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Rotação do Spurs ganha forma

Acompanhar os jogos de pré-temporada do San Antonio Spurs nunca foi tão intrigante. São jogadores brigando pela titularidade, jogadores brigando por minutos em quadra e jogadores brigando por uma vaga no elenco – somente um ou outro atleta está apenas cumprindo tabela nessas partidas. Enquanto isso, o técnico Gregg Popovich é aquele que mais tem trabalho, pois tenta montar um plano de rotação coerente para a equipe.

Mais da metade não estava aí no ano passado
A turma dos que entra em quadra apenas para aprimorar a parte física é composta pelo trio de ídolos Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan e pelo ala Richard Jefferson – o último, por falta de opções, já que fez uma última temporada decepcionante e ainda luta para se adaptar ao rígido esquema de Pop. Os outros 13 jogadores que formam hoje o elenco da franquia texana têm pelo que brigar em quadra.
Aproveitando-se da ausência de Tiago Splitter – que, machucado, ainda não entrou em quadra pelo Spurs – o ala-pivô DeJuan Blair vem sendo o destaque da equipe na pré-temporada, e me parece estar à frente de seus rivais na briga pela titularidade – além do brazuca, Antonio McDyess e Matt Bonner devem iniciar a temporada no banco.
George Hill corre por fora na briga por um lugar no quinteto inicial – deve começar as partidas apenas se Pop quiser colocar Manu de volta no posto de sexto homem. Porém, me parece mesmo que o jovem fará a dupla de armadores reservas ao lado de Gary Neal – o ala-armador, que fez carreira na Europa por ser um grande pontuador, aparenta estar com moral, já que o treinador Manu Ginobili (!) confiou a ele a última bola do jogo diante do Clippers; um arremesso de três que caiu e deu a vitória ao Spurs.
A briga para ser reserva de Jefferson está entre o experiente Bobby Simmons e o novato James Anderson. Pop declarou nesta semana que quer um bom defensor com capacidade de arremessar de três pontos – quanto menos eficiente você for em um fundamento, melhor precisa ser no outro. Um ala com nenhuma dessas qualidades não tem chances no esquema do treinador. E estes dois jogadores me parecem os mais adaptados à função – com isso, Alonzo Gee e James Gist perdem espaço, e são minhas apostas de dispensa da equipe para o início da temporada regular.
Com isso, os armadores Curtis Jerrells e Garrett Temple devem ficar no plantel para suprirem emergências – vale lembrar que na temporada passada Parker, Hill e Manu sofreram com lesões. O pivô Marcus Cousin aproveitou sua chance e pode ficar – caso Pop queira descansar os experientes Duncan e Dice, ainda terá um garrafão forte com Splitter, Blair, Bonner e Cousin. A situação do elenco da equipe parece bem encaminhada.
Primeiras impressões

O San Antonio Spurs vive uma das pré-temporadas mais misteriosas da era Gregg Popovich. Se o torcedor da equipe texana sabe de cabeça o time titular escalado pelo técnico, a rotação do time para a temporada regular é um mistério, dada a grande quantidade de jogadores novos e relativamente desconhecidos que a franquia contratou. Porém, na quinta-feira – dia do primeiro teste deste elenco, diante do Houston Rockets – pudemos ter uma primeira impressão a respeito desses jogadores.

Jefferson precisa tanto de um reserva que até dói
A primeira novidade interessante ficou por conta da titularidade de DeJuan Blair. É bem verdade que dois de seus concorrentes, Antonio McDyess e Tiago Splitter, não jogaram, mas a tendência é que o jovem ganhe cada vez mais minutos em quadra. Pop costuma aumentar o tempo de jogo de novatos que se destaquem em seu primeiro ano – como Blair teve um primeiro ano sólido, deve passar a ser mais acionado pelo técnico.
Quem também se aproveitou das ausências foi o pivô Marcus Cousin, que anotou dez pontos e oito rebotes no clássico texano. No meu entendimento, o atleta é um dos principais azarões a ficar com uma das 15 vagas no elenco do Spurs – além de Dice, Blair e Splitter, a equipe conta também com os experientes Matt Bonner e Tim Duncan. Porém, sua atuação sólida, enfrentando um garrafão de respeito – formado por Luis Scola, Yao Ming e Jordan Hill – pode ter feito com que o jogador ganhasse pontos com a comissão técnica.
No perímetro, me arriscaria a dizer que os três principais reservas da equipe hoje são George Hill, Gary Neal e Bobby Simmons. O último, na minha opinião, é fundamental por sua experiência, dada a enorme quantidade de novatos e segundanistas que o elenco terá nessa temporada. Neal, por sua vez, tem como principal característica a precisão no arremesso, assim como Kirk Penney, mas leva vantagem por defender melhor.
Confesso que esperava um maior tempo de quadra para James Anderson e Alonzo Gee. A participação pequena de jogo do primeiro porém, não chega a ser uma surpresa, já que Popovich costuma lançar os novatos com muita calma. Porém, Gee nem sequer pisou na quadra, e pode acabar sendo uma surpresa na lista de dispensa da equipe.
Claro que todas essas opiniões foram baseadas apenas em uma primeira impressão. Hoje, dependendo dos planos de Popovich para o jogo contra o Miami Heat, tudo isso pode mudar. Vamos esperar para ver como o técnico formará o elenco da equipe.
Perguntas que não querem calar

