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Temporada nova, vida nova
Enquanto o locaute não deixa a temporada da NBA começar, no resto do mundo já foi dada a largada para muitos campeonatos nacionais de basquete. E a offseason marcou a mudança de ares de alguma das principais apostas para o futuro do San Antonio Spurs. Contando os jogadores adquiridos no último Draft, a equipe texana agora tem sete atletas atuando na Europa. E três começaram recentemente suas trajetórias em novas equipes.

Ryan Richards é uma das apostas internacionais do Spurs
Por enquanto, quem teve o começo mais impressionante foi Ryan Richards. É bem verdade que o ala-pivô, selecionado pelo Spurs na 49ª escolha do Draft de 2010, está atuando pelo Lugano Tigers, da Suíça, uma liga pouco competitiva. Mas, em seus dois primeiros jogos pela equipe, o jogador apresentou médias de 17 pontos (53,6% FG, 50% FT), 14 rebotes e um toco em 30 minutos por embate, ajudando a colocar seu time como um dos dois únicos invictos do campeonato local. Richards pode ter escolhido jogar em um campeonato mais fraco por ainda não estar em seu ritmo de jogo ideal – vale lembrar que ele passou toda a última temporada se recuperando de contusão no ombro e voltou a jogar apenas na offseason, quando disputou a Divisão B do Europeu-20 com a Grã-Bretanha e apresentou médias de 22,3 pontos (46,7% FG, 37,9% 3 PT, 76,3% FT) e 8,1 rebotes em 28,1 minutos por exibição.
O jovem Davis Bertans, por outro lado, subiu um degrau e se transferiu para uma liga mais forte. Aos 18 anos, o ala, selecionado pelo Spurs na 42ª escolha do Draft deste ano, mudou-se do BK Barons Riga, da Letônia – seu país natal – para o Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia, equipe em que o ala do Spurs Danny Green foi jogar durante o locaute. Nas primeiras partidas por sua nova equipe, Bertans foi tratado com cuidado, atuando pouquíssimos minutos. Vale lembrar que, assim como Richards, o ala também vem de uma offseason movimentada. Primeiramente, o jogador defendeu a Letônia no Mundial Sub-19, anotando médias de 15,2 pontos (36,7% FG, 26,7% 3 PT, 75% FT) e 6,4 rebotes em 31,1 minutos por exibição. Depois, foi chamado pela seleção principal para a disputa do Eurobasket-2011 e apresentou médias de 5,6 pontos (37% FG, 17,6% 3 PT, 55,6% FT) e dois rebotes em 12,6 minutos por embate na competição.
Quem deu o maior salto de qualidade, no entanto, foi Adam Hanga. Selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft deste ano, o ala-armador deixou o Albacomp-UPC Szekesfehervar, da Hungria, seu país natal, para jogar a Liga ACB pelo Assignia Manresa. Em suas duas primeiras partidas no campeonato espanhol, o jogador de 22 anos apresentou médias de 10,5 pontos (42,1% FG, 13% 3 PT, 67,8% FT), três rebotes e 2,5 assistências em 22 minutos por exibição. Hanga parece ser um jogador que tem o atleticismo como ponto forte. Veja abaixo um vídeo com os melhores momentos da estreia do ala, postado pelo Project Spurs, site especializado na equipe texana.
Lembrando que, assim como Bertans, Hanga também disputou do Eurobasket-2011. Pela Hungria, apresentou médias de 13,8 pontos (46,2% FG, 33,3% 3 PT, 58,8% FT), 5,3 rebotes e 3,2 assistências em 29,1 minutos por exibição.
A Espanha também é a casa de Nando De Colo, que começou sua terceira temporada pelo Valencia. Em seus primeiros dois jogos, o combo guard de 24 anos, selecionado pelo Spurs na 53ª escolha do Draft de 2009, apresentou médias de 6,5 pontos (21,4% FG, 14% 3 PT, 100% FT) e duas assistências em 17 minutos por exibição. Jogando pela França, De Colo apresentou médias de 6,5 pontos (47,4% FG, 27,8% 3 PT, 100% FT) e 2,1 rebotes em 18,2 minutos por partida no Eurobasket-2011.
