Arquivo mensal: janeiro 2009
McDonald’s Championship 1999 – Parte 3

No “Passando a Limpo” extraordinário dessa semana, continuaremos a falar sobre o Campeonato Mundial de Clubes de 1999, o McDonald’s Championship. Na Parte 1 contamos um pouco da história do torneio, e na Parte 2 explanamos sobre o primeiro dia das disputas. Hoje, na terceira parte, falaremos sobre o segundo dia de disputas do campeonato.
Dia 2 – 15 de Outubro
Spalding Three-Point Shootout
Durante o torneio, aconteceu um campeonato de três pontos antes dos jogos semifinais, no segundo dia. E o campeão do torneio foi a ala Jaren Jackson, do San Antonio Spurs. Ele venceu o armador australiano Brett Maher, do Adelaide 36ers, e o ala-armador lituano Donatas Slanina, do Zalgiris Kauna, na rodada final.
Semifinais
Zalgiris Kaunas (Lituânia) 86 X 92 Vasco da Gama (Brasil)
O time lituano iniciou a partida muito bem na defesa, e, liderado pelo armador americano Corey Beck, conseguiu uma corrida de 11 a 2, e os fortes jogadores bálticos fecharam o primeiro quarto a frente por 24 a 14. Mas eles permitiram que os brasileiros fizessem uma corrida de 4 a 14 no segundo período e fossem ao intervalo encostados no placar, com 40 a 36.
Na volta, o Vasco, empurrado pelo armador americano Charles Byrd e pelo ala Rogerio Klafke, conseguiram a liderança na partida, porém Beck e o pivô Mindaugas Timinskas, com uma corrida de 13 a 1, colocaram o Kaunas de volta ao controle da partida, e terminaram o terceiro quarto com 60 a 52. Na parte final do jogo, o time brasileiro imprimiu forte ritmo, e, faltando um minuto para o fim da partida, o time até conseguiu a dianteira com 72 a 73. Mas, após alguns pedidos de tempo, e com a cesta final de Slanina, a partida foi para a prorrogação em 76 a 76. No tempo extra, o Vasco iniciou bem anotando, oito dos nove primeiros pontos do período. O Zalgiris até conseguiu reagir, contudo o bom desempenho nos lances livres ajudou o time brasileiro a vencer a partida por 86 a 92.
O Vasco foi liderado pelo ala Rogerio Klafke, com 21 pontos, 19 desses na segunda metade da partida, pelo pivô José Vargas, com 19 pontos e nove rebotes, e pelo armador americano Charles Byrd, que adicionou 18 pontos jogando 51 minutos dos 53 possíveis no jogo. Pelo Kaunas, o pivô Mindaugas Timinskas anotou 22 pontos e o armador americano Corey Beck fez 19.
San Antonio Spurs (EUA) 96 X 86 Varese Roosters (Itália)
O Spurs foi surpreendido pelo Varese no início com uma corrida de 2 a 13 e forçou o técnico Gregg Popovich a pedir tempo logo no início, mas ele conseguiu mudar pouco a partida e o primeiro quarto foi vencido pelos italianos com apenas 22 a 29. No segundo período, o time americano pouco conseguiu mudar, continuando num jogo parelho com o audacioso time italiano. Até aquele momento, o San Antonio tinha convertido apenas 40% dos seus arremessos em quadra, e foi para o intervalo com a derrota parcial de 44 a 49; a primeira vez que um time da NBA terminou metade de uma partida atrás do placar.
Quando voltou a quadra, o Spurs continuou sendo vencido pelo Roosters até metade do terceiro quarto por 46 a 54. Com a determinação das “Torres Gêmeas”, David Robinson e Tim Duncan, eles conseguiram empatar em 54 a 54, mas com cestas co ala-pivô Glenn Sekunda, os italianos tomaram a frente novamente e fecharam com 60 a 63. No último período, com uma bandeja do armador Avery Johnson, o San Antonio conseguiu a liderança por 81 a 79 faltando 4 minutos para o fim da partida; a melhora na porcentagem dos arremessos convertidos no quarto, com 65% de acerto, e uma corrida de 16 a 3 acabaram com a esperança do Varese de conseguir uma vitória histórica. Assim, o Spurs conseguiu vencer por 96 a 86.
O San Antonio foi liderado por Johnson, com 18 pontos, pelo ala-armador Mario Elie, com 16 – desses, metade foram marcados no último período – e também pelo ala-pivô Tim Duncan, que adicionou 15 pontos e 16 rebotes. Pelo Varese, o ala Francesco Vescovi anotou 20 pontos e o ala-armador alemão Denis Wucherer adicionou 14. Vejam aqui alguns vídeos da partida.

