Arquivo mensal: janeiro 2010
Super-Blair
Aqui, neste mesmo espaço, eu já cansei de tecer elogios e mais elogios ao pivô DeJuan Blair. O fato é que ele realmente merece. Vivemos numa época carente de big men, os populares grandalhões, que consigam dominar os adversários com um simples jogo de corpo, como Shaquille O’Neal cansou de fazer nos anos 90 e 2000.
É claro que o DeJuan Blair passa longe de ter a altura do O’Neal (ele tem apenas 2,01), muito menos sua força, técnica e imponência. Mesmo assim, em seu primeiro ano, o jovem de Pittsburgh vem conseguindo se dar muito bem com o estilo de jogo da NBA. “Na universidade tudo era fácil. Aqui é muito mais duro”, disse, após o triunfo de ontem diante do Oklahoma City Thunder.
Aliás, que jogo ontem, hum? Com seus 28 pontos e 21 rebotes, Blair se tornou o primeiro novato da NBA desde Tim Duncan a conseguir um 20-20. Na oportunidade, em 22 de março de 1998 contra o Phoenix Suns, Duncan anotou 26 pontos e pegou 21 rebotes.
Isso significa muito mais do que um montante de números bonitinhos em sua carreira. Quer dizer que, em apenas três meses de temporada, ele conseguiu ‘deixar para trás’ atletas como Yao Ming, Elton Brand, Kenyon Martin, Dirk Nowitzki, Pau Gasol, Tyson Chandler, Amare Stoudemire, Chris Bosh, Emeka Okafor, Dwight Howard e Andrew Bogut… todos eles draftados depois de Duncan e que jogam na 4 e na 5.
É claro que estamos falando de números, o que na maioria das vezes nem diz muita coisa. O que importa para nós, torcedores do Spurs, é saber que podemos descansar ‘tranquilamente’ (entre aspas porque ontem quase tive um enfarto com o jogo) nossa principal estrela. Do banco podem vir: DeJuan Blair, Ian Mahinmi e quem sabe até Tiago Splitter num futuro bem próximo. Assim, será que Duncan já pode descansar em paz (no sentido figurado, óbvio)?
Um mix do Blair ainda pela Universidade de Pittsburgh
Spurs (24-13) @ Thunder (21-17) – Blair em noite de Duncan

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Surpreendendo todos os torcedores, o treinador Gregg Popovich decidiu enfrentar o Oklahoma City Thunder, fora de casa, sem o ala-pivô Tim Duncan. E, na partida mais emocionante da noite, mesmo sem contar com seu principal astro, o San Antonio Spurs conseguiu mais uma vitória na temporada. Sem Duncan no garrafão, quem brilhou foi o novato DeJuan Blair, que fez sua melhor partida na temporada ao alcançar a impressionante marca de 28 pontos feitos e 21 rebotes obtidos.
O jogo começou com domínio evidente do Spurs, que jogando muito melhor dominava todos os setores da quadra, tornando o adversário inofensivo em seu próprio ginásio. Com o ataque funcionando muito bem, o time marcou 35 pontos apenas no primeiro quarto, contra somente 18 do adversário.
A grande vantagem, porém, começou a ir por água abaixo quando o Thunder encaixou seu jogo no decorrer do segundo quarto. Ainda pontuando muito bem – foram 28 tentos no período em questão –, o Spurs não apresentava a mesma eficácia ao defender os ataques adversários e viu sua vantagem começar a diminuir. Foram 33 pontos para o time da casa, que começou, então, a reação.
Após o intervalo, o Thunder voltou ainda melhor, invertendo o domínio apresentado no início do duelo. O Spurs parou de chegar à cesta adversária e ainda viu sua defesa ruir de vez. Com boa parte de seus jogadores esgotados, a franquia do Texas deixou o adversário virar o jogo. Abatido com a perda da vantagem, o Spurs precisou do espaço de tempo entre o terceiro e o quarto períodos para melhorar de novo.
Com a partida cada vez mais equilibrada, o Spurs conseguiu apenas levar a partida para a prorrogação; pouco para quem havia construído uma vantagem tão sólida. E o equilíbrio permaneceu no tempo extra: a partida foi definida apenas com nove segundos restantes no cronômetro, quando o ala Richard Jefferson anotou os dois últimos pontos da partida, fechando o placar em 109 a 108 para o Spurs.
Com o resultado, o time texano soma agora 24 vitórias e 13 derrotas na temporada, contra 21 triunfos e 17 revezes do adversário em questão. O Spurs segue jogando fora de casa na próxima sexta-feira, quando enfrentará o Chalortte Bobcats.
