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Spurs (26-9) @ Knicks (22-10) – Nada a comemorar

83×100
Um dia após vencer o Milwaukee Bucks, fora de casa, o San Antonio Spurs partiu para o segundo jogo de seu primeiro back-to-back de 2013, desta vez para encarar o New York Knicks, no Madison Square Garden. E os texanos parecem ter sentido o desgaste da viagem e, com uma apresentação muito abaixo da média, acabaram facilmente derrotados pelo adversário nesta quinta-feira (3), pelo placar de 100 a 83.

Uma imagem que resume a noite (S. Butler/NBAE/Getty)
Noite para esquecer
O péssimo aproveitamento nos arremessos de quadra foi o fator fundamental para a derrota. Os texanos acertaram apenas 36,4% de seus tiros no geral e somente 26,5% nas bolas de 3 pontos, contra 47,6% e 44,4% do rival, respectivamente. Mas não foi só neste fundamento que os visitantes ficaram atrás. Em todas as estatísticas, exceto nos lances livres, o Spurs levou desvantagem: 48 a 35 nos rebotes; 26 a 14 nas assistências; 10 a 8 nos roubos de bolas; 12 a 13 nos desperdícios. O único empate foi em tocos, 5 a 5. Não tinha mesmo como vencer.

De pouco adiantaram as investidas de Tony Parker diante do New York Knicks (S. Butler/NBAE/Getty)
Big Three apagado
Se no duelo de quarta, contra o Bucks, o Big Three de San Antonio estava inspirado, não se pode dizer a mesma coisa do confronto diante dos Knicks. O trio de estrelas, assim como outras peças do elenco, parece ter sentido o peso da maratona de jogos e pouco produziu. Com os coadjuvantes em dia tímido e com os principais jogadores do Spurs apagados, ficou fácil para os nova-iorquinos dominarem a partida.
Capitão no estaleiro
A noite não era mesmo do Spurs. Em um lance um tanto quanto bizarro, a equipe perdeu Stephen Jackson ainda no primeiro quarto. Após um arremesso de 3 pontos na zona morta, restando 3:23 para o fim do período, o ala deu um passo para atrás ao notar a aproximação de Amar’e Stoudemire, que corria na tentativa de contestar seu chute. Mas o Capitão tropeçou em uma garçonete que trabalhava a beira da quadra, próximo de onde estava sentado o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Com o incidente, o camisa #3 sofreu uma torção no tornozelo direito e não retornou mais. Ainda não se sabe a gravidade da lesão.
Novato?
Aos 35 anos, Pablo Prigioni é o mais velho novato da NBA nos últimos 40 anos. Parece estranho um jogador a esta altura da carreira, em que teoricamente está em decadência, receber uma oportunidade na principal liga de basquete do mundo. Mas o argentino não vem decepcionando na Big Apple e foi um dos comandantes da vitória dos Knicks. Com nove assistências – uma delas para uma espetacular ponte aérea de J.R. Smith – Prigioni alcançou sua maior marca no fundamento desde a estreia. Além disso, colaborou com seis pontos e foi fundamental na defesa com três roubos de bola em 27 minutos jogados. Parece que ele não foi um bom anfitrião para o conterrâneo e amigo Manu Ginobili.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Gary Neal – 12 pontos
Tim Duncan – 11 pontos e 6 rebotes
Tony Parker – 11 pontos e 6 assistências
New York Knicks
Carmelo Anthony – 23 pontos e 8 rebotes
J.R. Smith – 20 pontos e 5 rebotes
Steve Novak – 15 pontos (5-7 3 PT)
Feliz, pero no mucho

Principalmente após o All-Star Game, o torcedor do San Antonio Spurs tem comemorado a volta à boa forma do argentino Manu Ginobili. Com a lesão do armador Tony Parker e com as dificuldades – principalmente, a física – que Tim Duncan vem enfrentando, o ala-armador se tornou, com sobras, o atleta mais importante da equipe texana nas últimas partidas. Porém, essa empolgação que nós, fãs brasileiros do Spurs, estamos sentindo pode mudar de forma entre agosto e setembro deste ano, quando será disputado o Mundial de basquete masculino na Turquia.
Assim como vem fazendo com o Spurs, Manu, se estiver disposto a atuar pelo seu país, vai comandar uma seleção cheia de possibilidades. A começar pelo ala Carlos Delfino. Tão surpreendente quanto a campanha do seu Milwaukee Bucks é o desempenho do atleta, que sustenta médias de 10,8 pontos, 5,3 rebotes, 2,7 assistências e uma roubada por partida – em todos os fundamentos, os melhores números desde que o atleta começou a jogar na NBA.
Outro jogador que, sem dúvidas, vai ser importante para os hermanos será o ala-pivô Luis Scola – que já deixou de ser surpresa faz tempo. O atleta vem atuando por quase 32 minutos por noite com a camisa do Houston Rockets – esta é a temporada em que o argentino mais ficou em quadra na liga. Scola – que divide seus minutos entre as posições quatro e cinco – dá trabalho para os grandalhões na NBA e costuma crescer de produção quando joga pela Argentina. Ele deve ser a segunda figura mais importante no time.
Além do trio, temos ainda outros jogadores, como Andres Nocioni e Fabrício Oberto, que vêm ganhando lá seus minutos no Sacramento Kings e no Washington Wizards, respectivamente. Pablo Prigioni comandou, nesta semana, uma surpreendente vitória fora de casa do Real Madrid sobre o Barcelona, distribuindo assistências e roubadas de bola. Walter Herrmann, depois de enfrentar lesões, voltou a jogar pelo Caja Laboral – equipe dos brasileiros Marcelinho Huertas e Tiago Splitter. Além disso, membros do selecionado que, mesmo desfalcado, levou a Argentina ao bronze na última Copa América devem ser lembrados.
Até que fase os hermanos podem chegar depende de algumas variáveis. Ginobili, que andou sofrendo com lesões, e Scola e Delfilo, que têm seus contratos se encerrando no meio do ano, podem ser desfalques. Porém, completa, a Argentina pode sonhar com uma final – ainda mais caso o Dream Team não vá completo e se Pau Gasol resolver não jogar na Turquia. Vale lembrar que é o único título que Manu Ginobili ainda não tem…
