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Pequim 2008 – Lituânia

Lituânia
A seleção da Lituânia, apesar de não ser muito citada entre as favoritas, sempre incomoda e briga por medalhas nas competições que disputa. O país, que só se filiou a FIBA em 1992, vem de bons resultados nas últimas competições e promete derrubar os favoritos e brigar por mais uma medalha olímpica.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1998 e 2006
Ranking da FIBA: Quinto colocado
Conquistas:
Olimpíadas: Medalha de bronze (1992, 1996 e 2000)
Campeonato Mundial: 7º lugar (1998 e 2006)
Campeonato Europeu:
Medalha de ouro: 1937, 1939 e 2003
Medalha de prata: 1995
Medalha de bronze: 2007
Os Convocados
Rimantas Kakenas (Armador) – Montepaschi Siena (ITA)
Sarunas Jasikevicius (Armador) – Panathinaikos BC (GRE)
Mindaugas Lukaskis (Ala-armador) – BC Lituvos Rytas (LIT)
Ramunas Siskauskas (Ala-Armador) – PBC CSKA Moscow (RUS)
Jonas Maciuluis (Ala) – BC Zalgiris (LIT)
Simas Jasaitis (Ala) – Joventut Badalona (ESP)
Linas Kleiza (Ala) – Denver Nuggets (NBA – EUA)
Darius Songaila (Ala-pivô) – Washington Wizards (NBA – EUA)
Ksystof Lavrinovic (Ala-pivô) – Montepaschi Siena (ITA)
Darjus Lavrinovic (Pivô) – MBC Dynamo Moscow (RUS)
Marijonas Petravicius (Pivô) – BC Lietuvos Rytas (LIT)
Robertas Javtokas (Pivô) – MBC Dynamo Moscow (RUS)
Onde a Lituânia pode chegar?
É uma das equipes européias mais forte nas competições internacionais. Já conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos em 3 oportunidades (92-96-00) e ficou em quarto lugar em 2004. Embora não seja citada entre as favoritas, a Lituânia deve brigar por medalha novamente em 2008; os adversários têm que tomar muito cuidado com esta equipe que pode surpreender e deixar para trás os grandes favoritos. Uma ausência será muito sentida; o pivô Zydrunas Ilgauskas, que joga no Cleveland Cavaliers, da NBA, foi impedido por sua equipe de participar dos jogos e portanto desfalcará sua seleção em Pequim.
A caminhada da Lituânia
A Lituânia se classificou no campeonato europeu em terceiro lugar, ao lado de Rússia e Espanha (classificada previamente por ser o campeão mundial), que também se classificaram na competição.
Nos amistosos preparatórios, venceram com facilidade Islândia, Portugal, Finlândia e Bielo-Rússia. Venceram de maneira expressiva a Argentina, atual campeã olímpica, por 94-75, mas perderam para os espanhóis marcando apenas 66 pontos contra 91. Ainda antes do início dos jogos, a Lituânia jogará amistosos contra Estados Unidos e Turquia.
Destaque

Os destaques dessa seleção são o armador Sarunas Jasikevicius e o ala Linas Kleiza. Jasikevicius já jogou algumas temporadas por equipes da NBA, porém não conseguiu o mesmo destaque que na Europa, onde é um dos principais jogadores do continente. Já Linas Kleiza firmou-se na NBA na última temporada, conseguindo grandes atuações no Denver Nuggets, onde chegou a marcar 40 pontos em uma única partida.
Pequim 2008 – China

China
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Os donos da casa vêm para os Jogos Olímpicos para se afirmarem como uma potência esportiva, e o basquete também tem essa missão. Comandados pelo gigante Yao Ming, que será o porta bandeira da China, eles tentarão chegar à sonhada medalha olímpica.
Participações em Olimpíadas: 1936, 1948, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Melhor participação: oitavo lugar em 1996 e 2004
Grandes feitos no basquete: 14 títulos do campeonato asiático de basquete: 1975, 1977, 1979, 1981, 1983, 1987, 1989, 1991, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005
Participações em Mundiais: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 2002 e 2006
Melhor participação: oitavo lugar em 1994
Posição no Ranking FIBA: décimo primeiro lugar
Os convocados
Pivô – Yao Ming (Houston Rockets – EUA)
Ala-Pivô – Wang Zhizhi (Bayi Rockets – CHN)
Ala-Pivô – Yi Jianlian (New Jersey Nets – EUA)
Ala – Du Feng (Guangdong Southern Tigers – CHN)
Ala – Zhu Fangyu (Guangdong Southern Tigers – CHN)
Ala – Wang Lei (Bayi Rockets – CHN)
Ala-Armador – Wang Shipeng (Guangdong Southern Tigers – CHN)
Ala-Armador – Sun Yue (Beijing Olympians – EUA)
Ala-Armador – Li Nan (Bayi Rockets – CHN)
Armador – Zhang Qingpeng (Liaoning Hunters – CHN)
Armador – Liu Wei (Shanghai Sharks – CHN)
Armador – Chen Jianghua (Guangdong Southern Tigers – CHN)
Onde a China pode chegar?
A seleção chinesa vai ter muita dificuldade pra passar pra segunda fase, pois deve lutar pelo terceiro ou quarto lugar com Grécia, Alemanha e até a Angola, já que provavelmente Espanha e EUA devem ficar com as duas primeiras posições. Se passar em quarto no grupo, dificilmente passará das quartas de final, pois pegará um time de altíssimo nível.
A caminhada da China
A China foi classificada automaticamente por ser o país sede, assim se preparando com vários amistosos. Participou do campeonato asiático e ficou na primeira fase. Na Stankovic Cup, perdeu para o time angolano por dois pontos.
Destaque