Confira abaixo os melhores momentos da partida:
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
DeJuan Blair – 28 pontos, 21 rebotes, dez rebotes ofensivos e 64,7% (11-17) nos arremessos de quadra
Tony Parker – 28 pontos e oito assistências
George Hill – 16 pontos
Antonio McDyess – 13 pontos e nove rebotes
Richard Jefferson – 13 pontos e sete rebotes
Manu Ginobili – Sete assistências, dois pontos e 0-10 nos arremessos de quadra
Oklahoma City Thunder
Kevin Durant – 35 pontos e sete erros de ataque
Russel Westbrook – 25 pontos, 13 assistências e seis rebotes
Jeff Green – 16 pontos e dez rebotes
James Harden – 12 pontos e sete rebotes
Spurs (23-13) @ Thunder (21-16) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Oklahoma City Thunder – Temporada Regular
Data: 13/01/2010
Horário: 23:00 (Horário de Brasília)
Local: Ford Center
Situação do Jogo
Depois de vencer o Los Angeles Lakers, líder da conferência Oeste, o Spurs visita o Oklahoma City Thunder tendo em mente que a equipe adversária não é mais o saco de pancadas da NBA. Muito mais bem postado, o time tem em Kevin Durant um cestinha mais do que confiável. É bom lembrar que o Spurs também não costuma se dar bem enfrentando o rival desta noite, com algumas derrotas colecionadas. Para buscar a vitória, Gregg Popovich deve novamente apostar em Tony Parker e Tim Duncan, com mais ênfase no segundo, uma vez que o garrafão é o ponto fraco do Thunder.
Confrontos na temporada (0-1)
06/11/2009 – San Antonio Spurs 98 vs. 101 Oklahoma City Thunder
No retorno do armador Tony Parker e do ala-pivô Tim Duncan, a equipe do San Antonio Spurs perdeu em casa para o Oklahoma City Thunder pelo placar de 101 a 98.
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PG – Tony Parker
SG – Keith Bogans
SF – Richard Jefferson
PF – Tim Duncan
C – DeJuan Blair
Fique de olho – O jovem ala-pivô ganhou a vaga no time titular após a lesão de Matt Bonner, e ganhou espaço na rotação da equipe. Com uma oportunidade dificilmente dada pelo técnico Gregg Popovich aos novatos, Blair vem fazendo uma boa temporada de estréia. Ele tem médias de 6.5 pontos e 5.4 rebotes em 16 minutos em quadra por jogo.
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PG – Russell Westbrook
SG – Thabo Sefolosha
SF – Kevin Durant
PF – Jeff Green
C – Nenad Krstic
Fique de olho – O ala é o líder dessa jovem equipe do Thunder. Ele vem mostrando em sua terceira temporada na liga que pode vir a ser um grande jogador. Ele tem médias de 28.8 pontos, quinto cestinha da NBA, 6.9 rebotes, três assistências e 1.4 roubos de bola em 40 minutos por partida.
Curtinhas: Parker tem jogado com problema no pé
A queda abrupta nas médias do francês Tony Parker era uma incógnita para o torcedor do San Antonio Spurs. No entanto, ontem, após a vitória diante do Los Angeles Lakers, o jogador assumiu que tem atuado com uma fasceíte plantar no pé esquerdo, ou, na linguagem popular, com fortes dores na planta esquerda do pé.
O problema é semelhante ao vivido por Tim Duncan na temporada 2005-2006. Na época, isso incomodou muito o jogador e foi fundamental para sua queda de rendimento. Quando perguntado porque tem atacado pouco a cesta nessa temporada, Parker disse involuntariamente: “Estou mais devagar; a causa? Minha fasceíte plantar está me matando”.
Para evitar as intensas dores na planta do pé, o departamento médico do Spurs designou uma meia especial para o atleta. Com ela, Parker disse que irá jogar o quanto aguentar antes de parar para se tratar. “Tenho que vestir a meia e fazer tratamento todos os dias”, disse o francês, “assim como o Duncan em 2006. Ele teve isso durante toda a temporada. Perguntei ao TD o que fazer e ele respondeu: a meia é boa”, completou.
Nesse momento, Parker só pensa em jogar. Ele irá deixar as decisões com o técnico Gregg Popovich. “No momento eu não quero perder jogos, quero entrar em quadra”, garantiu. “Talvez na estrada [nos duelos fora de casa], em março, ou abril, eu perca alguns embates sequenciais ou algo do tipo. Mas é o Pop quem vai decidir”, finalizou.
Bogans foi contratado para tomar conta dos cestinhas
Quando Keith Bogans chegou a San Antonio, muita gente torceu o nariz. De fato, esperávamos mais uma grande estrela para brigar de vez pelo título.
Devagar, o camisa #10 foi tomando seu espaço e aos poucos se tornou titular. Bom defensor, Bogans é visto como o sucessor de Bruce Bowen. Na noite de ontem, contra o Los Angeles Lakers, ele ficou encarregado de parar a principal estrela da liga, o ala Kobe Bryant. “Já defendi muito o Kobe no passado”, disse. “É difícil. Ele é provavelmente o melhor jogador da NBA atual. Tento ficar em frente a ele e espero que meus companheiros venham ajudar”, completou.
