes a completar 36 anos, o atleta afirma que essa longevidade toda tem nome, e se chama Gregg Popovich. “Ele é tudo. Gregg tem sido um técnico perfeito para mim”, elogiou o craque. “Ele entende o que eu preciso, continua me incentivando e pegando no meu pé. Ele permite que eu seja um jogador normal e ao mesmo tempo eu aprendo com isso todos os dias”, finalizou.

Spurs (38-14) vs Hornets (14-40) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs New Orleans Hornets – Temporada Regular

Data: 06/04/2012

Horário: 21h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Vivendo seu melhor momento nesta temporada, o San Antonio Spurs já sonha com vôos mais altos. Com recorde de 38-14, a equipe texana já se aproximou do Oklahoma City Thunder (40-14), líder da Conferência Oeste, e do Chicago Bulls (43-13), dono da melhor campanha da NBA. A partida contra o New Orleans Hornets, terceiro pior time do campeonato, parece uma boa chance para que esse bom momento seja mantido. Mas vale lembrar que o Spurs sempre se complica contra este adversário: é bem verdade que foram três vitórias até aqui, mas duas delas foram bem apertadas.

Série na temporada (3-0)

23/01/2012 – Spurs 104 @ 102 Hornets

Em grande forma, Tim Duncan anotou 28 pontos e sete rebotes e ainda marcou a cesta que deu a vitória ao Spurs. Tony Parker ainda contribuiu com 20 pontos e 17 assistências, sua melhor marca na carreira em passes decisivos.

02/02/2012 – Spurs 93 vs 81 Hornets

Na  vitória mais tranquila do Spurs sobre o rival nesta temporada – no único jogo disputado no AT&T Center até aqui -, Tim Duncan, com 19 pontos e nove rebotes, e Tony Parker, com 18 pontos, sete assistências e cinco rebotes, foram os destaques.

24/03/2012 – Spurs 89 @ 86 Hornets

O time de San Antonio teve um aproveitamento sofrível da linha dos três, acertando apenas dois dos 19 arremessos tentados do perímetro. Sorte que DeJuan Blair compensou, anotando 23 pontos e sete rebotes.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker/Patrick Mills

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Depois de ser o cestinha do Spurs na vitória sobre o Cleveland Cavaliers, Patrick Mills não foi aproveitado por Gregg Popovich contra o Boston Celtics – o técnico preferiu usar Gary Neal como armador reserva. Não deu certo – o camisa 14 cometeu cinco turnovers no jogo. Por isso, fica a expectativa em relação ao retorno do australiano, que tem médias de nove pontos em 10,3 minutos por noite desde que chegou a San Antonio.

PG – Greivis Vasquez

SG – Eric Gordon

SF – Trevor Ariza

PF – Jason Smith

C – Chris Kaman

Fique de Olho – Recuperado de uma contusão que o tirou de quase todo o campeonato, Eric Gordon voltou às quadras na última terça-feira. O ala-armador disputou apenas três jogos nesta temporada e, com ele, o Hornets deixou a quadra vencedor em duas oportunidades. Nestas partidas, o jogador apresenta médias de 19 pontos, 4,7 rebotes e 2,7 assistências por embate. Olho nele, Danny Green e Kawhi Leonard!

Liderança do Oeste só virá se cair no colo do Spurs

Popovich prega cautela para ver essa cena se repetir

A sequência de nove vitórias consecutivas do San Antonio Spurs é animadora. Com a real possibilidade de alcançar o topo da Conferência Oeste, torcedores e especialistas já projetam o confronto da primeira fase dos playoffs.

Buscar o Oklahoma City Thunder e terminar a temporada em primeiro parece um sonho, mas Gregg Popovich prefere ser realista. Entre ficar no topo e pegar um adversário teoricamente mais fácil na pós-temporada ou ter seus atletas saudáveis para a disputa dos playoffs, Pop é bem claro ao preferir a segunda alternativa.

