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Corte deixou Neal fora contra o Knicks


Corte no dedo afastou Neal de jogo contra o Knicks (AP Photo/Don Ryan)
Surpreendeu o fato do técnico Gregg Popovich ter deixado o ala-armador Gary Neal fora da rotação duirante a derrota do San Antonio Spurs para o New York Knicks. Com a ausência, o australiano Patrick Mills teve mais minutos de quadra e acabou não tendo o mesmo efeito que o companheiro na segunda unidade enviada à quadra pelo treinador. Mas a ausência de Neal não foi uma opção, e sim uma necessidade. Com um corte no dedo em sua mão de arremesso, a direita, ele não estava apto para jogar.
O corte não é novidade para Neal e quase o tirou da vitória sobre o Los Angeles Lakers na partida anterior à contra o Knicks, em informação transmitida pelo jornalista Andrew McNeill, que cobre o Spurs para o blog 48 Minutes of Hell. No duelo contra os californianos, ele atuou por só sete minutos e errou os três arremessos que tentou.
Apesar do jogo ruim diante do Lakers e da ausência contra o Knicks, Neal vem fazendo um bom começo de temporada. Vindo do banco, participou de oito partidas e colabora até o momento com médias de 10,1 pontos e 31,6% de aproveitamento quando arremessa na linha dos três. Para o duelo contra o Denver Nuggets, no sábado, o ala-armador já deverá estar apto para atuar.
Spurs (6-1) @ Blazers (2-4) – Haja coração!

112×109
Se havia algum torcedor texano com problemas cardíacos, provavelmente ele não passou do jogo entre San Antonio Spurs e Portland TrailBlazers, que ocorreu na madrugada de sábado (10) para domingo. A partida foi repleta de mudanças na liderança do placar, lances incríveis nos momentos decisivos e jogadores inspirados. Sem dúvidas, um dos melhores embates desta temporada que se inicia.

Gary Neal esteve inspirado (Sam Forencich/NBAE/Getty)
Xô, zica!
Fazia tempo que o Spurs não sabia o que era vencer no Rose Garden. Das últimas sete partidas disputadas na casa dos Blazers, todas terminaram com vitória dos mandantes. Com muito suor e sofrimento, esta sina foi quebrada na partida deste sábado.

Duncan foi bem de novo (Sam Forencich/NBAE/Getty)
Titulares adversários afinados
De bobo o time de Portland não tem nada. Apesar de ter um banco um tanto quanto frágil, o quineto titular da equipe tem muito talento, e promete incomodar muito nesta temporada. Do time titular, o trio Nicolas Batum, LaMarcus Aldridge e o novato Damian Lillard, com 33, 29 e 20 pontos respectivamente, são jogadores de muita qualidade ofensiva, que por muito pouco não tiraram a vitória das mãos de San Antonio.
Amor e Ódio
Amar ou odiar Gary Neal? O ala-armador, famoso pelos seus arremessos destemidos, às vezes toma algumas decisões que tiram os torcedores do Spurs do sério. Por outro lado, os tiros impossíveis convertidos em momentos decisivos nos fazem não termos certezas dos nossos sentimentos. O camisa #14 foi peça chave na vitória dos comandados de Gregg Popovich, anotando 27 pontos – maior marca da carreira -, e sendo um dos principais nomes na reação iniciada no terceiro quarto.
Minutos finais
Os minutos finais da partida merecem uma resenha à parte, pois foram aqueles momentos mágicos em que os jogadores decisivos aparecem. O Blazers encostou no placar com uma cesta de três pontos de Nicolas Batum, marcado por Danny Green, que levou o resultado parcial para 105 a 103. No ataque seguinte, o Spurs quase perde a bola, que sobra livre para Tim Duncan – outra partidaça do ala-pivô – enterrar com as duas mãos. A equipe de Portland converte mais uma bola de três, mas o Spurs não deixa que o empate aconteça com uma bandeja de Duncan, levando o placar para 109-106. Faltando 40 segundos para o término da partida, Batum, mais uma vez, aparece para converter uma cesta de três e empatar o jogo. Então, aparece a experiência de Manu Ginobili, que, a 12 segundos do fim, sofre uma falta e converte os dois lances-livres. Com a última posse, Batum foi dessa vez incapaz de levar sua equipe à vitória, e o rebote coletado por Stephen Jackson decretou a vitória da equipe texana. Corações na mão, e a sexta vitória do Spurs na temporada.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Gary Neal – 27 pontos e sete rebotes
Tim Duncan – 22 pontos, nove rebotes e três tocos
Manu Ginobili – 17 pontos, quatro assistências, quatro rebotes e três roubos de bola
Stephen Jackson – 13 pontos, três assistências, três rebotes e três roubos de bola
Danny Green – Dez pontos e cinco rebotes
Kawhi Leonard – Dez pontos, três rebotes e três roubos de bola
Portland TrailBlazers
Nicolas Batum – 33 pontos, sete rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola
LaMarcus Aldridge – 29 pontos, sete assistências, quatro rebotes e quatro tocos
Damian Lillard – 20 pontos, seis assistências, três rebotes e dois roubos de bola
Qual a melhor opção?