O armador Avery Johnson, #6, passando pela marcação do armador italiano Gianmarco Pozzecco, #9, do Varese (AP Photo/sportsillustrated.cnn.com)
No “Passando a Limpo” de domingo teremos a última parte sobre o McDonald’s Championship de 1999, falando sobre o último dia do torneio com as disputas de 5º e 3º lugar e a grande final entre o San Antonio Spurs e o Vasco da Gama.
Interativo – Spurs @ Heat – Temporada Regular
Melhores Momentos de Spurs @ Heat – 05/01/2009
Top 5 da Rodada de 05/01/2009
Vejam nossa sessão de fotos do jogo clicando aqui
E se a temporada acabasse hoje… as surpresas

Amigo leitor do Spurs Brasil,
Festas, festas e mais festas nesse final de ano que passou. Aquela alegria contagiante – ou não – de ano novo ainda paira sobre nossas cabeças e só daqui a pouco voltaremos a falar de crise, violência e Obama. Para falar a verdade, nenhuma surpresa para mim nessa primeira semana que passei em 2009. Já na NBA, nesse início de temporada, não posso dizer a mesma coisa. Se já elegi meus craques e minhas decepções, faço agora os votos daqueles jogadores, times ou outros que me surpreenderam até o momento. E lá vai a lista…
George Hill
Eu não poderia começar de outro modo. Se você, amigo leitor, se lembra de meu último artigo – se não se lembrar, apenas clique em “minhas decepções”, logo acima – fiquei fulo da vida quando Popovich deixou passar DeAndre Jordan, Chris Douglas-Roberts e Mario Chalmers para escolher o até outrota desconhecido George Hill. Pois bem, até o momento, essa é a supresa que mais me agrada na atual temporada. Hill ainda não é um jogador para ser titular, mas é a luz no fim do tunel para aqueles torcedores do Spurs que, assim como eu, temem pela aposentadoria de Manu Ginóbili. O novato se mostrou ótimo armador e, pela estatura, pode até fazer a função de ala-armador. Deve crescer muito nas mãos de Gregg Popovich – a quem hoje eu agradeço por ter selecionado o garoto.
Paul Millsap
Desde 1998 até 2006, o Utah Jazz praticamente fez o papel de figurante de luxo, ex-grande ou outras coisas do gênero na NBA. Até que Deron Williams e Carlos Boozer – sim, o time que ressurgiu foi pautado nessa dupla – colocaram a equipe de Salt Lake City novamente próxima a um lugar ao Sol. Começa a temporada 2008/2009 e não é que Boozer se machuca, fica fora da equipe, passa por cirurgia, fala besteiras sobre seu contrato e acaba sendo um importante desfalque para o Jazz? Pois heis que surge Paul Millsap, jovem ala-pivô que sempre me agradou, mas que nunca tinha tido uma chance real. Assim como Hill fez com Parker ao substituí-lo à altura quando este se lesionou, Millsap vem fazendo a mesma função em Utah. E vem jogando muita bola. Boozer, coitado, deve estar arrependido de falar sobre seu contrato antes da hora… afinal, Millsap parece mais do nunca pronto para ser o novo ala-pivô do Jazz.
Nenê
