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Duncan é o jogador da semana e Pop o técnico do mês

18 vitórias consecutivas, recorde da história da franquia em se tratando de jogos válidos pela temporada regular, e liderança geral da NBA, com 3,5 jogos de vantagem para o Oklahoma City Thunder, dono da segunda melhor campanha. A boa fase do San Antonio Spurs tem rendido frutos. Tanto é que Tim Duncan foi eleito o melhor jogador da semana e Gregg Popovich, o melhor treinador do mês na Conferência Oeste.

Lendas do Spurs (Reprodução/kiaenzona.com)
O prêmio para Duncan veio na semana entre os dias 24 e 30 de março. No período, o ala-pivô apresentou médias de 20 pontos, 8,5 rebotes, 4,3 assistências e dois tocos por exibição. Foram 29 pontos, 13 rebotes, cinco assistências, dois tocos e duas roubadas de bola no dia 26, na vitória sobre o Denver Nuggets; 20 pontos, oito rebotes, quatro assistências e dois tocos no dia 28, em novo triunfo sobre o mesmo adversário, e 12 pontos, oito rebotes, seis assistências e quatro tocos no dia 29, quando o Spurs bateu o New Orleans Pelicans.
Foi a 22ª segunda vez que Duncan foi eleito o melhor jogador da semana na NBA. Ele é o sexto que mais vezes recebeu a honraria desde que ela foi criada, na temporada 1979/1980 da NBA. No Leste, Nikola Vucevic, do Orlando Magic, foi o agraciado.
Pop, por sua vez, levou a premiação após guiar o Spurs a uma campanha de 16 vitórias em 16 jogos em março. Delas, o time texano marcou 100 ou mais pontos em 13, e venceu por dez ou mais pontos de diferença em 11. Jason Kidd, do Brooklyn Nets, ficou com a honraria no Leste.
Bertans está de volta às quadras

Um dos prospectos ligados ao San Antonio Spurs que segue seu plano de desenvolvimento na Europa está de volta à atividade. Afastado das quadras desde junho do ano passado, quando sofreu uma lesão no joelho esquerdo, o ala letão Davis Bertans já disputou quatro partidas neste mês por sua equipe atual, o Partizan Belgrade, da Sérvia.
Bertans está de volta às quadras (Arhiva VN)
Bertans estreou na temporada no dia 20, quando enfrentou o Maccabi Tel Aviv, pela Euroliga, e deixou a quadra com dois pontos (1-7 FG, 0-3 3 PT), dois rebotes e uma assistência em 15:30 minutos. Depois, no dia 24, entrou em ação contra o Budućnost Voli, pela Liga Adriática, e anotou nove pontos (2-5 FG, 2-4 3 PT, 3-4 FT) e um rebote em 27 minutos.
Em seguida, no dia 28, Bertans voltou a entrar em ação pela Euroliga, dessa vez contra o Lokomotiv Kuban, e fez seu melhor jogo desde a lesão: foram 20 pontos (8-12 FG, 4-7 3 PT), um rebote e uma roubada de bola em 19:56 minutos. O site americano Project Spurs encontrou um vídeo com os melhores momentos do ala na partida.
O letão ainda voltou a jogar nesta segunda-feira (31), contra o Cedevita, pela Liga Adriática, e obteve 14 pontos (3-7 FG, 2-5 3 PT, 6-6 FT), dois rebotes e uma assistência em 23 minutos.
Bertans, ala de 21 anos e 2,08m, foi selecionado pelo Indiana Pacers na 42ª escolha do Draft de 2011 e trocado para o Spurs na transação que enviou George Hill para Indianápolis.
Para Pop, “traseiro gordo” atrapalhava Mills
Em sua terceira temporada no San Antonio Spurs, Patty Mills se tornou mais uma arma vinda do banco do time texano. Para o técnico Gregg Popovich, sempre direto nas respostas, a explicação é bem simples: os quilinhos a menos do australiano, em relação aos campeonatos anteriores, foram determinantes para ele melhorar seu rendimento e se tornar o reserva imediato de Tony Parker na armação.

Em boa forma, Mills vem sendo importante na campanha do Spurs (US Today Sports/ Russ Isabella)
“Ele (Mills) estava com o traseiro um pouco gordo. Ele tinha muito lixo no seu corpo. Sua tomada de decisão não era grande e ele não estava em boa forma”, explicou Pop.
“Ele voltou ‘fino’ e bem, entendendo que tinha que tomar melhores decisões, decisões que um armador deve ter. Ele fez tudo isso e ganhou (espaço no time). Ele tem sido muito importante para nós”, elogiou o treinador, ao seu estilo, completando a fala sobre o camisa #8.
A diferença da versão 2013/2014 de Mills é notável, levando em conta as duas temporada anteriores, nas quais o jogador era mais conhecido por sacudir a toalha em suas comemorações no banco de reservas do que pelo pouco que fazia em quadra. Porém, desde o início do atual campeonato, como reserva imediato de Tony Parker, o camisa #8 se tornou mais um fator de desequílibrio no forte elenco do Spurs. O australiano vem mostrando mais agilidade e eficiência, principalmente nos tiros do perímetro, fundamento em que registra um notável aproveitamento de 40,8% de acertos.
Além disso, Mills vem somando 9,8 pontos por confronto, atuando em média por 18,5 minutos, maior marca de sua carreira de quatro anos na NBA.
O contrato do australiano com o alvinegro termina ao final desta temporada, mas, com esses bons números, o jogador tem motivos de sobra para sonhar com a renovação.
Parker será presidente do ASVEL da França
Tony Parker está prestes a alçar novos vôos dentro do basquete, agora como dirigente. De acordo com reportagem do diário francês L’Equipe, a partir do mês de maio, além de atuar com a camisa #9 do San Antonio Spurs, ele assumirá a presidência do ASVEL, equipe da cidade de Lyon, que disputa a liga francesa de basquete. O objetivo do armador é melhorar a estrutura do clube e desenvolver ainda mais o basquete no país, que é o atual campeão europeu.

