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EUA de volta ao topo do mundo!

Com mais de 2 meses ainda para o início da temporada regular da NBA e com o mundo girando em torno de Pequim-2008, não podia deixar de comentar um pouco sobre o torneio de basquete olímpico, mesmo depois da grande cobertura já realizada pelo nosso site.
Na minha modesta opinião, essa olímpiada será um verdadeiro passeio da equipe americana, com vitórias tranquilas sobre quaisquer adversários. Nada comparado ao time de Barcelona-1992, mas não terão problemas para derrotar ninguém. O vice-campeonato será disputado por várias equipes. Incluo nessa briga Argentina, Grécia, Rússia e Espanha. Lituânia e Croácia correndo por fora na briga por medalhas. O restante vai a China a passeio.
Das 6 postulantes à medalhas de prata e bronze, creio que a mais forte delas é a Espanha. Com uma base experiente, a equipe espanhola é fortíssima; com diversos jogadores com passagens pela NBA, será dificíl tirar a Espanha do pódio. A Argentina vem um pouco mais fraca do que em outras competições, e acho que não será nada fácil ficar entre as 3 primeiras, já que a forte equipe grega é um time muito cascudo, experiente, e que realiza uma marcação sob pressão quadra toda realmente impressionante. A Grécia é a equipe que joga o basquetebol mais tático no mundo de hoje em dia. Realmente dá gosto de ver a equipe em quadra. Outra equipe que vem de bons resultados é a Rússia. Porém, apesar disso, não acho que esteja no mesmo nível de Espanha e Grécia, embora tenha conquistado o Europeu de Seleções. Contar com Kirilenko não é uma garantia, e acho que como equipe acaba devendo em relação à Espanha e Grécia.
Correndo por fora, Lituânia e Croácia. A Lituânia, que conseguiu um bela classificação no Europeu não me enche os olhos, mas pode pintar como surpresa no pódio, embora não possua muitos jogadores de destaque no cenário internacional. Já a Croácia, apesar de uma inesperada derrota para o Brasil em um torneio preparatório, realizou um bom pré olímpico e chega com moral na Olimpíada. Um 6º lugar seria um lugar normal para a equipe croata, mas não nos surpreendamos se ela aparecer com uma medalha de bronze.
Das demais seleções, só acredito mesmo numa possível mas remota surpresa da equipe alemã, com seu ótimo pivô, recém naturalizado, Chris Kaman, e o excelente Dirk Nowitzki. Angola, Irã, Nova Zelândia, China e Austrália vaõ a Pequim a passeio.
Agora é esperar o torneio começar e minhas previsões serem postas à prova!
Até Pequim!
Uma offseason bem movimentada

Para quem pensou que a offseason da NBA não teria muita graça, se enganou. Muitas movimentações estão prontas para serem acertadas assim que a NBA libere.
Um jogador muito disputado foi Corey Maggette, que chegou finalmente a um acordo com o Golden State Warriors, que, por sua vez, já tinha perdido Baron Davis, para o ex-time de Maggette, o Los Angeles Clippers, que acabou perdendo também Elton Brand, praticamente acertado com os 76ers. No Sacramento, Artest decidiu continuar no Kings, mas não sem antes falar umas bobagens, já rotineiras vindas dele. Em New York, chegará o armador reserva do Bulls, Chris Duhon. A equipe do Milwaukee Bucks conseguiu Richard Jefferson, e cedeu por ele Bobby Simmons e o chinês Jianlian.
O time do Washington Wizards conseguiu chegar a acordos com duas de suas estrelas, Gilbert Arenas e Antawn Jamison, mantendo a boa base, junto com o ótimo Caron Butler. Resta torcer para Arenas jogar uma temporada inteira. Em Portland, chegou o excelente ala-armador Rudy Fernandez, que na Europa deu muito certo, e em quem os dirigentes de Portland apostam muito. Boston vem lutando para mantes James Posey, peça importante na rotação do time. Mutombo deve jogar mais uma temporada em Houston; o quarentão ainda vai aguentar mais uma temporada? E o destino de Marbury ninguém ainda sabe, embora o atleta tenha sempre problemas de relacionamento, ele vem sendo disputado por algumas equipes.
Rumores de trocas surgem em todos os momentos. Quem não gostaria de contar com Marion por exemplo? O Miami talvez troque o jogador… o destino ninguém ainda sabe. E Josh Smith? Ainda não é certo que ele fique em Atlanta, e o excelente defensor cairia como uma luva em qualquer equipe. Até mesmo o aposentado Darius Miles pode voltar, vocês acreditam? Eu, sinceramente, como torcedor dos Blazers, não consigo acreditar nesse cara, porém Suns e Celtics parece que querem tentar arriscar. Se conselho fosse bom, ninguém dava, mas eu vou dar um agora: não acreditem nesse cara!
As principais movimentações estão descritas aí em cima, agora é aguardar as trocas e assinaturas se oficiliazarem e começar a torcer pelas renovações feitas nas suas equipes! Lemrbando sempre que a qualquer momento uma nova negociação pode acontecer…
Um peso, duas medidas