Nunca mesmo fui um admirador do basquete do “desbravador brasileiro na NBA”. Achei um grande absurdo quando Nenê recebeu mais de US$ 60 milhões para jogar mais seis anos no Denver Nuggets. Mas admito que estou gostando de ver o quanto o brasileiro tem se dado bem nesta temporada. Realmente, eu não esperava que um jogador com um histórico de lesões graves no currículo e recém-curado de um cancêr nos testículos fosse voltar tão bem como está. Hoje sou fã de Nenê. Não só por seu basquete, que aprendi a admirar, mas também pelo força com a qual retornou para brilhar na NBA e ser apontado pelo próprio treinador de sua equipe, George Karl, como fundamental na boa campanha que vem sendo feita pelo time de Denver até o momento.
New Jersey Nets
No meio da última temporada regular, sai Jason Kidd. Antes da atual começar, sai Richard Jefferson. Os reforços? Yi Jianlian e Brook Lopez, por assim dizer. É o que muitos em Nova Jersey chamam de “Projeto 2010”. Quando a equipe vai mudar pra o Brooklyn e pretende adquirir LeBron James. Mas não entremos nesse mérito. O Nets era considerado por muitos o maior candidato ao posto de saco de pancadas da liga – and the winner is… Oklahoma City Thunder! – e hoje estaria voltando à pós-temporada. Vince Carter voltou a ter seus momentos de Vinsanity, aquele jogador que todos gostavam de ver no Toronto Raptors, e ainda ganhou a ascensão mais do que bem vinda do armador Devin Harris, que, em minha humilde opinião, caminha a passos largos para formar ao lado de Rajon Rondo a dupla de armadores do futuro na conferência Leste. O Nets surpreendeu e hoje não é só um time que disputa a tapas contratos expirantes e escolhas de recrutamento altas – deixam isso pro outro lado da ponte, em Nova York.
Denver Nuggets
Depois de me redimir falando sobre Nenê, falarei sobre a equipe na qual ele joga, o Denver Nuggets. Se você, amigo leitor, acompanha minhas colunas aqui no Spurs Brasil, sabe que minha cotação era deixar o Nuggets fora dos playoffs nessa temporada – se não lembra é só clicar aqui. Porém, com a chegada do armador Chauncey Billups, as coisas mudaram no Colorado. O time passou a ter seus pontos melhor distribuídos e, com a grande ascenção de Nenê, tem tudo para abocanhar uma vaga na pós-temporada como melhor time da divisão Noroeste, uma vez que o Utah Jazz, um dos principais adversários em tal divisão, não vai tão bem.
Spurs (23-11) @ Heat (18-15) – Resposta à noite dos horrores
91X84
Quando enfrentou o Miami Heat pela primeira vez na temporada, o San Antonio Spurs passou talvez por um dos piores jogos até o momento na temporada regular. Com o ala-armador Dwyane Wade inspirado, a equipe da Flórida venceu fora de casa e ainda viu os texanos perderem o armador Tony Parker lesionado. Foi uma verdadeira noite de horrores para o Spurs. Pois a resposta foi dada na noite da última segunda-feira, quando as equipes se enfrentaram novamente, desta vez com o Heat tendo o mando de quadra, e o time de San Antonio venceu a partida, com ótima atuação do ala-pivô Tim Duncan.

