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SOS

De fato, a situação está feia para o San Antonio Silver Stars. Eu gostaria muito de trazer boas notícias aos leitores nesta semana, mas o quadro lá no Texas não está muito bonito.

Davellyn White foi uma das poucas atletas em quadra neste domingo (Reprodução/wnba.com/silverstars)

Uma imagem clara dessa má fase do Silver Stars foi o elenco escalado para o jogo deste domingo (30), contra o Atlanta Dream. A começar pelas jogadoras que ficaram de fora da quadra, já é possível formar quase um bom time inteiro: Becky Hammon, Sophia Young, Shenise Johnson, DeLisha Milton-Jones e Jayne Appel.

Hammon segue se recuperando da lesão no dedo do meio da mão direita. Seu retorno deve acontecer na próxima semana, mas não há notícias sobre o andamento do tratamento. Apesar de já participar de treinos, sua liberação para as quadras demanda um certo tempo.

Young é um sonho distante para essa temporada. O mês para o qual seu retorno está marcado é agosto, porém, se a equipe continuar com esse desempenho, a volta da quarta escolha do Draft de 2006 não vai adiantar muita coisa. A atleta também já participa dos treinos, mas é de extrema importância que a ala mantenha distância do jogo de verdade por segurança, já que se trata da lesão no ligamento cruzado anterior.

Appel pode ficar fora o tempo que for necessário. O Silver Stars lançou o seu Media Guide para essa temporada, no qual diversos dados sobre a equipe são disponibilizados para a imprensa, inclusive os recordes em pontos e assistências, entre outros fundamentos, por exemplo. A pivô aparece com um máximo de 11 pontos, feitos em uma partida contra o Chicago Sky, em 2010. É simplesmente inaceitável que o técnico Dan Hughes gaste o seu orçamento com uma jogadora que não produz e ainda apresenta diversas falhas de fundamento.

Por outro lado, é uma pena ver Johnson sem fazer parte da turma em quadra. Neste ano, dentre aquelas que podem preencher o vazio deixado pelas principais jogadoras do time, a jovem garota é uma das principais armas. Milton-Jones, super veterana, também deixa um buraco enorme na formação do elenco.

O Silver Stars ocupa, hoje, a quinta posição na Conferência Oeste, com três vitórias e sete derrotas. A fase é difícil, isso é inegável, e aquela esperança deixada por boas atuações no começo da temporada está cada vez mais distante. Neste ano, a pedra, ou melhor, as pedras no caminho são exatamente essas: as lesões.

Felizmente, nessa semana há apenas um jogo marcado na agenda do Silver Stars, contra o Los Angeles Sparks, no sábado (6). Vale lembrar que, na primeira partida contra o esquadrão de Candace Parker, o resultado foi uma bela vitória. Já, no confronto seguinte, entre as mesmas equipes, as texanas tiveram uma das piores atuações da franquia e perderam por 84 a 48. Acredito, ainda, que possa surgir uma boa conquista no próximo fim de semana.

Palmas para Shenise Johnson

Nessa semana, San Antonio passou por fortes emoções. O principal time da cidade foi um dos protagonistas da final da NBA contra o Miami Heat. O resultado, infelizmente, não foi o desejado pela franquia ou os torcedores, mas houve festa no retorno dos jogadores a um dos mais importantes municípios do Texas. Por isso, fica aqui os meus parabéns ao San Antonio Spurs pela campanha na temporada 2012/2013! Que venha a próxima! Para a equipe das meninas, no entanto, a jornada ainda está no começo. E, digamos, com pedras no caminho.

O San Antonio Silver Stars amargou uma corrida de quatro derrotas seguidas (Chicago Sky, Minnesota Lynx, Los Angeles Sparks e Minnesota Lynx). O quinto jogo, disputado neste domingo (23), contra o New York Liberty, foi o da redenção. Apesar de uma prorrogação ter sido necessária, a equipe texana finalmente trouxe um resultado positivo.

Shenise Johnson, uma das surpresas agradáveis do San Antonio Silver Stars (Reprodução/wnba.com/silverstars)

A vitória surgiu das mãos de Shenise Johnson, apesar dela não ter feito muitos pontos (foram oito, apenas). A decisão surgiu nos últimos momentos da partida, cujo placar terminou em 78 a 77, na casa do time adversário. A cesta que cedeu o ponto de diferença foi dela.

