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O que há de real até aqui

Amigos leitores, estamos apenas no terceiro dia da Free Agency da NBA, e mesmo assim lidamos com um bombardeio de rumores que nunca antes foi vista na História da liga. É bem verdade também que, pela primeira vez, muitas das principais estrelas da liga ficaram livres juntas. Mas não é só ao redor dos astros que são construídos os rumores.
Apesar de ter um elenco praticamente montado, a franquia texana não escapa de especulações. Wesley Matthews, Kyle Korver, Matt Barnes, Amare Stoudamire e David Lee – um time inteiro já entrou em possíveis listas de contratações do Spurs. Porém, no meu modo de ver as coisas, os próximos passos da equipe dependem do futuro das negociações de dois velhos conhecidos da torcida: Richard Jefferson e Tiago Splitter.
O ala, até aqui, protagonizou a principal movimentação da franquia nesta offseason ao optar por deixar seu contrato, que lhe renderia U$S 15 milhões na próxima temporada. Porém, a imprensa de San Antonio diz que Jefferson vai ficar no Spurs: a rescisão seria apenas o primeiro passo para negociar um novo vínculo, com um salário menor para o ano que vem, mas mais duradouro. A longo prazo, jogador e equipe sairiam ganhando.
Já Splitter é o reforço mais sonhado por grande parte dos torcedores do Spurs. O jogador tem até o próximo dia 15 para decidir se transfere-se para a NBA ou se continua na sua equipe, o Caja Laboral. Draftado em 2007, desde então o pivô brasileiro é o nome que muitos querem ao lado de Tim Duncan no garrafão do time texano. Para chegar, o brazuca receberia toda a MLE da folha salarial da franquia.
Caso os dois assinem, o time de San Antonio ficaria bem acima do teto salarial, e poderia contratar Lee ou Stat apenas via sign and trade. Não é uma ideia que me agrada muito, já que gosto de Tony Parker – uma de nossas principais moedas de troca e um possível envolvido nas negociações. Além disso, como temos um elenco envelhecido, precisamos dar minutos para o desenvolvimento de jovens, como o próprio Splitter e DeJuan Blair. Isso se tornaria inviável se o time trouxesse mais um jogador de garrafão e ainda tivesse de colocar Duncan e Antonio McDyess em quadra. Ao meu ver, o negócio só seria bom se conseguisse enviar Dice na troca.
Para o perímetro, caso Jefferson fique, contratações pontuais como Matthews e Korver seriam desnecessárias. Barnes, por outro lado, é um nome que muito me agrada, já que se encaixaria perfeitamente no esquema de Gregg Popovich fazendo a função executada com perfeição por Bruce Bowen: forte defesa de perímetro e arremesso preciso da linha dos três pontos.
Mas vale lembrar que isso tudo foi pensado na base dos rumores: de concreto, não temos nada. É esperar para ver…
Sem surpresas na Summer League

Após a noite do Draft, os fãs da NBA estão ansiosos para verem as novas caras da liga na Las Vegas Summer League, que começa já no dia 09/07. Para os torcedores do San Antonio Spurs, porém – que estreia no dia 12, contra o Minnesota Timberwolves – a competição não deve ter tanta graça. Segundo o General Manager R. C. Buford, James Anderson, nosso principal novato, deve ser poupado das atividades por conta de uma lesão muscular.