Encontrar um reserva confiável para Tony Parker sempre foi um problema para o San Antonio Spurs. Desde que o francês desembarcou no Texas, em 2001, poucas vezes pôde ir descansar tranquilo durante as partidas. Na função de substituir o francês, muitos já passaram; alguns com mais sucesso, outros com menos, mas entra ano e sai ano e este é um problema que volta à tona.

E quando ele tiver que descansar?
Terry Porter, Speedy Claxton, Jason Hart, Nick Van Exel, Beno Udrih e Jacque Vaughn tiveram a missão, antes de George Hill assumi-la em 2008 e solucionar temporariamente o problema. Mas com a troca do armador para o Indiana Pacers, na negociação que trouxe Kawhi Leonard ao Spurs, em 2011, Gregg Popovich estava novamente com o abacaxi nas mãos para descascar.
O início animador de T.J. Ford na última temporada empolgou os torcedores, que viram no armador um reserva à altura para Tony Parker. Mas um problema crônico na coluna forçou a precoce aposentadoria de Ford e deixou o Spurs sem um substituto para o astro francês, já que Cory Joseph, draftado em 2011, ainda estava muito cru para a NBA.

Neal foi usado na armação na última temporada
A solução encontrada por Popovich foi improvisar Gary Neal na posição, opção mantida durante toda a temporada, mesmo após a chegada do australiano Patrick Mills ao elenco.
Para 2012/2013, o treinador terá novas opções para dar valiosos minutos de descanso à Parker. Primeiro porque Mills está mais ambientado ao esquema tático e vem cheio de confiança depois da boa participação nas Olimpíadas de Londres, liderando a seleção da Austrália.
Outra opção para Pop é o novato Nando De Colo, que já nos jogos de pré-temporada mostrou visão de jogo acima da média e está disponível para atuar como armador principal se necessário.
A escolha de Popovich, no entanto, deve ser mesmo Gary Neal. O treinador já deu declarações que deve manter o ala-armador improvisado na posição, pelo menos no início da temporada. Então Mills e De Colo terão de correr atrás de seus minutos.
Mas manter Neal improvisado como reserva imediato na armação não me parece a melhor decisão quando se tem outros jogadores com características mais condizentes com a função. Não que ele tenha ido mal quando exigido – até conseguiu executar bem o “feijão com arroz” -, mas Neal claramente não tem o “cacoete” de armador.
O ponto forte de seu jogo é o arremesso e atuar na posição 1, sendo obrigado a iniciar as jogadas ofensivas, acaba sacrificando muito sua principal arma. Com a bola nas mãos, Neal tem visão de jogo limitada e, muitas vezes, acaba tomando decisões erradas, forçando chutes desnecessários.