Johnson ainda é nova na liga americana feminina de basquete. Essa é sua segunda temporada como profissional, e ela atua no Silver Stars desde que chegou à WNBA. Antes da competição ter início no ano passado, o treinador Dan Hughes e as jogadoras do time sempre mencionavam o talento da novata da Universidade de Miami. No decorrer da competição, mesmo que discretamente, dava para perceber do que estavam falando.

Tanto em controle de bola quanto em acompanhamento de jogadas, Johnson se mostrava madura. Agora, em 2013, com uma reestruturação do elenco devido à ausência de Becky Hammon e Sophia Young, a ala-armadora se mostrou eficiente para a estratégia de Hughes.

Nesse começo de ano, seus números já mostram evolução. Só em pontos, o salto foi de 6,5 por partida para 10,4. A confiança do técnico é provada pelo aumento de sua presença em quadra. De 18,2 minutos por jogo em 2012, Johnson já tem média de 24 nessa temporada. A posição de titular, no entanto, ainda é uma realidade distante, uma vez que Jia Perkins, Danielle Robinson e Shameka Christon ainda têm um nível acima da garota.

Agora, a situação do Silver Stars está um pouco complicada. Em quinto lugar na Conferência Oeste, com três vitórias e cinco derrotas, a equipe precisa retomar o fôlego e voltar às atuações do início da temporada. Principalmente diante do time que enfrentará na terça-feira, o Phoenix Mercury de Diana Taurasi e Britney Griner. Acredite, há chances de vitória sim.

Um olhar mais profundo

A corrida pelo MVP da temporada de 2013 da WNBA já começou! As três primeiras jogadoras entre as preferidas a levar o troféu são Maya Moore (merecido), Angel McCoughtry (tenho minhas ressalvas) e Elena Delle Donne (não sou a favor de novatas receberem essa premiação). No entanto, ainda é cedo demais para saber quem realmente deve ter a consagração. Acredito que Diana Taurasi, aos poucos, chegue ao topo. Após uma temporada estática (2012), seu ressurgimento em quadra nesse ano está assustador.

Clique aqui e acompanhe o desenrolar dessa disputa.

Uma semana para ser esquecida

Até agora, o San Antonio Silver Stars teve atuações agradáveis. Não necessariamente com vitórias, mas com um rendimento que mostrava o nascimento de um novo estilo de jogo, com defesa forte, rebotes e importante atuação de jovens jogadoras, que assumiram a responsabilidade enquanto as principais representantes da equipe estão fora das quadras devido a lesões. Nesta semana, os adversários da franquia texana foram o Minnesota Lynx e o Los Angeles Sparks. Contra o primeiro, o elenco do time surpreendeu a todos, inclusive os comentaristas da emissora responsável pelas transmissões das atuais vice-campeãs da WNBA. O Lynx venceu a partida, mas não de uma maneira fácil. Apesar da potencialidade do ataque do Minnesota, o Silver Stars conseguiu neutralizar inúmeras jogadas por meio da defesa.

O Silver Stars não teve boa atuação contra o Sparks (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

O encontro com o Sparks, no entanto, foi, no mínimo, estranho. A equipe de Dan Hughes se arrastou durante todo o jogo. Confesso que quando vi um 12 a 1 fiquei assutada. Mais ainda diante do resultado final: 84 a 48. 48 pontos. Apenas. Danielle Adams foi a principal em quadra, com 12 pontos. Jayne Appel também não participou dessa partida, por motivos ainda desconhecidos. Apesar de tudo, acredito que sua presença nesse dia poderia ter dado rebotes a mais ao time, mas levando em consideração o estilo de jogo da franquia angelina, bem físico, seria uma diferença muito baixa.

É importante lembrar que esse duelo contra o Sparks foi uma exceção. Esse não tem sido o resultado entregue pelo Silver Stars nessa temporada até agora. Também, é esperado que, em breve, Becky Hammon volte a jogar, o que certamente trará um forte renovo à equipe.

Por isso, sem desespero! Durante essa semana, o Seattle Storm – com a equipe bem defasada – e o New York Liberty – ou a versão 2.0 do Detroit Shock -, serão os adversários do Silver Stars. Acredito que serão partidas equilibradas e muito boas, que podem levar as garotas novamente a uma campanha acima dos 50% de aproveitamento.

Enquanto isso, vamos comemorando a vitória do San Antonio Spurs sobre o Miami Heat! Rumo ao quinto anel na NBA!

Um olhar mais profundo

A WNBA já deu início às votações para o All Star Game de 2013. Como a temporada começou mais tarde, neste ano o Jogo das Estrelas será “mais cedo”.