Parker começa sua empreitada como dirigente no próximo mês de Maio (Reprodução)
A história de Parker com a cidade de Lyon começou antes mesmo do início de sua carreira, quando se desenvolvia como jogador, antes de ir jogar no Paris Basket Racing, time em que atuava antes de ser draftado pelo Spurs. Em 2011, durante o locaute da NBA, ele retornou à cidade para atuar no ASVEL, equipe na qual havia investido em 2009 ao comprar ações.
Parker, que vinha atuando no ASVEL como vice-presidente de operações de basquete, adquiriu na última semana a maioria das ações do clube, que possui 17 títulos franceses.
“Decidi comprar todo o clube. Agora sou acionista majoritário e no fim de maio serei presidente do ASVEL”, revelou o astro francês do time de San Antonio.
Para o jogador de 31 anos de idade, o momento é mais que oportuno para sonhar em melhorar a estrutura do clube. Afinal, o basquete francês atravessa os seus “anos dourados”, após a seleção nacional ter se sagrado campeã continental pela primeira vez na história, no meio do ano passado, justamente sob a liderança de Parker.
“Disse a mim mesmo que queria aplicar minha visão, minha filosofia, me inspirar no que aprendi no Spurs em benefício do ASVEL e eu precisava ser presidente para isso”, explicou Parker, que também pretende desenvolver ainda mais o basquete no seu país.
“Estou cheio de boas intenções, eu quero fazer o clube crescer e falar de basquete na França”, ressaltou o cestinha do Spurs na temporada, com 17,6 pontos por jogo.
Leonard se inspira em lendas para evoluir ofensivamente
Que Kawhi Leonard, em somente três temporadas, se tornou um dos grandes defensores da NBA, a maioria das pessoas já sabe. Entretanto, de acordo com reportagem do jornal americano San Antonio Express-News, o jovem ala do San Antonio Spurs vem sendo estimulado pelo técnico Gregg Popovich para aprimorar seu jogo no ataque, visando se preparar para um futuro próximo, em que poderá assumir um papel de protagonista no time texano. Com o auxílio do seu treinador, o camisa #2 vem buscando inspiração em grandes nomes do passado, como Michael Jordan, Scottie Pippen e Bruce Bowen.

Pop acha que Leonard deve arriscar mais no ataque (NBAE/ Getty Images/ D. Clarke Evans)
Aos 22 anos de idade, Kawhi Leonard já se tornou peça indispensável no esquema de Gregg Popovich. Uma prova disso é o fato da equipe não ter perdido uma partida sequer desde o retorno do camisa #2 após uma lesão na mão que o afastou das quadras em fevereiro – neste período, os texanos acumularam seis derrotas em 14 compromissos.

Fadeaway era uma das marcas de MJ (SI)
Entretanto, ocasionalmente o técnico Gregg Popovich cita, em tom bem-humorado, a necessidade de Leonard ser mais agressivo no ataque, local da quadra onde o jogador oscila dentro das partidas. Diante disso, o comandante resolveu mostrar a ele videos de lendas da posição, que podem auxiliar na evolução do seu jogo.
“Dar uma ideia do que existe e do que pode ser absorvido, mostrando que ele pode aspirar qualquer coisa. Isso que buscamos com o filme”, explicou Pop, em relação ao seu discípulo, ressaltando que trata-se de um aprendizado que “leva tempo”.
Leonard, por sua vez, diz que está aos poucos tentando pegar algumas técnicas. Os famosos fadeaways de Michael Jordan, por exemplo, têm recebido atenção especial do jogador, que já vem treinando especificamente essa técnica com a comissão técnica de San Antonio.
“Este movimento está ficando mais natural para mim. Quando estou mano a mano, com duas ou três fintas eu consigo arremessar e converter”, conta Leonard.
A leitura de jogo de Scottie Pippen, sobre o momento certo de arriscar um arremesso ou passar a bola a um companheiro, é outro ponto que o camisa #2 do Spurs vem observando.
“Eu tenho que avaliar as oportunidades que recebo e ver a situação da partida. Se o time fosse meu, eu não pararia de chutar”, brinca o novo xodó da torcida do Spurs.
Já do ex-spur Bruce Bowen, que tem sua camisa aposentada no teto do AT&T Center, ele espera receber conselhos mais pontuais, já que o ex-jogador possuía características semelhantes ao seu jogo, com a defesa sendo o ponto forte.
“Eu tenho 22 anos. Mais cedo ou mais tarde, (o ataque) vai acontecer para mim e jogarei diferente”, conclui Leonard, que, com a proximidade das prováveis aposentadorias de peças importantes do time, deverá ter a chance de assumir um protagonismo que, até então, ele não experimentou.





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