Arquivo mensal: julho 2008
Pré-Olímpico Masculino – Sai o primeiro classificado

Eslovênia x Canadá
Por que o Brasil assistiu?
Nenhum dos dois adversários pode enfrentar o Brasil antes das semifinais. Mas a Eslovênia joga um bom basquete até o momento, e pode pintar no caminho brasileiro rumo à Pequim.
O jogo
Um primeiro tempo equilibrado no último jogo da Eslovênia na primeira fase. Mas, no segundo tempo, uma vitória tranquila da equipe européia. Contando com a torcida estrangeira mais animada da competição – atrás, é claro, só dos anfitriões gregos – os eslovenos fecharam o jogo em 86 a 70. O grande destaque do jogo ficou no duelo de garrafão entre os astros das equipes, os jogadores da NBA, Rasho Nesterovic (pelo lado esloveno) e Samuel Dalembert (atuando no Canadá). Vantagem para Nesterovic, que dominou Dalembert durante toda a partida. Os canadenses fecham o grupo amanhã, quando decidem o segundo lugar contra a Coréia do Sul.
Cabo Verde x Alemanha
Por que o Brasil assistiu?
Esse jogo é o mais importante do dia depois de seu próprio duelo para a seleção brasileira. A Alemanha é o mais cotado time para ser adversário do Brasil nas quartas de final e, por isso, os brasileiros devem sempre estar de olho nos europeus.
O jogo
O grande destaque do jogo ficou por conta dos 68 pontos sofridos pela Alemanha. Em um treino de luxo, não se espera que uma seleção com Dirk Nowitzki e Chris Kaman sofra tantos pontos de uma seleção sem organização nenhuma. Pelo lado alemão, fica de bom as destacadas atuações dos já citados jogadores e o tempo em quadra que foi concedido aos mais jovens. Placar final de 104 a 68 para os alemães, que decidem o primeiro lugar do grupo amanhã, contra a Nova Zelândia.
Próximos jogos:
13h30 (Brasília): Camarões x Porto Rico
16h00 (Brasília): BRASIL x Líbano
Viagem pré-olímpica pelo mundo