Está chegando a hora, meus amigos! Neste domingo, começam os jogos da pré-temporada da NBA, e na quinta-feira já tem San Antonio Spurs em quadra, fora de casa, contra o Houston Rockets. Esta semana vai nos ajudar a começar a responder algumas dúvidas que não saem das nossas cabeças, já que esta é uma das offseasons mais misteriosas da equipe texana nos últimos tempos. Por isso, uso esse espaço de hoje para começarmos a debater a respeito dessas perguntas. Vamos a elas:

Obrigado, moça. Mas nós sabíamos o nome deste rapaz.
1) Valeu a pena esperar por Splitter? Desde a aposentadoria de Robert Horry, Tim Duncan está sobrecarregado no garrafão, já que não encontrou um parceiro confiável. Antonio McDyess chegou a ajudar em alguns momentos, mas não o suficiente. Porém, nas últimas temporadas, uma esperaça pairava no ar: Tiago Splitter vem aí. O pivô brasileiro já mostrou ter uma defesa consistente e um bom poderio ofensivo quando está perto da cesta. Mas como esse jogo vai encaixar nas regras da NBA? Será que a adaptação do brazuca vai demorar? É esperar para ver…
2) Quem será o reserva de Jefferson? Na última temporada, a ala foi a posição mais carente no elenco texano. Richard Jefferson, trazido a preço de ouro, não rendeu o esperado – é verdade que melhorou um pouco no final da temporada, mas mesmo assim ficou devendo. Mesmo caso evolua ainda mais neste ano, RJ precisa de um reserva confiável – algo que não teve até aqui no Spurs. Gregg Popovich já disse que, para tomar sua decisão, terá como prioridade o poder defensivo. Além de Jefferson, o único especialista na ala que participa da pré-temporada com a equipe é Bobby Simmons, que jogou a última temporada no New Jersey Nets e assinou um contrato não garantido com o Spurs para tentar uma vaga no elenco. Os alas-armadores Alonzo Gee e James Anderson e o ala-pivô James Gist, que podem ser improvisados na posição três, estão na briga.
3) O Spurs continua bom no draft? Podíamos já na temporada anterior colocar em quadra um time forte, formado só por jogadores draftados pelo Spurs: Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili, DeJuan Blair e Tim Duncan. E, nesta temporada, teremos mais candidatos a “achados”: além do já comentado Tiago Splitter, o ala-armador James Anderson, que pode quebrar um galho na posição 3, fez sucesso na universidade com um bom poderio ofensivo. Gregg Popovich já disse que quer trabalhar o novato defensivamente para que ele possa ganhar tempo de quadra. Outro possível steal é o ala-pivô James Gist, draftado em 2008, que passou as últimas duas temporadas na Europa e ainda briga por uma vaga no elenco da equipe de San Antonio.
4) Teremos um arremessador confiável? Além de um reserva para Richard Jefferson, a principal deficiência do Spurs apontada por especialistas depois da eliminação na última temporada era a baixa eficiência nos arremessos de três pontos. Para tentar suprir isso, o Spurs assinou com Gary Neal, trouxe Kirk Penney para a pré-temporada – dois especialistas em arremessos de longe no basquete da Fiba – e draftou James Anderson, considerado um dos melhores arremessadores do último recrutamento de calouros. Com três tentativas a princípio válidas, é bem provável que no mínimo um destes três jogadores mantenha o bom aproveitamento ao se adaptar às regras da NBA.
5) Teremos um banco confiável? Considerando que nosso quinteto titular será formado por Tony Parker, Manu Ginobili, Richard Jefferson, Antonio McDyess e Tim Duncan no começo da temporada, sabemos o que esperar de apenas três reservas: George Hill, DeJuan Blair e Matt Bonner. O desempenho de Gary Neal, James Anderson e Tiago Splitter vai depender da adaptação às regras da NBA. Temos ainda os armadores Curtis Jerrells e Garrett Temple, os alas-armadores Kirk Penney e Alonzo Gee; o ala Bobby Simmons; o ala-pivô James Gist e o pivô Marcus Cousin, que terão de brigar por uma vaga no elenco antes de brigar por minutos na rotação da equipe. Com esses nomes à disposição, Gregg Popovich terá de trabalhar bastante para conseguir montar um time de apoio confiável.
Que tal o nosso banco?

