Arquivo da categoria: Na linha dos 3
Possíveis reforços para a próxima temporada
Naturalmente, os torcedores do San Antonio Spurs que, nesta offseason, dividem sua atenção entre a Copa América e o Eurobasket prestam atenção especificamente em três jogadores: Tony Parker, Manu Ginobili e Tiago Splitter, respectivamente protagonistas de França, Argentina e Brasil. Mas a franquia texana ainda detém os direitos sobre seis jogadores que estão em ação nesse mês, todos eles prospectos. Fica então a pergunta: quais deles estão prontos para reforçarem a equipe de imediato? Por isso, uso o espaço de hoje para fazer uma pequena análise do desempenho deles nas competições internacionais até aqui.

Joseph é uma grata surpresa. Spurs pode ter acertado de novo
Dos seis, claro, aquele que merece maior atenção é Cory Joseph. O armador, 29ª escolha do último Draft, é figura praticamente certa para a próxima temporada do Spurs – já foi até apresentado pela equipe texana. Quando selecionado, sua ficha de prospecto dizia que ele poderia atuar nas posições 1 e 2. Confesso que isso sempre me deixa com um pé atrás, já que me dá a impressão de um jogador arremessador, mas, que por ser baixo demais, acaba quebrando um galho como armador. Não é o caso de Joseph, que tem comandado o ataque do Canadá com naturalidade nesta Copa América. Em quatro jogos – todos como titular -, ele apresenta médias de 5,5 pontos (44,4% FG, 40% 3 PT, 50% FT), 2,7 rebotes, 2,2 assistências e uma roubada de bola em 21,5 minutos por exibição.
Na defesa, o atleta parece dominar bem os fundamentos, tanto na defesa homem-a-homem, mostrando bom jogo de pernas, quando na de cobertura, interceptando e roubando várias bolas. No entanto, Joseph teve um pouco de dificuldades quando encarou armadores de alto nível, como Marcelinho Huertas e Greivis Vásquez. Mas vale lembrar que o canadese está tendo seu primeiro contato com o esporte profissional, já que atuava no basquete universitário dos Estados Unidos até a última temporada. Falta para ele um pouco de maturidade – nada mais natural para um novato.
Dos prospectos que atuam na Europa, Nando De Colo é um dos que me parece bem próximo de seu nível de maturidade ideal. Com a saída de George Hill, poderia ser um bom reforço para a próxima temporada, dividindo com Joseph os minutos na reserva de Tony Parker, seu companheiro de seleção. Até aqui, o francês de 24 anos jogou três partidas, e tem médias de três pontos (50% FG, 33,3% 3 PT, 100% FT) e um rebote em 13,3 minutos por exibição. Números que considero decepcionantes. Até aqui, De Colo tem uma trajetória praticamente oposta à de Joseph na offseason.
Enquanto o canadense começou a preparação como reserva e ganhou o posto de titular, o contrário aconteceu com De Colo, que jogou os primeiros amistosos da França no quinteto inicial, mas perdeu o posto para Mickael Gelabale. Além disso, o francês vem atuando muito mais na posição dois – função que, no Spurs, dificilmente conseguiria exercer, já que a equipe conta hoje com Ginobili, Gary Neal e James Anderson para a função. Mas o Eurobasket está só começando, e o combo guard ainda tem tempo para se recuperar.
Ao lado de De Colo, outro que me parece pronto para jogar na NBA é Erazem Lorbek. O ala-pivô de 27 anos foi um dos destaques da Eslovênia nas três primeiras partidas da equipe, apresentando médias de 14 pontos (44,1% FG, 45,5% 3 PT, 58,3% FT), seis rebotes e 1,3 assistências em 27,3 minutos por jogo. Vale lembrar que o garrafão é uma das deficiências do elenco do Spurs, mas, por enquanto, o esloveno ainda é um projeto, a mínimo, de longo prazo. O General Manager R.C. Buford chegou a demonstrar interesse em contar com Lorbek, mas o big man renovou por uma temporada com o Barcelona.
O interesse que o Spurs tem em Lorbek parece não se repetir em relação a Viktor Sanikizde. Uma pena, pois o atleta da Georgia, de 25 anos, me parece bom jogador. Nos três primeiros jogos de sua equipe, o jogador apresentou médias de 11 pontos (56% FG, 42,9% 3 PT, 33,3% FT), 7,3 rebotes e 1,3 assistências em 31,3 minutos por exibição. Sanikidze é especialista em defesa, rebotes e pontes aéreas – por conta das duas últimas características, ganhou o apelido de Air Georgia. Além disso, pode atuar tanto como ala quanto como ala pivô. Essas virtudes me fazem crer que ele cairia bem no elenco do Spurs.
Outro que, assim como Sanikidze, está esquecido na Europa é Robertas Javtokas. Com 31 anos de idade, é difícil pensar que o lituano ainda tenha interesse em se mudar para a NBA – e que o Spurs ainda tenha interesse em um dia trazê-lo. O pivô, especialista em defesa, é o capitão da Lituânia, admirado por sua liderança, mas sua importância na quadra tem sido cada vez menor. Nesta edição do Eurobasket, suas médias são de apenas três pontos (28,6% FG, 25% FT) e 5,3 rebotes em 18 minutos por exibição.