O pivô de 2,29m Yao Ming, do Houston Rockets, é um dos heróis nacionais na China, tanto que será o porta bandeira da delegação chinesa. Com sua altura, ele consegue se impor embaixo do garrafão e tem um belo trabalho nos arremessos de curta distância. Ele é considerado um dos melhores pivôs da NBA na atualidade.
Pequim 2008 – Irã

Irã

A seleção iraniana foi a grande surpresa do Pré-Olímpico asiático, vencendo e se classificando para as Olimpíadas. A República Islâmica do Irã volta aos Jogos Olímpicos, tendo feito sua última participação na cidade de Londres em 1948. Eles chegam para tentar surpreender como quando se classificaram.
Participações em Olimpíadas: 1948 e 2008
Melhor participação: décimo quarto lugar em 1948
Grandes feitos no basquete: primeiro título do Campeonato Asiático em 2007
Participações em Mundiais: nenhuma
Posição no Ranking FIBA: trigésimo terceiro lugar
Os convocados
Pivô – Hamed Haddadi (Saba Battery Tehran BC – IRÃ)
Pivô – Asghar Kardoust (Saba Battery Tehran BC – IRÃ)
Pivô – Jaber Rouzbahani (Zob Ahan BC – IRÃ)
Ala-Pivô – Houman Rezaei (Mahram Tehran BC – IRÃ)
Ala-Pivô – Oshin Sahakian (Zob Ahan BC – IRÃ)
Ala-Pivô – Hamed Sohrabnejad (Mahram Tehran BC – IRÃ)
Ala – Mohammad Samad Nikkhah Bahrami (Mahram Tehran BC – IRÃ)
Ala-Armador – Iman Zandi (BEEM Mazandaran BC – IRÃ)
Ala-Armador – Hamed Afagh Eslamieh (Saba Battery Tehran BC – IRÃ)
Ala-Armador – Mohammad Reza Akbar (Zob Ahan BC – IRÃ)
Ala-Armador – Mehdi Kamrani (Zob Ahan BC – IRÃ)
Armador – Aren Davoudi (Zob Ahan BC – IRÃ)
Armador – Saeid Davarpanah (Kaveh Tehran BC – IRÃ)
Armador – Amir Amini (Kaveh Tehran BC – IRÃ)
Armador – Javad Davari (Petrochimi Bandar Imam BC – IRÃ)
Técnico – Rajko Toroman (Sérvio)
Onde o Irã pode chegar?
Apesar de estar jogando muito bem nos últimos tempos, com vitórias até contra boas seleções, como a chinesa, o Irã não deve passar da primeira fase, pois fazem parte do mesmo grupo grandes seleções como Argentina, Rússia e Croácia. Uma classificação entre os quatro melhores seria um grande feito para o país.
A caminhada do Irã
A seleção iraniana venceu pela primeira vez o Pré-Olímpico asiático, passando primeiramente pelo chamado “grupo da morte” do torneio, formado por Irã, China, Jordânia e Filipinas, eliminando a seleção chinesa na primeira fase, que porém já estava classificada por ser o país sede.
Nos últimos amistosos de preparação para as Olimpíadas, o Irã perdeu para Itália, Austrália, Croácia, vencendo apenas Argélia e a Croácia em uma oportunidade.
Destaque

O jovem Samad Nikkhah Bahrami, do Sama Battery BC, do Irã, é a grande estrela desse time que vem surpreendendo. Com seu clube, ganhou nesse ano a Super Liga Iraniana de basquete e a Copa Asiática, em que no ano de 2007 foi escolhido o melhor jogador do campeonato.
Pequim 2008 – Croácia

