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Momento de preocupação

Adivinha quem voltou? (Divulgação/CBB)

Faltando exatamente um mês para o início do Mundial, a Seleção Brasileira masculina de basquete vive um momento preocupante. E não estou falando de resultados. As quatro derrotas seguidas – para Porto Rico, Argentina, Espanha e França – nada querem dizer em um momento no qual o que importa é a preparação. O que deve deixar a comissão técnica em alerta são os problemas físicos que assombram alguns dos principais jogadores elenco.

O garrafão é o setor do time que mais vem sofrendo até aqui. Nenê se apresentou com dores nos tendões de Aquiles dos dois pés, e fez sua primeira partida sob o comando de Rubén Magnano apenas ontem, diante dos franceses. Voltou a se machucar – dessa vez um estiramento muscular na perna direita – e está fora do Mundial. J. P. Batista já foi convocado para ocupar sua vaga.

Novo jogador do San Antonio Spurs, Tiago Splitter se lesionou na estreia do técnico argentino – diante da Venezuela, no último dia sete, e também voltou às quadras somente na derrota de ontem. E, no revés diante da Espanha, no último dia 17, quem deixou a partida machucado foi o ala-pivô Anderson Varejão, que sequer entrou em quadra ontem. Com dores no tornozelo direito, o atelta foi poupado do duelo de ontem, mas já deve estar à disposição para os próximos amistosos da Seleção.

O armador Marcelinho Huertas também foi poupado do embate de ontem, com problemas no joelho. Com isso, a armação diante dos franceses ficou nas mãos do pouco confiável Nezinho e do ainda inexperiente Raulzinho.

Amanhã, às 13h, diante da Austrália, o Brasil começa a disputar mais um quadrangular amistoso, que conta ainda com Costa do Marfim e França. Tirando Nenê, espera-se que todos estejam à disposição. Finalmente jogando junta, só a partir de então a equipe de Rubén Magnano ganhará forma. Se os problemas físicos não voltarem a assolar o time…

Quem vai ser titular?

Grande expectativa foi criada ao redor da Seleção Brasileira para a disputa do Mundial da Turquia, que começa no próximo dia 28. Enquanto as principais equipes têm desfalques importantes – como Kobe Bryant, LeBron James, Manu Ginobili, Pau Gasol, Tony Parker, Yao Ming e Dirk Nowitzki – o Brasil vai completo e, para muitos, pode até mesmo beliscar uma medalha na competição.

"Eu! Eu! Me escolhe Magnano, por favor!"

Grande parte da esperança do brasileiro nessa seleção se concentra no garrafão da equipe. A rotação formada por Anderson Varejão, Nenê e Tiago Splitter é uma das melhores – se não a melhor – da competição. Os três deverão dividir os minutos em quadra de maneira parecida. Mas qual será a dupla titular que Rubén Magnano escalará?

No meu modo de ver, Varejão está garantido. O ala-pivô do Cleveland Cavaliers é garoto propaganda do Mundial, dos uniformes novos da Seleção e foi um dos principais jogadores da equipe que na temporada passada comemorou a conquista da Copa América. Então, temos apenas uma vaga em aberto por ali.

Splitter teve sua grande chance no Super Four, disputado em Brasília. Nenê, com dores nos dois pés, foi poupado pela comissão técnica, abrindo a brecha que o pivô do San Antonio Spurs precisava para mostrar serviço. Porém, o novo membro da equipe texana levou azar, se machucou também e não conseguiu atuar em um jogo inteiro sequer.

As contusões de Nenê e Splitter não são graves; em breve os dois poderão estar em quadra e a dúvida será respondida. Eu iria de Splitter titular, pela sua dedicação à Seleção nas últimas temporadas e por seu melhor trato pessoal com fãs e imprensa. Porém, acredito que veremos Nenê no quinteto inicial.

Os queridinhos do chefe

Quem assistiu à vitória do Brasil por 92 a 50 sobre a Venezuela neste sábado, em partida válida pela primeira rodada do Super Four, vai dormir com uma certeza: Rubén Magnano chegou. É bem verdade que é preciso conter a empolgação, pois o técnico argentino mal começou seu trabalho e estreou contra um adversário fraco. Mas foi nítida a evolução da Seleção Brasileira – que, ao meu ver, já havia começado com Moncho Monsalve – se comparada à equipe de poucos anos atrás.