Mills irá para sua segunda temporada em San Antonio. Chegou a hora de brilhar?
Armador de origem, Mills me parece pronto para ter uma oportunidade. Com ótimo controle de bola e habilidade para pontuar, tem características mais parecidas com as de Parker. Depois do período de adaptação que passou na última temporada, entrosamento não deve ser mais um problema.
De Colo também está mais habituado à função do que Neal. O francês se acostumou a jogar com a bola nas mãos durante seu período na Espanha, e, embora seja menos pontuador que Parker, é um excelente passador.
Popovich é um técnico teimoso e quando coloca algo na cabeça é difícil mudar de ideia. Mills e De Colo terão de mostrar no dia a dia, nos treinos e durante as partidas, que podem assumir a posição. Mais até que o trabalho ofensivo, terão de provar evolução defensiva para deixar o técnico com uma boa “dor de cabeça” na hora de decidir a rotação.
Reconstruindo o Spurs – As alas

Nesta sexta-feira (6), darei continuidade ao Reconstruindo o Spurs, série especial de colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e sobre possíveis movimentações da franquia texana nesta offseason. Após analisar os armadores do plantel, chego às posições 2 e 3, as alas.
Neste ano, Gregg Popovich usou dois jovens talentosos como titulares e dois veteranos vindo do banco de reservas, o que, durante a temporada regular, ajudou a equipe a apresentar um bom basquete durante 48 minutos. No entanto, nos playoffs, alguns desses jogadores sentiram a pressão das partidas importantes e caíram de produção. Veja a análise completa deste panorama a seguir.
‘Tios’ em meio à garotada
1) O elenco
Manu Ginobili – Membro do Big Three texano, Ginobili foi prejudicado por contusões e só conseguiu jogar 34 das 66 partidas do Spurs na temporada regular, apresentando médias de 12,9 pontos (52,6% FG, 41,3% 3 PT, 87,1% FT) e 4,4 assistências em 23,3 minutos por exibição. Porém, na final da Conferência Oeste, contra o Oklahoma City Thunder, o ala-armador mostrou sua importância para a equipe e passou a anotar 18,5 pontos (44,8% FG, 33,8% 3 PT, 85,7% FT) por partida. Vale lembrar que o argentino tem contrato válido até o fim da próxima temporada.
Kawhi Leonard – Fazia tempo que um novato não causava impacto tão positivo em San Antonio. Nem mesmo George Hill, queridinho assumido de Gregg Popovich, foi titular nos playoffs em sua primeira temporada com o Spurs. Leonard se destacou por sua habilidade defensiva e ainda por cima foi melhorando seu arremesso até se tornar uma ameaça sólida do perímetro. Na última temporada, o ala assumiu a vaga no quinteto titular após a saída de Richard Jefferson e apresentou médias de 7,9 pontos (49,3% FG, 37,6% 3 PT, 77,3% FT) e 5,1 rebotes em 24 minutos por noite.
Stephen Jackson – É incrível como o Capitão se sente à vontade no Texas. O ala chegou nas últimas semanas da temporada regular na troca que enviou Jefferson para o Golden State Warriors e, aos poucos, foi encontrando seu papel na rotação do Spurs. Até que, nos playoffs, Jackson se tornou um dos principais nomes do time de San Antonio, apresentando médias de 11,8 pontos (65,7% FG, 68,0% 3 PT, 88,9% FT) e dois rebotes em 23,7 minutos por exibição na série contra o Thunder. Ainda tem mais um ano de contrato.
