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Pode algo bom vir do Texas?

A resposta para o título do Vestiário Feminino desta semana é: para o San Antonio Silver Stars, sim!

As universidades mais conceituadas no baquete feminino norte-americano são a Universidade de Connecticut, a Universidade do Tennessee, Stanford e Notre Dame. Dessas, o San Antonio Silver Stars tem apenas uma jogadora – e é claro que teria que ser Jayne Appel. Mas, se levarmos em conta que a estrela principal vem de uma faculdade que nem ao menos se encontra no ranking da terceira divisão da categoria na NCAA (Becky Hammon – Colorado State University), precisamos relevar as alternativas do elenco.

Começando pela melhor ranqueada atualmente, a Baylor University, campeã de 2012, levou ao San Antonio Silver Stars ninguém menos do que Sophia Young. Em 2005, a ala liderou as Lady Bears na primeira conquista do campeonato nacional, e em 2006 chegou à liga profissional. Foram sete anos até que Baylor voltasse ao topo do campeonato universitário. Dessa vez, o carro-chefe foi Brittney Griner, garota-sensação desde seus tempos de ensino médio em Chicago, quando já enterrava facilmente.

Outra jogadora formada no estado da estrela solitária que é uma das bases do San Antonio é Jia Perkins. A Texas Tech não está muito bem no ranking oficial do basquete feminino na NCAA, mas pelo menos aparece na primeira divisão e já ganhou um título (1993).

Adams, um dos melhores reforços do Stars

Para provar que as meninas provenientes de universidades texanas ou pouco renomadas realmente encontram a sintonia no San Antonio Silver Stars, como não falar de Danielle Adams? Campeã em 2011 pela Texas A&M e eleita a Most Outstanding Player da NCAA no ano, é a terceira maior pontuadora do Stars na temporada (está logo atrás de Sue Bird no ranking geral), sendo que Becky Hammon e Sophia Young são as que passam em sua frente. Relevante, né?

Além das estatísticas mencionadas, é a segunda jogadora mais eficiente da equipe. No sábado, foi com essa receita que o Seattle Storm foi derrotado pelo San Antonio Silver Stars por 80 a 67.

A maior pontuadora, para variar, foi uma garota formada no Texas, Danielle Adams (13 pontos). Essa vitória selou a terceira posição da equipe no Oeste (3 vitórias e 4 derrotas), mas é válido ressaltar que alguns times estão desfalcados de suas principais jogadoras: Lauren Jackson (Seattle Storm), Penny Taylor e Diana Taurasi (Phoenix Mercury). As outras grandes equipes da conferência estão em primeiro e segundo, respectivamente: o Minnesota Lynx, contra quem o Stars apresentou uma performance surpreendente, mesmo perdendo, e o Los Angeles Sparks, próximo adversário, no sábado (16).

Que as jogadoras que tiveram a base de seu basquete no Texas tragam muita alegria ao San Antonio Silver Stars em 2012!

Até a semana que vem!

Uma nova esperança

Em 1977, George Lucas colocou nas telas dos cinemas um filme chamado Star Wars (Guerra nas Estrelas), que mais tarde teria ganho o subtítulo A New Hope (Uma Nova Esperança). No script, um jovem rapaz vindo das areias do planeta Tatooine seria a arma para derrotar o vilão da galáxia, o malvado Darth Vader, líder do Império. Mas por que essa nerd está falando de Star Wars em um site sobre basquete?

Destaque para Shenise Johnson, que mostrou ritmo e coragem em quadra

Hoje (domingo, 3 de junho), o San Antonio Silver Stars enfrentou o Minnesota Lynx, atual campeão da WNBA, o time com o melhor elenco desde a temporada passada e invicto até agora. Por essa última afirmação, vocês já sabem que foi derrota para as texanas. MAS, foi um dos melhores jogos que já assisti delas. O placar chegou a ter 24 pontos de diferença. (ATENÇÃO: 24 pontos de diferença), e o resultado final foi Minnesota Lynx 83, San Antonio Silver Stars 79. Isso mesmo, quatro pontos, duas jogadas, e quase que a zebra aconteceu.

