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Como o locaute afeta o San Antonio Spurs
A NBA encara neste exato momento sua maior crise desde 1999. A associação de jogadores e a liga não entraram em acordo para a renovação do contrato coletivo de trabalho, e o locaute foi instalado. Entenda melhor a situação neste excelente texto do meu colega Glauber da Rocha. Claro que ainda é cedo para tirarmos conclusões a respeito da paralisação, que ainda sequer completou uma semana. Mas já podemos começar a pensar a influência que essa situação pode ter sobre o San Antonio Spurs.

Os beneficiados
A primeira coisa que vem à cabeça é a possibilidade de uma temporada reduzida, como foi em 1999. Naquele ano, a NBA começou somente em fevereiro, e cada equipe disputou “apenas” 50 jogos. Óbvio que um campeonato de menor duração beneficia equipes cheias de veteranos – como o Spurs, que tem Manu Ginobili e Tim Duncan no quinteto titular. E, para os mais supersticiosos, vale lembrar que aquela temporada terminou com título da equipe texana. Dallas Mavericks e Boston Celtics seriam exemplos de outros times favorecidos, já que contam com jogadores mais experientes no elenco.
Nesta semana, Michael de Leon, do site Project Spurs, levantou uma possibilidade interessante. Ele sugeriu que Antonio McDyess volte a jogar caso a temporada seja menor. Sinceramente, a ideia me agrada: com a folha salarial já cheia e com chances de termos um teto ainda menor, dificilmente o Spurs conseguirá contratar alguém melhor que o veterano ala-pivô. Vale lembrar que, hoje, o elenco texano conta apenas com Tim Duncan, Tiago Splitter, DeJuan Blair e Matt Bonner para o garrafão.
Se para os mais experientes uma temporada menor seria benéfico, para os mais jovens o exato contrário se aplica. A Summer League de Las Vegas já foi cancelada e, no elenco texano, vários jogadores fariam ótimo proveito das ligas de verão. É o caso, por exemplo, de Danny Green, James Anderson e Da’Sean Butler, que brigam por minutos na posição 3. Os dois últimos ainda precisam recuperar ritmo de jogo após voltarem de lesão.
Temos ainda dois novatos que devem chegar para imediaramente ganharem algum tempo de quadra: Kawhi Leonard, que pode ser o tão sonhado ala defensivo, e Cory Joseph, que chega com a responsabilidade de substituir George Hill. Isso sem falar nas possíveis chegadas de Nando de Colo e Ryan Richards. É incrível percebermos como a franquia texana conseguiu renovar o elenco sem desmontar completamente a equipe.
Vantagem para os veteranos, desvantagem para os novatos. Esse é o possível efeito do locaute sobre o Spurs e sobre todas as equipes da NBA. Sinceramente, acho que a equipe texana sai perdendo por conta da clara renovação a que se propôs nesta offseason. Mas, quem sabe com uma temporada diminuída, Duncan não possa encontrar fôlego para mais um título da NBA no que provavelmente será seu último ano na liga.
Spurs pós-Draft: Quilos de novatos
Cinco novos jogadores. Esse é o saldo do San Antonio Spurs, que, além de suas duas escolhas no Draft de quinta-feira, mandou George Hill para o Indiana Pacers em troca de mais três atletas. Imagino que você, torcedor da equipe texana, ainda está quebrando a cabeça para enteder qual será o impacto de tudo isso. Como ficará a rotação para a próxima temporada? Quais jogadores serão usados de maneira imediata? Por isso, uso esse espaço de hoje para tentar explicar tudo o que aconteceu com a franquia.

Por favor dê certo, menino Leonard
Vamos começar falando daquele que, provavelmente, causará o maior impacto na próxima temporada: Kawhi Leonard, 15ª escolha do último Draft. O jogador é um ala com características defensivas: tudo o que o Spurs sonhava desde a saída de Bruce Bowen. Alem disso, seu atleticismo, sua força física e sua capacidade de pegar rebotes fazem com que o atleta possa quebrar um galho como ala-pivô. Especialistas americanos comparam seu estilo ao de Shawn Marion, Gerald Wallace e Luc Mbah a Moute.
