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Do banco, com carinho

Outra semana se passou e o San Antonio Silver Stars continua no primeiro lugar da conferência Oeste, só que dessa vez mostra uma derrota a mais. Nos últimos sete dias, a equipe participou de dois jogos, sendo que perdeu um e venceu o outro. Os adversários foram o Chicago Sky (o jogo da vitória, 84 a 74) e o New York Liberty (o jogo da derrota, 81 a 75), e ambos aconteceram na conferência Leste.

Danielle Adams, a nova sensação do San Antonio Silver Stars, na festa para os Season Ticket Holders
No último compromisso, Danielle Adams foi a maior pontuadora. Até agora, ela tem entrado em quadra vindo do banco, e sua ajuda é sempre bem aproveitada. Juntam-se a ela, sentadas no começo do jogo, Danielle Robinson, Jia Perkins, Scholanda Robinson (menos nos últimos quatro jogos), Rooneka Hodges (nos últimos quatro jogos), Porsha Phillips (menos em dois jogos) e Jayne Appel.
As titulares oficiais são Becky Hammon, Sophia Young, Ruth Riley e Tully Bevilaqua. Rooneka Hodges perdeu a vaga para Scholanda Robinson nas últimas partidas, e ainda não aconteceram jogos o bastante para saber se Dan a colocará definitivamente no quinteto titular.
Desse elenco saíram 812 pontos nos atuais primeiros nove jogos. 392 vêm do banco, ou seja, elas são responsáveis por 42,3% dos pontos do Silver Stars. As que mais têm marcado são Danielle Adams e Jia Perkins, com 16,2 e 14,3 pontos por jogo, respectivamente.
É pertinente lembrar que Danielle Adams veio completamente desacreditada da NCAA. A posição número 20 na escolha do Draft foi injusta para a incrível jogadora que ela tem se mostrado em quadra. Sua pontuação está maior do que a de Maya Moore, primeira escolha do Draft (ela tem média de 13,2 ppg).

Danielle Adams foi a principal jogadora da Universidade Texas A&M, campeã da NCAA de 2011, e ganhou o prêmio de Most Outstanding Player
O desempenho dessas reservas é um dos principais motivos do êxito do San Antonio esse ano: a equipe está com campanha de 7 vitórias e 2 derrotas. O técnico também soube como trabalhar esse time quase completamente renovado em relação ao ano passado.
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Jayne Appel, no dia do Draft
A essa altura, já é possível expor uma crítica sobre uma das jogadoras. Jayne Appel está em seu segundo ano como profissional, e é compreensível que Dan Hughes esteja sendo bom o suficiente para oferecê-la chances depois de lesões que não a deixaram jogar na temporada passada e nessa, mas até agora não chegou nada perto do que a classe de 2011 tem feito. Appel interpreta a “mão-de-alface” da equipe texana.
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Os fãs do San Antonio Silver Stars e da WNBA podem ficar tranquilos quanto ao efeito que o locaute da liga masculina pode ter em sua irmã. As cinco franquias ainda comandadas pela NBA – dentro das quais se encontra o San Antonio Silver Stars – não sofrem paralização.
PS.: nosso eterno freguês Phoenix Mercury também está sobre ordens da NBA. O Texas faz mal para o povo do Arizona (sejam mulheres ou homens) (não resisti).
O melhor início de todos os tempos


Danielle Adams, subestimada por muitos, faz bom proveito da chance oferecida por Dan Hughes e é um dos principais nomes do San Antonio
O San Antonio Silver Stars termina sua rodada mais agitada da temporada topo da WNBA, com 6 vitórias e 1 derrota. A melhor campanha de início de temporada desde a criação da franquia, ainda como Utah Starzz, em 1997. Veja a tabela abaixo (vitórias-derrotas):
1997: Utah Starzz: 2-5
1998: Utah Starzz: 2-5
1999: Utah Starzz: 2-5
2000: Utah Starzz: 3-4
2001: Utah Starzz: 3-4
2002: Utah Starzz: 4-3
2003: SA Silver Stars: 2-5
2004: SA Silver Stars: 3-4
2005: SA Silver Stars: 1-6
2006: SA Silver Stars: 4-3
2007: SA Silver Stars: 4-3
2008: SA Silver Stars: 3-4
2009: SA Silver Stars: 3-4
2010: SA Silver Stars: 2-5
2011: SA Silver Stars: 6-1
A semana começou amarga com uma derrota para o rival Phoenix Mercury no jogo de volta, na terça-feira, dia 21, com direito a transmissão da ESPN. Mais uma vez, o adversário abriu grande vantagem que foi recuperada pelo Stars. Infelizmente (para outros o contrário), o time do Arizona tinha a australiana Penny Taylor, que marcou 30 pontos na partida. Mas Becky Hammon não ficou muito atrás, e terminou com 28, tendo arremessado incríveis bolas de três pontos nos últimos momentos. Danielle Adams não deixou de surpreender e marcou 22. Das cinco bolas da linhas dos três arremessadas, acertou espetaculares três. Esforços que não foram suficiente para vencer. Placar final: 105 a 98 para o Mercury. O Stars experimentou a primeira derrota.

