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Rotação de garrafão como há tempos não se via

Cirúrgica. Assim que defino a contratação de Theo Ratliff por parte do San Antonio Spurs. Não que a franquia tenha assinado com um super-craque a preço de banana; mas a verdade é que Buford, Popovich e companhia supriram, no mercado, um problema que vinha se desenhando no elenco da equipe.

Antes da chegada de Ratliff, os Spurs contavam com seis jogadores para a rotação de seu garrafão; apenas um era pivô de origem. Assim, os também veteranos Tim Duncan e Antonio McDyess teriam que, invariavelmente, ocupar a posição durante os jogos. Tendo obrigatoriamente pelo menos um em quadra durante todo um jogo, Popovich seria obrigado a diminuir consideravelmente os minutos que a os dois ficariam em quadra juntos.

Agora, com Ratliff, esse cenário muda. Acredito até que o pivozão seja o titular no começo das partidas, empurrando de volta Duncan para a função de ala-pivô e deixando McDyess vir do banco, como o ex-jogador do Detroit Pistons afirmou gostar.

Além dos dois, contamos com mais duas opções que tornam a rotação versátil; o já conhecido Matt Bonner pode ajudar aumentando o poder de fogo da equipe com seus tiros de três pontos, enquanto o novato DeJuan Blair deve contribuir com bastante força física e ajudar os veteranos na coleta de rebotes.

Além dos cinco, temos ainda o jovem Ian Mahinmi – o único pivô até então do elenco a qual me referi – e o repatriado Marcus Haislip, que devem tentar cavar uns minutinhos na rotação da equipe. Ou seja, com sete jogadores para o garrafão, temos quantidade o suficiente para, inclusive, poupar os três veteranos se assim Popovich quiser.

Theo Ratliff jogava com camisa 50 nos Sixers. Nos Spurs, não poderá usar o número, imortalizado em homenagem a David Robinson. Curiosa coincidencia; o elenco em formação pode dar a Duncan os melhores companheiros de garrafão desde a aposentadoria do Almirante.

Uma nova #era no @esporte

As inovações tecnológicas são uma crescente não só dentro das quadras e campos do esporte, mas, principalmente, fora delas. Todos os anos, milhões de páginas são criadas na Internet. Destas milhões, algumas poucas obtém sucesso absoluto e simplesmente conseguem mudar o modo de vida de bilhões de pessoas – sim, sem exagero. Recentemente, tivemos três fortes exemplos disso: o Google, o Orkut e o YouTube (lembrando aos leitores que a primeira página citada simplesmente é dona das outras duas, e hoje é uma das empresas mais poderosas do mundo). Mas a “página da moda” neste ano simplesmente tem revolucionado o contato do esporte – e de muitas outras coisas – com seu respectivo público. Falo do Twitter. Falarei da NBA dentro deste novo sistema de comunicação, auto-denominado como microblog.

O mecanismo de funcionamento não é dos mais complicados de se entender. Cada pessoa cria um perfil na página principal e já está dentro da rede criada. A partir daí, o objetivo é atualizar sua conta com informações pessoais transcritas em no máximo 140 caracteres. Febre em todo o mundo, o site tem aumentado e muito a relação entre os ídolos e os fãs. E na NBA essa tendência é evidente.

São muitos os jogadores que criaram perfis e os atualizam com informações pessoais muito preciosas para fãs e jornalistas. Transferências, assinaturas de contratos e muito mais são divulgados pelo Twitter. Não à toa, foram criados perfis dos sites que acompanham o basquete e que agora também fazem atualizações para seus fãs por lá. A agilidade nas informações e a confiabilidade das mesmas, uma vez que são divulgadas simplesmente pelos próprios jogadores, são os aspectos que têm feito do Twitter uma das ferramentas mais utilizadas da web.

A revolução feita pelo Twitter quando falamos da transmissão de informação é irreversível. O site criou uma nova era na informação, logo uma nova era no esporte. Se as informações, nos últimos tempos, já chegavam de modo extremamente rápido aos interessados, agora falamos de questão de segundos para que uma notícia considerada inédita seja expandida por todo o mundo. Jornais e sites informativos terão que rever seus conceitos. Equipes, diretores e analistas do basquete, também. Na era do #Twitter, fica cada vez mais difícil ser @exclusivo. Mas fica cada vez mais #fácil estar bem informado. É só se conectar.