Nas últimas temporadas, nós, torcedores do San Antonio Spurs, nos acostumamos a falar que a franquia tinha um bom elenco. Sempre soubemos que, quando Gregg Popovich precisasse mudar as peças da equipe, ou até mesmo a maneira dela jogar, ele teria os jogadores certos para isso. Agora, com mais uma temporada se aproximando, a pergunta que fica é: será que esta análise vai continuar valendo?

"35 minutos por jogo até o final da temporada, OK?"
Temos um time titular que considero forte, formado por Tony Parker, Manu Ginobili, Richard Jefferson, Antonio McDyess e Tim Duncan. Digo isso porque espero melhoras no desempenho de RJ e de Dice – uma pequena evolução já pôde ser notada ao final da última temporada. Mas, inegavelmente, é uma base envelhecida. Será que teremos peças suficientes para descansar os mais velhos durante os desgastantes 82 jogos?
No garrafão, a questão me parece estar resolvida. Temos DeJuan Blair e Tiago Splitter, dois atletas jovens, que devem continuar sua evolução ao longo da temporada. A especialidade dos dois é jogar embaixo da cesta, mas o elenco conta também com Matt Bonner, que pode abrir o jogo, tirando um pivô adversário do garrafão. Com os três, acho que o descanso de McDyess e Duncan está garantido.
No perímetro, a questão é um pouco mais delicada. A princípio, teremos apenas um reserva em que todos confiam (e muito!), o armador George Hill, que deve ser o grande responsável pelo descanso de Parker e Manu. Além dele, os outros atletas – Curtis Jerrells, Garrett Temple, Gary Neal, James Anderson e Alonzo Gee – são apenas jovens. É bem verdade que demonstraram potencial em algum momento de suas carreiras, mas ainda não sabemos como reagiriam em momentos de pressão.
Vale lembrar que hoje o Spurs conta com 14 jogadores em seu elenco – o máximo permitido pela NBA é 15. Talvez fosse hora da equipe correr atrás de mais um reforço para o perímetro, para ajudar Hill enquanto os titulares estivessem no banco. Deste modo, Parker e Manu – que tiveram problemas físicos na última temporada – poderiam descansar tranquilamente enquanto os reservas estivessem em quadra.
Huertas no Spurs?

Antes de mais nada, quero esclarecer que esta é apenas uma suposição minha, algo que andei pensando (e aposto que muitos torcedores também). Não há, pelo menos ainda, nenhum rumor ou boato circulando em San Antonio. Quer dizer, não que eu saiba ainda.

Para aqueles que possam pensar que é exagero meu, me desculpem, mas não pude deixar de imaginar o brasileiro vestindo a camisa preto e prata após as grandes atuações que ele teve durante o Mundial. O armador foi, sem dúvida, o principal nome da Seleção Brasileira durante o torneio.
E não digo isso só pelos fantásticos 32 pontos nas oitavas de final contra a Argentina. Em todos os jogos, Huertas foi o grande líder do time. Conduziu a equipe com maestria, ditou o ritmo como precisava e cometeu poucos erros, mesmo quando marcado sob forte pressão (como contra os EUA e Argentina, quando foi marcado quase o tempo todo individualmente e pressionado quadra inteira).
Depois das atuações na Turquia, Huertas deve despertar o interesse de algumas times da NBA. Difícil dizer que ele seria titular em alguma equipe, mas, na minha opinião, demonstrou ter potencial para ser um bom reserva em diversas franquias. E por que não no Spurs?
Sabemos que o time texano gosta de ter estrangeiros em suas fileiras e agora terá um brasileiro: Tiago Splitter. Vale lembrar que o pivô atuou na última temporada pelo Caja Laboral, da Espanha, time onde justamente joga Marcelinho Huertas. No Mundial, os dois demonstraram ter muito entrosamento, o que poderia ajudar na adaptação de ambos à NBA.
Você podem me dizer que para a posição que Huertas chegaria nós já temos George Hill. Isso até é verdade, mas vejo espaço para os dois no elenco. Com Manu Ginobili mais velho e sem um substituto a altura para lhe dar descanso, Hill jogará cada vez mais como SG, o que abriria a possibilidade de Huertas ganhar minutos como PG durante o descanso de Tony Parker.
Pode parecer um pouco de ufanismo tratar deste assunto, mas deixando de lado o fato de Huertas ser brasileiro, ele foi um dos principais armadores do Mundial, e há alguns anos é considerado um dos melhores armadores da Liga ACB, da Espanha. Fatores que o credenciam a, pelo menos, ter uma oportunidade na NBA.
Se o convite vai acontecer, ou por qual equipe vai acontecer, eu não sei dizer. Também é difícil saber se Huertas deixaria o papel de protagonista na Europa para tentar a sorte nos Estados Unidos. Mas eu torço para que a chance apareça e que ele arisque. Se for no Spurs, melhor ainda.
