Arquivo da categoria: Na linha dos 3

NBA européia?

Nesta pré-temporada, a NBA está mais européia do que nunca. Com equipes como o Real Madrid e o Olympiacos se incluíndo nos amistosos de pré-época e com franquias da Liga americana se degladiando no velho continente, os fãs de basquete da Europa têm, sem dúvida, nesse comecinho de outubro um período especial.

Diretamente da China – que também sedia alguns jogos da pré-temporada da NBA – o comissário da Liga, David Stern, disse que futuramente pode incluir franquias européias na competição, desde que o continente tenha arenas apropriadas para isso.

Particularmente, duvido que isso aconteça.

Primeiramente, pela dificuldade que os times dos EUA teriam para viajar para jogar na Europa, e vice-versa. Além disso, as regras da NBA são totalmente diferentes das da FIBA – que norteia os times europeus – e, como já foi demonstrado por Real e Olympiacos, as equipes do velho continente não têm basquete para enfrentarem as da Liga estadunidense.

Acho que Stern quis apenas fazer uma média com um mercado que deve estar dando bastante dinheiro para a NBA neste offseason. Os times enchem o bolso em suas temporadas européias e, quem sabe, dão a sorte de achar mais um Hedo Turkoglu, ou um Dirk Nowitzki, ou um Pau Gasol da vida.

No meio dessa politicagem toda, uma boa notícia para os brasileiros; Stern disse que planeja enviar alguns jogos da temporada regular da NBA para Londres pouco antes da cidade sediar a Olimpíada de 2012. Quem sabe ele não se anime para fazer o mesmo com o Rio de Janeiro, quatro anos depois…

Os texanos querem saber…

A pré-temporada 2009/2010 já começou. Eu, como torcedor do San Antonio Spurs, estou cheio de expectativas. Essa foi, com certeza, a offseason em que a franquia texana mais se movimentou desde que eu comecei a acompanhá-la. Agora, estou ansioso para ver que desdobramentos o novo elenco vai tomar.

A primeira questão é se o famoso trio dos Spurs, formado por Parker, Ginobili e Duncan, estará 100% para a próxima temporada. Os três sofreram com problemas físicos durante 2008/2009, o que atrapalhou demais a campanha da equipe.

O caso do argentino era o que mais preocupava, mas, segundo declarações do próprio e do técnico Gregg Popovich, Manu já está 100%. Parker jogou pela seleção francesa na offseason e também parece estar livre de qualquer problema. Duncan, mesmo que no nível máximo de sua condição física, deve ser poupado em alguns jogos devido a sua idade.

Outra pergunta que fica na cabeça dos torcedores do Spurs é se Jefferson e McDyess vão cumprir as expectativas e completar o quinteto titular da equipe de maneira consistente. As duas maiores novidades de San Antonio para a próxima temporada são, por enquanto, o principal alvo das entrevistas, ao lado do novato Blair, sobre quem depositamos muita esperança.

A última pergunta que fica é que funções terão Bogans e Haislip na rotação da franquia. Contratações estranhas a princípio, mas sempre damos um voto de confiança a Pop pelos “achados” que ele costuma protagonizar.

São perguntas que devem ser respondidas em breve, com o começo da temporada 2009/2010.

Problemas fortalecem a Seleção feminina

Depois de acompanharmos e nos empolgarmos com os marmanjos do nosso basquetebol, agora é a vez da Seleção Brasileira feminina buscar uma vaga no Mundial de 2010. O Brasil deve brigar, neste fim de semana, pelo título da Copa América; a versão feminina do torneio da FIBA Americas está sendo disputada em Cuiabá, MT.

Sob o comando de Paulo Bassul, me parece que o Brasil não encontrará maiores dificuldades para se classificar entre as três melhores seleções das Américas (a equipe dos EUA, campeã olímpica, já está classificada).

É verdade que a Seleção está enfrentando alguns problemas na formação de seu elenco. A pivô Érika – que teve expressivas médias de 11,8 pontos e nove rebotes por jogo na última temporada da WNBA – estava disposta a jogar em Cuiabá, mas teve de disputar os playoffs da liga americana com sua equipe, o Atlanta Dream.

Além dela, ainda temos o problema envolvento Paulo Bassul e Iziane, maior ídolo da história do basquetebol brasileiro – na sua própria opinião, pelo menos. A ala-armadora segue sem dar as caras nas convocações da Seleção – eu, pelo menos, já não a considero mais um desfalque.