Twittando na NBA

Para não deixar os leitores mais avoados com água na boca, coloco abaixo informações interessantes sobre a liga norte-americana de basquete no Twitter. Seguem links das páginas do site que você, amante do basquete, não pode deixar de conferir.

Twitter oficial da NBA – http://www.twitter.com/nba

Twitter dos agentes da NBA – http://www.twitter.com/NBASportsAgents

Twitter com os jogadores da NBA – http://www.twitter.com/NBAplayers

Twitter oficial do Spurs – http://www.twitter.com/spurs

Twitter do Hoopshype, site de notícias sobre NBA – http://www.twitter.com/hoopshype

Twitter da ESPN – http://www.twitter.com/espn

Twitter da CBS Sports – http://www.twitter.com/CBSSports

Twitter do analista Marc Stein, sempre com informações exclusivas – http://www.twitter.com/STEIN_LINE_HQ

Twitter do Spurs Brasil – http://www.twitter.com/spurs_brasil

Twitter de jogadores

Shaquille O’Neal – http://www.twitter.com/THE_REAL_SHAQ

Paul Pierce – http://www.twitter.com/paulpierce34

Dwight Howard – http://www.twitter.com/DwightHoward

Blake Griffin – http://www.twitter.com/blakegriffin

Chris Bosh – http://www.twitter.com/chrisbosh

Manu Ginobili – http://www.twitter.com/manuginobili

DeJuan Blair – http://www.twitter.com/DeJuan45

Bruce Bowen – http://www.twitter.com/bowen12

Perfil dos colunistas do Spurs Brasil

Leonardo Sacco – http://www.twitter.com/leosacco

Lucas Pastore – http://www.twitter.com/lucas_pastore

Victor Moraes – http://www.twitter.com/spursvictor

Glauber da Rocha – http://www.twitter.com/glaglauber

E esses são só alguns dos perfis existentes.

A nova era no esporte começou.

Os novos nomes do novo Spurs

Confesso que estou me empolgando com a movimentação que vem acontecendo em San Antonio nessa offseason. As contratações de Jefferson e McDyess montaram uma base sólida e experiente para os Spurs. E, além disso, alguns garotos vêm tendo bom desempenho na Liga de Verão de Las Vegas, o que pode rejuvenescer consideravelmente o plantel texano.

Um bom exemplo disso é o armador George Hill. “Veterano” dos Spurs nessa Summer League, o jogador vem comandando a equipe na defesa e no ataque, contribuindo com pontos, assistências, rebotes, infiltrações, arremessos… sem dúvidas, é um jogador que tem potencial para ir longe – é com certeza a melhor opção que temos para o descanso de Tony Parker desde que o francês tornou-se titular do time de San Antonio.

Outro que vem me animando é o ala-pivô DeJuan Blair. Um “achado” de Buford e Popovich, o jogador, apesar de baixo, usa sua excelente envergadura para mostrar-se um excelente reboteiro. Apesar dos problemas em seu joelho, prefiro ser otimista e acreditar que Blair fará parte da melhor rotação de garrafão dos texanos nas últimas temporadas.

E, por falar em garrafão, chegamos ao pivô francês Ian Mahinmi; uma prova de que, talvez, a renovação dos Spurs tenha começado antes do que o acreditado. O grandalhão vem passando por um momento de adaptação ao basquete americano e de recuperação do ritmo de jogo – uma vez que, na última temporada, sofreu com problemas físicos e não conseguiu participar, inclusive, das Ligas de Verão da última offseason.

O crescimento de Mahinmi e sua integração ao plantel principal, ao meu ver, podem ser o diferencial dos texanos para a temporada, uma vez que os outros cinco jogadores que devem compor a rotação do garrafão da equipe – Duncan, McDyess, Bonner, Blair e Haislip – são originalmente alas-pivôs. Sim, os dois primeiros podem fazer a 5; mas isso significaria que um dos dois teria de estar em quadra a todo momento, o que diminuiria consideravelmente o tempo em que atuariam juntos. Daí a importância de termos mais uma opção para a função de pivô.

