Arquivo mensal: setembro 2008
Expectativas para um duelo de gigantes

Começam hoje as finais de conferência da WNBA – liga feminina de basquete dos Estados Unidos. Um grande duelo chama atenção: Trata-se do confronto entre San Antonio Silver Stars e Los Angeles Sparks, que acontece hoje no Staples Center, em Los Angeles.
Pretendo fazer um pequeno panorama do caminho que as duas equipes enfrentaram para chegar até aqui. As Sparks iniciaram a temporada cheias de pompa, pois haviam draftado a promissora novata Candace Parker. Além disso, Lisa Leslie estava de volta após ficar um ano sem atuar; jogadoras experientes como Delisha Milton-Jones e Marie Ferdinand-Harris – a última vinda justamente de San Antonio – chegaram para tornar o já forte elenco imbatível.
Foi o que pareceu no começo da temporada; um basquete vistoso e grandes jogadoras dando seu melhor dentro de quadra davam mostras de que o time angelino era o adversário a ser batido. No entanto, logo começaram a aparecer os problemas; algumas derrotas inexplicáveis e uma queda vertiginosa de rendimento afetaram o desempenho da equipe. No final das contas, as Sparks terminaram a temporada com uma campanha apenas regular – terceiro lugar no oeste.
O adversário na primeira rodada dos playoffs seria o Seattle Storm – time que ostenta uma grande rivalidade com Los Angeles. Todavia, a equipe de Seattle, apesar de ter montado um time forte para essa temporada, jogaria sem sua principal estrela – a ala-pivô australiana Lauren Jackson – que foi operada após os jogos olímpicos devido à um problema crônico no tornozelo. Sem Lauren, mas com Sue Bird de volta à velha forma, o Seattle resistiu bravamente na série, mas foi derrotado no jogo três, mesmo atuando em casa.
San Antonio viveu uma última temporada frustrante; Becky Hammon chegou e transformou um time, que outrora era saco de pancadas, em uma equipe vencedora. Foram donas de uma boa campanha e chegaram aos playoffs sem grandes dificuldades. Entretanto, quando alcançaram a mesma final de conferência, foram derrotadas pelo Phoenix Mercury. A parte decepcionanete fica por conta da má arbitragem dos jogos, que claramente prejudicou as texanas.
Sem mágoas e dispostas a lutar pelo seu primeiro título, as Stars contrataram um reforço de peso – a experiente pivô belga, Ann Wauters. Com o trio Becky Hammon, Sophia Young e Ann Wauters jogando o fino da bola, San Antonio conseguiu a melhor campanha da temporada regular; foram 24 vitórias e apenas dez derrotas. Tendo o primeiro lugar garantido, o adversário da vez seria o equilibrado Sacramento Monarchs. Os jogos foram mais difíceis do que o esperado; no primeiro duelo – em Sacramento – as texanas venceram, e pareceu que a série seria tranquilamente definida no jogo dois. Ledo engano; no segundo jogo, as Monarchs triunfaram com facilidade e botaram em cheque toda a campanha das comandadas de Dan Hughes. O alívio veio junto com muito sofrimento; o jogo três – novamente em San Antonio – parecia encaminhar-se à um final feliz para Becky Hammon e cia, contudo, as adversárias conseguiram uma reviravolta dentro da partida e levaram o jogo para a prorrogação.
Há semelhanças e diferenças entre as duas equipes; um jogo forte de garrafão e armadoras rápidas e técnicas. A norte-americana Nancy Lieberman, ex-jogadora e conceituada comentarista de basquete, afirmou que será um duelo histórico. Sua aposta para o vencedor foi San Antonio em três jogos. Lieberman ainda disse que uma das chaves para a vitória texana pode ser a ala Erin Buescher, já que, segundo ela, não há nenhuma outra atleta em Los Angeles capaz de fazer o serviço sujo tão bem feito quanto Erin faz.
Silver Stars e Sparks tem tudo para ser uma grande série; talvez seja uma final antecipada. O que se tem ao certo é que o vencedor desse duelo sai com força total para conquistar o título da liga. É claro que é bom ter cautela quando se trata de um futuro duelo contra o Detroit Shock – provável vencedor da chave leste. Mas que essas duas equipes, que começam a se enfrentar hoje às 23:30 (horário de brasília), têm absolutas condições de levar um caneco para casa, disso ninguém duvida.
Spurs assina com George Hill

