Arquivo mensal: julho 2008
Primeira vitória em Atenas

Jogando um basquete bastante consistente, principalmente nos três primeiros quartos, a seleção brasileira masculina de basquete venceu a Croácia por 86 x 77 e conseguiu sua primeira vitória no torneio amistoso de Acrópolis. O Brasil encerra sua participação no quadrangular amanhã, contra a Austrália, seleção já classificada para as olimpíadas, as 13:30, com transmissão do Sportv 2.
Com boa atuação do quinteto inicial, formado novamente por Marcelinho Huertas, Alex, Marcelinho Machado, JP Batista e Tiago Splitter, os reservas tiveram mais segurança para entrar e não baixaram o nível da equipe. A vitória foi importante para a preparação da equipe para o Pré-olímpico, pois a Croácia é um possível avdersário do Brasil nas semifinais da competição.
O Brasil começa sua caminhada rumo aos jogos de Pequim na terça-feira, contra o Líbano. A Grécia completa o grupo da seleção de Moncho Monsalve, que tem agora 3 vitórias e 1 derrota no comando da equipe.
Salvai-nos desse marasmo, amém!

Se você, amigo leitor, não é amante de outro esporte senão o basquete, tenho uma dica para você: durma até meados de agosto. Pois é, seu precioso tempo direcionado ao esporte será mais bem aproveitado se você passar as próximas semanas dormindo. A temporada da NBA acabou e nada de empolgante está à vista, a não ser as Olimpíadas no longínquo mês de agosto – exageros a parte.
A NBA se movimenta nesse momento em negociações e assinaturas de contratos, mas nada que te entretenha por mais de cinco minutos. O assunto mais falado pelos amantes da liga americana é qual será o próximo time interessado no ala Corey Maggette. Provavelmente Corinthians, Flamengo e Palmeiras entrarão na acirrada disputa pelo jogador, que logo mais contará com o interesse dos 30 times que disputam a NBA.
A seleção brasileira masculina tem entrado em quadra nos últimos dias, mas nada que empolgue muito, uma vez que eles realmente só têm entrado em quadra e não jogado nada. O Pré-Olímpico Mundial promete ser um show… de horrores, por parte do selecionado canarinho. A vaga para os Jogos está cada vez mais distante. Na visão do maior dos otimistas, é claro.
Enquanto o mercado norte-americano e a paciência da torcida brasileira fervem, os jogadores recém-recrutados para atuar na NBA atuam nas esvaziadíssimas Ligas de Verão que se espalham pelos Estados Unidos. Os jogos são entediantes, mas o fato de jogadores interessantes do recrutamento estarem em quadra faz valer um pouquinho a pena. Mas nada demais, é claro.
O marasmo no qual o cenário do basquete está inserido é visivelmente notável. Pobres dos que, em ato de heroísmo, só têm o esporte da bola laranja como hobby. Agradeço todos os instantes por, nesse momento, ter o futebol, o vôlei, o tênis, o automobilismo e até mesmo a peteca como esportes para acompanhar.
Agora me dêem licença que eu vou fazer uma proposta pelo Maggette…
Primeira derrota na caminhada olímpica

Após duas vitórias em dois amistosos disputados contra a Venezuela no Maracanãzinho, a seleção brasileira de basquete perdeu em sua estréia no torneio amigável de Acrópolis, disputado em Atenas, para os donos da casa, por 72×65. Foi a primeira derrota de Moncho Monsalve no comando da equipe.
O treinador espanhol mandou a quadra como titulares Marcelinho Huertas, Alex, Marcinho Machado, JP Batista e Tiago Splitter. Apesar da derrota, o Brasil conseguiu jogar um basquete consistente e equilibrar o jogo frente à atual vice-campeã mundial. Monsalve mexeu bastante no elenco, e, dois 12 jogadores convocados para compor o grupo que tentará a vaga olímpica, apenas o ala-pivô Marcus não atuou hoje.
O jogo foi marcado pela alternância de runs das duas equipes. O Brasil teria conseguido um melhor resultado se tivesse marcado melhor as bolas de 3 do time grego, fundamento em que os anfitriões foram implacáveis no jogo de hoje, e se tivesse aproveitado um pouco melhor seus lances livres. Vale lembrar que a Grécia está no grupo do Brasil no Pré-olímpico, juntamente com o Líbano, e duas vitórias brasileiras seriam fundamentais para fugir da Alemanha nas quartas-de-final.
Análise dos draftados

Começo o “Passando a limpo” dessa semana pedindo imensas desculpas pela falta da coluna no domingo passado. Por alguns encalços e falta de tempo por precisar estudar, não consegui finalizar essa coluna, mas hoje venho aqui para trazê-la à vocês.
Hoje estou aqui para trazer uma ficha completa e uma análise detalhada dos jogadores adquiridos no Draft desse ano pelo Spurs. Esta análise é baseada nos vários sites sobre draft espalhados pela internet. Colocarei os pontos fortes e fracos de nossas escolhas. Então vamos ver quem são eles e como jogam.
George Hill

