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Um grande feito de um grande jogador

Queridos leitores, volto hoje às atividades no site após duas semanas fora por problemas pessoais. Agradeço meus companheiros por terem cumprido meu papel durante minha ausência e peço desculpas a vocês por esse meu período fora.

Bom, mas vamos falar de NBA. Na última segunda, durante a vitória dos Mavericks sobre os Raptors por 109 x 98, mais um grande feito foi alcançado por um dos grandes jogadores dos últimos tempos na NBA. O armador Jason Kidd se tornou o quarto jogador da história da NBA a anotar 10000 assistências ao longo da carreira ao dar mais um passe decisivo para Brandon Bass. Com isso, Kidd entra para uma seleta galeria, da qual participam apenas John Stockton (15,806), Mark Jackson (10,334) e Magic Johnson (10,141).

Após o feito, o armador do time texano foi modesto, e disse: “Isso só significa que meus companheiros colocaram a bola na cesta ao longo de minha carreira”. Mas nós sabemos que não é só isso. Kidd sempre se destacou por sua habilidade nas assistências. O veterano de 35 anos tem ótimas médias ao longo de sua carreira. São 14.2 pontos, 6.7 rebotes e 9.3 assistências de média durante seus 17 anos na NBA. Além disso, são nove participações no All Star Game.

Hoje, Kidd não é mais nem sombra do jogador que já foi. Aquele jogador que levou a equipe do New Jersey Nets praticamente sozinho até as finais da NBA, que alavancou a carreira de jogadores como Richard Jefferson e Kenyon Martin, que chegou a New Jersey sob muita desconfiança, tendo que ouvir de muitos que os Nets haviam sido burros ao recebê-lo em troca de Stephon Marbury. Mesmo assim Kidd ainda merece o respeito e a admiração de todos os fãs do basquete, porque é um dos últimos armadores clássicos ainda em atividade, daqueles que se preocupa mais em servir do que arremessar, e isso está muito em falta na NBA atualmente.

Mais um caso de descaso

Há alguns meses atrás, eu escrevi nesta mesma coluna sobre a má qualidade da mídia ao tratar do basquete. Pois bem, nesta última semana tivemos mais um exemplo do descaso com o nosso esporte.

No último domingo, a equipe do Universo Brasília venceu os mexicanos do Halcones Xalapa, na cidade mexicana de Xalapa, por 86 x 83, e ficou com o título da Liga das Américas de basquete, torneio que, apesar de ter tido apenas sua segunda edição, já é considerado o mais importante do continente.

O jogo foi emocionante. Após virar o primeiro quarto perdendo por 10 pontos e ter visto essa diferença chegar a 16, a equipe brasileira reagiu e conseguiu virar o placar no terceiro quarto. Liderados pelo armador Valtinho, que anotou 21 pontos, além de seis rebotes e cinco assistências, os brasilienses conseguiram controlar o placar e contaram com os erros do adversário no final do jogo para chegarem ao título. O MVP da competição foi o ala-armador brasileiro Alex, do próprio Universo.

Apesar deste grande feito alcançado por uma equipe brasileira, pouco se viu nos veículos de comunicação sobre a conquista. As grandes redes de televisão pouco tocaram no assunto, isso quando tocaram. Na mídia escrita, apenas pequenas notas informando o leitor. Até mesmo na internet é difícil achar uma matéria sobre o tema. Apenas em blogs e sites não ligados a grandes portais.

Eu não consigo acreditar que não haja mais público para o basquete. Não é possível que as pessoas simplesmente tenham deixado de gostar do esporte que historicamente era o segundo na preferência nacional. Então o que acontece? É importante que algo mude, e rápido. Porque senão o basquete só perderá espaço na preferência dos brasileiros.

Convocação dos reservas para o All Star Game

A NBA divulgou na última quinta-feira os nomes de todos os jogadores que participarão do All Star Game, no dia 15 de fevereiro em Phoenix, Arizona.

Pelo lado do Oeste, além dos titulares Chris Paul (New Orleans Hornets), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Amare Stoudemire (Phoenix Suns), Tim Duncan (San Antonio Spurs) e Yao Ming (Houston Rockets), foram convocados também Chauncey Billups (Denver Nuggets), Tony Parker (San Antonio Spurs), Brandon Roy (Portland Trail Blazers), Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks), Pau Gasol (Los Angeles Lakers), David West (New Orleans Hornets) e o veterano Shaquille O’Neal (Phoenix Suns), que participa de seu 15º Jogo das Estrelas.

Sem grandes surpresas nesta conferência. Talvez as ausências do duas vezes MVP Steve Nash e de Carmelo Anthony causem alguma polêmica, mas os jogadores convocados vêm fazendo uma ótima temporada e mereceram ser chamados. Destaque para os únicos dois que ainda não se tornaram figuras constantes em All Star Games: o ala David West, que chega ao seu segundo Jogo das Estrelas, com médias de 19.9 pontos e 7.4 rebotes; e o armador Brandon Roy, que também chega ao seu segundo, com médias de 22.2 pontos, 5.1 assistências e 4.6 rebotes.