Croácia

Aqueles que acompanharam o cenário do basquete internacional recentemente conheceram bem a seleção da Croácia, pois ela disputou o torneio de Acrópolis e o Pré-olímpico mundial. Neste campeonato, aliás, os croatas fizeram uma campanha irretocável, se classificando sem maiores dificuldades para os Jogos Olímpicos de Pequim. A seleção é relativamente nova; disputa campeonatos apenas desde 1992, uma vez que a Croácia antes fazia parte da extinta Ioguslávia. Ausentes nas últimas duas olimpíadas, os croatas tentarão fazer bonito esse ano na China.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996 e 2008.
Melhor participação: segundo lugar em 1992
Grandes feitos no basquete: terceiro lugar nos campeonatos europeus de 1993 e 1995
Participações em Mundiais: 1994
Melhor participação: terceiro lugar em 1994
Os convocados
Pivô – Stanko Barac (TAU Ceramica – ESP)
Pivô – Sandro Bicevic (Besiktas Cola Turka – TUR)
Ala-pivô – Marko Banic (CB Bilbao Berri – ESP)
Ala-pivô – Nikola Prkacin (Cibona Zagreb – CRO)
Ala-pivô – Kresimir Loncar (Lokomotiv Rostov – RUS)
Ala – Damir Markota (Zalgiris Kaunas – LIT)
Ala-armador – Marko Thomas (Real Madrid – ESP)
Ala-armador – Zoran Planinic (CSKA Moscow – RUS)
Ala-armador – Marin Rozic (KK Cibona – CRO)
Armador – Roko Ukic (Toronto Raptors – CAN)
Armador – Davor Kus (CB Málaga – ESP)
Armador – Marko Popovic (BC Zalgiris – LIT)
Onde a Croácia pode chegar?
O fato de todos os jogadores dessa seleção atuarem em países europeus dá a equipe a experiência internacional necessária para uma competição como os Jogos Olímpicos. Porém, brigar por uma medalha em uma competição que conta com Estados Unidos, Argentina e Espanha, entre outros, é sonhar um pouco alto demais; mas acredito que a Croácia pode fazer bonito em Pequim.
A caminhada da Croácia
O sexto lugar obtido pela Croácia no último campeonato europeu de basquete não garantiu a vaga em Pequim, mas permitiu que a seleção disputasse o Pré-olímpico mundial. Os croatas então sobraram na competição; terminaram a fase de grupos em primeiro, sem dificuldades, à frente de Porto Rico e Camarões. Nas quartas, vitória sobre o Canadá, e, nas semi, classificação garantida frente aos alemães.
Destaque

Mesmo com o jogo essencialmente coletivo da Croácia e com a boa distribuição de pontos da equipe, o ala-armador Marko Thomas, de 28 anos, conseguiu se destacar no último Pré-olímpico mundial, obtendo médias de 17 pontos e 3 rebotes por jogo. Thomas é jogador da equipe espanhola do Real Madrid, mas na última temporada atuou emprestado na também espanhola equipe Fuenlabrada, que terminou a última Liga ACB na 13ª posição.
Pequim 2008 – Austrália

Austrália

Os Boomers, como é conhecida a seleção masculina australiana de basquete, dominam o basquetebol da Oceania, mas jamais conseguiram se estabelecer como potência internacional. Aos poucos, a seleção vem passando por um processo de internacionalização, e já temos jogadores australianos atuando na Europa, na NCAA e até na NBA. Quem sabe essa experiência internacional possa fazer com que a Austrália, presente em todas as olimpíadas desde 1972, cave um lugarzinho no cenário mundial.
Participações em Olimpíadas: 1956, 1964, 1972, 1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Melhor participação: quarto lugar em 1988, 1996 e 2000
Grandes feitos no basquete: são nada menos que 17 títulos do campeonato da Oceania de basquete: 1971, 1973, 1975, 1977, 1979, 1981, 1983, 1985, 1987, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 2003, 2005 e 2007
Participações em Mundiais: 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006
Melhor participação: quinto lugar em 1982 e 1994
Os convocados
Pivô – Chris Anstey (Melbourne Tigers – AUS)
Pivô – Andrew Bogut (Milwaukee Bucks – EUA)
Ala-pivô – David Andersen (FC Barcelona – ESP)
Ala – Matthew Nielsen (Lietuvos Rytas – LIT)
Ala – Shawn Redhage (Perth Wildcats – AUS)
Ala – Mark Worthington (South Dragons – AUS)
Ala-armador – David Barlow (Melbourne Tigers – AUS)
Ala-armador – Joe Ingles (South Dragons – AUS)
Ala-armador – Glen Saville (Wollongong Hawks – AUS)
Armador – C. J. Burton (NZ Breakers – AUS)
Armador – Patrick Mills (Saint Mary’s College of California – EUA)
Armador – Brad Newley (Panellinios BC – GRE)
Onde a Austrália pode chegar?
Tentar igualar os quartos lugares, melhor campanha australiana até aqui, já é um objetivo ousado demais. No momento, o importante para a Austrália é dar rodagem aos seus jovens jogadores que já atuam no exterior para, quem sabe, com um pouco de sorte na próxima geração, começar a incomodar as grandes potências internacionais.
A caminhada da Austrália
Nem é preciso dizer que, na disputa da vaga a que a Oceania tem direito, a Austrália sobrou. A seleção leva vantagem por já estar se preparando para as Olimpíadas há mais tempo que Grécia, Croácia e Alemanha, por exemplo, últimas seleções a carimbarem passaporte para Pequim.
Destaque

O pivô Andrew Bugot, de 2,13 metros de altura e 23 anos, é a principal esperança de cestas dessa seleção. O jovem atua no Milwaukee Bucks, time da NBA, há três temporadas, e lá obteve médias de 14,3 pontos, 9,8 rebotes, 2,6 assistências, 1,7 tocos e 0,8 roubadas de bola em 34,9 minutos por jogo na última temporada. Se tiver ajuda dos companheiros, tem tudo para fazer uma boa Olimpíada.


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