Que trocas, que nada

Recentemente, a equipe do San Antonio Spurs foi envolvida em uma série de rumores. O mais bombástico deles contava com o nome do superstar Vince Carter, hoje no New Jersey Nets. Outra notícia que chamou atenção dos torcedores foi um possível interesse em dois atletas do Sacramento Kings, o pivô Brad Miller e o ala John Salmons.
Com tantos rumores rondando o mercado, creio que pouca gente deve ter pensado nas moedas de troca que o Spurs tem a oferecer. Pois bem, o trio principal – Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili – é intocável e todos sabem disso. Sendo assim, sobram poucas alternativas para se dar início a um negócio.
Um nome que foi cogitado é o do ala Roger Mason Jr. Mason faz de longe sua melhor temporada na carreira, o que lhe rendeu um convite para participar do torneio de três pontos do All-Star Weekend. Em uma equipe mais visada esse ano, o ala vem despertando interesse de muitos times; trocado em miúdos, a única grande moeda de troca do Spurs – e valiosa, diga-se de passagem – é o novo xodó da torcida, Roger Mason.
Para mim, e acredito que para a maioria dos torcedores, envolver Mason em um negócio seria loucura. Ele chegou como bom reforço, é verdade, mas o que ninguém esperava é que em poucos meses ele estaria decidindo jogos e sendo fundamental no esquema do técnico Gregg Popovich. Mason se adaptou como poucos no Spurs, e seria arriscado trocá-lo agora, bem no meio da temporada.
Outro jogador que gerou possível interesse de outras equipes é o armador George Hill. Draftado no segundo round dessa temporada, Hill surpreendeu e vem sendo aquele armador reserva que tanto pedíamos – pois convenhamos, com Jacque Vaughn estava difícil. O ex-atleta da Universidade de Indiana logo se tornou querido do treinador e da torcida – desta maneira, há poucas chances dele mudar de casa.
Gregg Popovich é daqueles técnicos que prefere ir com o mesmo time até o final do que se envolver em negócios arriscados ao longo da temporada – filosofia da qual também sou adepto. Ou seja, se a coisa está caminhando bem do jeito que está, pra que fazer trocas? Ainda mais quando os nomes cogitados jogam em posições que San Antonio já está bem servido – as alas. Se fosse eu o General Manager e tivesse que mexer meus pauzinhos, com certeza eu traria um pivô de qualidade, nunca outro ala. Resumindo, acho difícil o Spurs fazer negócio ainda nessa temporada; vamos deixar para o ano que vem.
Publicado em 12/02/2009, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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