Por fim, vale a pena citarmos Davis Bertans. O ala é uma das principais apostas para o futuro do Spurs e, com apenas 18 anos, já faz parte da seleção principai da Letônia, o que é uma boa notícia para os torcedores da franquia texana. O jogador foi draftado por seu potencial nos arremessos de três pontos. Porém, assim como aconteceu no Mundial Sub-19, sua participação no Eurobasket ainda é pouco sólida. Em três partidas, teve médias de 5,3 pontos (35,7% FG, 12,5% 3 PT, 71,4% FT) e dois rebotes em 10,3 minutos por jogo. Mas ainda é cedo para tirarmos qualquer tipo de conclusão sobre ele.
O basquete está de volta!
Não é porque a NBA está em greve que nós não teremos a oportunidade de ver o melhor do basquete mundial. Começam nesta semana duas competições importantíssimas: a Copa América e o Eurobasket, torneios classificatórios que definirão os principais adversários de Estados Unidos e Grã-Bretanha na Olimpíada de Londres-2012.
A Copa América será disputada em Mar del Plata (ARG) a partir de terça-feira (30). A competição dará duas vagas diretas para os Jogos Olímpicos. Além disso, o torneio vai classificar outras três seleções para o Pré-Olímpico Mundial, que acontecerá em julho do ano que vem. Este campeonato vai classificar mais três equipes para Londres-2012.
O Eurobasket começa no dia seguinte, na quarta-feira (31), e também vai classificar duas seleções para a Olimpíada. A competição europeia ainda tem o direito de enviar quatro representantes para o Pré-Olímpico Mundial.
No total, nove jogadores ligados ao San Antonio Spurs vão disputar o torneio. Por isso, nesta edição especial da coluna Na Linha dos 3, preparei um pequeno guia a respeito dos atletas da franquia texana que estarão em quadra a partir desta semana, separados por ordem de importância para nós, fãs brasileiros. Confira a seguir:

Só que agora é cada um por si
1) Os craques
Tiago Splitter – Brasil
O pivô do San Antonio Spurs é a principal esperança de classificação de sua seleção para as Olimpíadas de Londres. Com os desfalques de Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê, a importância de Splitter aumenta – o jogador deve dividir com Marcelinho Huertas o papel de protagonista da seleção. A Argentina vem completa, joga em casa e é favorita para conseguir uma vaga para os Jogos de 2012, enquanto o Brasil deve brigar com República Dominicana e, principalmente, com Porto Rico pelo segundo lugar. A boa notícia é que a seleção venceu os dois adversários na Copa Tuto Marchand, torneio preparatório encerrado na última sexta-feira. Se Splitter jogar o que pode, sua equipe tem tudo para conseguir a classificação.
30/08 – vs Venezuela
31/08 – vs Canadá
02/09 – vs República Dominicana
03/09 – vs Cuba
Manu Ginobili – Argentina
O ala-armador do Spurs é o craque de uma seleção argentina, que vem completa para a Copa América. Além de Manu, a equipe terá à disposição Luis Scola, Carlos Delfino, Andrés Nocioni e Fabricio Oberto, velho conhecido da torcida texana. No Mundial do ano passado, o Brasil perdeu para uma Argentina mais fraca do que essa, sendo que Leandrinho e Anderson Varejão estavam na equipe. Além disso, os hermanos jogam em casa, e eu sinceramente duvido que eles fiquem sem uma das duas vagas olímpicas. Já seria surpresa se não fossem campeões. Será bonito ver essa equipe em quadra, principalmente por conta da dobradinha Ginobili – Scola.
30/08 – vs Paraguai
31/08 – vs Uruguai
02/09 – vs Porto Rico
03/09 – vs Panamá
Tony Parker – França
Depois de conseguir a medalha de prata na Olimpíada de Sydney-2000, a seleção francesa não conseguiu mais voltar aos Jogos. Para tentar retornar, a equipe montou um elenco cheio de jogadores de NBA, como Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. Mas, sem dúvidas, é Parker a principal estrela desta seleção. Conseguir a vaga direta para as Olimpíadas é uma tarefa difícil em um campeonato tão forte quanto o Eurobasket, mas se estes quatro jogadores atuarem em seu melhor nível, então o time poderá sonhar, ao menos, com a classificação para o Pré-Olímpico Mundial.
31/08 – vs Letônia
01/09 – vs Israel
02/09 – vs Alemanha
04/09 – vs Itália
05/09 – vs Sérvia
2) Os prospectos
Cory Joseph – Canadá
Selecionado na 29ª escolha do último Draft, Joseph é uma das apostas do técnico Gregg Popovich para o lugar de George Hill, que, na noite do recrutamento de calouros, foi enviado para o Indiana Pacers. Aos 20, o jovem deve ter na Copa América seu primeiro contato com o esporte profissional, já que ele atuava no basquete universitário até a última temporada. Em 2009, Joseph disputou nove partidas pelo Canadá no Mundial Sub-19, apresentando médias de 13,6 pontos e 1,9 assistências por jogo.