O San Antonio Spurs assinou com o armador George Hill. Ele foi selecionado na 26ª posição do Draft de 2008. Hill jogou por IUPUI, com médias de 21.5 pontos, 6.8 rebotes e 4.3 assistências por jogo em sua última temporada, e esteve com o Spurs nas ligas de verão, com médias de 10.7 pontos, 3.4 assistências, 6 rebotes e 1.8 roubos de bola.
O Spurs demorou para assinar com sua escolha de primeira rodada, mas Hill já vem trabalhando com o time desde o dia 18 de agosto.
“O Spurs é uma organização campeã,” disse Michael Whitaker, agente de Hill. “Eles nos disseram que queriam fechar o acordo, apenas pediram pra usar o tempo para assinar com agentes livres. Nós seguimos o que nos pediram.”
Hill fechou acordo com dois anos garaantidos, que podem chegar à $1,22 milhões em seu primeiro ano e $1,31 milhões no segundo. O Spurs tem a opção de prorrogar por mais dois anos o contrato.
Hill ficou apreensivo pela demora da assinatura do acordo.
“Não é comum que demore tanto para assinar com selecionados na primeira rodada, mas eu disse ao George, ‘Você foi draftado por um time único,'” disse Whitaker.
WNBA Playoffs – Stars vencem e já conhecem próximo adversário