Você sabe como esse cara joga? Pois é... vai demorar um pouco mais pra saber
Com isso, o perímetro da equipe deve ser formado apenas por figuras conhecidas dos torcedores da equipe texana. O armador Garrett Temple e os alas Alonzo Gee e Malik Hairston, que terminaram a última temporada no elenco do Spurs, devem ser os titulares. O também armador Curtis Jerrells, outro que estava com a equipe no fim da temporada, deve ser o principal reserva do trio. O ala Marcus Williams, figura certa do time nas últimas Summer Leagues, deve completar o elenco.
No garrafão, deveremos ter a única novidade do elenco. O inglês Ryan Richards, 49ª escolha do último Draft, deve estar em Las Vegas com o elenco do Spurs. Seu parceiro no time titular deve, surpreendentemente, ser DeJuan Blair. A princípio, a comissão técnica da franquia texana acenou com a possibilidade de fazer trabalhos em separado com o ala-pivô, mas já admite a chance de enviar o jogador para a Summer League. Outra figurinha carimbada nos últimos verões do Spurs, o ala-pivô James Gist deve ser a principal alternativa do garrafão.
Deste modo, a rotação da equipe em Las Vegas deve ficar assim:
PG – Garrett Temple/Curtis Jerrells
SG – Malik Hairston/Curtis Jerrells
SF – Alonzo Gee/Marcus Williams
PF – Ryan Richards/James Gist
C – DeJuan Blair/James Gist
Quanto a Tiago Splitter, seria bom que o Spurs definisse logo sua situação, para que o brasileiro pudesse jogar em Las Vegas e já ir se adaptando às regras da NBA. Mas a possibilidade é remota – mais ainda porque, no dia 19/07, um dia depois da última partida do time na Summer League, o pivô tem de se apresentar à Seleção Brasileira no Rio de Janeiro para começar a preparação para o Mundial.
Um Mundial esvaziado

A temporada da NBA acabou, o Lakers foi campeão, e teremos pela frente um verão movimentado na NBA, repleto de free agents importantes podendo mudar de franquias e modificar o rumo que a liga pode tomar a partir de então. Mas, antes disso, as atenções de todos se voltam para um torneio: o Mundial. E não, não estou falando da Copa do Mundo, que está rolando na Africa do Sul, falo mesmo é do Campeonato Mundial de Basquete, que acontecerá na Turquia.

- Chamem ele ali para o meu lugar!
Cerca de um mês atrás, usei este mesmo espaço para explicar o que nós, torcedores do Spurs, temos a ver com isso e porque não podemos perder o Mundial, que começa dia 28 de agosto e vai até 12 de setembro. Mas, apesar de ser o mais importante campeonato de seleções do mundo, o torneio deverá estar desfalcado de suas principais estrelas.
Manu Ginobili já anunciou que não irá participar da competição e que aproveitará o tempo livre para descansar. Tony Parker também indicou que deve ficar fora do Mundial para recuperar-se da difícil temporada que passou no Spurs. Mas, além deles, outras estrelas não devem viajar para a Turquia, em agosto.
O ausência que deverá ser mais sentida é de LeBron James. O ala do Cleveland Cavaliers será o free agent mais disputado desta offseason, e deverá ficar nos Estados Unidos negociando um novo contrato. O mesmo vale para Dwyane Wade, outro jogador que estará sem contrato e deve permanecer em solo americano tentando um acordo com alguma equipe. Chris Bosh está na mesma situação, e também pode ficar fora.
Além dos astros norte-americanos, mais desfalques internacionais serão sentidos. Pau Gasol confirmou que não estará com a atual campeã Espanha, alegando desgaste físico. O alemão Dirk Nowitzki é outro que pode ficar fora da disputa para poder descansar durante o verão. A França, além de Parker, terá as ausências de Ronny Turiaf e Michael Pietrus. Isso sem falar da China, que não terá o pivô Yao Ming, que se recupera de uma cirurgia que o afastou de toda a temporada da NBA.
O Brasil, pelo menos, deve estar completo. Leandrinho, Nenê e Varejão manifestaram o desejo de disputar o Mundial em 2010 e devem estar na Seleção Brasileira comandada pelo argentino Rubén Magnano.
Mas mesmo com tantas ausências, o Mundial da Turquia tem seus atrativos. Vale lembrar que os Estados Unidos não são os atuais campeões, título que pertence à Espanha, e devem vir com tudo para recuperar o posto de melhores do mundo. Para isso terão Dwight Howard, Chris Paul, Carmelo Anthony, Kobe Bryant e outros grandes nomes. A Espanha aposta no forte conjunto para superar a falta de Pau Gasol. Ricky Rubio, Juan Carlos Navarro e Marc Gasol farão o possível para suprir a importante ausência.
Os argentinos também estarão fortes e, liderados por Luis Scola, prometem dar trabalho. Além disso, teremos também os sempre perigosos lituanos e russos, que não dão moleza para ninguém.
Apesar deste Mundial estar esvaziado, para um amante do basquete, haverá muito o que ver a partir do dia 28 de agosto. E para o Brasil, fica a chance de, com time completo, aproveitar os desfalques dos rivais e quem sabe besliscar uma medalha.
Reconstrução do Spurs – O garrafão