31/08 – vs Brasil
01/09 – vs República Dominicana
02/09 – vs Cuba
03/09 – vs Venezuela
Nando De Colo – França
A seleção francesa tem quatro jogadores que atuam na NBA. E é justamente De Colo quem completa o quinteto titular. Selecionado pelo Spurs na 53ª escolha do Draft de 2009, o combo guard francês é, na minha opinião, dentre aqueles que jogam na Europa, o prospecto da franquia texana mais pronto para vestir a camisa da equipe. Poderia ser uma boa opção após a saída de George Hill. O jogador já tem experiência internacional – disputou o Mundial de 2010, anotando médias de 8,8 pontos e 2,2 assistências por jogo.
31/08 – vs Letônia
01/09 – vs Israel
02/09 – vs Alemanha
04/09 – vs Itália
05/09 – vs Sérvia
Davis Bertans – Letônia
Uma das principais apostas para o futuro do Spurs, o ala de 18 anos foi selecionado pela franquia texana na 42ª escolha do Draft deste ano. Nesta offseason, Bertans se transferiu para o Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia, equipe em que deve passar as próximas temporadas, amadurecendo seu jogo para, quem sabe, um dia chegar à NBA. O ala ganhou uma chance na equipe principal após boa campanha no Mundial Sub-19: em oito jogos, apresentou médias de 15,2 pontos (36,7% FG, 26,7% 3 PT, 75% FT) e 6,4 rebotes em 31,1 minutos por exibição. Foi um dos últimos do elenco a garantir vaga, e deve ganhar pouco tempo de quadra em um time que, de cara, enfrentará equipes mais fortes.
31/08 – vs França
01/09 – vs Sérvia
02/09 – vs Itália
04/09 – vs Israel
05/09 – vs Alemanha
3) Os esquecidos
Erazem Lorbek – Eslovênia
Selecionado na 46ª escolha do Draft de 2005 pelo Indiana Pacers, Lorbek nunca foi trazido para a NBA. Porém, na última offseason, o ala-pivô foi trocado para o Spurs, e as duas partes demonstraram interesse em um acordo. Porém, o jogador vai ficar na Europa por pelo menos mais uma temporada. Jogador do Barcelona, Lorbek foi um dos principais nomes da Eslovênia no Eurobasket de 2009, quando apresentou médias de 16,4 pontos e 7,4 rebotes por jogo. Seu time, que traz o estilo forte e coletivo do leste europeu, pode sonhar com um bom resultado neste ano, já que não está em um grupo tão difícil.
31/08 – vs Bulgária
01/09 – vs Bélgica
03/09 – vs Georgia
04/09 – vs Ucrânia
05/09 – vs Rússia
Viktor Sanikidze – Georgia
Especialista em rebotes, enterradas e defesa, Sanikidze foi selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004, e em seguida trocado para o Spurs. Porém, o jogador, que pode atuar nas posições 3 e 4, nunca foi trazido para a franquia texana. O ala tem um histórico de sucesso atuando pela seleção da Georgia – no Eurobasket de 2009, apresentou médias de 12,6 pontos e 9,4 rebotes por exibição. Deve mais uma vez ser protaginista de seu time, que não passa de um azarão neste torneio.
31/08 – vs Bélgica
01/09 – vs Rússia
03/09 – vs Eslovênia
04/09 – vs Ucrânia
05/09 – vs Bulgária
Robertas Javtokas – Lituânia
Capitão da equipe, Javtokas é a alma da equipe da Lituânia. Aos 31 anos de idade, o pivô tem como ponto forte a liderança, principalmente na defesa, sua especialidade. Tanto que, no último Mundial, ele foi responsável pela marcação individual que limitou Luis Scola a 13 pontos nas quartas de final. Para ser ter uma ideia, o argentino terminou o torneio com média de 27,7 pontos por partida. Escolhido pelo Spurs na 55ª posição no Draft de 2001, o big man nunca foi contratado, mas a franquia manteve os direitos sobre ele. Em relação ao Tubarão – apelido de Javtokas na Europa – o que será que R.C. Buford planeja?
31/08 – vs Grã-Bretanha
01/09 – vs Polônia
02/09 – vs Turquia
04/09 – vs Espanha
05/09 – vs Portugal
Cards e um pouco de história
Para quem não sabe, me formei em jornalismo no fim do ano passado. Desde então, trabalho na Mob36, uma agência de produção de conteúdo. Entre outros trabalhos, somos responsáveis pela página de automobilismo do iG – projeto em que estou inserido desde que consegui meu diploma. Um dos donos da empresa, Mauricio Teixeira está prestes a virar pai e dar um novo passo em sua vida pessoal. Por isso, está abrindo mão de alguns pertences – entre eles, uma coleção de 120 cards da NBA, recebida por o blogueiro que escreve esta coluna. As cartas são todas da década de 1990.
Por isso, resolvi usar este espaço de hoje para fazer uma brincadeira. Entre os cards que recebi, oito são do San Antonio Spurs, todos da temporada 1989/1990 – a primeira de David Robinson na equipe texana. Por isso, hoje teremos um pouco de história aqui na coluna: vou usar as cartas para ajudar a contar a trajetória do time nesta campanha.