Outra cara conhecida dos texanos atuando na Las Vegas Summer League é Malik Hairston, que pode atuar nas posições 2 e 3 – já fez as duas coisas em Vegas, mantendo-se sempre entre os principais pontuadores da equipe. Já assinou com a equipe principal e deve ser, ao lado do veterano Michael Finley, a principal opção para a rotação de Richard Jefferson.

Porém, nem tudo são boas notícias. A principal decepção, por enquanto, fica com o combo guard Jack McClinton, que chegou com status de grande arremessador e ainda não mostrou a que veio com a camisa do San Antonio Spurs, perdendo inclusive seu lugar de titular na equipe. Deve acabar na Liga de Desenvolvimento.

Além dele, os “europeus” Nando De Colo, combo guard, e James Gist, ala-pivô, também são cartas fora do baralho. O primeiro nem sequer entrou em quadra e deve seguir no Velho Continente; o segundo, que jogou na Itália na última temporada, não conseguiu sólidas atuações, e seu futuro deve ser a D-League ou o retorno à Europa.

A grata surpresa ficou por conta do mexicano Romel Beck. O ala atuou muito bem nas duas primeiras partidas e ganhou a vaga de titular – é bem verdade que, na terceira, não foi tão bem. Como os Spurs devem ter apenas 13 jogadores para a próxima temporada (Parker, Hill, Mason, Ginobili, Finley, Hairston, Jefferson, Blair, Bonner, Haislip, McDyess, Duncan e Mahinmi), Beck pode até beliscar uma vaguinha no elenco. Nível de NBA ele já mostrou que tem.

Outra má notícia é a não utilização do ala brasileiro Marquinhos. Apesar de achar que ele não tem nível para a NBA, acho sim que ele é um grande jogador e que pode integrar a seleção brasileira; inclusive brigando pela vaga de titular, já que a posição 3 é, ao lado da armação, a mais carente no Brasil. Acredito que Marquinhos consiga cavar uma vaguinha no basquete europeu para a próxima temporada.

Base forte e experiente, completada por jovens promissores. Essa deve ser a receita para esse novo San Antonio Spurs da temporada 2009-2010. E eu confesso estar ansioso para vê-lo em ação.

Dinastias de bolso

Os tempos de ouro do esporte mundial se foram faz alguns anos. Quando afirmo isso, não me remeto somente ao basquete. As partidas clássicas de futebol, vôlei, tênis e até peteca nunca mais existirão. Existe, hoje, uma grande má vontade do público que acompanha o esporte com o que acontece dentro das quadras – ou campos, ruas, enfim…

Não conseguimos mais enxergar potenciais para lembrarmos no futuro e nos agarramos a um saudosismo chato e insistente, que tem como ordem principal ignorar os feitos do presente. Focando só no basquete, tema central deste espaço, podemos citar os famigerados casos dos atletas LeBron James e Kobe Bryant, respectivamente MVP e MVP das Finais da NBA. Não enxergamos somente o jogo dos dois, a maneira excepcional com a qual atuam, a maestria com a qual conduzem a bola e seus times. Vamos além, somos chatos e comparamos ambos com aquele que é a figura sagrada do basquete, Michael Jordan. Não são poucos os que fazem comparações esdrúxulas. “Quando Michael tinha cinco anos de NBA, um caminhão atropelou seu cachorro. Alguns anos depois ele se lembrou disso, mudou sua maneira de jogar e foi campeão pelo Bulls. James completou cinco anos de liga e seu cachorro surpreendentemente foi atropelado, é fato que ele será campeão daqui a x anos”, diz aquele Nostradamus que se baseia em dados nada confiáveis para fazer as comparações que citei.

