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Na linha dos 3 – O que muda com McDyess

Após muita especulação durante a última semana, e após perder Rasheed Wallace para o Boston Celtics, o San Antonio Spurs chegou a um acordo com  o pivô Antonio McDyess. O contrato firmado tem duração de dois anos, e o jogador receberá 5,8 milhões por temporada. Mas o que isso muda na equipe? Qual será o impacto da chegada de McDyess ao Spurs?

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Todos os principais candidatos ao títulos se reforçaram: Lakers perdeu Trevor Ariza mas conta com a chegada de Ron Artest, o Cleveland Cavaliers trouxe Shaquille O’Neal sem perder nenhuma peça importante, o Boston Celtics assinou com Rasheed Wallace através da free agency e o Orlando Magic trouxe Vince Carter em uma troca com o New Jersey Nets. Dentro de uma NBA em que os favoritos ficaram ainda mais fortes, a chegada de um jogador do calibre de Dyess era extremamente necessária para manter a equipe na luta pelo anel. Apenas a chegada de Richard Jefferson poderia não ser o bastante, principalmente pela ausência de jogadores de qualidade para o garrafão. Agora, sem dúvida, a equipe do Texas volta a figurar na lista de favoritos.

O jogador, prestes a completar 35 anos, vem de uma sólida temporada em que anotou médias de quase dez ponots e dez rebotes em 30 minutos por jogo. Em San Antonio ele deverá atuar menos tempo, até mesmo para evitar o desgaste excessivo. A principal contribuição de McDyess será defensiva, principalmente nos rebotes, setor que a equipe deixou a desejar na última temporada. Ofensivamente, apesar de não chegar a ser genial, ele irá contribuir muito nos rebotes ofensivos e pontuando com arremessos próximos ao garrafão, sua principal arma.

Acredito que a dupla titular no garrafão deve continuar sendo Duncan e Bonner, com Dyess vindo do banco, como inclusive é sua preferência. Mas como muitos especialistas dizem, os reais titulares não são aqueles que iniciam e partida, e sim aqueles que terminam, e o veterano se encaixará nessa situação.

O recém-draftado DeJuan Blair e o francês Ian Mahinmi também deverão entrar na rotação de garrafão e ganhar alguns minutos, principalmente na desgastante temporada regular, onde os jogadores mais experientes deverão ser poupados em muitos momentos.

McDyess era um sonho antigo da diretoria texana e agora finalmente irá atuar com a camisa prata e preta. Os torcedores com certeza podem comemorar o reforço, pois irão ver em quadra um grande profissional, muito bom técnicamente e com muita garra em busca do primeiro título em seus 13 anos de NBA.

Um adversário a menos?

Brooks, Wafer, Ariza, Battier e Scola. Um quinteto titular que em nada anima os torcedores da equipe do Houston Rockets, um dos rivais texanos do San Antonio Spurs. Pois bem; com as contusões de McGrady e Yao Ming, que devem deixar os dois astros afastados por muito tempo das quadras – o segundo, inclusive, corre o risco de não mais poder jogar basquetebol profissionalmente – essa é a base titular do time até agora.

Confesso que, no começo da temporada passada, me preocupei bastante com uma equipe que se desenhava com Alston, McGrady, Artest, Scola e Yao Ming. Porém, esse time-sonho começou a se desfazer lentamente. T-Mac não consguia se livrar do problema em seu joelho. Alston foi negociado com o Magic, e, agora, Artest foi para o Los Angeles Lakers, e o pivô chinês também se contundiu seriamente.

A chegada de Ariza pode sanar a perda de Artest, mas é pouco para uma equipe que, há menos de um ano atrás, sonhava com o título. Com as lesões de suas duas principais estrelas, os Rockets – salvo qualquer movimentação extraordinária nessa offseason – devem lutar apenas por uma temporada honrosa. Quem sabe, a sorte mude de lado, e, com uma bela escolha de draft, e com a volta de T-Mac e Yao Ming, a equipe possa novamente brigar pelo título em 2010-2011.

Enquanto isso, os grandes favoritos ao título são os que mais se movimentam. As quatro equipes com melhor campanha na última temporada regular são destaques nessa offseason; os Lakers acertaram com Artest, o Magic contratou Vince Carter, os Cavaliers assinaram com Shaquille O’Neal e os Celtics estão perto de adicionarem Rasheed Wallace ao seu plantel.

Os Spurs, até aqui, movimentam-se bem também nessa offseason. A franquia trouxe Jefferson, busca a contratação de um big man free agent e ainda saiu-se melhor do que o esperado no draft. Se isso será suficiente para que a equipe brigue pelo título, só o tempo irá dizer.

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Na linha dos 3 – O mercado de free agents

Free Agents são aqueles jogadores que tiveram seus contratos encerrados e não possuem vínculo com nenhuma equipe. Todos os anos, os times da NBA têm a oportunidade de contratar estes jogadores para buscar a peça que falta em suas equipes na busca pelo título, ou atrás de uma reformulação.

Muito está se falando sobre o mercado de 2010, onde estrelas como Lebron James, Dwayne Wade e Chris Bosh estarão disponíveis. Porém, neste ano há alguns jogadores interessantes que estão livres para negociar. Alguns nomes despertam o interesse de diversas equipes, como Andre Miller, David Lee, Mike Bibby, Paul Millsap e Rasheed Wallace – este último inclusive está na mira do Spurs para a próxima temporada.