Assim como Luke Skywalker, o banco do Stars vinha esquecido no calor do estado da estrela solitária. Sempre teve muito a oferecer, mas nunca aparecia a oportunidade de mostrar do que era capaz.

Porém, quando estavam em quadra Tully Beviaqua, Jia Perkins, Danielle Adams, Shenise Johnson e Sophia Young, o poderoso Minnesota Lynx foi ofuscado e por pouco não sofreu a derrota. Assim como na série, não foi no A Nova Esperança que o Darth Vader e o Darth Sidious foram derrotados, mas foi nele que Luke Skywalker descobriu o caminho da Força.

Quem seria o mestre Yoda: Dan Hughes?

Sem dúvidas, esse foi o melhor jogo do San Antonio Silver Stars em 2012. Eu postei no Twitter que a partida seria o primeiro teste do time no ano, e, mesmo com derrota, eu aprovaria a atuação. Na sexta-feira, contra o Phoenix Mercury, o Stars venceu de 85 a 66, placar ótimo, sem Diana Taurasi e Penny Taylor, mas com Candice Dupree e DeWanna Bonner. Vale ressaltar – sempre – os 30 pontos de Becky Hammon na partida em questão.

A veterana foi sensacional e brincou de arremessar da linha de três pontos. Falando em 3 pontos, neste domingo, “at the buzzer”, ela acertou um do outro lado da quadra antes de sair para o intervalo.

O compromisso que deve ser esquecido é o da terça-feira, que acabou com revés para San Antonio contra o Chicago Sky (77-63).

Na semana que está começando, os adversários do Stars serão o Atlanta Dream (8, sexta-feira) e o Seattle Storm (9, sábado). Ótimas oportunidades para acompanhar a notava Shenise Johnson, que está começando a se destacar no time (nove pontos, sete rebotes e um roubo de bola para ela contra o Minnesota Lynx, merece os parabéns).

Até a semana que vem, e, seguindo o título da coluna: que a Força esteja com vocês!

Meio a meio

A semana do San Antonio Silver Stars infelizmente não foi das melhores. Com apenas uma partida, que terminou em derrota, contra o Connecticut Sun, a equipe não vai repetir o recorde do ano passado de várias vitórias seguidas logo no começo da temporada. O placar final foi de 83 a 79. Vendo assim, até parece que não foi feio, mas foi.

O Stars tem uma mania – terrível para os torcedores – de consertar seus erros no final do último quarto para recuperar uma vantagem grande adquirida pelo rival. Na sexta-feira (25), o Connecticut chegou a abrir 12 pontos sobre o visitante, e, por pouco, mas por muito pouco MESMO, a vitória não foi alcançada. Um dos melhores momentos foi quando Shameka Christon arremessou para três pontos, no susto, e, além de fazer a cesta, ganhou um lance livre. Aí já era tarde demais, de qualquer maneira.

Danielle Adams, mais uma vez, foi o alicerce do San Antonio Silver Stars quando Becky Hammon e Sophia Young estavam mal. Contradizendo a todos, a garota tem futuro nessa liga!

O Connecticut Sun não é um time de se admirar, mas adotaram uma tática que os EUA usaram nas Olimpíadas de 2008: neutralizar Becky Hammon. A veterana ala-armadora não tinha espaço no jogo para formar seus ataques de costume. Ainda assim, anotou 11 pontos e oito assistencias. O destaque, porém, ficou por parte de Danielle Adams (21 pontos). No começo da partida, os únicos oito pontos a favor do Stars vieram de suas mãos.

Também quero ressaltar a presença em quadra de Shenise Johnson, que ainda está bem no início de sua carreira profissional, mas já mostra coragem e aprendizado rápido.

Com o resultado desta semana, o San Antonio está em terceiro lugar na Conferência Oeste, com campanha 1-1 (uma vitória e uma derrota).