Tim Duncan, #21, disputa bola com Dwyane Wade, #3, em vitória do Spurs. (Photo: AP Photo)
A partida começou com o Spurs mostrando que o fator casa não seria um trunfo para os adversários, e logo no primeiro quarto já abriu vantagem confortável ao anotar 21 pontos e sofrer apenas 15. O placar geral dos primeiros 12 minutos é uma clara indicação de que as defesas foram os setores que mais funcionaram no início do duelo. Inspirado, Duncan anotou sete dos 21 pontos texanos, enquanto Wade já se destacava para os mandantes com cinco tentos anotados.
A reação do Heat aconteceu logo no período seguinte, vencido pela equipe dona da casa pelos mesmos seis pontos que marcaram a diferença no marcador em favor do Spurs no primeiro período. Na ida para o intervalo, ambas as equipes haviam obtido escassos 39 pontos. Com Parker e o ala-armador Manu Ginobili sumidos em quadra e Duncan não tão inspirado como no período anterior, o Spurs se manteve vivo na partida devido a alguns arremessos de longa distância do ala Ime Udoka e do armador George Hill, destaque do jogo ao lado de Duncan e Wade.
.
Na volta dos intervalos, os visitantes finalmente encaixaram seu jogo e caminharam tranquilos para a vitória. Com bom aproveitamento nos arremessos para três pontos e marcando bem o adversário, o Spurs abriu novamente boa vantagem ao vencer o terceiro período por 26 a 21, desenhando o panorama que seguiria vivo até o final da partida. Para sacramentar a vitória, os texanos precisaram apenas manter o seu ritmo de jogo no último período, vencido por 26 a 24 e comandado por Hill, que anotou nove de seus 15 pontos neste quarto de jogo.
Com placar final anotando 91 a 84, o Spurs obtém boa vitória ao vencer um time que busca a ascenção dentro da conferência Leste, e de quebra consegue a manutenção de sua colocação entre os primeiros do Oeste. Novamente as bolas de três pontos foram um fator decisivo para o Spurs, que acertou dez de suas 22 tentativas (45,5%). Essa foi a terceira vitória consecutiva da equipe do Texas, que volta à quadra na próxima quinta-feira, quando recebe o Los Angeles Clippers no AT&T Center, às 23:30 (Horário de Brasília).
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências
George Hill – 15 pontos e sete rebotes
Roger Mason – 11 pontos e quatro rebotes
Matt Bonner – 11 pontos, cinco rebotes e 3-4 nos arremessos de três pontos
Miami Heat
Dwyane Wade – 24 pontos, 12 rebotes, quatro assistências e quatro roubadas de bola
Shawn Marion – 15 pontos e sete rebotes
Michael Beasley – 15 pontos e 12 rebotes
Curtinhas do Spurs – Duncan e Mutombo

Começo de ano com o pé direito

Em plena forma, Duncan busca seu quinto título na NBA
Dois jogos bons; foi assim o começo de temporada para o ala-pivô Tim Duncan. Depois da péssima partida na despedida de 2008 contra o Milwaukee Bucks, Duncan começou o ano com o pé direito.
Na derrota em casa contra o Bucks, Duncan converteu apenas sete arremessos em 20 tentados. Já em 2009, nos dois primeiros duelos – contra Memphis e Piladelphia – a estrela do Spurs obteve 23 pontos de média e converteu 19 das suas 26 tentativas somando os dois jogos.
Um choque com o ala Rudy Gay rendeu um pequeno inchaço no joelho do ala-pivô; mesmo assim, ele atuou com primor em ambos os jogos: “Timmy joga machucado, cansado, de qualquer maneira”, disse o treinador do Spurs, Gregg Popovich. “Ele compete defensivamente e nos rebotes todas as noites. Algumas delas ele fica devendo um pouco no ataque, em outras ele é a chave do jogo, mas tudo começa com ele”, finalizou o técnico.
Quase um Spur
O veterano Dikembe Mutombo deu fim ao suspense e finalmente fechou com o Houston Rockets na semana passada. Se não fosse a conversa com o chinês Yao Ming – que pediu para ele voltar – talvez Mutombo vestisse hoje a camisa do Spurs.
Mutombo, que já tem 42 anos e é o segundo maior bloquador da história da NBA, disse ao Boston Globe que estava dividido entre Spurs e Rockets. Ele disse que apenas as equipes texanas o fizeram uma proposta concreta.
“Eu queria jogar por volta de 40 partidas”, disse Mutombo ao Globe. “O único dinheiro que me foi oferecido foi de Spurs e Houston. Yao Ming conversou comigo sobre retornar”, completou o veterano.




Você precisa fazer login para comentar.