Isso pode dar uma versatilidade defensiva interessante para o Spurs. Eu explico: em alguns momentos, o técnico Gregg Popovich pode utilizar uma formação com dois armadores, Leonard ao lado de Richard Jefferson nas alas e um pivô. Assim, o novato sempre ficaria encarregado de defender o principal ala adversário, seja ele SF ou PF. Contra o Dallas Mavericks, por exemplo, o prospecto cuidaria de Dirk Nowitzki, enquanto Jefferson ficaria em Shawn Marion. Já contra o New York Knicks, Leonard tomaria conta de Carmelo Anthony, enquanto Jefferson marcaria Shawne Williams.
Dos cinco jogadores aquiridos pelo Spurs na noite do Draft, o outro que deve integrar o elenco texano imediatamente é o canadense Corey Joseph, 29ª escolha de 2011. O jogador pode atuar nas posições 1 e 2, mas, a princípio, deve ser utilizado como reserva da armação, já que, com a saída de Hill, o time conta apenas com Tony Parker para a função. O que agrada no novato é a sua capacidade defensiva – que pareceu prioridade da equipe neste recrutamento – e, por isso, ele deve ganhar alguns pontos com Pop.
Deste modo, imagino que a rotação do Spurs para a próxima temporada seria assim:
PG – Tony Parker / Corey Joseph
SG – Manu Ginobili / Gary Neal / James Anderson
SF – Richard Jefferson / Kawhi Leonard / Da’Sean Butler
PF – DeJuan Blair / Matt Bonner
C – Tim Duncan / Tiago Splitter
Com Jefferson em vantagem sobre Leonard porque Pop não costuma dar muito tempo de quadra para os novatos logo de cara. E, só para citar, eu não me surpreenderia se Tiago Splitter começasse a temporada de titular ao lago de Tim Duncan no garrafão. Vale lembrar também que o Spurs tem três agentes livres nesta offseason: Danny Green, Chris Quinn e Steve Novak. Mas acredito que só o primeiro tem chances de ficar.
De qualquer modo, dá para perceber que o garrafão é o setor que mais carece de reforços. Por isso, a diretoria do Spurs já manifestou interesse em contar com o ala-pivô Erazen Lorbek, selecionado pelo Pacers na 46ª escolha de 2005 e trocado para o time texano na transação que enviou Hill para Indianápolis. Além disso, a equipe de San Antonio já iniciou as conversas para trazer Ryan Richards, 49ª escolha do Draft de 2010.
Na segunda rodada, a principal aposta foi o ala Davis Bertans, selecionado na 42ª escolha. O letão é um excelente arremessador do perímetro e é bastante alto para a posição 3. Porém, ainda é fraco fisicamente e cru para a NBA – por isso, deve ficar mais dois anos na Europa. Mas a principal incógnita é Adam Hanga, que veio na 59ª escolha do Draft. O ala-armador joga em seu país natal, a Hungria, e é completamente desconhecido. Pode tanto ser um novo Manu Ginobili quanto nunca vestir a camisa de uma equipe da liga americana. Considero esses dois cartas fora do baralho para a temporada 2011/2012.
Acredito que, caso o Spurs queira se reforçar no perímetro com um novato, então a aposta será Nando de Colo. O jogador – que pode atuar nas posições 1 e 2 – foi selecionado pela equipe texana na 53ª escolha do Draft de 2009, e atualmente se prepara para defender a França no Europeu de seleções ao lado de Parker.
Existe a chance, ainda que pequena, de o time de San Antonio ter cinco novatos para a próxima temporada: Joseph, de Colo, Leonard, Lorbek e Richards. Uma equipe inteira, certinha, com dois armadores, um ala e dois jogadores de garrafão. Pesquisei e vi que isso não acontece desde a temporada 1988/1989, quando sete prospectos vestiram a camisa da equipe texana (Michael Anderson, Keith Smart, Vernon Maxwell, Anthony Bowie, Willie Anderson, Todd Mitchell e Shelton Jones). Nunca aconteceu na era Popovich. Alguém consegue imaginar o Spurs com quilos de novatos na próxima temporada?