Naquela tempotada, o Spurs, comandado por Larry Brown, chegou às semifinais da Conferência Oeste apenas pela terceira vez em sua história. Na temporada regular, a equipe terminou com o recorde de 56-26, terceiro melhor de toda a NBA – só ficou atrás de Los Angeles Lakers (63-19) e Detroit Pistons (59-23). Nos playoffs, no entanto, a equipe não foi páreo para o Portland TrailBlazers de Clyde Drexler e Drazen Petrovic, que acabou vencendo a série por 4 a 3.
Vamos então ver os cards de alguns jogadores que fizeram parte daquela campanha:
David Robinson
Não é preciso dizer que o pivô causou impacto imediato no Spurs. O Almirante, que até hoje é um dos maiores ídolos da franquia, disputou todos os 82 jogos de sua primeira temporada na NBA – 81 deles como titular – e terminou-a com médias de 24,3 pontos (53,1% FG, 73,2% FT), 12 rebotes, 3,9 tocos, duas assistências e 1,7 roubadas de bola em 36,6 minutos por exibição. Não à toa, foi eleito o novato do ano, e ainda participou do All-Star Game daquela temporada, deixando a quadra com expressivos 15 pontos (58,3% FG, 50% FT) e dez rebotes em 25 minutos. Nos playoffs, seus números foram quase iguais aos da regular: em dez jogos, apresentou médias de 24,3 pontos (53,3% FG, 67,7% FT), 12 rebotes e 2,3 assistências em 37,5 minutos por jogo. Acima, você pôde ver dois cards de Robinson, das coleções Sky Box e NBA Hoops.
Terry Cummings
Companheiro de David Robinson no garrafão, o ala-pivô foi, talvez, o segundo jogador mais importante daquela campanha. Prova disso são seus números: Cummings disputou 81 jogos na temporada – 78 como titular – e anotou, em média, 22,4 pontos (47,5% FG, 32,2% 3 PT, 78% FT), 8,4 rebotes, 2,7 assistências e 1,4 roubadas de bola em 34,8 minutos por exibição. Nos playoffs, se tornou ainda mais importante e, após jogar as dez partidas da equipe, apresentou médias de 24,9 pontos (52,8% FG, 20% 3 PT, 80,8% FT), 9,4 rebotes e 2,2 assistências em 37,5 minutos por jogo. A carta acima é da coleção Sky Box.
Sean Elliott
Assim como Robinson, Elliot era novato na temporada 1989/1990 – e, assim como o pivô, teria papel importantíssimo na história do Spurs. Porém, ao contrário do big man, Elliot não causou impacto imediato no time. O fato dele ter jogado como titular apenas 69 das 81 partidas em que autou é prova disso. Na temporada regular, o swingman apresentou médias de dez pontos (48,1% FG, 11,1% 3 PT, 86,6% FT), 3,7 rebotes e 1,9 assistências por exibição. Nos playoffs, disputou as dez partidas da equipe e seus números subiram um pouco: 12,7 pontos (55,2% FG, 72,4% FT), 4,1 rebotes e 1,8 assistências em 29,1 minutos por exibição. O card dele é da coleção Sky Box.
Frank Brickowski
Durante a temporada 1989/1990, o ala-pivô era o principal reserva do Spurs para o garrafão. Disputou 78 jogos da temporada regular – 12 deles como titular – e apresentou médias de 6,6 pontos (54,5% FG, 67,4% FT), 4,2 rebotes e 1,3 assistências em 18,4 minutos por exibição. Nos playoffs, veio do banco nas dez partidas feitas pela equipe texana, e anotou, em média, 7,9 pontos, 4,4 rebotes e 1,1 assistências em 16,1 minutos por jogo. Sua carta é da coleção Sky Box.
David Wingate
O jogador era reserva para as posições 2 e 3 do time texano. Wingate atuou em 78 partidas da equipe na temporada 1989/1990 – duas como titular – e apresentou médias de 6,8 pontos (44,8% FG, 77,7% FT), 2,7 assistências, 2,5 rebotes e 1,1 roubada de bola em 23,8 minutos por exibição. Nos playoffs, Wingate entrou em quadra em todas as dez partidas da equipe, e apresentou uma melhora em sua produção: anotou, em média, 9,1 pontos (51,9% FG, 66,7% 3 PT, 75% FT), 3,8 assistências e 3,7 rebotes em 29,3 minutos por exibição. Sua carta é da coleção NBA Hoops.
Caldwell Jones
Assim como Brickowski, o ala-pivô também era um reserva do garrafão do Spurs. Mas sua importância do elenco texano era menor – ele chegou em atuar em 72 jogos da equipe durante a temporada 1989/1990, mas em apenas dois como titular. Na regular, suas médias foram de 2,4 pontos (46,5% FG, 20% 3 PT, 70,4% FT) e 3,2 rebotes em 12,3 minutos por jogo. Disputou nove dos dez jogos do time nos playoffs, apresentando médias de 0,9 pontos e 1,4 rebotes em 7,3 minutos por partida. O card é da coleção NBA Hoops.
