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A ninja do Texas

Ao pensar em ninjas, a primeira coisa que passa por nossas cabeças são guerreiros japoneses vestidos de preto, com o corpo inteiro coberto, sobrando apenas os olhos à mostra. Os ninjas também são altamente inteligentes, flexíveis, rápidos e silenciosos. Eles passam anos treinando, dedicando todo o seu tempo às artes que os ajudarão a trazer a glória ao seu país. Certo. Mas o que isso tem a ver com um time de basquete feminino dos Estados Unidos?

Sophia Young, a camisa 33 do San Antonio Silver Stars

Durante esta temporada, que se encontra perto do fim de sua fase regular, o San Antonio Silver Stars abrigou uma jogadora que apresentou características parecidas com as dos ninjas. De quem estou falando? Se você pensou que fosse a Becky Hammon, está enganado. O nome em pauta é Sophia Young.

Enquanto na offseason a maioria das jogadoras foi para a Europa representar times do Velho Continente a fim de ganhar dinheiro, a ala permaneceu no Texas. Em seu cronograma, fisioterapia para se recuperar de uma lesão e treinamentos físicos particulares a preparavam para o início de uma temporada que não parecia muito animadora para as Silver Stars: o mesmo elenco do ano anterior, que entrou nos playoffs com campanha abaixo dos 50% de aproveitamento e caiu de primeira para o Minnesota Lynx (que terminou como campeão da liga).

Hoje, a média de pontos de Young está 1,2 maior do que a de sua carreira (16,8). Nas três últimas partidas, no meio dessa fase de instabilidade do San Antonio, seus números foram (pontos + rebotes) 20 + 8 (Minnesota Lynx – derrota), 16 + 8 (Tulsa Shock – vitória), 19 + 9 (Seattle Storm – vitória) e 15 + 8 (Tulsa Shock – derrota). Sua estabilidade é um dos pilares da equipe.

Becky Hammon e Sophia Young: Inseparáveis dentro e fora de quadra, as caras da franquia texana

Um de seus brilhos em quadra é a parceria com Becky Hammon. Juntas, elas fazem uma das melhores duplas de ataque da WNBA, não tão popular e assediada quanto Sue Bird e Lauren Jackson (que, vale ressaltar, está deixando a desejar neste ano). Uma das jogadas mais simples do basquete, com as duas, se torna um verdadeiro Renoir da categoria: o pick-and-roll. É raro isso não dar certo entre elas.

A versatilidade de Sophia Young também é uma de suas principais armas. O arremesso de curta distância e a movimentação rápida no garrafão, por mais que sejam características de longa data, surpreendem as adversárias. O motivo? À medida que sua carreira avança, eles são aperfeiçoados como resultado de treinamentos fortes e dedicação.

Para terminar, a última característica que assemelha a ala aos ninjas é o quanto suas qualidades conseguem fugir dos holofotes. Young faz um rebuliço em quadra, é participativa nas redes sociais, promove eventos de moda, mas continua na dela. É discreta.

Depois de Becky Hammon, Sophia Young é a jogadora mais importante do San Antonio Silver Stars. Sem ela, o time não é completo. Seja por sua atuação em quadra, seu carisma ou sua dedicação, a franquia não é a mesma sem ela. Durante uma conversa com um amigo hoje, confessei estar em dúvida sobre qual das duas merece o MVP: a armadora ou a ala. Se fosse para escolher um elemento do Stars, minha balança ficaria bem equilibrada.

Sem mudar muita coisa, ainda com o olho nos playoffs

Com duas semanas para o fim da temporada regular de 2012 da WNBA, o San Antonio Silver Stars amarga uma sequência de cinco derrotas consecutivas. O que impressiona é o histórico de 12 vitórias seguidas antes disso. Muitos se perguntam o que aconteceu, de repente, com essa equipe que, durante um período, foi imbatível.

Uma análise bem fria mostra que a “queda” do time texano aconteceu logo em seguida à conquista de sua vaga cativa nos playoffs da Conferência Oeste, ao lado do Minnesota Lynx e do Los Angeles Sparks. Antes disso, tanto no período pré e pós olímpico, o San Antonio foi o carrasco de diversos esquadrões, como o Seattle Storm, o Phoenix Mercury e o Indiana Fever, além dos mencionados acima. Ou seja, dos que estão no topo de suas conferências (Leste e Oeste), o único que não perdeu em 2012 para Dan Hughes e suas comandadas foi o Connecticut Sun.

