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Lá vem o Lakers…

Depois da eliminação nos últimos playoffs, ficou claro que o San Antonio Spurs precisaria de reforços para a próxima temporada. A aposta foi em contratações já esperadas, de jogadores já de algum modo inseridos dentro do universo da equipe, como Tiago Splitter, Richard Jefferson, Gary Neal e agora James Anderson. Enquanto isso, o Los Angeles Lakers, atual campeão da NBA, surpreendeu nesta offseason e se movimentou bastante para reforçar seu banco de reservas em todas as posições.

Agora, eles vão ser amiguinhos

Para a armação, a equipe trouxe Steve Blake, que, na última temporada, jogou por Portland TrailBlazers e Los Angeles Clippers e, em 80 partidas (38 como titular), teve médias de 7,5 pontos e 4,3 assistências em 27 minutos por jogo. Chega para ser reserva de Derek Fisher, função exercida no último ano por Jordan Farmar – na última temporada, pelo Lakers, o armador, que já acertou com o New Jersey Nets, entrou em quadra em todos os 82 jogos do time (em nenhum como titular) e teve médias de 7,2 pontos e 1,5 assistências em 18 minutos por noite.

Para as alas, chegou, ao meu ver, o principal reforço da equipe até aqui: o bom defensor Matt Barnes. O ala jogou 81 partidas pelo Orlando Magic no último ano (58 como titular), e apresentou médias de 8,8 pontos e 5,5 rebotes por exibição. Além dele, deve fazer parte da rotação da equipe o também ala Devin Ebanks, que se destacou na Summer League de Las Vegas com média de 15 pontos e 3,6 rebotes em 33 minutos por jogo.

Por enquanto, a equipe de Los Angeles perdeu apenas Adam Morrison nesta função. O ala só jogou 31 jogos pela equipe no ano passado (nenhum como titular), e fez em média 2,4 pontos em 7,8 minutos por partida. A franquia negocia ainda a renovação do ala-armador Shannon Brown, um dos reservas mais úteis do time na última temporada. Brown jogou todos os jogos do Lakers na temporada regular (sete como titular), e apresentou médias de 8,1 pontos em 20,7 minutos por exibição.

No garrafão, a aposta foi no veterano pivô Theo Ratliff, que começou a última temporada com o Spurs e depois foi trocado para o Charlotte Bobcats. O big man entrou em quadra em 49 oportunidades (29 como titular) no último ano, alcançando médias de 3,6 pontos e 3,2 rebotes em 16,4 minutos por jogo. Além dele, mais um novato deve fazer parte da rotação de garrafão da equipe: o ala-pivô Derrick Caracter, que, na Summer League de Las Vegas, teve médias de 15,4 pontos e 8,6 rebotes em 33,4 minutos por partida.

Caracter e Ratliff chegam para substituir dois jogadores nada saudosos para a torcida do Lakers. O primeiro é o ala-pivô Josh Powell, que, na temporada passada, jogou 63 partidas pela equipe (nenhuma como titular) e fez em média 2,7 pontos em 9,2 minutos por jogo. O segundo é o folclórico pivô Didier Ilunga-Mbenga, que atuou em 49 oportunidades no último ano (foi titular duas vezes, inexplicavelmente), e teve média de 2,1 pontos em 7,2 minutos por noite.

Com um time titular campeão e um banco melhorado, o Lakers pinta novamente como principal favorito ao título da Conferência Oeste. Com um time inteiro de reforços para melhorar o banco de reservas, a equipe tem agora um elenco muito mais forte. Será que as contratações de Neal, Anderson e Splitter serão suficientes para que o Spurs faça frente a esse time?

Sem grandes opções

Hoje é o 17º dia da free agency da NBA. Mesmo após mais de duas semanas desde que o mercado se abriu, as franquias continuam agitadas em busca de reforços. Com o San Antonio Spurs, não é diferente: a equipe segue procurando um ala para completar o elenco, e de preferência um que tenha as características exigidas pelo esquema tático de Gregg Popovich: boa marcação e precisão nos arremessos de três pontos.

Lembram dele? Faz falta, não?

Nesta semana, porém, a equipe texana perdeu aquela que parecia ser sua principal opção para a posição: Raja Bell, que decidiu assinar com o Utah Jazz. E os rumores acerca de Matt Barnes – que, na minha opinião, seria o reforço ideal – esfriaram, e apontam para um acerto com o próprio Orlando Magic ou com o Miami Heat.

Com isso, nomes nada animadores, como os de James Jones e Adam Morrison, começam a pipocar na imprensa de San Antonio. Diante deste cenário, acho que o Spurs deve apostar na manutenção da base. A princípio, recontratar Richard Jefferson parece ser a melhor opção caso Barnes não queira vir para o Texas.

A última temporada de Jefferson no Spurs esteve longe de ser boa. Mesmo assim, ele acabou com médias de 12,3 pontos e 4,4 rebotes em 31,1 minutos por partida – contribuição que dificilmente Jones ou Morrison conseguirão dar. E, para sua reserva, eu preferiria apostar em um jovem talento do que em um veterano sem expressão.