Uwe Blab
O pivô alemão estava na equipe texana somente para compor o elenco – como Steve Novak fez na última temporada. Entrou em quadra em somente sete partidas daquela campanha, anotando, em média, 2,1 pontos (54,5% FG, 50% FT) e 1,3 rebotes em 7,1 rebotes por exibição. Entrou em quadra em duas oportunidades nos playoffs, e apresentou médias de 1,5 pontos e um rebote em 2,5 minutos por exibição. Seu card é da coleção NBA Hoops.
Reconstruindo o Spurs – Pivôs
Termina hoje a série Reconstruindo o Spurs, especial de colunas Na Linha dos 3 feita para discutir possíveis movimentações e contratações que o San Antonio Spurs pode fazer quando o locaute terminar. Depois de falarmos das posições 1 e 2 e da ala, chegou a ver de analisar o ponto do elenco texano que mais me preocupa: o garrafão.
Na última temporada, o Spurs foi eliminado, principalmente, porque não encontrou resposta para Zach Randolph e Marc Gasol, dupla de garrafão titular do Memphis Grizzlies. Se não bastasse o estrago, Antonio McDyess, que terminou a última temporada como titular, deve se aposentar nesta temporada. Por isso, imagino que deve ser nesta função que a franquia deve gastar seus principais recursos – seja trazendo jogadores da Europa ou gastando a MLE (mid-level exception) em um reforço de peso.
Vamos então analisar as opções que o Spurs tem para melhorar sua situação no garrafão:
1) O elenco
Primeiramente, falarei dos jogadores que terminaram a temporada no elenco texano. Além do aposentado Dice, são mais cinco – sendo que, ao meu ver, apenas dois deles terminaram a temporada em alta. Confira os nomes a seguir:
Tim Duncan – The Big Fundamental não exibe mais a forma física do começo da carreira. Mesmo assim, sua técnica e seu posicionamento, adquiridos com o tempo, permitem que o lendário ala-pivô seja titular até o último segundo de sua carreira. Triste é saber que esse momento está chegando. Na última temporada, Duncan sofreu com lesões e foi poupado por Gregg Popovich em alguns jogos – teve média de 28,4 minutos por partida, a mais baixa de sua carreira. O camisa #21 tem mais um ano de contrato com a franquia, e tudo indica que essa pode ser sua última campanha antes de se aposentar.
Tiago Splitter – Apesar das lesões e da insistência de Pop em não usar muito seus novatos, o brasileiro fez uma temporada sólida. No decorrer dos playoffs, foi, aos poucos, ganhando alguns minutos na rotação da equipe – o que, volto a afirmar, é raro para jogadores que fazem seu primeiro campeonato pelo Spurs. Tirando Duncan, Splitter é o melhor defensor de garrafão do elenco texano, e, por isso – e com a aposentadoria de McDyess – pode até mesmo virar titular. Eu torço para isso.
DeJuan Blair – De todos os jogadores do elenco texano, Blair foi o que mais caiu durante a última temporada. Sem dúvidas o ala-pivô tem um bom jogo ofensivo e uma capacidade impressionante de pegar rebotes, principalmente se levarmos em conta sua altura. Ele tem potencial – mas não parece disposto a explorá-lo. Sua falta de dedicação na defesa e nos treinamentos deixou Pop insatisfeito, e, após começar a temporada como titular, Blair perdeu espaço para Dice, que assumiu seu lugar no quinteto titular, e até para Splitter como reserva imediato. Precisa mudar imediatamente sua postura e voltar a desenvolver seu basquete para recuperar sua importância na rotação.
Matt Bonner – Bom… quem me acompanha aqui no blog e no meu Twitter tem certeza de uma coisa: eu não gosto do Bonner. Até admiro sua dedicação, e o vejo como um bom arremessador, qualidade rara para jogadores de garrafão. A questão é que essa é sua única qualidade. Não acho que vale a pena manter um jogador em quadra só por isso, principalmente quando ele compromete em outros fundamentos importantíssimos, como rebote e defesa – principalmente se levarmos em conta que ele marca jogadores que atuam bem perto da cesta. Mas a má notícia é que terei de aturar o ala-pivô por um bom tempo: seu contrato vai até o fim da temporada 2013/2014 – é o segundo mais longo de todo o elenco, só perde para Tony Parker – e duvido que alguém o leve em uma troca.
Steve Novak – Contratado para compor elenco na última temporada, também é um bom arremessador, e até correspondeu bem quando a equipe precisou dele – principalmente na época da contusão de Duncan. Mas não vejo motivos para o jogador, que é free agent nesta offseason, continuar no elenco texano. Vale o mesmo que eu falei com Bonner – só arremessar bem, na minha opinião, não garante ninguém, especialmente no garrafão.