Quem também permaneceu na Espanha foi Erazem Lorbek, que acaba de começar sua terceira temporada pelo Barcelona. Em suas duas primeiras partidas na Liga ACB, o ala-pivô de 27 anos, adquirido na troca que enviou George Hill para o Indiana Pacers, apresentou médias de 14,5 pontos (48% FG, 30% 3 PT, 100% FT), quatro rebotes e 2,5 assistências em 27 minutos por exibição. Lorbek foi outro que disputou o Eurobasket-2011, anotando médias de 11,1 pontos (39% FG, 30,6% 3 PT, 67,9% FT) e cinco rebotes em 27,2 minutos por embate.
A temporada já começou também para outros dois draftados pelo Spurs. Viktor Sanikidze está no Virtus Bologna, da Itália, e Robertas Javtokas atua no BC Zalgiris, da Lituânia. Os dois, no entanto, parecem estar fora dos planos do Spurs.
Enquanto isso, na Europa…
Na última terça-feira (4), donos de franquias e jogadores da NBA se encontraram em Nova York para tentarem um acordo que colocaria fim ao locaute. Infelizmente, as negociações não fora concluídas, toda a pré-temporada foi cancelada e as duas primeiras semanas da temporada regular correm o mesmo risco. Com a indefinição, os atletas estão dando um jeito para manter a forma durante a paralisação. No San Antonio Spurs, não é diferente: Tim Duncan, Tiago Splitter, Kawhi Leonard e Cory Joseph estão treinando juntos na cidade texana. Mas também existem aqueles que escolheram um outro caminho durante a greve: ir jogar profissionalmente na Europa.

Mas ele vai voltar... acho
A lista é encabeçada por Tony Parker. O armador acertou para jogar no ASVEL, equipe que tem o jogador francês como acionista. Por isso, o atleta topou uma redução drástica no seu salário para atuar por seu time: vai receber apenas 1.500 euros (aproximadamente R$ 3.800,00) por mês enquanto estiver na França. É o salário mínimo da liga local. Para se ter uma ideia, Parker ganhará mais de um milhão de dólares por mês do Spurs na próxima temporada – se ela acontecer, é claro. A estreia do armador pelo ASVEL está prevista para sexta-feira (14), diante do Paris Levallois.
Mas também existem aqueles que já estão em atividade na Europa. Assim que o locaute foi instalado, DeJuan Blair acertou sua transferência para o BC Krasnye Krylya Samara, da Rússia. E não vem fazendo feio por sua nova equipe: nas três primeiras partidas, o ala-pivô apresentou médias de 22,3 pontos (65,2% FG, 70% FT) e dez rebotes em aproximadamente 25 minutos por exibição.
É importante para Blair se manter em atividade. Primeiramente porque ele é, ao lado de James Anderson, aquele que mais aparenta ter problemas com peso no elenco do Spurs. Segundo porque ele foi o jogador que mais terminou a última temporada em baixa em relação ao que pode fazer, e precisa trabalhar seu jogo para dar a volta por cima e voltar a conseguir uma fatia relevante de minutos na equipe texana. Potencial para isso ele tem. Hoje, o jogo ofensivo de Blair é baseado na força e no posicionamento. Se ele conseguir aprender algo da técnica e do arremesso de média distância característicos dos pivôs europeus, pode se tornar um jogador melhor. Além disso, o ala-pivô tem como defeito claro sua defesa, o que eu espero que seja aprimorado durante sua passagem pela Rússia.
Quem também se aventurou no velho continente foi Danny Green. O ala acertou para jogar pelo KK Union Olimpija, da Eslovênia. Acaba de disputar seu primeiro jogo, diante do Krka, e anotou 19 pontos e cinco assistências na vitória por 80 a 72 de seu time. A equipe é a mesma que recentemente anunciou a contratação de Davis Bertans, selecionado pelo Spurs no Draft deste ano.
Green será um dos jogadores jogadores que, ao lado de Kawhi Leonard, James Anderson e Da’Sean Butler, disputará minutos na rotação do Spurs na reserva das posições 2 e 3. E o ala sai na frente por dois motivos: por estar em atividade durante o locaute e por ter sido acionado por Gregg Popovich nos últimos playoffs. Green é especialista em defesa, o que pode fazer com que ele renda melhor do que Richard Jefferson na posição 3 da equipe texana, mesmo sendo tecnicamente mais limitado. Resta saber quais serão os planos de Pop para ele.