Para votar em suas jogadoras preferidas, é só acessar este link.

Dando conta do recado

A semana que passou contou com uma vitória contra a principal equipe da temporada até o momento – o San Antonio Silver Stars foi o responsável pela quebra da invencibilidade do Chicago Sky (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Como eu já escrevi aqui nesta coluna, o Chicago Sky conta com um elemento surpresa neste ano: a novata Elena Delle Donne. O time vinha sendo dominante desde o início da temporada. Invencível, até enfrentar o San Antonio Silver Stars na sexta-feira (7).

No próprio AT&T Center, a equipe texana deixou um placar largo de 81 a 69. Danielle Robinson cumpriu seu papel e liderou o time com 18 pontos. Sua rapidez e habilidade são estratégias que o time de San Antonio tem explorado a fim de preencher a lacuna deixada por Becky Hammon na armação. Arrisco ainda a cogitar que essa posição (a de 1) seja mantida por D-Rob, e Hammon assuma definitivamente a 2 quando retornar. Os motivos?

A estrela nascida em Rapid City é originalmente uma ala-armadora. Com o tempo, no entanto, sua altura (1,68 m), que até o ensino médio era compatível com a posição em relação às adversárias, deixou de atender às principais características para o melhor aproveitamento de seu talento. Por isso, Hammon foi “adaptada” – que coisa, não? – a uma armadora (1).

Danielle Robinson tem cumprido bem sua missão de preencher a vaga de armadora principal do San Antonio Silver Stars, e deve continuar com ela mesmo após o retorno de Becky Hammon (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Outro fator que pode fazer com que Robinson fique no lugar de Hammon é a idade dessa veterana. Uma triste realidade, sim, mas já são 36 anos nas costas, os quais. somados a algumas lesões e incansáveis viagens. deixam o corpo de um atleta impossibilitado de dar seu melhor rendimento em quadra. E. se tratando de um esporte coletivo, se um elemento no jogo não consegue seguir o fluxo em perfeita sintonia, as coisas começam a dar errado – mesmo quando esse elemento é Hammon.

Por isso, a realidade de que “Becky Hammon não é para sempre” exige um planejamento por parte do treinador Dan Hughes para que a armação do time de San Antonio tenha uma jogadora capaz de preencher esse espaço com o máximo de proximidade possível às habilidades da que hoje o faz com tanta destreza.

Hoje, as Silver Stars ocupam uma posição delicada. Apesar do talento individual de cada jogadora, ainda não há como afirmar que esse é um time de estrelas. Pode estar perto. A já mencionada com frequência acima, Becky Hammon, mais Sophia Young e DeLisa Milton-Jones são nomes consagrados nas quadras femininas. Shameka Christon é respeitada.

Danielle Robinson e Danielle Adams são xarás que obrigam os adversários a tomar cuidado, e mais alguns anos de experiência as tornarão importantes personagens no cenário da WNBA. Jia Perkins é a sexta mulher perfeita para o elenco. Sua sintonia com a equipe teve início logo na primeira temporada em que se tornou parte do esquadrão das estrelas prateadas. Shenise Johnson está passando por uma adaptação demorada, mas demonstra muito potencial. Provavelmente terá uma faixa de crescimento como a das duas Danielles. Jayne Appel está pegando os rebotes que deve e será ótimo se continuar assim (finalmente), porém, precisa pontuar (com 1,93 m, formada em Stanford e depois de três anos como profissional é inadmissível uma média de carreira de 3,4 e 4,7 pontos e rebotes por jogo, respectivamente). As novatas deste ano ainda estão discretas. Portanto, não há muito a dizer (uma delas teve míseros 55 segundos na partida de domingo, contra o Chicago Sky).

Agora, o time de San Antonio ocupa a terceira colocação na Conferência Oeste. Para o atual cenário da WNBA, isso é bom. Foram duas vitórias e duas derrotas até o momento, todas contra times importantes e fortes: Indiana Fever (derrota), Los Angeles Sparks (vitória) e Chicago Sky (uma vitória e uma derrota decente). Neste domingo, o time de Elena Delle Donne se saiu melhor no duelo em sua casa, porém com dificuldade. O resultado final foi 72 a 70, com a cobrança de dois lances livres acertados pela estrela novata restando 4,8 segundos.

Os desafios das Silver Stars nesta semana são contra o Minnesota Lynx (terça-feira, 07) e o Los Angeles Sparks (sábado, 15), duelos que valem muito a pena de ser acompanhados!