2) O Draft
Das quatro escolhas que o Spurs tinha no Draft deste ano, nenhuma foi usada em jogadores de garrafão – de maneira até surpreendente, na minha opinião. Porém, na troca que enviou George Hill para o Indiana Pacers – executada na noite do recrutamento de calouros – a equipe texana, entre outras coisas, ganhou os direitos de um ala-pivô esloveno. Conheça-o melhor a seguir:
Erazem Lorbek – Selecionado pelo Indiana Pacers na 42ª escolha do Draft de 2005, o esloveno foi trocado para o Spurs na noite do recrutamento de calouros dessa temporada. Após a transação, o big man foi elogiado por R.C. Buford, General Manager da franquia texana, que disse que planeja contar com seu basquete. Porém, isso não deve acontecer tão cedo, já que Lorbek renovou por uma temporada com o Regal F.C. Barcelona. Na última Euroliga, atuando pela equipe espanhola, o jogador disputou 20 partidas, e obteve médias de 8,4 pontos (47,15% FG, 37,1% 3 PT, 72,2% FT) e 3,6 rebotes por exibição. Quem quiser conhecê-lo melhor vai poder vê-lo em ação no Eurobasket, torneio de seleções classificatório para a Olimpíada de Londres, que começará a ser disputado no dia 31/08.
3) Na Europa
Para reforçar seu elenco, o Spurs pode recorrer a dois big men draftados pela franquia texana que jogam na Europa. Um é um jovem e promissor ala-pivô britânico, e o outro é um experiente pivô lituano. Veja quem são a seguir:
Ryan Richards – Depois de passar a última temporada inteira se recuperando de uma contusão no ombro, Richards voltou às quadras para a disputa da Divisão B do Europeu Sub-20, e se destacou na seleção britânica. Em sete partidas, apresentou médias de 22,3 pontos (46,7% FG, 37,9% 3 PT, 76,3% FT) e 8,1 rebotes em 28,1 minutos por jogo – desempenho que lhe rendeu uma convocação para a seleção principal. De todos os jogadores que o Spurs tem na Europa, o ala-pivô, na minha opinião, é aquele que está mais perto de integrar o elenco texano – talvez ao lado de Nando de Colo. Poderia chegar para exercer a função que Splitter teve na última temporada – um novato, que fica como quinta ou sexta opção para o garrafão enquanto desenvolve seu jogo. Potencial ele parece ter.
Robertas Javtokas – O pivô lituano foi selecionado pelo Spurs na 55ª escolha do Draft de 2001 – sabe-se lá porque, a franquia texana manteve os direitos sobre o big man até hoje. Na última temporada, o jogador – que já passou por Lituânia, Grécia e Rússia – atuou pelo Valência, da Espanha, onde recebeu o apelido de “tubarão”. Disputou 36 partidas na Liga ACB, e obteve médias de 7,8 pontos (59,6% FG, 53,5% FT) e 5,7 rebotes em 24,5 minutos por jogo. Nesta offseason, acertou a transferência para o BC Zalgiris, da Lituânia. Javtokas é conhecido na Europa por sua boa defesa – no último Mundial, foi o responsável pela marcação individual que limitou Luis Scola a 13 pontos nas quartas de final. Para ser ter uma ideia, o argentino terminou o torneio com média de 27,7 pontos por partida. Essa vocação defensiva poderia até render alguns minutinhos na rotação do Spurs…
4) No Mercado
Como disse no começo do texto, acredito ser no garrafão que o Spurs tem de gastar seus recursos nesta offseason. Vale lembrar que a franquia texana já está acima do teto salarial, e deve ter apenas a MLE para gastar – que girar em torno de US$ 5,5 milhões na próxima temporada. Entre reforços de peso ou jogadores para compor elenco, veja a seguir os Free Agents em que a equipe pode depositar este dinheiro:
David West – Grande pontuador e excelente na execução do pick-and-pop, West é, na minha opinião, um dos jogadores mais underrated de toda a NBA. Como o New Orleans Hornets vive problemas financeiros, não acredito que a equipe seja capaz de oferecer um salário muito grande para o ala-pivô, que pode acabar tentado por uma proposta de um time mais forte. Acho que West casaria bem com o estilo de armação de Tony Parker.
Glen Davis – Tudo bem que o ala-pivô não é exatamente o que o Spurs procura – a franquia texana precisa, principalmente, de jogadores que atuem na defesa, e Davis é mais um pontuador. Mas seu bom arremesso e sua ajuda nos rebotes seriam bem-vindos em um elenco que tem dificuldades nesta posição. Resta saber se ele toparia apenas a MLE.
Joel Przybilla – Não é a contratação dos sonhos dos torcedores texanos, mas pode quebrar um belo galho e ajudar Duncan e Splitter na defesa e nos rebotes – principalmente nos dias em que Pop resolver poupar o camisa #21. Resumindo, é um pivô decente – coisa rara hoje em dia. Como o Charlotte Bobcats está em processo de reconstrução, ele pode acabar sobrando, e seria uma boa contratação se topasse um salário pequeno.
Kenyon Martin – O ala-pivô já não é o mesmo jogador da época do Nets – principalmente ofensivamente, já que sente falta dos excelentes passes de Jason Kidd. Mas, na defesa, ainda é um carrapato, além de ser versátil e poder marcar até no perímetro – na última temporada, quando Duncan estava machucado, Martin passou todo o quarto quarto marcando Manu Ginobili. Essa capacidade defensiva seria fundamental no Spurs – ele poderia exercer a função que Dice fez na última temporada, um titular com foco na defesa, deixando o ataque a cargo de Parker, Manu e Duncan. Mas, para isso, deve topar uma drástica redução em relação ao seu último salário.