Querida, cheguei!

O que mais me chamou a atenção neste dia de novidades para o Brasil, no entanto, foi a entrevista coletiva que Magnano condeceu após a partida. De acordo com o treinador, Marcelinho Huertas e Alex serão os capitães da Seleção Brasileira no Mundial, que começa a ser disputado no dia 28, na Turquia. Escolhas que mostram bem as prioridades do campeão olímpico na montagem da equipe.

Um das principais características do time que entrou em quadra neste sábado é a agressividade na defesa. E é neste fundamento que Alex deve ter ganho muitos pontos com o treinador durante o período de preparação. Na estreia de Magnano, o jogador do Brasília foi titular na ala, deixando Marcelinho Machado e Marquinhos no banco de reservas.

Dos três, talvez Alex seja aquele com menor gama de recursos ofensivos. Porém, ele compensa sendo, sem dúvidas, o principal marcador de perímetro do elenco – é, ao lado de Anderson Varejão, o grande defensor da equipe. Característica essa que deve lhe valer uma vaguinha no quinteto inicial durante o Mundial.

Se na defesa a agressividade é fundamental, no ataque Magnano quer paciência (não confundir com demora) na escolha do arremesso. Nada dos irritantes arremessos de três pontos forçados que nos tiram a paciência em partidas do NBB. É preciso inteligência – como aquela presente no armador Marcelinho Huertas.

Se neste sábado o jogador não anotou um ponto sequer, compensou com sete assistências – isso porque dividiu seus minutos com os outros armadores do elenco, Raulzinho e Nezinho. Huertas parece estar pronto para ser o comadante do ataque brasileiro.

Em uma seleção balada, que conta com quatro jogadores de NBA, Magnano levanta como bandeira dois dos mais discretos atletas do elenco. Talvez o argentino não espera que os dois, de uma hora para outra, se tornem líderes da Seleção dentro de quadra. Mas ele espera que sejam um símbolo de seu trabalho à frente do Brasil.

O mês do Mundial chegou!

Agosto está prestes a começar. Para nós, fãs da NBA, o mês nos reservará uma excelente oportunidade para sair da mesmice da offseason: o Mundial Masculino de Basquete, que será disputado na Turquia a partir do próximo dia 28. E os torcedores do San Antonio Spurs têm dois motivos para olharem com carinho para a competição.

Pelo enésimo verão seguido, Splitter estará em ação pelo Brasil

O primeiro, claro, é Tiago Splitter, um dos principais nomes da Seleção Brasileira que vai brigar por uma medalha na competição. O pivô vai jogar sua primeira competição pelo Brasil desde que assinou contrato com o Spurs. Será interessante ver sua atuação especialmente no dia 30, quando o time dos Estados Unidos será o adversário da equipe. Uma boa chance para Splitter ter um primeiro contato com alguns dos big man da NBA.

Splitter é um dos principais nomes da Seleção convocada em pelo argentino Rubén  Magnano em maio e que já treina no Rio de Janeiro. Ao seu lado, estão Marcelinho Huertas, Leandrinho, Alex, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Anderson Varejão e Nenê. Após a primeira lista, o técnico chamou para completar os treinamentos Paulo Boracini, Marquinhos e Hátila Passos, e jovens promessas como Raulzinho, Jordan Burger e Lucas Bebê.

Além desses nomes, 12 atletas formam a Seleção B que disputa o Sul-americano na Colômbia. Hoje, o Brasil, com vaga garantida para o Pan-americano e para o Pré-olímpico, faz a final conta a Argentina. Estão neste torneio Fúlvio, Nezinho, André Goes, Luiz Lemes, Duda, Jonathan Tavernari, Arthur, Lucas Cipolini, J.P. Batista, Murilo, Rafael Mineiro e Bruno Fiorotto. Dos 26 nomes aqui citados, somente 12 vão para o Mundial. Os oito primeiros citados no parágrafo anterior largam em vantagem.