“Muitos anos ficamos sem o primeiro lugar e acabamos ganhando o título. Qualquer coisa pode acontecer nos playoffs“, avaliou o treinador. “É uma época em que você quer manter um ritmo, jogar seu melhor basquete e estar saudável. Timmy, Manu e Tony provavelmente jogaram menos do que qualquer outra estrela na liga porque acreditamos que será melhor tê-los em forma na reta final”, completou.

Popovich fala com conhecimento da causa. Na última temporada, ele arriscou suas estrelas até o fim e teve a infelicidade de ver sua principal arma, Manu Ginobili, se lesionar. O problema físico do argentino prejudicou – e muito – a equipe nos playoffs. O San Antonio Spurs apresentou muitas deficiências diante do Memphis Grizzlies naquela série de primeira rodada, mas o fato de Ginobili estar “baleado” foi crucial para o revés.

Agora, o técnico quer evitar cair no mesmo “erro” do passado. Por conta disso, poupará seus atletas quando eles tiverem de ser poupados, sem forçar ninguém, sem dar margem ao azar. Saudável, o San Antonio Spurs tem chances de brigar de igual para igual com os postulantes ao título – disso ninguém duvida.

Tempo de Spurs

Pop orienta Parker, Duncan e Blair

Respeitável público,

O San Antonio Spurs é o time da moda na NBA. Numa crescente desde a subida de produção de Tim Duncan e acentuada com a volta de Manu Ginóbili e com as trocas, que encorparam bem o elenco, os texanos seguem o caminho inverso de Oklahoma City Thunder e Chicago Bulls, equipes que detém os melhores recordes da Liga, mas que já apresentam ligeira decadência. O Spurs vem de nove vitórias seguidas, enquanto o Los Angeles Lakers é o segundo time mais “quente” da NBA com distantes quatro triunfos em série. Thunder e Bulls perderam suas duas últimas partidas e já sofrem com a incômoda companhia de Spurs e Miami Heat logo atrás.

E não é só o bom momento que leva esperanças aos torcedores de San Antonio. Como disse, as mexidas feitas no elenco foram muito interessantes e é certo dizer que desde 2007 o Spurs não tinha um grupo tão qualificado. Sem exagero; o Spurs conta com 13 jogadores capazes de entrar em quadra e dar conta do recado. Até mesmo os recém-chegados Stephen Jackson, Boris Diaw e Patrick Mills já estão se sentindo em casa graças ao bom ambiente existente no vestiário. Tamanha variedade vem fazendo com que Gregg Popovich faça um rodízio de seus jogadores neste final de temporada, que reserva um sem número de jogos para o time, como já falado em colunas anteriores.

E como diria aquela propaganda, isso não é tudo. Além de qualificado, o elenco é versátil, com vários jogadores podendo executar dupla função. É o caso de Diaw, que joga desde armador-escolta até pivô. Isso tudo é um prato cheio para Pop, que pode se dar ao luxo de montar sua equipe de acordo as características do adversário, como ele sempre gostou de fazer e que o ex-Spur Robert Horry definiu como “estilo camaleão”, ou seja, capaz de sofrer transformações. E se a média de idade é alta, vale destacar a vitalidade dos jovens Danny Green e Kawhi Leonard. O segundo tem jogado com a personalidade de um veterano nos dois lados da quadra e justificado a troca do queridinho George Hill ao final da temporada passada.

Alguns entendedores preferem colocar o Spurs como carta fora do baralho e tratam o bom momento como algo passageiro. A verdade é que poucos acreditavam no time no início da temporada por diversas razões, principalmente após a vexatória eliminação na primeira rodada dos playoffs do ano passado. Mas a situação agora é diferente. Uma queda traumática é capaz de gerar reflexões até mesmo em jogadores que já viveram tudo no basquete e certamente o Spurs jogará de forma diferente o mata-mata agora. O fator Duncan também é diferencial, já que há alguns anos Timmy não fazia uma temporada tão boa. Antes esperávamos que ele crescesse durante a fase decisiva, agora não. Parker, Manu, Jackson, Leonard, Green… essa turma bem ajeitada pode dar bons resultados. Dizem os sabichões adeptos de frases feitas que não ganhamos nada, como se com esse vaticínio estivessem contribuindo de forma abissal para o avanço intelectual do planeta. A verdade é que nunca estivemos tanto na briga pelo quinto anel. O tempo é de Spurs.