Dentro deste panorama, no entanto, vejo pouca culpa nos fãs do esporte. Vejo maior culpa naqueles que conduzem os destinos das franquias da NBA, no caso do basquete, no caso norte-americano. Atualmente as equipes são criadas apenas para renderem de imediato. E render, aqui, não pensem que significa apenas jogar bem. Render significa, acima de tudo, fazer dinheiro. Não sou daqueles que adoraria que os jogadores ganhassem cinco mil dólares por mês, apesar de achar exorbitantes as quantias despendidas. Mas o dinheiro tomou patamar tão importante que hoje os times montados me lembram comida pronta, celulares e outros aparelhos portáteis, enfim, coisas que são feitas para o rápido consumo, duram pouco e não marcam nossas vidas.

Quando falamos nas grandes equipes do passado, deixando de lado o saudosismo estúpido que muitos cultivam, falamos de grandes conjuntos que duraram um bom tempo. De jogadores que se conheciam e faziam o jogo parecer uma brincadeira. Jogavam por prazer e sabiam jogar juntos. Foram campeões, arrebataram prêmios e fãs e marcaram uma época. Coisa que dificilmente acontece hoje. As equipes são montadas e desmontadas de um ano para o outro; é difícil saber se Fulano está na equipe A, B, C ou se já foi contratado pela D para ser enviado para X em troca do Beltrano. O dinamismo que surgiu como solução de muitos problemas ganha tons de desespero e faz os fãs se perderem em meio a rumores e mais rumores.

O Boston Celtics, por exemplo, me faz enxergar essa situação. Antes, um aviso: se você é torcedor da franquia verde de Boston, não me leve a mal. Não estou fazendo um julgamento, estou apenas impondo meu ponto de vista. Voltando ao assunto, como disse, os Celtics são para mim o exemplo perfeito dessa situação. Vinham em uma decadência absoluta desde o final dos anos de 1980, passaram por seu pior período nos anos de 1990 e hoje possuem um dos melhores times da NBA graças às trocas realizadas no verão estadunidense de 2007.

Mas, apesar da força demonstrada com a conquista de um título sob a batuta de Paul Pierce, Kevi Garnett e Ray Allen, o Celtics montou, ao meu ver, uma dinastia de bolso, assim como os já citados celulares. Montou um time para o presente, que com certeza retomou o orgulho verde, mas que daqui dois ou três anos dificilmente estará no topo. Foi uma solução imediata que pode causar problemas num futuro próximo.

Problemas iguais aos que meu celular, feito para durar pouco, me causa…

Splitter, ídolo para o Brasil. E para o Spurs?

Ontem, o pivô brasileiro Tiago Splitter esteve na sede da CBB, onde atendeu a imprensa em uma entrevista coletiva. Falou sobre suas expectativas para a Copa América e para o futuro de sua carreira.

O principal assunto, é claro, foi a seleção brasileira. E Splitter é um exemplo para ela. O pivô atendeu a todas as convocações que recebeu desde que entrou para a seleção adulta, com 17 anos. Não deixou de defender o Brasil quando foi para a Europa, nem quando tornou-se o principal jogador de seu time, nem quando ganhou status sendo draftado pelo San Antonio Spurs.

Splitter disse entender os motivos que levaram seus amigos a priorizarem outras coisas, usando suas palavras. Foi elegante na crítica. E ainda disse que, para uma seleção sair-se vitoriosa, é necessário saber como cada jogador dorme, come, anda, respira. Só assim, depois de anos de trabalho, acredita que o Brasil possa dar bons frutos.

Assino embaixo das centradas declarações do jogador. Acredito que falta comprometimento para nossos astros, e, que nesse vai-não-vai, fica difícil criar um padrão, uma escola, uma filosofia na seleção. Mas é bom ver que enquanto Leandrinho, Varejão e Nenê têm dúvidas em relação à participação na seleção, jovens como Tavernari e Paulão chamam a responsabilidade em Portugal e nos enchem de esperanças em relação ao futuro.

O que me deixou reticente, apenas, foi a falta de entusiamo com que Splitter tratou seu ingresso na NBA, mais especificamente no meu time de coração, o San Antonio Spurs. Disse que pretende, a princípio, cumprir seu ano de contrato com o TAU Cerámica pra depois ver o que acontece com a franquia texana.

Mas essa reticência, quem faz é o torcedor. Porque o brasileiro enche os olhos e o peito com a coletiva de Tiago Splitter.

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