Na noite de segunda-feira, o San Antonio Silver Stars recebeu o Sacramento Monarchs para o último jogo da série melhor de três jogos. As texanas mostraram que ainda têm muito o que melhorar se quiserem se levar o título da liga para casa, já que tiveram extremas dificuldades para vencer a equipe de Sacramento apenas na prorrogação.
Becky Hammon esteve em noite apagada; entretanto, a ala-pivô Sophia Young chamou a responsabilidade e conseguiu expressivos números: 27 pontos e cinco rebotes. A experiente pivô, Ann Wauters, também atuou bem e anotou um double-double; 15 pontos e 12 rebotes. Quem se sobressaiu foi a armadora reserva Edwiges-Lawson Wade; a baixinha francesa, que pouco foi aproveitada durante a temporada regular, foi aos poucos ganhando seu espaço e fez algumas boas partidas quando substituiu a titularidade de Becky Hammon. Na noite de segunda, a jogadora entrou quando o time não estava bem em quadra e mudou o panorama do jogo; seus números finais foram 13 pontos, seis rebotes e 4 assistências.
O jogo foi mais equilibrado do que se esperava. Logo no começo, a equipe adversária mostrou que veio à San Antonio disposta a avançar de fase. Fez um bom primeiro período, não deixando as Stars com muita liberdade; todavia, o segundo quarto foi marcado por um show das donas da casa – que fez lembrar as boas atuações da fase regular. Quando as equipes foram para o descanso, o marcador apontava oito pontos de vantagem para as texanas. Na volta, novamente as Stars enfrentaram dificuldades; essa foi a tônica do jogo até o seu final, que terminou empatado em 69 pontos. Talvez a força da torcida ou uma bronca geral do técnico Dan Hughes tenha acordado o time na prorrogação, pois, no tempo extra, a equipe da casa mais uma vez apresentou um bom basquete e acabou saindo com uma suada e importante vitória.
À exemplo do ano passado, as Stars chegam à final de conferência. Em 2007, foram eliminadas pelo Phoenix Mercury; nesse ano, o adversário da vez é o forte Los Angeles Sparks – que ignorou o mando de quadra e eliminou o Seattle Storm na noite de ontem. O primeiro jogo da série já acontece amanhã, em Los Angeles. Pela chave leste da WNBA, a final será disputada entre Detroit Shock e New York Liberty.
Destaques da partida
San Antonio Silver Stars
Sophia Young – 27 pontos e 5 rebotes
Ann Wauters – 15 pontos e 12 rebotes
Becky Hammon – 14 pontos e 6 assistências
Edwiges-Lawson Wade – 13 pontos. 6 rebotes e 4 assistências
Sacramento Monarchs
Nicole Powell – 21 pontos e 7 rebotes
Kara Lawson – 16 pontos e 7 assistências
Ticha Penicheiro – 10 pontos e 7 rebotes
A fatídica relação ‘Clube-Seleção’
A última semana foi marcada por um evento que tomou, em poucos minutos, proporções mundiais. A falência de um dos maiores bancos dos Estados Unidos e a ‘quase falência’ da AIG, maior companhia de seguro do mundo, que tem como sede o já citado país, praticamente estagnaram o mundo dos negócios ao longo dos cinco continentes. No epicentro do caos (EUA, claro), os estragos demandaram investimentos monstruosos por parte do Estado local, cifras que atingiram as centenas de bilhões de dólares despejadas em alguns minutos sobre investidores sedentos por altas de bolsas e volta da estabilidade no mercado de ações mundial.
Podem vocês, leitores do Spurs Brasil, achar que nada do que aqui foi dito até o momento tem relação com a franquia do Texas para qual a grande maioria dos leitores deste blog é fã. Ledo engano. O San Antonio Spurs pode ser uma das franquias que mais tem chances de sofrer com a crise pela qual os EUA estão passando. Por quê? Simples: a AIG, citada acima como uma das companhias que quase quebrou – salva pelo governo como os indiozinhos da música ‘quase, quase virou…mas não virou!’ – é nada mais nada menos do que a seguradora de Tony Parker enquanto o francês defende sua pátria no classificatório para o Eurobasket, torneio continental de seleções.
Ou seja, caso o jogador se lesione defendendo a França, o Spurs não terá para quem pedir indenização! Isso mesmo, leitor. Como pedir dinheiro para um fundo que está falido? Pois o Spurs é o time que pode perder mais com essa crise, afinal Parker é simplesmente um dos três melhores jogadores que a franquia tem à sua disposição.
Tal situação abre um velho e cansativo debate: até que ponto a relação entre atletas e seus times pode ser quebrada devido a convocações nacionais? A França, nesse caso, não despejou um centavo para ter Parker, não investiu em seu crescimento como jogador e apenas o usa algumas vezes por ano. Já o Spurs paga salários, médicos e tudo que há de melhor para que o armador desenvolva seu melhor jogo. É justo uma equipe arcar com danos que seus atletas sofrem longe de seus cuidados? Pois bem, essa é, com certeza, uma das maiores discussões de todos os esportes, não só do basquete. Minha opinião: o seguro é obrigatório, e em caso de não ressarcimento por danos causados, o jogador nunca mais volta a ser convocado. E ponto final.
Spurs teria acertado com Salim Stoudamire

Segundo relatos do Arizona Daily, o jogador Salim Stoudamire, que deixou o Atlanta Hawks ao término da última temporada, irá agora jogar pelo San Antonio Spurs. A diretoria da equipe texana ainda não confirmou oficialmente a contratação.
Stoudamire tem como sua principal arma o arremesso de 3 pontos, e chegaria à equipe para substituir o papel que era de Brent Barry nos arremessos de longa distância. Stoudamire tem como médias na carreira 8 pontos por jogo em 17 minutos, com aproveitamento de 36,6% nos tiros de 3 pontos.
Stoudamire foi draftado em 2005 pelo próprio Atlanta Hawks, e teve uma temporada de estréia empolgante, quando anotou médias de 9,3 pontos em 20,3 minutos por partida. Porém, nas duas temporadas seguintes, atrapalhado por uma lesão crônica no tornozelo, seu desempenho caiu, e, atuou em apenas 35 partidas na última temporada regular, e anotou médias discretas de 5,7 pontos em cerca de 11 minutos por noite.
“Talvez uma organização tão eficaz como o Spurs vai mudar o caminho da carreira de Stoudamire”, disse o agente Greg Hansen. “Ele vai ter que adaptar-se”, finalizou.




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