Começou nessa segunda-feira o Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino, disputado em Atenas, Grécia. Como todos já estamos cansados de saber, essa é a última chance que os homens que representam o basquete nacional têm de não ficar fora da terceira Olimpíada consecutiva. Pois o caminho das pedras, como pode ser chamado o torneio, não será em nada fácil para nosso selecionado. Mas hoje falarei sobre o lado fraco desse Pré-Olímpico, e as disparidades que rondam os continentes no âmbito esportivo – o lado social é melhor nem discutirmos.
Primeiro, separemos os representantes de cada continente. Vindos das Américas estão Brasil, Porto Rico e Canadá; oriundos da África, Camarões e Cabo Verde; de origem asiática são o Líbano e a Coréia do Sul; já da Europa, temos Grécia, Eslovênia e Alemanha; por fim, a solitária Nova Zelândia representa a Oceania. Com os países devidamente divididos, comecemos nossa análise.
As Américas enviaram um representante para cada terço de sua extensão: Sul, Central e Norte. Desses, o mais cotado para obter a vaga olímpica é Porto Rico. Os porto-riquenhos estão seguidos dos brasileiros e, posteriormente, canadenses no quesito “chances de se classificar”. O grande fator pode ser a proximidade desses países de dois centros do basquete: os Estados Unidos e sua NBA e a Argentina e seu celeiro de ótimos jogadores. Ser eliminado no Pré-Olímpico americano não é de todo ruim, mesmo com a Argentina sem seus titulares. Desses três, confio na classificação brasileira ou porto-riquenha. O Canadá, sem Nash não deve passar das quartas de final.
A África e seus representantes condizem com o que se espera de um continente mutilado pela fome e pela pobreza. Seus times podem endurecer alguns minutos, mas não suportarão a pressão de jogar contra Alemanha (Cabo Verde) e Porto Rico (Camarões). É uma pena que a África não tenha representantes à altura do torneio. Talvez nem Angola, representante africano nos Jogos, fosse capaz de fazer frente as já citadas seleções não-africanas. Acredito que se algum desses dois times passar as quartas de final, já estaremos diante de uma enorme zebra.
Seguindo a ordem, viajemos até a Ásia. Seus representantes no torneio grego são o Líbano e a Coréia do Sul. O Líbano, por muitas vezes, é visto mais como africano do que como asiático, graças a sua colocação geográfica – fica próximo a Israel, no Oriente Médio. A simples colocação de “Oriente Médio” já mostra os problemas extra-quadra que o Líbano sofre. Somados ao fato de a seleção deles não contar com nenhum grande jogador, os coloquemos como carta fora do baralho. Já a Coréia do Sul é um time de pouquíssima tradição e, apesar de não sofrer com problemas fora das quadras como o Líbano, tem um selecionado fraquíssimo e, por isso, também descarto na briga pela vaga. Os únicos representantes asiáticos devem ser a anfitriã China e o Irã, classificado no Pré-Olímpico local.
O próximo continente é a onipotente Europa. Berço da civilização ocidental, os europeus entram com o maior número de equipes cotadas para obter vagas em Pequim. A Grécia é a atual vice-campeã mundial, e só isso já seria fator suficiente para ser a favorita ao título. Mas eles também jogam em casa. A sólida defesa grega deve carimbar a vaga sem tantas dificuldades, apesar de ter em seu grupo o respeitável Brasil. Já a Alemanha conta com o fator Dirk Nowitzki, MVP da NBA em 2007 e que, junto com Chris Kaman, pivô do Los Angeles Clippers que se naturalizou alemão, pode sim almejar a vaga. Mesmo que Kaman não se entrose com o restante do time. Por fim, a Eslovênia vem com a tradição do Leste europeu, que será representado em Pequim pela sempre presente – e forte – Lituânia e pela agradável Rússia. Não descarto os eslovenos, mas acho que sua classificação para os Jogos é um tanto quanto difícil. Mas a Europa já conta com os já citados Rússia e Lituânia, além dos atuais campeões mundiais da Espanha. É bem capaz que o continente acabe com quatro ou cinco representantes nos Jogos.
Por fim, a Oceania. Geograficamente, já podemos explicar a classificação da Austrália para as Olimpíadas. Uns 90% do continente são ocupados pelo país, que deixou para a Nova Zelândia a função de disputar o Pré-Olímpico Mundial. Os neozelandeses jogam um basquete baseado na força, assim como os australianos. E eu os coloco sim como candidatos a uma vaga. Tudo depende de como a seleção deles atuará contra seu maior rival na primeira fase: a Alemanha. Se vencerem, disputarão vaga provavelmente com o Brasil – que deve ficar em segundo no seu grupo. E Brasil x Nova Zelândia será um duelo interessante. Mas nada de bancar o vidente aqui.
Enfim, amigo leitor, podemos concluir que o Pré-Olímpico será uma disputa entre América e Europa pelas vagas nos Jogos. A única intrusa na festa pode ser a Nova Zelândia. Se me pedissem um palpite hoje, estufaria meu peito de nacionalismo barato e diria: “Brasil, Grécia e Porto Rico obterão as vagas”. Mas o caminho das pedras é mais difícil do que parece.
Summer League – Spurs vs Grizzlies

A Summer League de Las Vegas começou hoje para o Spurs, que encarou a equipe do Memphis Grizzlies, que antes já havia jogado 3 partidas. Um ótimo desafio para os jovens jogadores que almejam um vaga em San Antonio para esta temporada. O próximo confronto será na terça-feira, contra o New Orleans Hornets, às 21:30 (Horário brasileiro).
O Spurs entrou em quadra com Michael Cuffe, George Hill, Malik Hairston, James Gist e Ian Mahinmi, enquanto os adversários começaram com Javaris Crittenton, OJ Mayo, Allan Anderson, Darrell Arthur e Malick Badiane.
A partida foi equilibrada, o Spurs liderou todo o primeiro quarto enquanto Oj Mayo e Darrell Arthur tentavam manter o Grizzlies no jogo; a dupla marcou 13 dos 17 pontos da equipe no primeiro quarto. Ao final do período um lance raro; OJ Mayo converteu uma cesta de 3 de muito longe no soar da campainha. O segundo e terceiro período foram piores para o time do Texas, que ficou atrás no placar e só retomou a dianteira no último e derradeiro período, para então fechar o jogo em 78-76 e estrear com vitória na liga de verão.
O Spurs foi liderado pelo armador recém draftado George Hill e pelo pivô francês Ian Mahinmi, que anotaram 17 e 18 pontos respectivamente e mais 8 rebotes coletados para cada um; destaque para grande número de rebotes pegos pelo armador. Outro nome importante na partida foi Anthony Tolliver, que saiu do banco para anotar 13 pontos, convertendo 3 de 5 tentativas de 3 pontos. A decepção foi o ala Malik Hairston, que não anotou nenhum ponto sequer, errando seus 6 arremessos tentados, isso em cerca de 20 minutos jogados.
Destaques pelo lado do Memphis foram Darrell Arthur, cestinha da partida com 23 pontos e mais 6 rebotes, e OJ Mayo, que contribuiu com 18 pontos e outros 6 rebotes.
Estatísticas do Jogo
San Antonio Spurs
Ian Mahinmi – 18 pontos, 8 rebotes, 5-10 FG e 8-10 FT em 33 minutos
George Hill – 17 pontos, 8 rebotes, 1 ast, 2-9 FG e 12-16 FT em 33 minutos
James Gist – 6 pontos, 5 rebotes, 3 blk, 3-5 FG em 18 minutos
Malik Hairston – 0 pontos, 4 rebotes, 2 ast, 1 blk, 0-6 FG em 20 minutos
Anthony Tolliver – 13 pontos, 4 rebotes, 5-9 FG, 3-5 3PT em 24 minutos
Memphis Grizzlies
Darrell Arthur – 23 pontos, 6 rebotes, 10-15 FG em 30 minutos
OJ Mayo – 18 pontos, 6 rebotes, 2 ast, 5-17 FG, 2-4 3PT, 6-6 FT em 30 minutos
Pré-Olímpico Masculino – Últimos jogos do dia