Draft 2011 – Palpites
Hoje, dia do Draft, chega ao fim a série especial de posts Na Linha dos 3 que o Spurs Brasil preparou sobre o recrutamento de calouros. Depois de falar sobre os armadores, os jogadores da posição 3 e os atletas de garrafão que a comissão técnica do San Antonio Spurs avaliou nas últimas semanas, vamos agora a uma série de palpites sobre o evento, que acontece na noite desta quinta-feira (23).

O pivô Jeremy Tyler, que joga no Japão, é o principal favorito dos sites especializados em Draft para ser escolhido pelo Spurs na primeira rodada hoje à noite
Primeiramente, veja a seguir quem os principais sites americanos especializados em NBA dizem que o Spurs vai selecionar no Draft*:
| 29ª escolha | 59ª escolha | |
| DraftExpress | Nikola Mirotic, PF | Cory Joseph, PG/SG |
| NBADraft.net | Kyle Singler, SF | Michael Dunigan, PF |
| Draft Insider | Jeremy Tyler, C | Chandler Parsons, SF |
| Hoops World | Justin Harper, PF | Xavier Silas, SG |
| Hoops Report | Davis Bertans, SF | Lavoy Allen, PF |
| NBA.com 1 | Jeremy Tyler, C | – |
| NBA.com 2 | JaJuan Johnson, PF | – |
| SI.com | Jeremy Tyler, C | – |
| Inside Hoops | Shelvin Mack, PG/SG | – |
| SB Nation | JaJuan Johnson, PF | – |
* Informações colhidas no último domingo
Como vocês podem ver, a grande maioria de especialistas acredita que o Spurs usará sua escolha de primeira rodada – a 29ª do próximo Draft – para selecionar um jogador de garrafão. E o favorito é o pivô Jeremy Tyler, que na última temporada defendeu o Tokyo Apache, do Japão. Outro que apareceu mais de uma vez foi o ala-pivô JaJuan Johnson, que acaba de encerrar sua quarta e última temporada no basquete universitário jogando por Purdue. Você pode ver o perfil dos dois na terceira parte deste especial.
Dentre aqueles que ampliam seus Mock Drafts para a segunda rodada, a maioria acredita que o Spurs vai usar sua segunda escolha – a 59ª do recrutamento – para selecionar um jogador de perímetro. Porém, nenhum nome se repetiu. Poucas conclusões podem ser tiradas desta análise comparativa neste ponto.
Particularmente, vejo um só caminho para o Spurs hoje: draftar um ala e um jogador de garrafão. É bem verdade que a comissão técnica da equipe texana trabalhou com muitos atletas das posições 1 e 2 nas últimas semanas, mas acho que o objetivo era apenas não deixar um jovem talentoso passar despercebido. Por isso, salvo qualquer novidade de última hora – como uma possível troca ou, como falei, um “achado” dos olheiros da equipe, como foi George Hill – um homem para a posição 3 e um big man devem ser os escolhidos hoje. Resta sabem em qual ordem.
Particularmente, creio que um ala-pivô ou pivô deve ser prioridade. No perímetro, bem ou mal a equipe consegue se virar com Richard Jefferson, Danny Green e, talvez, James Anderson e Da’Sean Butler, apostando também na improvisação de George Hill, Gary Neal e Manu Ginobili quando Gregg Popovich resolver usar formações mais baixas. No garrafão a situação é mais grave: o setor já era uma carência do elenco, e deve ficar ainda mais enfraquecido com a aposentadoria de Antonio McDyess. Restariam apenas Tim Duncan, Tiago Splitter, DeJuan Blair e Matt Bonner no plantel.