Danny Green – Principal surpresa do elenco texano na última temporada, Green saiu do fim do banco para ganhar a vaga de ala-armador titular após a contusão de Ginobili e tomou conta da posição, apresentando médias de 10,3 pontos (46,3% FG, 46,3% 3 PT, 81,4% FT) e 3,5 rebotes em 24,4 minutos por partida. Por isso, o jogador, que é agente livre restrito neste verão, despertou o interesse de Boston Celtics e Utah Jazz. No entanto, o atleta sentiu o peso dos playoffs, e, na pós-temporada, seus números caíram para 7,4 pontos (41,8% FG, 34,5% 3 PT, 70% FT) e 3,2 rebotes em 20,5 minutos por jogo. Mesmo assim, o Spurs, que tem o direito de igualar qualquer oferta feita pelo camisa 4, afirmou que pretende mantê-lo.
Gary Neal – Após uma animadora temporada de novato, Neal foi, na minha opinião, prejudicado em 2011/2012. Isso porque o atleta teve de ser deslocado para a função de armador reserva depois da aposentadoria de T.J. Ford, já que Cory Joseph se mostrou imaturo para a NBA. Em relação a seu primeiro campeonato na liga profissional americana, os números do camisa 14 sofreram ligeiro aumento: de 9,8 para 9,9 pontos e de 1,2 para 2,1 assistências por partida. Em compensação, o aproveitamento nos arremessos caiu de 45,1% para 43,6% e os rebotes, de 2,5 para 2,1 por jogo. No entanto, Neal segue sendo um jogador barato: o Spurs pode mantê-lo por pouco mais de US$ 850 mil na próxima temporada.
James Anderson – O jovem jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, sempre mostrou potencial na defesa e, principalmente, nos arremessos de três pontos. Porém, quando era novato, foi atrapalhado por uma lesão que o tirou de quase toda a temporada. Em seu segundo campeonato, teve a chance de virar titular após a lesão de Ginobili, mas não correspondeu e acabou no fim do banco em um elenco recheado de alternativas para o perímetro. Agora, provavelmente está de saída – o Spurs tinha a opção de mantê-lo por mais um ano, mas preferiu deixá-lo virar agente livre. Nesta temporada, Anderson disputou 51 das 66 partidas do time de San Antonio e apresentou médias de 3,7 pontos (37,9% FG, 27,9% 3 PT, 75,0% FT) e 1,5 rebotes em 11,8 minutos por exibição.
2) O Draft
Com somente uma escolha no tradicional recrutamento de calouros – que, por sinal, era a 59ª e penúltima – o Spurs selecionou um ala-armador que deve reforçar o elenco para a próxima temporada. Será mais um achado da franquia? Conheça-o melhor a seguir:
Marcus Denmon – Atuando em sua quarta e última temporada no basquete universitário por Missouri, Denmon apresentou médias de de 17,7 pontos (46% FG, 40,7% 3 PT, 89,6% FT) e cinco rebotes em 34,6 minutos por noite. Relatórios de olheiros feitos antes do Draft elogiavam a eficiência para pontuar, a habilidade defensiva e a inteligência do jogador em quadra, mas alertavam para sua baixa estatura para atuar na posição 2. Por isso, seu estilo é comparado ao de Eddie House. O atleta deve formar dupla de armação com Joseph na Summer League, que começa a ser disputada no próximo dia 13.
3) Na Europa
Nos Drafts dos últimos anos, o Spurs adquiriu o direito de três alas que atuam no Velho Continente. No entanto, até aqui, parece que nenhum deles reforçará o elenco já para a próxima temporada. Mesmo assim, conheça-os melhor a seguir:
Adam Hanga – Selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2011, Hanga acaba de terminar sua primeira temporada no basquete espanhol atuando no Assignia Manresa. O jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, apresentou médias de 7,8 pontos (39,7% FG, 27,0% 3 PT, 67,0% FT) e 2,4 rebotes em 21 minutos por jogo. Aos 23 anos de idade, o húngaro foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.