Malik Hairston foi dispensado da Summer League, e provavelmente será incorporado ao elenco principal do Spurs. Alonzo Gee aproveitou-se da brecha deixada pela ausência do companheiro e está tendo uma boa participação em Las Vegas. E temos ainda o novato James Anderson, que todos dizem ser um excelente arremessador e que pode acabar sendo uma boa surpresa.

É bem possível que a ala continue sendo nosso principal problema para a próxima temporada. Mas, com Jefferson e mais dois ou três jovens talentos no elenco, me parece que a situação da posição fica, no mínimo, resolvida.

O que muda com Tiago Splitter?

Depois de três anos de espera, a notícia que todos nós esperavamos finalmente se concretizou. Tiago Splitter assinou com o Spurs e se juntará ao elenco para a temproada 2010/2011. Mas como Splitter entrará no sistema de Gregg Popovich? O que isso mudará efetivamente na equipe?

De imediato, pouca coisa vai mudar. Mas calma, isso não significa que Splitter não terá impacto na equipe durante a temporada. Ele terá, e bastante, mas no começo sua participação deve ser pequena. O brasileiro vem de uma liga que é jogada com regras diferentes, e lá passou praticamente seus últimos dez anos. Será necessária uma adaptação ao basquete amaericano.

Nas primeiras partidas, a não ser que aconteça algo extraordinário, Tiago deve começar no banco, com McDyess no quinteto titular. Splitter deve iniciar tendo menos até do que 20 minutos em quadra por jogo, dividindo o tempo na rotação com Matt Bonner.

E deve ser assim pelo menos nas primeiras 15 partidas da temporada, que deve ser o tempo que Splitter levará para começar a se acostumar com o “jeito de jogar” da NBA. Como o brasileiro não participa das ligas de verão, uma chance de inciar a adaptação já foi perdida, e ele também não terá muito tempo livre para treinos em San Antonio, já que deve disputar o Mundial de Basquete pelo Brasil (vale lembrar que o Mundial é jogado nas regras da FIBA, diferentes da NBA).

Com alguns meses como um Spur, o pivô brasileiro deve começar a ganhar mais espaço e importância. Seus tempo de quadra deve aumentar, a fluidez do jogo também e até a metade da temporada pode até já ter ganho a vaga de titular, já que capacidade não lhe faltará.

Difirente do que algumas pessoas vem prevendo, a minha opinião é que Splitter chega para jogar como pivô de ofício mesmo, nada de jogar como um ala-pivô. A explicação de quem analisa Tiago na posição 4 é que o brasileiro sofreria com a falta de físico para atuar como um center, o que acho besteira. Durante toda sua carreira Splitter atuou sempre na posição 5 e demonstrou muita qualidade, mudar agora para uma posição que exige movimentação diferente e mais distante da cesta seria um erro.

Com Splitter assumindo a titularidade como pivô, Tim Duncan estaria liberado para voltar a jogar como um ala-pivô, posição em que, na minha opinião, pode demonstrar o que tem de melhor. O camisa #21 acaba sendo sacrificado tendo que atuar muito próximo do aro, onde há um contato mais intenso, mas agora poderia ser ver livre da “improvisação”.

Em minha opinião, Tiago Splitter tem tudo para fazer uma excelente temporada, inclusive figurando entre os melhores novatos do ano. Os mais esperançosos já cogitam uma temporada com 15 pontos e sete rebotes de média, até um pouco otimista demais ao meu ver.

Em minha opinião, o novo camisa #22 encontrará um pouco de dificuldade para pontuar nesta primeira temporada. O tempo de quadra também não será dos mais elevados e dificilmente passará de 28 minutos por jogo. Logo, acredito que as médias do brazuca deva girar em torno de 11 pontos, 5,5 rebotes e 0,6 bloqueio em média. O que, cá entre nós, já seria melhor do que qualquer outro pivô que pasou pelo Spurs desde David Robinson.

Spurs quase pronto para a temporada

Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili, Antonio McDyess, DeJuan Blair e Tim Duncan. Até o início da tarde de ontem, era o que o San Antonio Spurs tinha de garantido para a próxima temporada. Mas calma, leitor: com movimentações silenciosas, bem mais discretas do que as protagonizadas por LeBron James e o Miami Heat, a diretoria da equipe texana já encaminhou a construção do elenco para a próxima temporada. Começando pelas contratações de ontem: Matt Bonner e Tiago Splitter.

Matt Bonner - o pivô que não defende, não pega rebotes e não dá tocos - está de volta ao Spurs

Com Blair, Bonner, Dice, Duncan e Splitter, a rotação do garrafão do Spurs me parece pronta para a próxima temporada. O brasileiro deve brigar com McDyess pela vaga de companheiro titular de Timmy. Bonner volta para ser uma alternativa para o esquema tático de Gregg Popovich, já que é o único dos cinco que sabe arremessar do perímetro. Quem sai perdendo com isso é o francês Ian Mahinmi, free agent, que não deve mesmo voltar para a equipe.