Se essa for também a linha de raciocínio da franquia, creio que o pivô montenegrino Nikola Vucevic, se chegar até a 29ª escolha, pode ser a aposta do Spurs. Caso contrário, Jordan Williams pode ser uma opção, assim como Tyler e Johnson, “favoritos” nos Mock Drafts. Na segunda rodada, o único ala apontado por especialistas foi Chandler Parsons, mas acredito que DeAndre Liggins, se chegar até a 59ª escolha, e David Lighty sejam os favoritos.
Porém, rumores dizem que o Spurs prometeu draftar Davis Bertans na primeira rodada. Se o perímetro for prioridade, então Kyle Singler se transforma na principal atlernativa para o citado jogador letão. Jimmy Butler pode ser opção se os dois primeiros não chegarem até a 29ª escolha. Deste modo, o ala-pivô Lavoy Allen, citado em um dos Mock Drafts, passa a ser uma alternativa para a segunda rodada, assim como o também big man Malcolm Thomas.
Vale lembrar que também existe a possibilidade de o Spurs fazer trocas para conseguir escolhas mais altas. Deste modo, o comportamento da franquia texana no recrutamento de hoje passaria a ser imprevisível.
Draft 2011 – Pivôs
Hoje, a série de posts Na Linha dos 3 especial que o Spurs Brasil preparou para o Draft chega à sua terceira parte. Depois de mostrar o perfil de armadores e jogadores da posição 3 avaliados pela comissão técnica texana, é hora de falar do garrafão, uma das principais fraquezas do elenco do San Antonio Spurs. A deficiência ficou evidente nos playoffs, diante do Memphis Grizzlies, quando Zach Randolph e Marc Gasol deitaram e rolaram pra cima da equipe do Texas.

Pivôs que saibam arremessar, como Vucevic, estão em pauta
Com a provável aposentadoria de Antonio McDyess, sobram para o garrafão Tim Duncan, Tiago Splitter, DeJuan Blair e Matt Bonner. O Spurs já começou as conversas para contratar Ryan Richards, que joga na Espanha e foi a 49ª escolha do Draft de 2010. Mesmo assim, é provável que a equipe use uma de suas escolhas no próximo recrutamento – o time de San Antonio tem a 29ª e a 59ª – para selecionar um jogador de garrafão. Não à toa, foi para este setor que a comissão técnica do Spurs analisou a maior quantidade de prospectos.
Vamos então ao perfil dos atletas que foram até San Antonio para se exibirem para a comissão técnica texana. Lembrando que eu nunca vi nenhum desses jogadores em ação: os textos foram produzidos com base em pesquisa feita nos sites americanos NBADraft.net e DraftExpress.
Enes Kanter – Kentucky
Kanter é considerado um dos melhores pivôs do próximo Draft, e pode acabar até sendo uma escolha top 3. Isso significa que o Spurs teria de fazer alguma troca para selecioná-lo. Mesmo assim, a equipe texana convidou o turco para um período de testes. O jogador passou a última temporada inativo – foi convidado para jogar por Kentucky, mas considerado inelegível pela NCAA, já que já havia disputado partidas profissionais pelo Fenerbahce. O atleta tem passagens pelas seleções de base da Turquia.
Status: Improvável na primeira rodada
Marcus Morris – Kansas
Apesar de ser originalmente um ala-pivô, Morris transita melhor pelo perímetro – tem seu estilo de jogo comparado ao de Al Harrington, e pode até mesmo quebrar um galho na posição três. Isso porque seu arremesso está entre seus pontos fortes. Suas principais fraquezas são a defesa e a força física, o que não impede que o jogador seja esperado já a partir da décima escolha do Draft – em outras palavras, dificilmente o Spurs terá acesso ao atleta. Na última temporada – sua terceira no basquete universitário – Morris disputou 38 partidas e apresentou médias de 17,2 pontos (57% FG, 34,2% 3 PT, 68,8% FT), 7,6 rebotes e 1,6 assistências em 28,3 minutos por jogo.