Desde a conquista do lugar na segunda fase, a campanha do San Antonio permitia a derrota para todas as equipes que ainda viriam, e mesmo assim o resultado final seria positivo. O pior que poderia acontecer era o número de derrotas ser o mesmo das vitórias, e isso é exatamente o que vem acontecendo. As últimas performances das Silver Stars têm sido regulares, sem aquela apresentação do conjunto brilhante que as jogadoras formam. Ainda assim, muito foi conquistado nessas partidas. E eu gostaria de destacar uma jogadora em especial: Jayne Appel.

Jayne Appel: sinais de melhora quando o San Antonio precisa

Quem acompanha essa coluna desde o começo sabe o quanto eu critico essa pivô, que nunca rendeu de acordo com sua capacidade para o San Antonio. Não vou dizer que ela está 100% agora, pronta para se tornar uma estrela, PORÉM tem se apresentado para aquilo que foi contratada. Está agressiva no ataque à cesta e no rebote, e tem obtido sucesso em ambos os casos. Claro, ainda não apresenta números excelentes, mas já está ajudando muito com seu físico e sua desenvoltura. Espero, de verdade, que apenas melhore.

Nas próximas duas semanas, o San Antonio Silver Stars joga seis vezes, e, por mais que eu tenha errado bastante nisso, acredito em uma campanha de 6-1 contra o Tulsa Shock, o New York Liberty, o Seattle Storm e o Minnesota Lynx.

Apareça aqui no próximo domingo para saber sobre as boas notícias que o San Antonio Silver Stars pode trazer!

De olho no futuro

Depois de uma forte série de 12 vitórias seguidas, que rendeu uma classificação adiantada para os playoffs, o San Antonio Silver Stars desacelerou. Dos cinco últimos jogos, quatro não foram bem-sucedidos. Porém, não é preciso se preocupar.

Como já disse em uma edição da Vestiário Feminino, mesmo que todos os próximos jogos terminem em derrota, não há chance de desclassificação para a segunda fase. Além disso, os placares negativos não querem dizer que, de repente, a equipe parou de funcionar. Dessas cinco partidas, duas foram feias de verdade (contra o Los Angeles Sparks e o Connecticut Sun), uma foi vencida (Tulsa Shock – por favor, dispensem as ironias), e duas não foram positivas por pouco (Minnesota Lynx e Phoenix Mercury). Essas duas últimas aconteceram na última semana.

O duelo contra o Minnesota Lynx teve placar apertado em todo o momento, tanto que só foi decidido na prorrogação. Nos últimos minutos, as campeãs não deram chance alguma e o tempo extra teve o resultado de 17 a cinco. No sábado, contra o Phoenix Mercury, o San Antonio precisou se esforçar para deixar a vantagem de Diana Taurasi e suas companheiras menos larga e, pelo menos nisso, fez um bom papel. Quase venceu, mas, usando o velho trocadilho, nesse dia a ala, que vinha acumulando desculpas para não jogar, ressurgiu das cinzas e fez todo o Mercury, dentro e fora de quadra, vibrar.

Sophia Young

Agora, três semanas separam as equipes do momento mais esperado da temporada: os playoffs. A partir daí, tudo o que foi feito de bom precisa ser melhorado, e o que foi ruim precisa ser consertado. É por isso que essa é a hora certa de Dan Hughes chamar a atenção para o aperfeiçoamento, principalmente das mais novas (Shenise Johnson, Ziomara Morrison, Danielle Robinson e Danielle Adams). Também é preciso dar um tempo de descanso para Becky Hammon. A impressão é de que ela voltou com tudo das Olimpíadas, fez partidas espetaculares, foi a responsável pela conquista da vaga nos playoffs e cumpriu a primeira parte de sua missão. Sophia Young continua sendo incrível nas jogadas próximas à cesta e em seus arremessos. Seria legal, porém, treinar da linha de três pontos. Em jogos em que Hammon é muito segurada na defesa, a ala poderia ser uma opção forte, já que é a segunda mais consistente do esquadrão.

A melhor parte desse time, da temporada de 2012, é que existe uma equipe na qual se pode confiar, e o peso não fica somente na dupla mais conhecida (Hammon-Young).