Para as posições 1 e 2, apesar de apenas Parker, Hill e Manu estarem garantidos, o Spurs conta com um grande arsenal de jovens prontos para completarem o elenco. A franquia texana tem uma player option sobre os ala-armadores Alonzo Gee e Malik Hairston, e pode exercê-la a qualquer momento. Os armadores Garrett Temple e Curtis Jerrells vão jogar a Summer League de olho em uma vaga na equipe principal. E temos ainda o novato James Anderson, que, por ser escolha de primeira rodada do último draft, obrigatoriamente ganhará um contrato com a equipe.

O que mais preocupa, no momento, é a ala – posição na qual o Spurs não tem nenhum jogador garantido no momento. Richard Jefferson, na última temporada, não deu certo no esquema de Pop, que exige marcação forte no perímetro e pontaria nos arremessos de três da zona morta. Virou free agent, mas, mesmo assim, como acabar retornando. Matt Barnes – meu nome preferido para a função – e Raja Bell foram especulados. Um ala titular deve ser a última contratação da franquia nesta offseason, já que na rotação Gee, Hairston e Anderson podem quebrar um galho por ali.

A reformulação do elenco continua a partir desta segunda feira, quando Jerrells, Temple e Gee entrarão em quadra pela Summer League de Las Vegas (se você não sabe muito sobre os atletas, confira a cobertura do Spurs Brasil sobre o evento). Mas ainda falta a contratação de um ala. Façam suas apostas: Jefferson, Barnes, Bell ou nenhuma das anteriores?

O mercado está esquentando

Se o Spurs, por enquanto, fica só nos rumores, outras franquias já estão se mexendo e começaram a esquentar o mercado de free agents da NBA. LeBron, Wade e Bosh ainda não decidiram seus futuros, mas outros jogadores já sabem onde passarão a próxima temporada. Vamos a um panorama geral.

Amare tenta sensibilizar LeBron com a famosa cara de "cachorro sem dono"

A negociação mais importante aconteceu nesta segunda-feira. Amar’e Stoudemire acertou sua ida para o New York Knicks, por “módicos” 100 milhões de dólares dividios em cinco anos de contrato. Foi a primeira grande movimentação do Knicks nesta tão balada offseason.

Na prática, o que isso representa? Não é segredo para ninguém que o grande desejo dos engravatados de New York é contratar LeBron James. Para isso, estariam dispostos a oferecer um contrato com valores máximos, além de uma infinidade de ações de marketing, que renderiam ao jogador uma grana que nenhuma outra equipe conseguiria igualar. Mas James não quer só dinheiro, também quer um bom elenco ao lado para brigar por títulos.

Com Amar’e, o Knicks mostra que está se movimentando em busca de jogadores para serem “aliados” de James, e isso pode pesar na escolha do free agent mais disputado do ano.

Outra movimentação importante foi a renovação de Joe Johnson com o Atlanta Hawks, por não menos discretos 119 milhões de dólares por seis temporadas. Talvez um valor maior do que ele realmente mereça, mas foi algo inevitável de acontecer.

Joe Johnson era o “plano B” de algumas franquias caso LeBron, Wade ou Bosh não acertassem. Então, uma hora ou outra, algma franquia desesperada por um free agent acabaria oferecendo um contrato máximo a JJ. O Hawks, se antecipando a isso, logo de cara fez os olhos do ala-armador brilharem vendo tanto dinheiro e garantiu seu principal jogador para os próximos anos. Era isso, ou então ver o time cair no ostracismo, já que mesmo sem JJ não teriam como contratar ninguém no lugar, pois estão acima do limite salarial.

Outras estrelas também renovaram com suas equipes. Paul Pierce acertou a renovação com o Celtics por mais quatro temporadas e receberá 61 milhões de dólares. Dirk Nowitzki segue no Mavs, também por mais quatro anos, e recebendo 80 milhões neste período, e Rudy Gay continua no Grizzlies por mais cinco anos, por 81 milhões.

Outras movimentações menores também já ocorreram, entre elas a contratação de Steve Blake pelo Lakers por 16 milhões em quatro anos. Com isso o time de Los Angeles consegue um ótimo reserva para Derek Fisher e promete vir ainda mais forte em 2010/2011.

Importante destacar também a renovação de John Salmons com o Bucks. O time de Milwaukee surpreendeu na última temporada chegando aos playoffs, mesmo depois da lesão de Andrew Bogut, e conseguiu boas adições via trocas, como Corey Maggette e Chris Douglas-Roberts. Renovar com Salmons significa manter um jogador chave dentro da equipe para, quem sabe, almejar algo mais nesta temporada.

Para conferir todos os free agents disponíveis e quem já acertou com qual equipe, vale a pena acessar esta ferramenta no site da NBA, que lista em ordem alfabética todos os jogadores sem contrato, seu antigo time e seu novo time.