O próximo desafio do San Antonio Silver Stars será na quarta-feira (30/05), contra o Chicago Sky, estreia da equipe no AT&T Center E (muita ênfase neste “E”) o reencontro com Ruth Riley, pivô do time até o ano passado.

Meu palpite? Vitória das texanas.

Até a próxima!

Foi dada a largada

Começou! Na sexta-feira (18), o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks protagonizaram uma partida emocionante e cheia de surpresas para o início da temporada de 2012 da WNBA. Ontem (19), o San Antonio Silver Stars viajou até Oklahoma para enfrentar o Tulsa Shock.

Essa é Sophia Young, uma das principais jogadoras do Stars!

Antes de eu comentar esse confronto, permitam-me lembrá-los sobre o palpite que deixei aqui na semana passada referente ao elenco principal para este ano. Na quinta-feira seguinte, foi anunciado pelo San Antonio quem ficaria com o time, e lá estavam as onze mencionadas por esta colunista, inclusive a “querida” Jayne Appel.

Com tudo definido, bastava entrar em quadra, o que começou bem mal. Logo no início do jogo de sábado, o Tulsa Shock abriu nove pontos de vantagem. As Stars tomaram um susto e Dan Hughes pediu um tempo. No retorno, Sophia Young abriu o placar para as texanas.

No fim, a vitória foi conquistada pelo visitante – o San Antonio. O ritmo foi encontrado, o time encontrou um equilíbrio e controlou o resto do jogo. Alguns pontos a serem exaltados:

Poder de decisão de Becky Hammon: não gosto de comparar, mas para ilustrar melhor, vou usar a “joia santista”, o Neymar, com o propósito de explicar o que ela significa para a equipe. No domingo passado, na final contra o Guarani, o Santos passou por um período de marasmo, sem criar nenhum lance perigoso, até que o camisa 11 pegou a bola, driblou quatro (ou tantos outros que estavam em seu caminho) e tocou para o companheiro no fundo do campo, que voltou o passe para o craque marcar. Ontem, Becky Hammon teve esse tipo de atitude em todos os momentos em que o Stars não tinha alternativas. Foram bolas de três pontos, passes, bandejas e dribles, tudo para que suas companheiras fossem motivadas e o time não ficasse atrás no placar. Por isso, seus 17 pontos e nove assistências valeram ouro na vitória do time.

O equilíbrio de Sophia Young: a ala teve um duplo-duplo (20 pontos e 13 rebotes) para abrir a temporada. Sua parada na offseason para cuidar do corpo e concentrar as forças na WNBA (e Olimpíadas) teve efeito na noite de ontem. Acredito que a moça terá um ano incrível!

Maturidade de Danielle Robinson: em determinado momento do jogo, DRob parece ter entendido que não é mais novata e que está entre as escolhidas porque tem competência. Sua velocidade é incrível e o controle de bola tem aumentado. O melhor é que a garota não é do tipo “crazy shooter” (como alguns gostam de definir a Iziane, por exemplo), ou seja, sabe acompanhar a jogada e finalizar da maneira correta. Foi muito legal vê-la levando algumas responsabilidades e administrando jogadas individuais, como, por exemplo, quando passou por duas marcadoras, mesmo com Becky em sua direita e outra companheira na esquerda, para fazer a bandeja. Com um técnico como Dan Hughes, certamente vai longe.

Se completam

A dupla Sophia Young-Becky Hammon: é dificil algo dar errado entre elas. A sincronia em quadra é perfeita. Poucos pick-and-rolls têm resultados tão positivos quanto os que elas protagonizam. Becky entende Sophia e vice-versa. Uma sabe o que a outra vai fazer, assim é bem mais fácil acertar uma jogada. As duas formam o pilar do San Antonio e trarão muita beleza e produtividade para o time.

O resultado final do compromisso foi 88 a 79. Lendo assim, parece que foi fácil para o Stars, mas esse é um equívoco total! Foi necessário um pedido de tempo para o esquadrão prateado entrar na linha.