Os jogos dessa semana não serão fáceis. Na sexta-feira (7, um viva ao feriado!), o adversário será o Indiana Fever, e no domingo (9) o Minnesota Lynx. Ótimas chances de estudar novas oportunidades de ataque para os playoffs.

Quem aqui está animado para a próxima fase? Eu não vejo a hora de chegar. Pela primeira vez desde 2008, há uma chance real de o San Antonio Silver Stars encostar no troféu de campeão, e não há dúvida de que cada elemento do time está sedento por essa conquista.

Até a semana que vem!

Sem recorde de vitórias, mas com vaga nos playoffs

A notícia é a seguinte: mesmo que o San Antonio Silver Stars perca todos os seus próximos jogos, ainda sim estará dentro dos playoffs de 2012 da WNBA e a campanha do time não ficará abaixo dos 50% de aproveitamento. Os duelos mais difíceis a seguir serão contra o Minnesota Lynx (28/08, 09/09 e 23/09) e o Indiana Fever (07/09). Por que não considero as outras equipes tão perigosas?

Connecticut Sun (30/08): Até hoje, esse time carrega a fama de rei da temporada regular e servo dos playoffs. Chegou a jogar as finais, mas não conseguiu ser campeão. Nessa temporada, está em primeiro no Leste, mas não é uma pedra tão grande no caminho. Na única vez que enfrentou o San Antonio, ganhou. Porém, isso foi no começo da temporada, quando a equipe texana perdeu para Chicago Sky, Atlanta Dream e Seattle Storm (sim, é isso mesmo este ano).

Caso lembrem-se do jogo bom para as garotas da Nova Inglaterra contra o Minnesota Lynx, a partida aconteceu na mesma série de três derrotas seguidas do atual número um do Oeste (quando as Stars também sentiram o gostinho de derrotar as campeãs da liga). Portanto, agora que Dan Hughes encontrou a estrada de tijolos amarelos, a chance maior de vitória está com as meninas do estado do petróleo. O maior perigo: do outro lado do garrafão está Tina Charles.

Phoenix Mercury (01/09): Lastimável é o único adjetivo que encontro para descrever o Mercury em 2012. Com quatro vitórias e 19 derrotas, Diana Taurasi se arrastando para jogar (ninguém entende o por quê, já que foi tão bem na Olimpíada) e Candice Dupree e Penny Taylor fora, se igualar ao Tulsa Shock foi o fundo do poço para as meninas do Arizona.

Tulsa Shock (12/09 e 18/09): Argumentar o motivo de achar que um time não vai perder do Shock chega a ser desnecessário. Por três temporadas seguidas, a equipe de Oklahoma dorme em último no Oeste. Já teve troca de técnico, contratação de jogadora monstro (Liz Cambage) e veterana, mas nada adiantou. Temo que a franquia chegue à falência. É triste, principalmente quando lembramos que já foi o poderoso Detroit Shock.

Seattle Storm (14/09 e 21/09): Nunca pensei que esse dia chegaria, mas não, o Seattle Storm não é um time com o qual os adversários devem se preocupar na temporada regular desse ano. Sem Lauren Jackson, a campanha do bicampeão era de dez vitórias e 12 derrotas até então na temporada da WNBA.

A australiana retornou à ação nos Estados Unidos nessa semana, mas não conseguiu evitar a derrota contra o Indiana Fever, com quatro pontos na súmula apenas, o que aumentou a quantidade de reveses do Storm para 13.

New York Liberty (18/09): Já houve partida entre os dois neste ano, e o San Antonio ganhou tranquilo com 13 pontos de diferença. No quadro geral, o time da Big Apple se encontra no quarto lugar do Leste, com nove vitórias e 14 derrotas.

Na semana passada meus palpites foram certeiros contra o Washington Mystics e o Tulsa Shock.

Sobre o jogo contra o Los Angeles Sparks, realmente foi difícil, mas não acabou com vitória para o San Antonio Silver Stars. Foi uma derrota muito feia, com placar centenário (101 a 77), algo bem atípico para o time nessa temporada. Portanto, a atual campanha do Stars é de 17 vitórias e seis derrotas, no terceiro lugar da Cnferência Oeste, e com classificação garantida para os playoffs.

Até a semana que vem!