Nos lugares das jogadoras da WNBA, Bassul conta com Kelly e Alessandra revezando na posição cinco, e com o retorno de Helen, que, na Seleção, está atuando na posição dois, deixando Adrianinha como armadora principal da equipe.

Durante a Copa América, Paulo Bassul ganhou mais problemas. A ala Micaela agravou um problema na coxa esquerda antes do segundo jogo, e a ala-pivô Mamá sentiu uma lesão no tornozelo direito ontem, logo no primeiro quarto da terceira partida do Brasil, e não retornou mais à quadra.

Em seus lugares, a ala Fernanda – uma das cestinhas da Seleção no jogo de ontem – e a ala-pivô Franciele – sensação brasileira da Copa América, por ser boa reboteira e por ter um ótimo tempo de bola para os tocos – deram conta do recado e mantiveram o 100% de aproveitamento do Brasil.

Por isso, confio que uma equipe formanda por Adrianinha, Helen, Fernanda, Franciele e Kelly/Alessandra possa dar o título da Copa América para o Brasil. No Mundial, com Micaela e Mamá 100% e com a participação de Érika, Paulo Bassul poderá ter um elenco que o permita, quem sabe, brigar por uma medalha. Sem dúvidas será difícil, mas me parece que, de um tempo para cá, podemos confiar no trabalho da CBB.

Mais do que nunca, imortal

Impossível imaginar em que pé estaria a equipe do San Antonio Spurs se o pivô David Robinson nunca tivesse desembarcado na franquia. A presença do Almirante foi, talvez, o ponto de partida para que a agremiação do Texas começasse a emergir para se estabilizar hoje como uma das grandes equipes da NBA.

Jogando em San Antonio durante toda a sua carreira, Robinson é, até hoje, um dos grandes ídolos da franquia. Sua camisa 50, imortalizada no teto dos ginásios que já foram casa dos Spurs, ainda é uma das mais vendidas, já que sempre é incluída nas lojas especializadas em promoções.

A dupla que o Almirante fez com Tim Duncan no garrafão – conhecida até hoje como As Torres Gêmeas – foi, talvez, um dos pontos altos do basquetebol estadunidense na última década. E, até hoje, Timmy brilha  usando muitas coisas que aprendeu com seu ex-colega.

A nomeação de Robinson para o Hall da Fama veio para coroar o trabalho desse excelente pivô, tando em San Antonio como no Dream Team. Stockton e Jordan, os outros ex-jogadores da NBA indicados, se juntam a tantos outros nomes na sala dos imortais do basquetebol.

É sempre legal ver quando alguém de uma equipe para que você torce recebe uma honra dessas. Parabéns a David Robinson, agora não mais imortal apenas para os torcedores dos Spurs, mas sim para todo o mundo do basquete.

A Resposta?

O ala-armador Allen Iverson ficou famoso no mundo do basquete quando conduziu uma equipe do Philadeplhia 76ers aos playoffs. Ganhou o apelido de The Answer. Acumulou fãns, foi chamado de o novo Jordan… porém, após se transferir para o Denver Nuggets, não conseguiu mais ser o jogador que outrora foi.

Continuou pontuando bastante, mas passou a receber críticas por sua individualidade e pela insistência em ficar com a bola. Foi negociado com os Pistons, e o ostracismo continuou. Talvez até tenha piorado. Acabou varrido pelo Cleveland Cavaliers na primeira rodada dos playoffs de 2009.

Nessa offseason, após novelas em torno de seu novo time, Iverson assinou com uma das menores franquia da NBA – o Memphis Grizzlies. A equipe, que sempre teve como política investir em jogadores jovens – até porque, graças às más campanhas, sempre consegue boas escolhas de draft – investe em um veterano para tentar traçar novos caminhos.

Se eu fosse o GM do Grizzlies, não investiria em Iverson. O perímetro da equipe já tem dois talentosos jogadores – OJ Mayo e Rudy Gay – que também gostam de ter a bola. Com os dois, Iverson deve jogar por um bom tempo como armador, o que não julgo ideal para uma equipe.

E, se eu fosse o Iverson, também não escolheria essa franquia para jogar. Já ficou provado no Pistons que ele não rende bem como armador, o que terá de fazer por alguns minutos em Memphis. Talvez, no Bobcats, Iverson se encaixasse muito melhor.

De qualquer modo, vou torcer para o sucesso do craque; nada me deixa mais feliz do que assistir grandes jogadores no jogo que eu amo. A recuperação será difícil em uma franquia medíocre e que joga na divisão de equipes como Spurs, Mavericks, Hornets e Rockets. Mas veremos se Iverson será A Resposta para o Memphis.