Deu medo em todo mundo no começo, mas quando a bola foi colocada em jogo, o Phoenix Mercury decepcionou (PhoenixMercury.com)

Um olhar mais profundo

A situação está feia para o Phoenix Mercury. Mesmo com as esperanças altas devido à chegada de Brittney Griner e ao retorno das principais jogadoras, a equipe se encontra em quinto lugar no Oeste, com uma vitória e três derrotas. Vale ressaltar que nesse elenco falta apenas Penny Taylor, uma vez que Diana Taurasi, Candice Dupree, DeWanna Bonner e Samantha Prahalis se encontram saudáveis e presentes nas partidas. Será que a sorte vai mudar ou o rendimento dessa equipe está destinado à decepção do ano passado? Como não acredito em sorte, nem em destino – me desculpem, admiradores secretos (risos)! – ainda consigo prever uma reviravolta não só para o Mercury, como para outras franquias, como o Indiana Fever, atual campeão, que hoje está no último lugar de sua conferência, tal qual o Tulsa Shock, com um baita elenco, no lado oposto do país.

O nome dele é Dan Hughes

Conhecido por ter gravatas excêntricas, pavio curto e talento inegável para coisas novas. Esse é Dan Hughes, o carismático, apesar de paradoxal, técnico do San Antonio Silver Stars (Stacy Bengs/AP)

“Eu não sei como fazer as coisas darem certo quando Becky Hammon e Sophia Young estão fora do elenco. Mas se tem alguém que consegue resolver isso, é Dan Hughes”. Essa foi a frase que um dos comentaristas dirigiu ao público antes do início de San Antonio Silver Stars contra Los Angeles Sparks ontem (01). O resultado do jogo? Vitória do time texano.

A aptidão de Dan Hughes realmente é notável. Capaz de encontrar talento onde poucos conseguem enxergar e canalizar toda a qualidade de sua equipe para um melhor aproveitamento no ataque, o técnico coleciona conquistas importantes em seu currículo, o que justifica os seus longos anos com o San Antonio Silver Stars.

Eleito duas vezes o melhor técnico da WNBA

Em 2001, a honra o foi concedida quando ainda era o cabeça do Cleveland Rockers. Sua segunda conquista foi em 2007, com o San Antonio Silver Stars.

Na primeira vez, Hughes liderou sua equipe ao primeiro lugar da Conferência Leste, com uma campanha de 22 vitórias e dez derrotas. Não chegaram à final da divisão, mas foi o suficiente para que merecesse o prêmio. Por quê? Em 1999, um ano antes de assumir o esquadrão, o time teve uma terrível temporada, com sete vitórias e 25 derrotas. Já no campeonato seguinte (2000), conseguiu uma recuperação para 17-15, até alcançar os playoffs em 2001 (22-10). Seis anos depois, na estratégia que levou o San Antonio Silver Stars à sua primeira final de conferência, o treinador também recebeu o título de Técnico do Ano.

Escolha de jogadoras importantes – e uma troca genial

Em 2006, Dan Hughes foi responsável pela escolha de Sophia Young no Draft. No ano seguinte, moveu uma troca que fez com que Becky Hammon chegasse à equipe texana. Outros nomes importantes que foram resultado dos bons olhos do técnico foram Tully Bevilaqua, Chamique Holdsclaw, Vickie Johnson, Delisha Milton-Jones, Tangela Smith, Ruth Riley e Jia Perkins. E como não mencionar Danielle Robinson e Danielle Adams, frutos da seleção de universitárias do ano passado?

Esses são apenas alguns exemplos para o sucesso de Dan Hughes, e a justificativa para o contrato de extensão oferecido pelo San Antonio Silver Stars ainda na offseason.

Então, para os torcedores da equipe texana, as preocupações podem ser menores quando os elementos responsáveis por liderar o time dentro e fora das quadras, enquanto as principais jogadoras estão machucadas, possuem um belo histórico e uma capacidade notável, e a partida contra o Los Angeles Sparks, com um elenco saudável e um atuação de 27 pontos de Candace Parker, foi um ótimo exemplo disso.

Um olhar mais profundo

Nesta semana, o Indiana Fever recebeu seu anel de campeão da temporada de 2012 em uma cerimônia antes de enfrentar o Atlanta Dream em sua própria arena.

Anel desenhado e produzido pela Herff Jones. No dia da entrega, cada torcedor presente na arena recebeu uma cópia do adereço