Além do pivô brazuca, o torcedor do Spurs terá outro jogador para olhar com carinho na competição: o francês Nando De Colo. Aos 23 anos de idade, o jovem jogador do Valência, que pode atuar nas posições 1 e 2, será a principal aposta europeia da equipe texana, que já detém seus direitos, depois da contratação definitiva de Splitter.

Na última temporada, De Colo liderou a equipe do Valência ao título da Eurocup – uma espécie de segunda divisão da Euroliga – com 13,6 pontos (41,3% nos arremessos de três pontos), quatro rebotes e 2,4 assistências em pouco menos de 29 minutos por jogo. Na Turquia, deve formar uma interessante dupla de jovens armadores com Rodrigue Beabouis, do Dallas Mavericks.

Por isso, além de ficarmos na torcida pelo Brasil, temos bons motivos de assistirmos ao Mundial. Temos ainda a possibilidade de Matt Bonner disputá-lo sob a bandeira do Canadá. Oportunidade não faltará de vermos os jogadores do Spurs em ação enquanto a temporada regular da NBA não começa.

E agora ‘Coach K’?

Os norte-americanos deverão ter mais dificuldades do que o esperado no Mundial da Turquia, que será disputado entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro. Isso porque as ausências são maiores do que as esperadas e sobrou para o técnico Mike Krzyzewski a convocação de uma “seleção B”, recheada de jovens atletas.

Olhe bem para estes jogadores. Nenhum deles estará na Turquia daqui um mês

Isso porque Coach K não terá nenhum dos 12 jogadores que disputaram as Olimpíadas de Pequim em 2008. Jason Kidd, pela idade avançada, encerrou eu ciclo com o time nacional. Outros pediram dispensa por motivos diversos, como lesões, adaptação às novas equipes com as quais que assinaram contratos, etc.

Além de Kidd, não estarão presentes os armadores Chris Paul e Deron Williams, os ala-armadores Kobe Bryant, Dwyane Wade e Michael Redd, os alas Tayshaun Prince, Carmelo Anthony e LeBron James, os ala-pivôs Cris Bosh e Carlos Boozer, além do pivô Dwight Howard. Além deles, o grupo convocado para treinamentos neste mês de julho já sofreu três baixas: Robin Lopez, David Lee e, a mais importante, Amar’e Stoudemire, que teve problemas de liberação junto ao New York Knicks, seu novo time.

Sem eles, foram chamados jogadores como Derrick Rose, Kevin Durant, OJ Mayo, Rudy Gay, Kevin Love, Rajon Rondo, entre outros. O grupo final com os 12 jogadores que efetivamente irão ao Mundial ainda não está definido, mas podemos esperar um núcleo jovem, liderados por dois caras experientes: Chauncey Billups e Lamar Odom.

Mesmo com um “segundo escalão”, os norte-americanos ainda têm talento de sobra, é verdade. A grande questão é que a maioria dos chamados por Mike Krzyzewski não tem expeiência alguma no basquete com regras FIBA, e leva-se um certo tempo para se adaptar.

Além das regras um pouco diferentes, o estilo de jogo também é diferente. A NBA privilegia mais o jogo físico e individual, o chamado um contra um, enquanto na FIBA o jogo costuma ser mais técnico e coletivo. Por isso Billups e Odom terão papel importantíssimo nesta seleção, pois são alguns dos poucos que já disputaram competições neste sistema.

Pela frente, encontrarão uma Espanha sem Pau Gasol como principal adversária na briga pelo título. Mas mesmo sem seu principal jogador, os espanhóis leverão para a Turquia um time muito forte, com Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Jorge Garbajosa, Fran Vasquez e Ricky Rubio. Outra pedra no sapato americano pode ser a Argentina, com Luis Scola e Carlos Delfino, e até mesmo o Brasil pode complicar, já que terá o time completo pela primeira vez em vários anos.

Tenho dúvidas em relação à supremacia dos Estados Unidos no torneio. Apesar de terem um time talentoso, faço parte do lado mais pessimista. Acho que a inexperiência vai pesar diante de rivais fortes nas fases decisivas e não será dessa vez que os EUA voltarão ao lugar mais alto do pódio em um Mundial.