Status: Improvável na primeira rodada
Donatas Montiejunas – Benetton Treviso (ITA)
O ala-pivô lituano é considerado um dos principais prospectos internacionais – ou seja, que não vieram da universidade – deste Draft. Montiejunas tem como pontos fortes a altura, a velocidade e o arremesso, mas precisa evoluir na defesa e nos rebotes. Na última temporada, disputou 37 jogos no campeonato italiano e apresentou médias de 12,8 pontos (52,5% FG, 42,9% 3 PT, 71,5% FT), 4,4 rebotes e 1,2 roubadas de bola em 25,6 minutos por exibição. Na Eurocup – uma espécie de segunda divisão da Euroliga – entrou em quadra em 16 oportunidades e anotou, em média, 10,9 pontos (44,1% FG, 15,4% 3 PT, 62% FT) e 5,6 rebotes em 27,3 minutos por embate. É esperado já a partir da décima escolha do Draft.
Status: Improvável na primeira rodada
Nikola Vucevic – USC
Depois de disputar três temporadas no basquete universitário americano, o pivô montenegrino é esperado no terço final da primeira rodada do próximo Draft. Vucevic tem a altura e a força física como pontos fortes, e a falta de atleticismo e velocidade como fraquezas. Na última temporada, o europeu entrou em quadra em 34 oportunidades e anotou, em média, 17,1 pontos (50,5% FG, 34,9% 3 PT, 75,5% FG), 10,3 rebotes, 1,6 assistências e 1,4 tocos em 34,9 minutos por partida.
Status: Possível na primeira rodada
Justin Harper – Richmond
Apesar de alto, o ala-pivô tem seu arremesso como ponte forte, o que faz com que seu estilo de jogo seja comparado com o de Channing Frye. Sua defesa, velocidade e força física também são boas, enquanto as habilidades no post e a capacidade de pegar rebotes aparecem como pontos fracos. Em sua última temporada no basquete universitário, Harper disputou 37 jogos e anotou, em média, 17,9 pontos (53,4% FG, 44,8% 3 PT, 79,7% FT), 6,9 rebotes, 1,2 assistências e 1,2 tocos em 31,8 minutos por exibição. É esperado a partir da 25ª escolha do Draft desta quinta-feira.
Status: Possível na primeira rodada
JaJuan Johnson – Purdue
Ala-pivô muito atlético, tem seu estilo de jogo comparado ao de Hakim Warrick por especialistas. No entanto, não é muito forte fisicamente, o que dificulta seu jogo de costas para a cesta e sua defesa. Em sua quarta e última temporada no basquete universitário, Johnson entrou em quadra em 34 oportunidades e apresentou médias de 20,5 pontos (49,4% FG, 29,4% 3 PT, 80,9% FT), 8,6 rebotes, uma assistência e 2,3 tocos em 35,4 minutos por exibição. Também é esperado a partir da 25ª escolha do Draft.
Status: Possível na primeira rodada
Jeremy Tyler – Tokyo Apache (JAP)
Um americano no Draft que não vem do basquete universitário é sempre curioso. Foi assim com Brandon Jennings, que jogava na Itália quando foi selecionado pelo Milwaukee Bucks. Mas um pivô que atua por uma equipe japonesa é, digamos, pra lá de diferente. Na última temporada, Tyler disputou 33 jogos pelo Tokyo Apache, e anotou, em média, 9,9 pontos (51,1% FG, 20% 3 PT, 45,4% FT) e 6,4 rebotes em 15,4 minutos por exibição. Deve sair a partir do começo da segunda rodada.
Status: Provável na primeira rodada
Jordan Williams – Maryland
Ala-pivô com boa envergadura, Williams tem como pontos fortes a força física e a habilidade de pegar rebotes, o que compensa seu ponto fraco, a lentidão. O jogador é esperado do começo para o meio da segunda rodada do próximo Draft. Na última temporada – apenas sua segunda no basquete universitário – o big man disputou 33 partidas e apresentou médias de 16,9 pontos (53,8% FG, 57,5% FT), 11,8 rebotes e 1,4 tocos em 32,5 minutos por jogo.
Status: Provável na primeira rodada, improvável na segunda rodada
Malcolm Thomas – San Diego St.