Croácia x Camarões
Por que o Brasil assistiu?
Durante o torneio preparatório de Acrópoles, a selção brasileira enfrentou os croatas e, segundo especialistas, deveria desde então encarar o selecionado croata como um dos adversários reais na luta pela vaga.
O jogo
A vitória croata era cantada desde antes da partida, e realmente aconteceu: 93 x 79 em favor dos europeus. Mas Camarões não foi uma presa fácil, como era esperado. A vitória foi definida apenas no segundo tempo de jogo, apesar de a Croácia não ter perdido o controle da partida de modo crucial em nenhum momento. Agora, os africanos enfrentam a maior força do grupo, Porto Rico, amanhã. Já os crotas fecham o grupo na quarta-feira, também contra os latinos.
Grécia x Líbano
Por que o Brasil assistiu?
O simples fato de o jogo ser o de abertura do grupo brasileiro já explicaria tudo. Somado ao fato de a Grécia ser uma das favoritas à vaga, torna-se imperdível para o selecionado do Brasil.
O jogo
Foi a maior vitória até o momento nesse Pré-Olímpico: 119 x 62 para os donos da casa. E a grande surpresa do jogo foi o fato de os libaneses conseguirem marcar mais de 60 pontos, devido a enorme dificuldade de seus jogadores em jogar basquete. Amanhã, os libaneses prometem endurecer para o Brasil, enquanto gregos só esperam nossa seleção, na quarta-feira, para, quem sabe, haver uma disputa pela liderança.
Próximos jogos:
15/07 – 7h (Brasília): Eslovênia x Canadá
15/07 – 9h30 (Brasília): Cabo Verde x Alemanha
Pré-Olímpico Masculino – Abertura do Torneio

Começou hoje a caminhada brasileira rumo à tão sonhada vaga nos Jogos Olímpicos. Como mero espectador no primeiro dia de confrontos, o Brasil teve a oportunidade de assistir dois jogos: Nova Zelândia x Cabo Verde e Eslovênia x Coréia do Sul. E nós, do Spurs Brasil, preparamos um pequeno resumo da abertura dessa primeira rodada do Pré-Olímpico.
Nova Zelândia x Cabo Verde
Por que o Brasil assistiu?
Porque a Nova Zelândia é um potencial adversário na próxima fase, caso o Brasil consiga o grande feito de se classificar em primeiro em seu Grupo e a Alemanha passe pela Nova Zelândia.
O jogo
Vitória sem muitas complicações da equipe da Oceania, placar de 77 x 50. Os 27 pontos favoráveis à Nova Zelândia demonstram a superioridade em relação à Cabo Verde, que deve ser facilmente abatido pela Alemanha. Cabo Verde volta a jogar amanhã contra os alemães, enquanto os neozelandeses fecham sua participação na primeira fase contra a Alemanha, na quarta-feira, quando podem decidir o primeiro lugar do grupo, caso a lógica prevaleça e Cabo Verde perca amanhã.
Eslovênia x Coréia do Sul
Por que o Brasil assistiu?
Porque a Eslovênia é considerada uma das seleções que podem complicar a caminhada brasileira. O selecionado do Leste europeu pode acabar cruzando com nossa equipe nas semifinais do torneio.
O jogo
Para quem achava que a Coréia seria presa fácil para os eslovenos, um jogo atraente e disputado foi visto na Grécia. Os coreanos levaram ao extremo a velha pretensão oriental de nunca desistir, mas acabaram sendo batidos no final, com surpreendente placar de 88 x 76. O placar, no entanto, não demonstra o equilíbrio que chegou a aparecer durante certos períodos da partida.
Ainda hoje:
13h30 (Brasília): Croácia x Camarões
16h00 (Brasília): Grécia x Líbano*
*próximos adversários brasileiros