Davis Bertans – Com apenas 19 anos de idade, o letão, que pode atuar nas posições 3 e 4, é uma das principais apostas para o futuro do Spurs. Nesta temporada, o jogador se transferiu para o Partizan, da Sérvia, e atuou em 26 partidas na competitiva Liga Adriática, apresentando médias de 3,6 pontos (41,0% FG, 36,2% 3 PT, 66,7% FT) e 1,3 rebotes em pouco menos de 14 minutos por partida. Assim como Hanga, Bertans também foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.
Viktor Sanikidze – Selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004 e em seguida trocado para o Spurs, o georgiano, que pode atuar nas posições 3 e 4, chegou a despertar, neste ano, o interesse da franquia texana, que mandou uma equipe para observá-lo na Europa. No entanto, o atleta deve ficar ao menos mais uma temporada no Velho Continente. No último Campeonato Italiano, atuando com as cores do Virtus Bologna, Sanikidze apresentou médias de 12 pontos (48,1% FG, 30,4% 3 PT, 63,7% FT) e 10,9 rebotes em 32,4 minutos por exibição.
4) No mercado
Por enquanto, o Spurs foi atrás de três alas nesta offseason: Nicolas Batum, que eu considero uma ótima alternativa, Rashard Lewis, que poderia ser útil se topasse um salário razoável, e Josh Howard, que acho que não tem muito a acrescentar ao time. Confira outros que podem acabar virando opção para o time texano:
Grant Hill – O Spurs já tentou contratá-lo na última offseason. Então, porque não tentar de novo desta vez? Hill é a cara do Spurs – veterano, com bom comportamento, boa defesa e arremesso mortal do perímetro. Pode ser uma excelente reposição caso Green deixe San Antonio. Na última temporada, atuando pelo Phoenix Suns, o ala apresentou médias de 10,2 pontos e 3,5 rebotes por noite. Se tornou agente livre irrestrito no último dia 1º.
Jeff Green -É bem verdade que contratar o jogador seria uma aposta arriscada, já que Green perdeu toda a última temporada por conta de um problema cardíaco. Mas confesso que o jogador é um de meus prediletos desta lista. Sua boa capacidade defensiva e, principalmente, sua precisão nos arremessos de três pontos o tonrariam um bom substituto para Green, com um bônus: ele pode atuar improvisado como ala-pivô, o que daria mais uma alternativa interessante de small-ball para Pop, que já conta com Leonard e Jackson. O ala é agente livre irrestrito.
Shannon Brown – Outro que jogou no Phoenix Suns na última temporada. Brown, que tem uma boa defesa e um atleticismo acima do comum, poderia servir como peça de reposição caso Neal ou Green deixem o time. Na última temporada, o ala-armador, que é agente livre irrestito na offseason, apresentou médias de 11 pontos e 2,7 rebotes por jogo.
Anthony Parker – Mais um com a cara do Spurs. Parker se credencia a ser uma boa contratação para a equipe texana por ser veterano, com bom comportamento, por ter uma boa defesa de perímetro e, principalmente, por ter um arremesso preciso da linha de 3 pontos. Por isso, o jogador, que é agente livre irrestrito nesta offseason, poderia ocupar tanto a vaga de Neal quanto a de Green. Na última temporada, atuando pelo Cleveland Cavaliers, o ala-armador apresentou médias de 7,2 pontos e 2,7 rebotes por exibição.
O que temos a oferecer