Termina hoje a série “Reconstrução do Spurs”, que aponta possíveis movimentações para a equipe texana nesta offseason. O especial começou há três semanas, quando escrevi sobre a situação dos principais jogadores do plantel do time. Em seguida, mostrei o que poderia ser feito para reforçar as posições 1 e 2 do elenco do Spurs, e, no último sábado, falei sobre a principal carência da equipe na última temporada – a ala. Pata terminar, é hora de falar sobre os grandalhões – os big men da equipe texana e possíveis reforços para a posição.
Os alas-pivôs e pivôs que fizeram parte do elenco do Spurs na última temporada vivem situações diferentes. Tim Duncan, lenda viva da franquia, obviamente será mantido. O jovem DeJuan Blair agradou em sua primeira temporada, e também me parece garantido. Antonio McDyess tem mais dois anos de contrato com a franquia, mas, por ter um salário salgado – receberá aproximadamente US$ 10 milhões neste período – pode ser empurrado em alguma troca. Para finalizar, Matt Bonner e Ian Mahinmi são agentes livres, e ainda têm situação indefinida.

Uma cena que temos esperança de ver em breve
De qualquer modo, o plantel da equipe deve sofrer alterações nessas posições. Rumores falam sobre possíveis trocas para garantir posições mais altas no draft e recrutar jovens para o garrafão (veja mais abaixo). Além disso, os torcedores texanos anseiam pela chegada de um famoso pivô brasileiro para fazer companhia para Tim Duncan… Essas e outras possíveis movimentações serão melhor explicadas nos tópicos a seguir:
1) Reforços “caseiros”
Se quiser mesmo se livrar de Matt Bonner e de Ian Mahinmi, o Spurs pode encontrar reposição mais facilmente do que muitos imaginam. A franquia texana tem os direitos de dois big men que jogaram a última temporada no continente europeu. Confira quem são:
Robertas Javtokas – O veterano pivô lituano de 30 anos foi a 56ª escolha do draft de 2001 – sabe-se lá porque, o Spurs sempre manteve os direitos sobre ele. O jogador, de 2,11m e 112kg, disputou a última temporada pelo BC Khimki, de Moscou (RUS). Na Euroliga – principal competição de clubes do continente – o atleta teve média de 10,1 pontos (60,1% de aproveitamento dos arremessos de quadra) e 6,4 rebotes em pouco menos de 26 minutos por partida.
Tiago Splitter – Splitter, a 27ª escolha do draft de 2007, é o reforço que dez entre dez torcedores do Spurs querem para a próxima temporada – e tudo indica que ele jogará mesmo na equipe texana. O brasileiro, alvo de um post semanal deste blog, sobrou no campeonato espanhol – foi o MVP da temporada regular, com média de 14,7 pontos (com 58% de aproveitamento nos arremessos de quadra) e 6,3 rebotes em pouco mais de 26 minutos por partida. Nos playoffs da Liga ACB, esses números se transformaram em 14,2 pontos (58,5% de aproveitamento) e 7,8 rebotes em cerca de 33 minutos por jogo. Seu desempenho lhe valeu ainda o prêmio de MVP das finais, quando comandou o Caja Laboral que varreu o Regal FC Barcelona, atual campeão da Euroliga, em três jogos. Por falar na competição continental, nela Splitter fez 13 pontos (53,5% de aproveitamento) e pegou 5,4 rebotes em pouco menos de 27 minutos de média por partida.
2) O Draft
Rumores dizem que o San Antonio Spurs pode querer trocar algum de seus jogadores por uma escolha mais alta no próximo recrutamento de calouros – atualmente, a equipe texana está na 20ª colocação. O objetivo seria draftar mais um big man, assim como no ano passado – quando a escolha mais alta foi usada com DeJuan Blair. Veja os nomes que podem pintar na equipe:
Derrick Favors – Como já nos contou Bruno Pongas, Favors, o principal big man do draft, seria um alvo em potencial do Spurs. O ala-pivô, cotado para ser a terceira escolha do próximo recrutamento, tem como pontos fortes o atleticismo e a defesa, e, como pontos fracos o arremesso e o jogo de costas para a cesta. Na última temporada – sua primeira universitária -, jogando pela Universidade Georgia Tech, teve médias de 12,4 pontos, 8,4 rebotes e 2,1 tocos por jogo. Para consegui-lo, o Spurs teria que negociar com o New Jersey Nets – detentor da terceira escolha do próximo draft. As principais moedas de troca da franquia texana são Tony Parker e Richard Jefferson; como o Nets já tem um bom armador, Devin Harris, Jefferson seria o escolhido para ser envolvido em um possível negócio.