Bonner volta aos treinos
Após fraturar um osso da mão no último dia 19 de dezembro, o ala-pivô Matt Bonner está apto a participar de alguns treinamentos com a equipe. “Ainda não fui liberado para o coletivo de quadra inteira”, disse, “mas o um contra um e o dois contra dois eu já posso fazer”.
Bonner tem participado de algumas sessões intensas de arremesso. Para isso, uma espécie de luva especial protege sua mão. “Continuo com dor, mas eles [os médicos] dizem que eu tenho que praticar e tolerar esse incômodo”.
Apesar de não ter uma data fixa para voltar às quadras, o ala-pivô espera retornar até o dia 20 de janeiro.
Mahinmi quer mais chances
Depois de fazer sucesso com os 15 pontos e nove rebotes contra o New Jersey Nets, o pivô Ian Mahinmi está ansioso para voltar a atuar. “Tive um bom jogo e estou feliz com isso”, afirmou. “Espero que não seja somente um jogo. Eu realmente quero me tornar uma alternativa [para o treinador]”, completou.
Spurs (23-13) vs. Lakers (29-9) – Surra para lavar a alma!
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Se basquete fosse que nem futebol, poderíamos tranquilamente afirmar que o San Antonio Spurs aplicou uma sonora goleada pra cima do rival Los Angeles Lakers. Com jogo bonito, ofensivo e inteligente, os texanos dominaram os angelinos e saíram de quadra com uma vitória mais fácil do que era esperado. Tudo bem que Pau Gasol não jogou e Kobe Bryant saiu com um problema nas costas ao final do terceiro quarto, mas o triunfo foi importante para dar ânimo à equipe, que estava se tornando estigmatizada em não vencer adversários com campanha acima dos 50%.
Enquanto os californianos mantiveram seus titulares em quadra, o jogo foi parelho. Ao final do primeiro período, tínhamos uma vantagem pequena de quatro pontos. A entrada dos reservas em ambos os times, no entanto, mostrou que o banco do Spurs é infinitamente superior ao do Lakers. Só para ter uma ideia, os suplentes texanos anotaram 42 pontos contra 20 dos reservas de L.A… uma baita diferença!
Com a vantagem de contar com um bom banco, San Antonio começou a se distanciar no placar com muita facilidade. Ao final do primeiro tempo, o placar apontava uma diferença de 12 pontos para o Spurs. Na volta do descanso, os comandados de Gregg Popovich continuaram esbanjando técnica e habilidade. Em determinado momento do quarto, a vantagem havia subido para 22 pontos, o que encheu os torcedores de ânimo.
O período derradeiro, todavia, trouxe à tona o fantasma das viradas contra os chamados ‘times grandes’. Mesmo sem Kobe Bryant, que havia saído de quadra lesionado, o Lakers foi tirando a vantagem pouco a pouco. Há alguns minutos do fim, o placar havia sido reduzido a apenas seis pontos de diferença. Nada, entretanto, que um tempo e uma bela bronca não resolvessem. Quando viu que a coisa estava ficando feia, Pop pediu para falar com a equipe. Depois disso, San Antonio voltou a jogar bem e aumentou a vantagem, que terminou sendo de 20 pontos: 105 a 85.
Destaco, no triunfo, o bom jogo feito por Tim Duncan. O ala-pivô deitou e rolou em cima da defesa de Los Angeles. TD fez cesta de todas as maneiras; em ganchos, arremessos de meia-distância, bandejas… foi uma verdadeira aula para cima de Andrew Bynum, que apenas assistiu os 25 pontos, 13 rebotes e quatro assistências da estrela texana.
Tony Parker também voltou a atuar bem. Apagado nessa temporada, o francês soube usar a velocidade – sua principal característica – para infernizar os defensores do Lakers. Com 22 pontos e seis assistências, o armador saiu de quadra também como destaque.
Reitero aqui também a importância do banco de reservas, que nessa noite foi essencial. Roger Mason esteve implacável no primeiro tempo e fechou a partida com nove pontos. Assim como Parker, Manu Ginobili também infernizou a defesa adversária e ficou com nove pontos e seis assistências. Quem foi mais importante, contudo, foi o armador reserva George Hill, que fez jogadas espetaculares e foi agraciado com 13 pontos, seis assistências e quatro rebotes.
Em boa fase, o San Antonio Spurs volta a jogar nesta quarta-feira, contra o jovem Oklahoma City Thunder. O Lakers, por sua vez, também atua nesta quarta. Seu adversário será o difícil Dallas Mavericks, segundo colocado na Conferência Oeste.
Confira abaixo os melhores momentos da partida:
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 25 pontos, 13 rebotes e quatro assistências
Tony Parker – 22 pontos e seis assistências
George Hill – 13 pontos, seis assistências e quatro rebotes.
Richard Jefferson – 12 pontos
Los Angeles Lakers
Andrew Bynum – 23 pontos e oito rebotes
Kobe Bryant – 16 pontos e três assistências
Ron Artest – 13 pontos e oito rebotes














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