R.C. Buford (esq.) é conhecido por fazer bons negócios. Será que ele tirará mais um coelho da cartola nessa intertemporada?
Mais uma offseason se inicia, e, como sempre, surgem muitos boatos da excessivamente especulativa imprensa norte-americana, mas nada de concreto até agora pelo lado de San Antonio. E é de se esperar que provavelmente não tenhamos nenhuma grande novidade, principalmente com os agentes livres, já que o Spurs tem pouco espaço na folha salarial para trazer um jogador de impacto. O que talvez possa se concretizar seja a vinda de Nando de Colo e Erazem Lorbek, que têm os direitos vinculados à nossa franquia e vêm sendo especulados para vestirem o uniforme preto e prata na temporada vindoura.
E uma grande troca, será? É sempre bom sonhar. É fato que temos poucas alternativas atrativas para uma troca, mas quem sabe nossos dirigentes não saem com uma solução criativa e vantajosa para a equipe?
Abaixo, temos uma tabela com todos os jogadores sob contrato do Spurs e seus respectivos salários. Vale lembrar que Danny Green e Patrick Mills são agente livres restritos, ou seja, o Spurs pode cobrir qualquer proposta feita por eles, e a lista não conta com Boris Diaw e Tim Duncan – ambos agentes livres irrestritos e incertezas para a próxima temporada, embora Duncan já esteja com sua renovação contratual bem encaminhada.
Manu Ginobili dificilmente serviria como moeda de troca. Apesar de ser gênio, o veterano tem um contrato salgado e uma grande identificação com o San Antonio Spurs, e provavelmente esteja nos seus planos e nos planos dos dirigentes da franquia que o jogador encerre sua carreira por lá.
Tony Parker foi envolvido em diversos rumores de troca na última temporada, mas acabou ficando. Na noite do Draft, chegou a cogitar-se a possibilidade de o armador ser trocado, devido à lesão no olho que adquiriu numa briga de bar, mas novamente era pura especulação. O armador vem de uma temporada de nível All Star e ficou bem claro que o Spurs depende muito dele, que é o jogador mais novo do Big Three, com 30 anos, para atingir suas pretensões. Por isso, dificilmente o time estará disposto a envolvê-lo em alguma negociação. Outro que não deve ser usado como moeda de troca é Stephen Jackson. The Captain tem um contrato expirante de 10 milhões de dólares, e os fatos de já ser um veterano, de ter um alto salário e de ter se readaptado bem a San Antonio devem fazer com que o atleta continue no Texas.
Um atleta do plantel texano que já atraiu interesse de outras equipes, como Utah Jazz e Boston Celtics, é Danny Green. Como dito anteriormente, Green é agente livre restrito, e o Spurs poderia renovar com o jogador e usá-lo como moeda de troca no que chamamos de sign and trade. A equipe de Utah tem quatro jogadores de garrafão de alto nível – Al Jefferson, Paul Millsap, Derrick Favors e Enes Kanter – e poderia estar interessada em negociar um destes. Por Jefferson ser a estrela da equipe e Favors e Kanter serem jovens de futuro promissor, Millsap seria a opção mais possível. O ala-pivô tem um contrato expirante de 7 milhões de dólares, e cairia como uma luva no fraco garrafão texano. Em troca, o Spurs poderia enviar Danny Green, um de seus pivôs (DeJuan Blair, Matt Bonner ou até mesmo Tiago Splitter) e uma futura escolha de Draft.
Com o Boston Celtics, uma troca seria mais inviável. É difícil imaginar a equipe negociando Rajon Rondo, Paul Pierce ou Kevin Garnett, que recentemente renovou seu contrato. Dos outros jogadores que o Celtics possui, o único que talvez poderia ter alguma utilidade no elenco texano seria o pivô Greg Stiemsa, que mesmo longe de ser um grande jogador poderia contribuir com sua capacidade defensiva.
Ainda temos no elenco Kawhi Leonard, que chega ao seu segundo ano de liga não mais como uma promessa, e que, apesar de poder atrair interesse de outras franquias, é quase impossível que os dirigentes texanos estejam dispostos a abrir mão do jogador, que, além de ser formado em casa, preencheu a lacuna da posição 3 deixada por Bruce Bowen.
Se Patrick Mills tiver seu contrato renovado, certamente não será uma moeda de troca atrativa para alguma outra equipe, assim como o armador Cory Joseph, que teve poucas oportunidades na sua temporada de novato.
Gary Neal, jogador no qual o Spurs pode escolher dispensá-lo para ser agente livre ou renovar seu vínculo, poderia atrair a atenção de alguns times. Sendo um pontuador nato e com um excelente arremesso de 3 pontos, Neal poderia ter seu contrato renovado e logo após envolvido em alguma negociação.
E você torcedor, arrisca alguma palpite viável para o San Antonio Spurs?


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