Spurs (38-14) @ Celtics (30-23) – Teste pra cardíaco!

San Antonio Spurs87X86Boston Celtics

Foi sofrido, mas o San Antonio Spurs arrancou uma vitória importante do Boston Celtics fora de casa. Com o triunfo, a franquia texana se aproximou ainda mais do Oklahoma City Thunder e já sonha com o topo da Conferência Oeste. O time da casa teve a bola do jogo, mas Paul Pierce desperdiçou o arremesso e o placar ficou em 87 a 86 para os visitantes em partida disputada nesta quarta-feira (4).

Quem é melhor?

Nove e contando…

A vitória desta quarta foi a nona consecutiva do San Antonio Spurs – melhor sequência em atividade em toda a NBA. O Boston Celtics, por outro lado, teve sua sequência de cinco triunfos consecutivos quebrada.

Amor e ódio

Confesso que tenho um caso de amor e ódio com o Gary Neal. Ele é bom jogador, tem um arremesso confiável e é um ótimo desafogo na tábua ofensiva, mas peca em uma série de aspectos. Tudo bem que ele está jogando improvisado como armador, mas precisa passar mais a bola, forçar menos arremessos e procurar fazer o simples. Contra o Celtics, Neal cometeu cinco turnovers – muitos deles na reta final da partida – e quase prejudicou a equipe. No entanto, foi o mesmo camisa 14 que acertou uma bola de três pontos crucial no último minuto do jogo. Assim fica difícil ter raiva dele, né?

Flop do Timmy?

Segundo tempo sofrível

O primeiro tempo do San Antonio Spurs contra o Boston Celtics foi fantástico. A franquia texana foi para o intervalo vencendo por 59 a 48, mas parece ter parado por aí. Na volta do descanso, quem ditou o ritmo da partida foi o time da casa, que sufocou os comandados de Gregg Popovich. Para se ter uma ideia, San Antonio fez apenas nove pontos no terceiro período e um total de 28 pontos no segundo tempo inteiro – o que é tenebroso!

O aproveitamento nos arremessos também foi ruim (41,9%), assim como o aproveitamento de longa distância (25%). Vale lembrar que o tiro de três pontos é uma das principais armas – quiçá a principal – do Spurs no ataque.

Esses 25% refletem um pouco o desempenho do time em quadra, já que essas bolas que deixaram de cair fizeram muita falta. A parte boa é que o Spurs conseguiu sobreviver mesmo sem essa alternativa fundamental.

Double-double

Para encerrar, Matt Bonner fez um double-double (dez pontos e dez rebotes). Aposto que o blogueiro Lucas Pastore, grande admirador do basquete do camisa 15, está em êxtase! Ah, e ele acertou um arremesso importantíssimo no finalzinho. Além de tudo é clutch! 

Próxima parada

O San Antonio Spurs volta à quadra na sexta-feira, quando recebe o New Orleans Hornets no AT&T Center. No domingo, ainda em casa, o visitante a ser batido será o Utah Jazz. Tá fácil aumentar essa sequência, hein!?

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Danny Green – 14 pontos e quatro rebotes

Gary Neal – 13 pontos e quatro assistências

Tim Duncan – Dez pontos e 16 rebotes

Matt Bonner – Dez pontos e dez rebotes

Tiago Splitter – Oito pontos e seis rebotes (14 minutos em quadra)

Boston Celtics

Avery Bradley – 19 pontos

Rajon Rondo – 17 pontos e 11 assistências

Kevin Garnett – 16 pontos e sete rebotes

Paul Pierce – 15 pontos e dez rebotes