O próximo jogo do San Antonio Silver Stars acontece na sexta-feira, às 19h00, contra o Connecticut Sun, fora de casa. Meu palpite é de vitória para o visitante. Saberemos se acertei no próximo domingo!

Até mais!

Quem fica e quem vai

Falta menos de uma semana para a estreia do San Antonio Silver Stars na temporada de 2012 da WNBA. O time entrará em quadra no segundo dia do campeonato, como a maioria das equipes, já que na sexta-feira (19) apenas o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks, como de costume, vestirão o uniforme.

Até lá, a equipe texana segue em fase de treino. Foram dois amistosos, malsucedidos, contra o Indiana Fever, que deram uma ideia do que o Stars precisa para essa temporada. Enquanto Dan Hughes ainda não decide quem vai para o olho da rua e quem luta pela honra, dou meus pitacos, começando pelas jogadoras que foram contratadas esse ano ou escolhidas no Draft.

Shenise Johnson (Universidade de Miami), via draft: Até o momento, foi o melhor reforço do Stars. A ala-armadora sabe pontuar, qualidade altamente necessária no esquadrão. Ao lado de Danielle Adams, tem sido a que mais marcou na pré-temporada.

Shenise Johnson, promessa do San Antonio Silver Stars para a temporada

Ziomara Morrison (Chile), via contrato: A pivô sul-americana supre aquilo que o San Antonio não encontra em Jayne Appel como pivô. Ela é rápida, habilidosa e pontua. Ou seja, sabe o que fazer e possui visão de jogo.

Shameka Christon, via contrato: Certamente foi uma boa jogada de Dan Hughes. É experiente e vai ser uma força ao lado de Sophia Young. A ala aparece como excelente alternativa para tirar um pouco do peso das costas da número 33.

Kalisha Keane (Michigan State University), via contrato: Esteve ausente nos jogos da pré-temporada. De jogadora que serve para esquentar banco, Jayne Appel já serve o bastante.

Cierra Bravard (Universidade da Florida), via contrato: Apesar de ter sido um dos nomes mais fortes de seu time universitário, não teve espaço nos treinos. Com Ziomara Morrison em destaque e com a veterana Tangela Smith, a vaga de pivô não tem muita abertura para novatas.

Tangela Smith, via troca: Uma pivô experiente vem muito bem. Smith já ganhou um título com o Phoenix Mercury e jogou com o Indiana Fever no ano passado. Está longe de ser a melhor no mercado, mas, com a ausência de Ruth Riley, dará uma bela ajuda.

Loree Moore, via contrato: Acabou de voltar da lesão do ano passado e foi fraca na pré-temporada. Faltou mostrar alguma coisa melhor para fazer parte da equipe.

Sendo assim, queridos e queridas, isso é o que eu imagino para o San Antonio Silver Stars em 2012:

Tully Bevilaqua
Becky Hammon
Sophia Young
Danielle Adams
Danielle Robinson
Jia Perkins
Shenise Johnson
Ziomara Morrison
Shameka Christon
Tangela Smith
Jayne Appel

Um dos amistosos contra o Indiana Fever

Preciso expressar meu sincero desgosto em acrescentar Appel à lista. É um verdadeiro “encaixe”, já que serão onze jogadoras a compor o time, e Bravard não foi testada o suficiente para garantir seu lugar.

A hora chegou! Depois de meses, a atividade retorna na WNBA e no próximo domingo já terei notícias de partidas oficiais da temporada. No sábado, às 21h, o San Antonio Silver Stars enfrenta o Tulsa Shock, fora de casa, em busca de seu primeiro anel de campeão. Em ano olímpico, essa será uma missão difícil, quase impossível com as melhorias que outras grandes franquias fizeram, principalmente com o salto dado pelo Minnesota Lynx, mas será divertido assistir a esses desafios sendo vencidos pelas estrelas prateadas.

Até o próximo domingo!