Ed Davis – Como já postei nesta semana, Davis, cotado para ser uma escolha Top 10 do próximo draft, também seria alvo do Spurs. Na última temporada – sua segunda com a universidade de North Carolina -, teve médias de 13,4 pontos, 9,6 rebotes e 2,8 tocos por jogo. Tem a defesa e a agilidade como pontos fortes, mas precisa melhorar seu arremesso e seu jogo de costas para a cesta. Como o Indiana Pacers tem justamente a décima escolha e estaria interessado em contar com Parker, um negócio que agradaria as duas partes pode sair.
Samardo Samuels – Para contar com esse jogador, o Spurs não precisaria de trocas. O ala-pivô, cotado para ser uma escolha de segunda rodada, pode acabar sendo selecionado na 49ª escolha, que pertence ao Spurs. Samuels, que já trabalhou com a comissão técnica texana nesta offseason, completou sua segunda temporada na universidade de Lousiville com médias de 15,3 pontos e sete rebotes em 29,3 minutos por partida. Tem como ponto forte a força física, mas precisa desenvolver a defesa e o arremesso.
3) Free Agents
No mercado que promete ser o mais agitado de todos os tempos, o Spurs terá quatro agentes livres: Roger Mason, Keith Bogans, Matt Bonner e Ian Mahinmi. Se não renovar com nenhum dos quatro, a franquia econimizará cerca de US$ 13 milhões para a próxima temporada. Confira quais grandalhões poderiam ser trazidos com esta verba:
Brendan Haywood – Em uma NBA carente de pivôs como a atual, foi triste ver o excelente denfesor Haywood perdendo minutos para o limitado Eric Dampier no garrafão do Dallas Mavericks. O pivô, que ganhou US$ 6 milhões na temporada encerrada, seria uma ótima opção para dar alguns minutos de descanso para Tim Duncan.
Darko Milicic – O sérvio ficou marcado negativamente por ter sido uma segunda escolha de draft, e por realmente não ter apresentado um basquete que justificasse esse status. Porém, o considero um pivô bastante útil – principalmente defensivamente. Fez uma segunda metade de temporada sólida com o Minnesota Timberwoves, incluindo um double-double contra o Los Angeles Lakers. Milicic já declarou que gostaria de voltar para a Europa, mas uma proposta de um time de ponta poderia convencê-lo a ficar. Mas, para isso, ele teria de aceitar uma diminuição no seu salário da última temporada, que foi de US$ 7,5 milhões.
David Lee – Um sonho. Trazê-lo seria uma tarefa das mais difíceis, já que devem aparecer ótimas propostas para o bom jogador do New York Knicks, que ganhou US$ 7 milhões na última teporada. De qualquer modo, valeria uma investida.
Drew Gooden – O cigano da NBA teve uma rápida passagem pelo Spurs, e mal teve tempo para se firmar. Considero-o um bom jogador e aceitaria-o de volta com facilidade – principalmente levando em conta o bom final de temporada que ele fez no Los Angeles Clippers. Com a volta de Blake Griffin, ele perderia espaço, o que poderia facilitar uma transferência. Na última temporada, seu salário foi de US$ 4,5 milhões.
Luis Scola – Depois de toda a novela que se fez em torno de sua vinda para a NBA, duvido que ele aceitaria jogar no Spurs. Porém, de qualquer maneira, seria um excelente reforço para o garrafão da equipe, principalmente por ser relativamente barato – ganhou cerca de US$ 3,8 milhões do Houston Rockets na última temporada. Poderia reviver, ao lado de Tiago Splitter, o garrafão campeão com o antigo TAU Cerámica.
Theo Ratliff – Outro que teve poucas chances de mostrar basquete no Spurs e que, no meu entendimento, foi mal aproveitado. Agregaria experiência e força defensiva ao elenco, e poderia dar alguns minutos a mais de descanso para Tim Duncan. Seu salário no Charlotte Bobcats era de “apenas” US$ 1,3 milhões.
Udonis Haslem – Seria uma boa opção para compor o elenco e vir do banco de reservas – função que fez na última temporada pelo Miami Heat – ou até mesmo para começar como titularno lugar de Antonio McDyess. Para fazer essa função de role player, porém, teria de aceitar ganhar menos do que os US$ 7,1 milhões que recebeu na última temporada.
Zydrunas Ilgauskas – O Big Z é ídolo em Cleveland, mas, na última temporada, foi envolvido em uma “mutreta” para reforçar a equipe, e foi contratado novamente com um salário de US$ 600 mil. Estava jogando pouco tempo após seu retorno – o lituano poderia ser útil se aceitasse um salário baixo e a condição de reserva de Tim Duncan.
Os ingredientes de uma boa final

