Splitter do Mundial para a NBA

Outra camisa branca te aguarda, fera!

Desde que Tiago Splitter foi draftado pelo San Antonio Spurs, os torcedores da franquia texana sonhavam com sua contratação. Sempre com um pé atrás graças ao episódio Luis Scola, esperaram ansiosamente para que o vínculo fosse acertado. E o Mundial de basquete, que será decidido amanhã na Turquia, foi a primeira vez em que olhamos para o pivô brazuca como um jogador da equipe. Assim, é possível avaliarmos como ele vai se encaixar na rotação de Gregg Popovich.

Além de Splitter, o Spurs conta ainda com Tim Duncan, Antonio McDyess, Matt Bonner e DeJuan Blair para dividirem os minutos no garrafão. Creio que os dois  primeiros, que acabaram a última temporada como titulares, vão manter o status no início da próxima – o brasileiro deverá vir do banco enquanto se adapta à NBA. Mas vejo no pivô potencial para tomar a vaga de Dice no quinteto inicial da equipe.

No Mundial, Splitter mostrou técnica rara para pontuar próximo à cesta. Por isso, deve exercer a função de pivô no ataque, deixando Duncan livre para se movimentar ao redor do garrafão efetuar seu arremesso de média distância – fundamento este ausente no brasileiro. Na defesa, os papéis deverão inverter-se, dada a força física de cada um; Timmy tem muito mais corpo para bater de frente com os pivozões da liga.

Porém, ainda preciamos ver que planos Pop tem para o brazuca. Desde a aposentadoria de David Robinson, Duncan sofreu com a companhia de jogadores, no máximo, razoáveis. No ano passado, criou-se muita expectativa com a chegada de McDyess, mas o veterano ala-pivô começou muito mal a temporada. Nos playoffs, subiu um pouco de produção e fez uma participação decente, mas é pouco para uma equipe brigar pelo título.

Confesso que fiquei animado com contratações que não deram muito certo, como as de Drew Gooden e Theo Ratliff. O próprio draft de Blair criou boas expectativas. Porém, Popovich raramente usava algum dos três ao lado de Duncan – normalmente, estes jogadores entravam nos minutos de descanso do ala-pivô. Resta saber se, no plano de jogo do treinador, há espaço para Splitter jogar ao lado do ídolo da franquia. É esta a única chance do brasileiro ser titular na equipe texana.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é site manager da Fifa e podcaster do Cultura Pop. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para UOL, Basketeria e mob36.

Publicado em 11/09/2010, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Para mim falta a spliter mais força e explosao fisica para ser um pivo top na nba e nao apenas mais um. Ele tem a tecnica mas as vezes acho ele lento e “fraco” fisicamente pro nivel da nba.

  2. Esperei muito o encontro Spliter/Scola como uma projeção de um possível futuro duelo.
    E como disse Guilherme encima acho ele lento e “fraco” fisicamente pro nivel da nba.

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