Leon Powe – Após viver seu auge no Cleveland Cavaliers, Powe sofreu com lesões e não conseguiu mais reencontrar seu bom basquete. Mas, sem dúvidas, é um jogador com algum potencial, e, caso não consiga trazer mais ninguém, o Spurs poderia estudar oferecer um contrato mínimo para o jogador, que, em forma, pode ser útil.
Nenê – Meu predileto dessa lista, o pivô brasileiro é, talvez, o Free Agent mais cobiçado desta offseason. Por isso, deve receber propostas mais tentadoras que a MLE que o Spurs tem a oferecer – o que não diminui minha esperança de contar com ele. Primeiro porque, no Denver, o jogador sempre declarou sua vontade de brigar pelo título, e sua chegada transformaria o time texano em um dos favoritos. Segundo porque quando o Spurs contratou Splitter, Nenê disse que estava com inveja do compatriota, que ia jogar em uma franquia modelo. Será que é tão impossível termos um garrafão verde e amarelo?
Samuel Dalembert – Sólido, o pivozão pode ajudar na defesa e nos rebotes, e não em muito mais do que isso. Ganhou uma fortuna na última temporada, mas não deve continuar no Sacramento Kings – principalmente porque a equipe deve querer abrir espaço para o jovem DeMarcus Cousins. Se aceitar uma redução drástica em relação ao seu último salário, pode ser útil no plantel texano.
Tyson Chandler – Fez uma temporada impecável pelo Dallas Mavericks, talvez a melhor de sua carreira. Foi o líder defensivo da marcação por zona 2-3 que o técnico Rick Carlisle implantou, e que foi um dos principais trunfos durante a campanha que levou nosso rival texano ao título. Por isso, é de se esperar que o bilionário Mark Cuban, dono do Mavs, pague um salário gordo para o pivô. Mas, para nós, não custa sonhar, não é?
Yi Jianlian – O chinês faz muitas coisas bem, mas nenhuma muito bem. Poderia ajudar, principalmente, por conta da sua altura e seu bom posicionamento nos rebotes. Como outros desta lista, não é a contratação dos sonhos dos torcedores do Spurs, mas, em todo o caso, pode acabar tendo uma função sólida no elenco texano – vale lembrar que a franquia tem histórico de sucesso para jogadores estrangeiros.
Reconstruindo o Spurs – Ala
Continua hoje a série Reconstruindo o Spurs, especial de colunas Na Linha dos 3 que faço sobre possíveis movimentações do San Antonio Spurs nesta offseason. Depois de falarmos sobre os armadores e ala-armadores na primeira parte, hoje chegou a vez de debatermos uma das principais fraquezas do elenco texano: a ala.
O titular da função, Richard Jefferson, não conseguiu render o esperado em San Antonio e é uma decepção para dez em cada dez torcedores da equipe local. Por isso, a posição deve ser uma prioridade para as contratações da equipe na offseason. O Spurs já começou a movimentar-se neste sentido: gastou duas de suas quatro escolhas de Draft em alas e apostou na contratação de jovens jogadores no fim da última temporada. Além disso, um rico mercado de Free Agents pode revelar opções interessantes, assim como um jogador “esquecido” na Europa. Vamos, então, analisar as possibilidades do time:
Leonard = esperança
1) O elenco
Começaremos falando sobre os jogadores que terminaram a temporada com o time texano. Além de Jefferson, dois jovens altetas brigam por uma vaga no plantel.
Richard Jefferson – Ainda acho que o #24 é um bom jogador. No mínimo, um jogador útil. A questão é que Jefferson não se encaixou no rígido esquema tático de Gregg Popovich, que exige um ala com boa defesa e com um arremesso preciso de longa distância – características ausentes no jogo do atleta. Por isso, o Spurs tentou trocá-lo antes do Draft, mas o contrato longo e caro de Jefferson – vai até o fim da temporada 2013/2014, quando o ala poderá ganhar US$ 11 milhões – certamente atrapalhou as negociações. Para a próxima temporada, o papel do jogador me parece incerto, já que sua concorrência é cada vez maior e a confiança nele é cada vez menor.
Danny Green – Depois de uma primeira passagem discreta pelo Spurs no começo da última temporada, Green, de 24 anos foi recontratado e ficou no elenco texano até a eliminação nos playoffs. Especialista em defesa, o ala tem as características necessárias para, ao menos, ser útil no esquema tático de Pop. Já tem contrato garantido até a metade do ano que vem e, desde a pré-temporada, será um dos muitos jovens jogadores do elenco brigando por minutos na rotação.
Da’Sean Butler – A principal incógnita do elenco do Spurs, Butler foi selecionado pelo Miami Heat na 42ª escolha do Draft de 2010, mas em seguida dispensado. O jogador não atuou durante toda a última temporada, já que ficou afastado das quadras se recuperando de uma contusão no joelho esquerdo. Por isso, temos como referência de seu jogo apenas sua carreira universitária, que foi ótima: recordista de vitórias da West Virginia Mountaineers, Butler disputou 38 partidas em sua última temporada, alcançando médias de 17,2 pontos (41,4% FG, 35,4% 3 PT, 78,9% FT), 6,2 rebotes, 3,1 assistências e uma roubada de bola em 35,8 minutos por jogo. De todo o elenco texano, é o atleta que considero mais prejudicado pelo cancelamento das Summer Leagues.