Na sexta-feira mais um susto, mais um início perdendo de grande vantagem, e mais uma vez uma retomada. Nem Candace Parker conseguiu segurar o time texano, muito menos nossa Jia Perkins, que colocou 31 pontos na cara do Sparks. No final do jogo, o resultado de 90 a 80 para o Stars.
Domingo: vitória contra o Atlanta Dream (#freguês). Relatar como o Stars conseguiu essa vitória é redundante. De novo, o time saiu em vantagem e ganhou bem. Final de jogo: San Antonio Silver Stars 92, Atlanta Dream 86.

Becky Hammon nao precisa mais se equilibrar sozinha para vencer com o Silver Stars. O time todo tem participado dos compromissos bem sucedidos.
Em 2011, o San Antonio tem um banco que marca, e marca muito. O jogo não precisa ser carregado por Becky Hammon e Sophia Young apenas. Não. Na verdade, na virada contra o Sparks, a ala nem esteve em quadra porque estava doente, e uma reserva conseguiu fazer bem mais do que era esperado dela.
Nenhum dos sete jogos passou sem que pelo menos três jogadoras tivessem dígitos duplos na súmula. Em alguns, cinco delas marcaram mais de nove pontos. Grande parte dessa boa colheita é resultado da boa plantação de Dan Hughes. Após o pesadelo que os torcedores passaram no ano passado, o técnico e GM se redime com esse bom rendimento do Stars.
No ano passado, o Seattle Storm começou do mesmo jeito (6-1), e foi campeão. Para manter a boa campanha, Becky Hammon e suas companheiras de equipe viajam para a conferência Leste e enfrentam o Chicago Sky, na terça-feira (28, às 20h) e o New York Liberty, na sexta-feira (01, às 19h).
Continuem torcendo para o San Antonio Silver Stars, time com melhor campanha da temporada de 2011 da WNBA até o momento!
Até mais!
Roberta, #GoStarsGo
Primeiro lugar e invicto

*O placar está no final do texto

Becky Hammon contra Temeka Johnson no duelo de sexta-feira.
Na sexta-feira (17), o San Antonio enfrentou um de seus maiores rivais, o Phoenix Mercury. A partida foi dolorida para os torcedores do time texano, mas… (agora leia até a continuação do “mas…”)
Foi a primeira vez que o Phoenix jogou no US Airways Center nessa temporada. O local não estava cheio, havia bastante cadeiras vazias. Dentro de quadra, em contrapartida, Corey Gaines caprichou nas titulares: Diana Taurasi, Candice Dupree, Penny Taylor, Temeka Johnson e Kara Braxton. Do outro lado, Dan Hughes foi mais humilde: Becky Hammon, Sophia Young, Tully Bevilaqua, Ruth Riley e Roneeka Hodges.
Até metade do jogo aconteceu o que era esperado: vantagem do Mercury, que chegou a deixar o Stars 14 pontos atrás.
O que elas tinham que o Stars não tinha? Seus arremessos iam direto para o buraco da cesta, enquanto o Stars cometia erros sucessivos, vindos até de suas veteranas. Bolas de três, bandejas ou lances livres, qualquer que fosse a jogada, não dava certo.
O que o San Antonio tem que o Mercury não tem? Defesa. Assim como o Phoenix Suns, a franquia feminina dessa cidade segue o famigerado “run n’ gun”. Fogo total no ataque e defesa precária (a sorte do Mercury é que em duas temporadas existiam times com defesa pior do que a delas, e assim elas conquistaram o bicampeonato da WNBA). A baixa qualidade nesse fundamento começou a atrapalhar o time da casa.
Dan Hughes sabia que um dos maiores problemas do Stars era defesa, principalmente o rebote, e trabalhou mais intensivamente nesses dois fundamentos durante os treinamentos da pré-temporada. Ele confiava no seu ataque, por isso as fez suar para defender (alguém aí teve uma breve memória de Coach Carter?).
(continuação do “mas…”)