Esperado a partir da 50ª escolha do próximo Draft, Thomas é um ala versátil, que pode também quebrar um galho na posição 3. Tem como pontos fortes a defesa, o que inclui sua habilidade nos rebotes e nos tocos, e a velocidade. Em compensação, precisa melhorar seu arremesso. Na última temporada, o ala-pivô disputou 37 partidas e apresentou médias de 11,4 pontos (53,6% FG, 16,7% 3 PT, 64,2% FT), 8,1 rebotes, 2,3 assistências e dois tocos em 30,4 minutos por exibição.
Status: Possível na segunda rodada
Matt Howard – Butler
Esperado aproximadamente na 53ª do próximo Draft, Howard é um ala-pivô que tem no jogo ofensivo sua principal qualidade. Porém, na defesa, sua baixa estatura compromete um pouco, assim como sua falta de força física e velocidade. Em sua última temporada, Howard entrou em quadra 37 vezes e anotou, em média, 16,4 pontos (47,1% FG, 39,8% 3 PT, 79,2% FT), 7,7 rebotes, 1,4 assistências e 1,1 roubadas de bola em 31 minutos por jogo.
Status: Possível na segunda rodada
Matthew Bryan-Amaning – Washington
O britânico ala-pivô jogou quatro anos de basquete universitário nos Estados Unidos, e é esperado no fim da segunda rodada do próximo Draft. Bryan-Amaning tem como ponto forte o atleticismo, mas peca por sua falta de habilidade defensiva. Em sua última temporada jogando por Washington, o big man disputou 35 partidas e apresentou médias de 15,3 pontos (54,6% FG, 61,9% FT), oito rebotes, 1,5 tocos e 1,1 roubadas de bola em 28,2 minutos por exibição.
Status: Possível na segunda rodada
Jamie Skeen – VCU
Skeen tem poucas chances no Draft – é esperado, talvez, no finalzinho da segunda rodada. O ala-pivô tem sua versatilidade ofensiva como ponto forte, mas ainda precisa trabalhar sua habilidade para pegar rebotes e alguns aspectos da sua defesa – apesar de se dar bem no post. Em sua quarta e última temporada no basquete universitário, o jogador disputou 39 partidas e anotou, em média, 15,7 pontos (52% FG, 41,9% 3 PT, 71,9% FT), 7,3 rebotes, 1,6 assistências e um toco em 31,9 minutos por exibição.
Status: Provável na segunda rodada
Lavoy Allen – Temple
Outro que tem poucas chances no Draft, mas mesmo assim recebeu uma oportunidade da comissão técnica do Spurs. Allen tem como pontos fortes a capacidade de pegar rebotes, a versatilidade ofensiva e as habilidades no post, inclusive a visão de jogo para achar arremessadores ou jogadores cortando para a cesta. Em compensação, é um pouco passivo, e tem dificuldades para marcar outros alas-pivôs no perímetro. Em sua quarta e última temporada universitária, Allen entrou em quadra em 33 oportunidades e apresentou médias de 11,6 pontos (48% FG, 29,4% 3 PT, 69,7% FT), 8,6 rebotes, 2,3 assistências e 1,8 tocos em 33,9 minutos por exibição.
Status: Provável na segunda rodada
Draft 2011 – Alas
Hoje, o Spurs Brasil dá sequência à série de posts Na Linha dos 3 especiais sobre o Draft. Depois de falar dos armadores, é hora de analisar os prospectos de uma das posições mais carentes do elenco do San Antonio Spurs: a ala.

Capacidade defensiva, como a de Jimmy Butler, é o que o Spurs busca para a ala
Richard Jefferson, titular da função, nunca conseguiu render o esperado na equipe texana. Uma série de nomes – como Bobby Simmons, Ime Udoka e Larry Owens – foram testados, sem sucesso, para sua reserva na última temporada. Danny Green, que parace estar em alta com Gregg Popovich, já que ganhou chances nos playoffs, pode ser uma opção para o técnico, assim com Da’Sean Butler e James Anderson, que recentemente se recuperaram de lesão. Mesmo assim, a franquia texana pode usar uma de suas escolhas do próximo draft – o Spurs tem a 29ª e a 59ª – para selecionar um ala.