Além de Rasheed Wallace, cogitam-se nomes como Antonio Mcdyess e Brandon Bass, todos jogadores de garrafão; inclusive, este deve ser o foco dos texanos nesta offseason. Com a saída de Kurt Thomas e Fabrício Oberto, restaram poucas opções no elenco para Popovich, e o mercado de free agents deve ser a solução. A concorrência deve ser pesada, já que vivemos uma época escassa de bons pivôs. Além de um homem de garrafão, não ficaria surpreso se o Spurs contratasse também um ala para compor o grupo. Este ala pode ser um velho conhecido; Ime Udoka poderia retornar.

Jacque Vaughn e Ime Udoka tiveram seus contratos encerrados com o time de San Antonio na última temporada, mas o armador dificilmente retornará. Já Udoka pode voltar; acredito que dependerá dos valores pedidos pelo jogador, e, principalmente, pelo rendimento do jovem Malik Hairston durante as ligas de verão.

Este período de negociações deve ser agitado, mas por enquanto houve muita especulação e pouca coisa confirmada. Especula-se sobre Ron Artest no Lakers e Trevor Ariza no Cavs, além uma possível ida de Hedo Turkoglu para o Blazers. Outros jogadores com futuro ainda indefinido são Lamar Odom e Allen Iverson. De concreto até agora, apenas a contratação de Ben Gordon e Charlie Villanueva pelo Detroit Pistons.

Soluções começam a aparecer

George Hill, Jack McClinton, Malik Hairston, Marcus Williams, James Gist, DeJuan Blair e Ian Mahinmi. Devem ser os principais nomes da equipe do San Antonio Spurs na próxima Liga de Verão. Em tempo: o combo guard francês Nando De Colo ainda deve permanecer por mais algumas temporadas na Europa antes de começar seu ciclo estadunidense.

No ano passado, ouviam-se muitas críticas em relação à idade do elenco texano. Uma renovação parecia cada vez mais urgente e distante, e era a cada dia mais exigida. Pois bem; hoje ela parece mais perto do que o imaginado. Todas as posições terão representantes jovens atuando com a camisa da franquia nas Summer Leagues. E, além dos nomes já citados, há também a aposta no brasileiro Tiago Splitter.

Além da idade do elenco, qualquer análise mais atenta ao elenco dos Spurs notava duas claras carências; um ala e um parceiro para Duncan no garrafão. A primeira parece ter sido solucionada de modo preciso com a troca que trouxe o bom Richard Jefferson.

Porém, ainda resta o problema no garrafão dos Spurs. Para a próxima temporada, apenas Bonner está, a princípio, confirmado para jogar o lado de Duncan. Gooden tem seu contrato encerrando-se nessa offseason, e, até agora, não começou conversas para a renovação. Thomas, trocado com o Bucks, pode até, eventualmente, receber um buyout e acabar retornando. Splitter não deve chegar para essa temporada. E jovens como Blair e Mahinmi, dependendo da situação do plantel, podem acabar participando ativamente do plano de jogo texano.

De qualquer modo, dos três problemas crônicos do nosso elenco na última temporada, dois parecem estar solucionados, com a precisão característica da gestão de Buford e Popovich. Vamos torcer pra que isso não seja só uma impressão, ou apenas otimismo exagerado de torcedor.

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Brasil completo? Sei…

Nenê e Anderson Varejão dificilmente irão jogar a Copa América. Não estou entre os otimistas torcedores que acham que o primeiro fará força para se preparar a tempo, após lesão no braço, e irá brigar com sua franquia para defender as nossas cores, e nem acho que o segundo passará por cima dos seus problemas contratuais para atuar pelo Brasil.

Desse modo, um garrafão que deveria ser um dos mais fortes do mundo deverá alinhar com Tiago Splitter e mais alguém. J. P. Batista, Baby e Murilo devem ser os principais candidatos à vaga. Não que eu concorde com isso, mas os três vêm sendo presença certa nas convocações de Moncho Monsalve desde que ele assumiu a seleção.

O perímetro deve ficar um pouco mais próximo do ideal. Marcelinho Huertas, e – a princípio – Leandrinho devem formar a dupla de guards que, ao meu ver, é a melhor possível para a seleção. O problema é a carência na ala. Guilherme Giovanoni? Tavernari? Marquinhos? Forçar um pouco a barra e colocar Alex ou Marcus por ali?

Nenhuma das anteriores deve ser a resposta. Mais uma vez, Marcelinho Machado surge como grande favorito à vaga. O ala passa por bom momento na NLB, e é homem de confiança de Moncho, pois os dois já trabalharam juntos no basquete europeu. Uma pena, pois não sou grande fã do basquete individualista e, no meu ver, de estilo ultrapassado do flamenguista.

Huertas, Leandrinho, Marcelinho, J. P. e Splitter não formam a seleção dos sonhos do torcedor brasileiro. Não formam a minha, pelo menos. Em um grupo com Argentina e a nova força, a República Dominicana, o Brasil pode sofrer pra se classificar. Mas deve pssar adiante. Deve, inclusive, chegar ao mundial. Só veremos com que força.