Pelo lado Leste, a surpresa foi a quantidade de jogadores que foram convocados pela primeira vez. Devin Harris, do New Jersey Nets, Danny Granger, do Indiana Pacers, e Jameer Nelson, do Orlando Magic, farão sua primeira participação.

Além deles, o Leste contará com: Allen Iverson (Detroit Pistons), Dwayne Wade (Miami Heat), LeBron James (Cleveland Cavaliers), Kevin Garnett (Boston Celtics) e Dwight Howard (Orlando Magic), como titulares. Na reserva, teremos Joe Johnson (Atlanta Hawks), Paul Pierce (Boston Celtics) Rashard Lewis (Orlando Magic) e Chris Bosh (Toronto Raptors).

A falta de Ray Allen talvez seja a maior polêmica desta convocação. O veterano jogador vem sendo muito importante para o Celtics, mas ficou de fora do que seria sua nona convocação para o All Star Game. O destaque é o Orlando Magic, que cederá três jogadores: Dwight Howard, Rashard Lewis e Jameer Nelson.

A magia de Orlando

Seguindo a série de análises das equipes de maior destaque na NBA, darei espaço na minha coluna de hoje ao Orlando Magic.

A equipe da Flórida já vinha crescendo nos últimos tempos. Depois de obter a pior campanha da NBA na temporada 2003-04, com apenas 21 vitórias, a franquia selecionou o jovem pivô Dwight Howard. Foi quando começou a ascensão.

Mesmo com o crescimento, o Orlando bateu na trave nas duas temporadas seguidas (2004-05 e 2005-06), conseguindo voltar aos playoffs apenas na de 2006-07, na última vaga do leste. A equipe melhorou ainda mais no ano seguinte, conseguindo a terceira colocação em sua conferência. Mas ainda assim, não foi páreo para equipes mais preparadas, como Boston e Cleveland.

Para esta temporada, a equipe ficou ainda melhor. Conta com a colaboração do armador Jameer Nelson, com médias de 17.1 pontos e 5.3 assistências; do ala-pivô Rashard Lewis, 19.3 pontos e 6 rebotes; além do ala Hedo Turkoglu, que vem contribuindo com 17.2 pontos por jogo.

Claro que todos eles têm colaborado com a equipe, mas a principal estrela e motivo pelo qual o Magic está nesta confortável situação é o super pivô Dwight Howard. Com médias de 20 pontos, 13.8 rebotes e 3.17 tocos por jogo, Howard está sendo peça chave para tornar o Orlando uma das melhores equipes da NBA. Com 34 vitórias e 10 derrotas, a franquia tem hoje o quarto melhor desempenho da temporada, atrás apenas de Celtics, Cavaliers e Lakers, e deve chegar com muito mais força aos playoffs do que nos últimos anos. Boston e Cleveland que se segurem, porque o Orlando vem para brigar.

Kobe x LeBron

A temporada continua e na última semana dois grandes concorrentes ao título que contam com os principais candidatos a MVP se enfrentaram. Lakers e Cleveland travaram o principal embate da rodada que homenageia Martin Luther King. Mais do que uma simples partida, esse encontro promovia o duelo de Kobe e LeBron, os dois maiores jogadores da NBA na atualidade. Fãs e especialistas não têm dúvidas quanto à qualidade de ambos, mas quando o assunto é “quem é o melhor?” há uma divisão.

No entanto, Bryant parece já ter assumido uma posição em relação a isso. Antes da partida, afirmou que James era o MVP da temporada até o momento. O camisa 24 da equipe de Los Angeles declarou: “Ele está jogando um basquete incrível e sou um de seus grandes fãs. James fez a melhor primeira metade de temporada e hoje seria o merecedor do prêmio de MVP, não tenho dúvidas.”

Os dois têm apresentado um basquete de altíssima qualidade e sem dúvida o prêmio estaria bem entregue para ambos. Mas infelizmente só um pode ganhar. No duelo entre as equipes lideradas por eles, no último dia 19, deu Lakers.  No entanto, o cestinha da partida foi LeBron: 23 pontos contra 20 de Bryant. Nas estátisticas da temporada, James também leva vantagem. São 27.6 pontos; 7.2 rebotes e 6.6 assistências, contra 27 pontos, 5.6 rebotes e 5.1 assistências de Kobe.

A disputa ainda está em aberto, inclusive para outros atletas, mas fazia algum tempo que dois jogadores não se destacavam tanto dos outros como fazem estes dois nesta temporada. A briga está boa e quem tem a ganhar com isso é só o basquete. Jogadores com qualidade acima do normal e líderes em quadra nunca são demais para a NBA.