Vamos agora a uma lista de prospectos que passaram pela avaliação da comissão técnica do time texano nas últimas semanas. Vale lembrar que não vi nenhum destes jogadores em atividade – os textos foram baseados em pesquisa feita nos sites americanos NBADraft.net e DraftExpress.
Kyle Singler – Duke
Singler no Spurs é uma das apostas de sites americanos especializados em Draft. O ala – que também pode quebrar um galho como ala-pivô – tem como pontos fortes a inteligência, a habilidade nos passes e o arremesso. Sua velocidade, no entanto, é seu calcanhar de aquiles – o que não impede que o atleta seja esperado já a partir da 20ª escolha do próximo recrutamento. Em sua quarta e última temporada universitária, Singler disputou 37 jogos e apresentou médias de 16,9 pontos (43% FG, 32,1% 3 PT, 80,6% FT), 6,8 rebotes e 1,6 assistências em 34,8 minutos por exibição.
Status: Possível na primeira rodada
Chandler Parsons – Florida
Parsons é um ala muito versátil, que, apesar de alto para a posição três, conta com sua inteligência e sua habilidade nos passes, rara para a função, para se dar bem no perímetro. Por outro lado, o jogador, em um primeiro momento, parece fraco fisicamente para a NBA. Em sua quarta e última temporada no basquete universitário, Parsons disputou 36 jogos e anotou médias de 11,3 pontos (48% FG, 36,8% 3 PT, 55,7% FT), 7,8 rebotes e 3,8 assistências em 34,1 minutos por partida. Pode ser draftado entre o fim da primeira rodada e o começo da segunda.
Status: Provável na primeira rodada
Jimmy Butler – Marquette
Nativo do Texas, Butler chega ao Draft credenciado por sua disciplina tática. Além disso, tem na defesa, na inteligência e na capacidade de pegar rebotes seus pontos fortes. Em compensação, seu atleticismo e seu arremesso de três pontos estão entre suas fraquezas. Mesmo assim, é esperado já no início da segunda rodada. Na última temporada, Butler jogou 37 partidas e apresentou médias de 15,7 pontos (49% FG, 34,5% 3PT, 78,3% FT), 6,1 rebotes, 2,3 assistências e 1,4 roubadas de bola em 34,6 minutos por exibição.
Status: Provável na primeira rodada
DeAndre Liggins – Kentucky
O jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, tem como ponte forte a principal característica que o Spurs procura em um ala: a defesa. Seu atleticismo também está entre os pontos fortes de seu jogo. Como fraqueza, especialistas apontam a falta de liderança dentro de quadra. Em sua última temporada – a terceira no basquete universitário – Liggins entrou em quadra em 38 oportunidades e apresentou médias de 8,6 pontos (42,4% FG, 39,1% 3 PT, 64,8% FT), quatro rebotes, 2,5 assistências e 1,4 roubadas de bola em 31,6 minutos por exibição. É esperado do meio para o fim da segunda rodada.
Status: Passa pela primeira rodada, possível na segunda rodada
David Lighty – Ohio
Mais um jogador que pode atuar nas posições 2 e 3 e mais um que tem na defesa seu ponto forte. Porém, Lighty tem ainda outra característica que o faria se encaixar bem no esquema tático do Spurs: o arremesso de longa distância. A força física e a inteligência também são virtudes do atleta, que tem como pontos fracos a falta de velocidade e controle de bola. Na temporada 2010/2011, sua última universitária, Lighty entrou em quadra em 37 oportunidades, anotando médias de 12,1 pontos (46,8% FG, 42,9% 3 PT, 62,7% FT), quatro rebotes, 3,3 assistências e 1,5 roubadas de bola em 32,1 minutos por exibição. Deve sair entre a 50ª e a 55ª escolha.
Status: Possível na segunda rodada