Junte os dois últimos campeões da liga, misture a isso o fato das franquias serem as duas maiores vencedoras e estarem na NBA desde o seu início. Acrescente uma pitada de rivalidade histórica de 11 finais disputadas. Depois é só levar para o forno durante quatro períodos de 12 minutos e pronto: temos Lakers e Boston na final de 2010.

- Quem liga para as partidas? Legais mesmo são os intervalos!
Não faltam atrativos para acompanharmos o jogo 6 desta série, que acontece hoje, às 22h. É bem verdade que o nível das partidas não está de acordo com o esperado, mas a rivalidade está lá. Jogos pegados, marcação pesada, faltas técnicas e algumas jogadas incríveis fazem valer a pena perder algumas horinhas acompanhando estes jogos. Para quem gosta de basquete, não tem como perder um Lakers x Celtics em uma final…
Até agora, não podemos dizer que tivemos uma grande partida na série, com as duas equipes jogando tudo que sabem. Aliás, eu acho que nenhuma delas jogou aquilo que pode até agora, nem nas partidas que venceram. Se hora um jogador vai bem, outro vai mal e vice-versa. Já vimos Pau Gasol, Ray Allen e Ranjo Rondo decidindo e também vimos Derek Fisher e Glen Davis (!!!) sendo peças fundamentais nos quartos períodos. Por outro lado, assistimos Kobe, Garnett, Paul Pierce e os outrora decisivos Gasol e Allen fazerem jogos lamentáveis, para se apagar da memória.
Sempre deixei claro aqui minha torcida pelo Celtics nesta série. Se antes eu levava pouca fé nos “verdinhos”, hoje vejo que, já que o Spurs não está nas finais, eles são a única equipe capaz de vencer o Lakers. E estão no caminho certo para isso: vencem a série por 3 a 2.
O que podemos esperar para o jogo 6? Muita, mas muita rivalidade, isso é certo. Podemos esperar também muita marcação e fortes defesas, característica, aliás, que vem sendo predominante nesta série.
Fora isso, eu diria que é impossível prever um resultado. Pela “lógica”, daria Lakers, por jogar em casa e precisar desesperadamente da vitória para forçar um jogo 7. Mas e se o Ray Allen acorda novamente com a mão quente e convertendo bola de 3 atrás de bola de 3? E se virmos em quadra o mesmo Pau Gasol do jogo 5, lento e apático, completamente diferente do que vimos em outros jogos? Ou então o Kobe pode acordar naqueles dias em que ele resolver fazer 50 pontos e colocar o jogo no bolso sozinho… tudo pode acontecer.
A torcida fica pela vitória do Celtics logo hoje, para assim evitar qualquer chance de vitória do Lakers no jogo 7. Mas, caso o time angelino vença, seremos premiados com mais uma partidaça entre estas duas sensacionais equipes… e com um ingrediente a mais: a emoção que só um jogo 7 pode trazer.