2) O Draft
Foi nesta posição que o Spurs depositou a maioria de suas fichas no último recrutamento de calouros. Das quatro escolhas que a equipe texana tinha, uma foi usada em um jogador que pode causar impacto imediato no elenco, e a outra em uma aposta para o futuro. Vamos à análise dos prospectos:
Kawhi Leonard – Selecionado pelo Indiana Pacers na 15ª escolha do último Draft, Leonard foi enviado para o Spurs em troca de George Hill. O ala, que pode até quebrar um galho como ala-pivô, tem na defesa e na envergadura seus pontos fortes, e é um excelente reboteiro. Na última temporada, sua segunda no basquete universitário, o jogador, atuando pela San Diego State University, apresentou médias de 15,5 pontos e 10,6 rebotes por exibição. Especialistas em Draft compararam seu estilo ao de Shawn Marion, Gerald Wallace e Luc Richard Mbah a Moute. Apesar de jovem, parece pronto para assumir uma fatia relevante de minutos na rotação do time de San Antonio.
Davis Bertans – Com apenas 18 anos, Bertans é uma aposta para o futuro do Spurs. O jogador foi selecionado, principalmente, por sua precisão nos arremessos de três pontos. O ala vai atuar pelo Union Olimpila Ljubljana, da Eslovênia, e recentemente apareceu internacionalmente ao ser o protagonista da seleção da Letônia que disputou o Mundial Sub-19 em casa – em oito jogos pela equipe nacional, o atleta, que atuou improvisado no garrafão, apresentou médias de 15,2 pontos (36,7% FG, 26,7% 3 PT, 75% FT) e 6,4 rebotes em 31,1 minutos por exibição. Quem quiser saber mais sobre Bertans, pode ler a excelente entrevista que o letão concedeu para nosso blogueiro Glauber da Rocha.
3) Na Europa
O Spurs ainda detém os direitos de um ala de 25 anos que a equipe texana adquiriu no Draft de 2004. Conheça um pouco mais sobre o jogador a seguir:
Viktor Sanikidze – Selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004, Sanikidze foi logo em seguida trocado para o Spurs. Desde então, o georgiano passou por França, Espanha e Estônia até chegar ao Virtus Bologna, clube italiano em que disputou a última temporada. No campeonato local, entrou em quadra em 26 oportunidades, alcançando médias de 7,7 pontos (52,7% FG, 36,2% 3 PT, 72,6% FT) e 6,8 rebotes em 22,1 minutos por exibição. Pode quebrar um galho como ala-pivô e é conhecido na Europa por sua boa defesa – por isso, poderia até cavar uma vaguinha para compor o elenco do Spurs.
4) No Mercado
A lista de alas que ficaram livres nesta offseason é, na minha opinião, a mais rica de todas as posições. Isso me faz sonhar – será que o Spurs não conseguiria atrair um reforço de peso com a MLE? Vamos, então, às opções mais interessantes:
Andrei Kirilenko – Sim, eu sei, AK47 ganhou uma fortuna no ano passado, e aceitar a MLE seria topar uma drástica redução no seu salário. Mas a verdade é que o russo acabou a última temporada desvalorizado, e pode reencontrar seu basquete no Spurs – franquia que tem histórico de sucesso para jogadores estrangeiros. Em troca, o ala poderia oferecer sua boa defesa e sua versatilidade, já que pode atuar também como ala-pivô.
Anthony Parker – É bem verdade que Parker é muito mais um ala-armador do que um ala. Mas o jogador tem as carcterísticas certas para atuar na posição 3 no esquema de Pop: defesa decente e um ótimo arremesso dos três pontos. Além disso, não é um atleta badalado e nem caro, o que o torna um alvo acessível.
Grant Hill – Que me desculpem os torcedores do Phoenix Suns, mas Hill é a cara do Spurs: bom defensor, bom arremessador, experiente e bom-moço. Tudo o que Gregg Popovich procura para a ala. Sei que o jogador já declarou que tem vontade de permanecer no Arizona, mas não o considero um alvo inacessível. Primeiro porque o Suns ainda não deixou clara sua vontade de contar com o atleta, segundo porque o próprio ala pode se sentir tentado se receber uma proposta de um time mais forte.
Shane Battier – Outro jogador que é a cara do Spurs. Parte do elenco do Memphis Grizzlies que eliminou a equipe texana nos últimos playoffs, Battier é especialista na defesa, tem um arremesso de três confiável, é experiente e está longe de ser um jogador-problema. Cairia como uma luva no time de Popovich.
Tayshaun Price – Sei que talvez seja sonhar demais – será que Prince aceitaria receber a MLE? Será que propostas mais tentadoras não vão aparecer? Mas a verdade é que, com a contratação do “Mr. D”, o Spurs subiria o nível de seu quinteto titular e, quem sabe, poderia brigar pelo título. Isso basta para convencer o ala?




Você precisa fazer login para comentar.