George Hill
Nome Completo: George Jesse Hill Junior
Data de Nascimento: 04/05/1986
Cidade Natal: Indianapolis (Indiana)
Posição: Armador
Altura: 1,88m
Peso: 82Kg
Colégio: Broad Ripple
Universidade: IUPUI
26ª escolha do Spurs
Pontos Fortes:
Hill é um grande defensor, sabe se posicionar bem, inclusive para pegar rebotes, e ainda tem mãos rápidas, braços longos e boa antecipação, que completam seu arsenal defensivo. Ele é um bom chutador, consegue arremessar de todas as partes da quadra com eficiência, vinda da boa quantidade de jogadas ofensivas que ele tem a oferecer. Apesar dele ser um pontuador, ele não é egoísta e tem um bom passe. Por causa de seus braços longos, ele parece ser maior do que aparenta. Um jogador que trabalha muito duro, não faz nada além de seus limites e raramente perde a calma.
Pontos Fracos:
Costuma jogar na posição 2, porém sua altura é para 1 ou para ser um jogador das duas posições. Ele não é um jogador espetacular, um atleta de decisão. Quando marcado por um bom defensor, ele se perde, e tem difculdade em marcar, por seu tamanho, nas duas posições. É o tipo de jogador que tem várias habilidades, mas não se destaca em nenhuma delas. A durabilidade pode ser um problema para Hill, pois na temporada retrasada ele ficou fora por ter quebrado o pé, e na última jogou com um pino de metal segurando o local cirurgicamente reparado. Mesmo ele não tendo mostrado nenhum problema nesse ano, é uma área para se preocupar.
Malik Hairston

Malik Hairston
Nome Completo: Malik Samory Hairston
Data de Nascimento: 23/02/1987
Cidade Natal: Detroit (Michigan)
Posição: Ala-armador
Altura: 1,98m
Peso: 100Kg
Colégio: Renaissance
Universidade: Oregon
48ª escolha do Suns trocada pela 45ª escolha do Spurs, Goran Dragic, mais consideração em dinheiro e escolha do Warriors no Draft de 2009.
Pontos Fortes:
Hairston é um jogador atlético, com altura ideal para jogar nas posições 1 e 2 e difícil de parar quando ataca a tabela. Movimenta-se bem sem a bola quando está atacando, criando oportunidades. Seu arremesso teve uma melhora sólida. Mostra ser um defensor dedicado e bom reboteador, que dificulta a ação de jogadores menores em sua posição. Um jogador inteligente com bons fundamentos, e boa reputação com seus colegas de time e técnico na universidade.
Pontos Fracos:
Sua condução e seu passe são ruins, e também tem dificuldades de driblar seus marcadores. Não consegue arremessar bem quando pressionado, e tende a perder o controle quando tenta ir à cesta. Defensivamente, ele perde o foco e falta intensidade, e também é muito criticado por sua falta de vontade que as vezes indica que joga apenas por obrigação. Apesar de sua força, não consegue se impor na defesa contra jogadores rápidos e não consegue se antecipar. Jogou melhor nos seus primeiros anos de universidade, depois caiu de produção.
James Gist

James Gist
Nome Completo: James Gist III
Data de Nascimento: 26/10/1986
Cidade Natal: Silver Spring (Maryland)
Posição: Ala-pivô
Altura: 2,04m
Peso: 103Kg
Colégio: Good Counsel
Universidade: Maryland
57ª escolha do Spurs
Pontos Fortes:
Gist é um jogador muito atlético, que enterra facilmente e muito ágil, estilo Lamar Odom. Se porta muito bem defensivamente no perímetro e tem faro apurado para bloqueios. Seu arremesso de média distância tem melhorado. Ele pode adicionar mais peso sem perder seu atleticismo. Se posiciona perfeitamente para o rebote, com seus braços longos ajudando bastante. Tem grande resistência e adiciona a qualquer time muita energia. Ataca a cesta com força, mesmo com os defensores tentando bloqueá-lo. Eficente nos lances livres.
Pontos Fracos:
Seu grande problema é que ele está entre a posição 3 e 4; como ala faltam habilidades no perímetro, e como ala-pivô falta força para competir contra os adversários. Muitas vezes fica passivo dentro de quadra, desaparece no ataque e acaba sumindo em quadra. As vezes, em quadra, deixa o emocional aflorar e acaba forçando na defesa, fazendo faltas.
É isso aí pessoal! Espero que tenham conhecido um pouco mais sobre os novos jogadores do Spurs. Semana que vem estaremos de volta com nossa análise semanal.