Sophia Young subindo contra DeWanna Bonner
Depois do intervalo entre o segundo e o terceiro quarto, parecia que um Stars diferente entrava em quadra (Space Jam, alguém?). Ataques precisos e defesa melhor ainda, com roubos de bola e mais rebotes sendo agarrados. O trabalho em equipe funcionou muito bem, assim como o talento individual de cada atleta servindo para o bem maior do time.
Sophia Young, com sua mão super calibrada, fez 26 pontos, mas errou muitos lances livres, com 50% de aproveitamento. Ela foi um dos motivos do renascimento do Stars. Sua parceria com Becky Hammon funciona muito bem.
Além de cooperar com as assistências, Becky não deixou de fazer as infiltrações que são forte característica sua. Nesse jogo, elas funcionaram mais do que suas bolas de três pontos – apenas uma caiu em quatro tentativas.
Danielle Adams não decepcionou, e foi a terceira maior pontuadora do time, com 16 pontos. Mesmo sendo colocada em quadra com cinco faltas, não foi expulsa, e ainda conseguiu que fizessem falta nela.
O Stars conseguiu virar a partida, e com 2.4 segundos para o final do jogo tinha cinco pontos de vantagem. Sem se preocupar com a defesa, Kara Braxton, do Mercury, arremessou uma bola de três pontos at the buzzer, que não adiantou para sua equipe.
O placar final foi 101 a 99. O primeiro placar centenário da temporada, e que consagrou a primeira posição do Stars na conferência Oeste, com quatro vitórias, nenhuma derrota, e 100% de aproveitamento. O Minnesota Lynx está em segundo lugar, com um jogo a mais (campanha 4-1).
Na terça-feira, o San Antonio terá a possibilidade vencer mais uma vez o Mercury, no jogo de volta, em San Antonio, às 21h, com transmissão da ESPN do Brasil.
Merecem pontos positivos nesse jogo: a defesa do Stars – as garotas chegaram a conseguir forçar três erros consecutivos de ataque do Mercury -, a persistência – elas não desistiram, mesmo com a grande diferença de pontos, e ainda viraram -, e o entrosamento, já que elas estão juntas há pouco tempo e já conseguem trabalhar bem em equipe.
Precisa melhorar: rebote. A baixa estatura do Stars ainda deixa o time fraco nesse fundamento, que pode ser crucial em diversos momentos de algumas partidas.
O San Antonio Silver Stars está com um começo excelente. Melhorando em alguns fundamentos e dando mais profissionalismo a algumas novatas, tem tudo para ser o campeão da temporada. O técnico do time dá bastante confiança de que isso pode acontecer. Com diriam os americanos, “Dan is not and ordinary coach.” (Dan não é um técnico qualquer).
Espero contar para vocês sobre as vitórias do Stars nessa terça-feira (21h, contra o Phoenix Mercury), na sexta-feira (21h, contra o Los Angeles Sparks) e domingo (às 16h, contra o Atlanta Dream).
Até mais!
Roberta, #GoStarsGo
Alegria, confiança e surpresa

Alegria. Confiança. Surpresa. Três palavras que definem essa semana para o San Antonio Silver Stars.
O time não entrou em quadra até sexta-feira, mas, antes disso, esteve treinando e… festejando. O motivo da comemoração foram os torcedores, aqueles que compram ingressos para todos os jogos do Stars na temporada. Os Season Tickets Holders têm, anualmente, a chance de estar mais próximos de suas jogadoras preferidas nas festas preparadas pelo GM e técnico Dan Hughes. Nesse ano, a celebração, com o nome de Silver Stars Texas Shindig, foi no Wild West, bar country em San Antonio.
Dan abandonou o terno e a gravata divertida para vestir calça jeans, camisa salmão, jaqueta jeans da WNBA e bota marrom. “É uma chance para eu agradecer às pessoas. Toda vez que eu entro na arena, lá estão 20 mil pessoas para nos assistir, de braços abertos. E existe uma parte em mim que quer dizer ‘obrigado’”, disse Hughes.