Todos nós já estamos cansados de ouvir o que aconteceu com Iziane e ouvir a análise dos comentaristas a respeito. Mas a atitude dela não é novidade na seleção brasileira.
No pré-olímpico masculino de 2007, em Las Vegas, quando o Brasil vencia o Uruguai por larga vantagem e garantia vaga nas semifinais da competição, Nezinho recebeu o chamado do técnico Lula para entrar em quadra e se recusou, assim como Iziane.
No dia seguinte, o armador da seleção brasileira explicou que “não via a necessidade de entrar, já que a vitória já estava garantida”. Uma explicação muito parecida com a que Iziane deu após sua volta ao Brasil; segundo a mesma, ela teria se recusado a entrar porque “o jogo já estava perdido”.
A diferença vem agora. Enquanto Iziane foi cortada da seleção, recriminada por toda imprensa e até por sua equipe na WNBA, Nezinho seguiu na seleção, entrando nas partidas, como se nada tivesse acontecido. Talvez a principal diferença entre os dois casos esteja no histórico desses jogadores com os técnicos que sofreram os desmandos. Enquanto Nezinho tinha muito prestígio com Lula, havia sido revelado pelo mesmo e atuava como titular na equipe comandada por ele, Iziane vinha de um histórico de brigas e discussões com Paulo Bassul, como ele mesmo relatou. Segundo ele, a ala-armadora sempre teve uma postura muito individualista e se preocupava mais com seu desempenho do que com o da seleção.
Após o corte de Iziane, a seleção feminina alcançou seu objetivo e garantiu sua presença em Pequim, enquanto a seleção masculina de 2007 perdeu a primeira chance de fazer o mesmo e agora terá que lutar no pré-olímpico mundial, que acontecerá entre os dias 14 e 20 de julho, em Atenas, na Grécia, sem suas principais estrelas, como Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão.
Não estou dizendo que se Nezinho tivesse sido cortado a seleção teria se classificado, mas era nítida a falta de comando de Lula, que ainda sofreria duras críticas e acusações do ala Marquinhos após seu corte da seleção, enquanto Bassul mostrou controle sobre a equipe, ao tirar, não só do pré-olímpico, mas também da Olimpíada, uma das melhores jogadoras brasileiras na atualidade.
Mas o que eu não consigo entender mesmo é a diferença de tratamento que a imprensa deu nesses dois casos. Enquanto o caso de Nezinho foi quase ignorado, Iziane sofre duras críticas de comentaristas que colocam em dúvida até seu caráter.
Não estou aqui para julgar ninguém, mas não acho que o ato de Iziane tenha um peso maior do que o de Nezinho. Os dois se recusaram a jogar, não respeitaram a ordem de seus comandantes e desrespeitaram a hierarquia da seleção. Não importa em que momento do jogo isso tenha ocorrido, ambos deveriam ter obedecido as ordens de seus técnicos e, se houvesse algum problema, deveriam conversar depois, com o grupo e longe das câmeras.
A justiça foi feita

Na minha estréia na coluna semanal, não podia deixar de falar do título conquistado na noite de ontem pelo time do Boston Celtics, dando prosseguimento ao que já tinha começado a falar meu colega de coluna Melloni.
Os jogos em Los Angeles foram bem parecidos. Em todos, o Lakers comandou o placar, porém no jogo 4, o time de Boston deu o pulo do gato e conseguiu vencer uma partida fora de casa, fazendo 3×1 na série, depois de estarem perdendo por mais de 20 pontos já no 1º período. Numa reação espetacular no 2º tempo, a equipe da costa Leste conseguiu umas das viradas mais impressionantes da história das finais da NBA, e venceu o jogo de forma surpreendente. No 5º jogo, Kobe novamente conseguiu levar o time de Los Angeles a mais uma vitória, com boa ajuda de Odom e Gasol no garrafão, deixando a série em 3×2.
No jogo 6, realizado ontem em Boston, um verdadeiro massacre. Os mandantes venceram por 131×92, fecharam a série com autoridade em 4×2 e conquistaram o título depois de 22 anos de jejum. Outra marca impressionante foi sair de pior time da NBA em uma temporada para vencer o título no ano seguinte. Ray Allen e Kevin Garnett finalmente conseguiram conquistar um anel, e Paul Pierce, o velho guerreiro de Boston, depois de anos de luta sem sucesso, também conseguiu seu primeiro campeonato. E mais: foi coroado com o prêmio de MVP das finais, prêmio, aliás, muito merecido para um jogador que teve impressionantes médias na decisão: 21,8 pontos, 6,3 assistências e 4,5 rebotes por jogo. Ray Allen também voltou a jogar bem e detém agora o recorde de bolas de 3 pontos em uma série de finais, com 22 bolas convertidas.
A justiça foi feita. O melhor time da temporada regular foi também o melhor time dos playoffs. Encontrou dificuldades na série contra Atlanta, mas acabou vencendo por 4×3. Contra os Cavs, a mesma coisa, 4×3. Nas finais de conferência, o que parecia ser mais difícil acabou sendo mais fácil; 4×2 contra o experiente time de Detroit. Nas finais contra o MVP da temporada regular, Kobe Bryant, novamente os Celtics fizeram valer seu melhor conjunto e fecharam em 4×2, para conquistarem o 17º caneco da sua história e se isolarem ainda mais como os maiores vencedores de todos os tempos da NBA. Parabéns para Doc Rivers e seu comandados. Parabéns Boston Celtics.