Comida, bebida, jogos e dança agitaram a noite. Tully Bevilaqua foi a jogadora que mais entrou no clima, com calça jeans, camisa xadrez torcida sobre blusa preta e botas de cowboy.
Alegria para as jogadoras, o técnico e a torcida, que conseguiu autógrafos, fotos e até mesmo dançar com suas atletas prediletas.
Mas a alegria não ficou somente na pista de dança. Finalmente, depois de quase uma semana sem jogar, o Stars entrou em ação, na segunda partida contra o Tulsa Shock.
Na primeira, a equipe saiu com vitória de 20 pontos de diferença. No retorno, em Tulsa, a vantagem foi maior ainda. 31 pontos a mais no placar final, que foi de 93 a 62 (os mesmos 93 pontos a favor do outro jogo). O Silver Stars foi soberano e só deslizou no último quarto, quando as titulares (menos Roneeka Hodges) foram para o banco, e três calouras e uma reserva representavam o time.
Nenhum grande desafio até o momento para o Stars. O primeiro ainda estava por vir, no dia seguinte, contra o Atlanta Dream, vice-campeão da WNBA. Depois desse jogo, se fosse para comparar o San Antonio com algum time de futebol de alguma época do Brasil, seria o Santos de Neymar, Robinho, Ganso e André quando goleavam Brasil afora.
Aqui chega a surpresa. Tanto o placar final, que foi 86 para o Stars e 74 para o Dream, quanto (prepare seu coração) os 32 pontos da novata Danielle Adams. No último quarto enquanto esteve em quadra, a ala-pivô participava de todas as jogadas decisivas da equipe. 32 pontos. O time de casa (Atlanta) não conseguia passar pela defesa do Stars, que muitas vezes nem mesmo deixava os passes seguirem da linha de três pontos. Foi um quarto período EMOCIONANTE, apesar dos muitos erros de cada lado.
Resultados que trazem bastante confiança para o próximo jogo, contra um dos maiores rivais: o Phoenix Mercury, na sexta-feira, às 23h, em Phoenix.
O San Antonio Silver Stars está em primeiro lugar na conferência Oeste com, três vitórias e nenhuma derrota, a melhor campanha da temporada até agora.
PS: a votação para as titulares do All Star Game começou ontem, e o Stars tirou uma foto promocional que ficou exposta na capa do site WNBA.com.
Primeiro jogo, primeira vitória


Aplausos do banco para o time vitorioso
O San Antonio Silver Stars teve um começo incrível na temporada de 2011 da WNBA. Enfrentou, ontem (4), em casa, o Tulsa Shock, e atropelou o time de Oklahoma, vencendo por 20 pontos de diferença.
Nessa semana, Dan Hudges liberou a lista com o elenco principal para essa temporada. As surpresas foram a permanência de Danielle Adams e a ausência de Kelly Mazzante. Masao menos no jogo de ontem essa decisão não causou problemas.
O jogo começou com o time visitante fazendo quatro pontos seguidos, e durante pouco tempo houve equilíbrio. Tully Bevilaqua finalmente quebrou a vantagem, logo no primeiro quarto, e desde então o mandante nunca mais perdeu a liderança.
A maior pontuadora do jogo foi Sophia Young, com 20 pontos, mas o monstro da noite foi Becky Hammon, que acertou 50% de seus arremessos de três pontos e fez uma cesta de mestre, pulando de dentro para fora da quadra e arremessando por trás da tabela.
O placar final foi de 93 a 73, a maior vantagem da noite.
O jogo foi de extrema facilidade para o San Antonio. Porém, é necessário levar em consideração que o Tulsa Shock não é o time a ser vencido. É seu segundo ano na WNBA, e a equipe ficou em último lugar na Conferência Oeste na temporada passada. A franquia não tem os mesmos ares do Atlanta Dream, que em seu segundo ano progrediu e conseguiu chegar às finais da WNBA em sua terceira temporada de existência.
E já que o jogo foi tranquilo, Dan Hudges não precisou levar advertência dos juízes. Ficou sentado na maior parte do tempo, apenas observando e fazendo as movimentações necessárias, diferente daquele segundo jogo da pré-temporada, quando ele chegou a levar falta técnica.
O próximo compromisso do San Antonio Silver Stars é na sexta-feira (10), novamente contra o Tulsa Shock, mas dessa vez como visitante. E ainda nessa semana, no dia seguinte (11), enfrenta o Atlanta Dream, no AT&T Center.
Para assistir aos jogos do San Antonio SIlver Star, você pode acessar o Live Access do seu computador, canal da WNBA onde são transmitidas a maioria das partidas, exceto aquelas que os canais como ESPN2 e ABC não permitem. Ou então, através do seu smartphone ou tablet, com o aplicativo WNBA Center Court, que permite acesso a notícias, imagens e também transmissões ao vivo dos jogos.
O Stars começa a temporada com 1 vitória e 0 derrota, e está em busca do seu primeiro anel. Para que isso aconteça, Dan Hudges precisa, principalmente, de mais uma pivô consistente. Danielle Adams não tem físico nem ritmo de liga profissional, e enquanto Jayne Appel estiver machucada, Ruth Riley está com a responsabilidade sobre seus ombros.
Até domingo que vem!
Roberta. #PraCimaDelasStars