Locaute: Chance para expandirmos os horizontes
Pois é amigos… o que desde cedo parecida inevitável aconteceu: o locaute oficialmente atrapalhou a temporada 2011/2012 da NBA. A liga anunciou o adiamento dos campos de treinamento e o cancelamento dos jogos de pré-temporada que aconteceriam entre 9 e 15 de outubro – neste período, o San Antonio Spurs jogaria duas vezes contra o Sacramento Kings e uma contra o New Orleans Hornets. Parece que o problema não terá uma solução tão cedo. E nessa história, como ficam nós, fãs da liga americana de basquete?

Sem NBA, que tal o NBB?
Para mim, a princípio, me parece uma boa oportunidade para expandirmos nossos horizontes no esporte. Recentemente, a Copa América e o Eurobasket mostraram que há, sim, basquete de altíssimo nível fora dos Estados Unidos. Jogadores como Bo McCalebb e Jack Martínez provaram que existe vida inteligente fora da NBA. Quem sabe essa não seja uma boa oportunidade para nos identificarmos com novos jogadores e, em seguida, passarmos a acompanhar novos times e ligas? Foi assim que eu passei a seguir o Spurs mais de perto, depois de me encantar com as exibições de Manu Ginobili durante a Olimpíada de Atenas-2004.
Outro exemplo de bom jogador que atua fora da NBA é Rafael Hettsheimer, o novo herói nacional. Isso porque o basquete brasileiro vive um grande momento, sem dúvidas o melhor desde que comecei a acompanhar a modalidade. E, para nossa alegria, teremos a sorte de acompanhar a Seleção Brasileira em breve novamente. Rubén Magnano anunciou nesta semana os convocados para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011 e sete atletas que fizeram parte da histórica campanha do Brasil na Copa América estão na lista. Os jogos de basquete acontecerão entre 26 e 30 de outubro e, por isso, Hettsheimer não poderá estar presente, já que os campeonatos na Europa já estarão em andamento. Mas Tiago Splitter está entre os convocados e, se o locaute durar até lá, deverá ser presença certa nas quadras mexicanas.
Por falar nisso, essa parece ser uma boa oportunidade para nos aproximarmos do basquete doméstico. É verdade que o NBB ainda dá seus primeiros passos em termos de qualidade, mas passos que parecem ser largos. Nomes cada vez mais importantes estão sendo contratados pelas equipes brasileiras – vale lembrar que, dos 12 jogadores que garantiram a classificação da Seleção para a Olimpíada de Londres-2012, sete começarão a temporada no país: Nezinho, Alex e Guilherme Giovannoni, do Brasília; Vitor Benite, do Limeira; Marquinhos, do Pinheiros; e Marcelinho Machado e Caio Torres, do Flamengo. O rubro-negro carioca conta ainda com Federico Kammerichs, que foi titular da Argentina enquanto Andres Nocioni esteve indisponível na Copa América.
A primeira boa oportunidade para vermos as equipes da casa em ação será a Liga Sul-Americana. O grupo A da competição será disputado no EC Pinheiros, em São Paulo – é o único que terá jogos no Brasil. Além do time paulistano, Arrieros de Medelin (COL), Biguá (URU) e Obras Sanitárias (ARG) estão no grupo. Será um bom teste para a experiência que Marquinhos adquiriu em Mar del Plata.
Nenê com a camisa do Brasil? Splitter no NBB? Hum….
Já faz uma semana que nós, brasileiros fãs de basquete, somos olímpicos. Há exatos sete dias, o Brasil vencia a República Dominicana e garantia vaga nos Jogos de Londres-2012. A seleção de Rubén Magnano causou uma euforia no país que há muito, mas muito tempo o basquete não causava. Euforia, claro, que me contagiou. Mas agora, longe deste sentimento, me sinto mais à vontade para comentar duas dúvidas que surgiram após a classificação histórica. Leandrinho e Nenê devem ser convocados para a Olimpíada? Tiago Splitter deve vir jogar no NBB?
As duas perguntas me parecem de difícil resposta. Vamos então à primeira: seria justo convocar os três jogadores da NBA que não participaram da Copa América para a Olimpíada, tirando a vaga de quem garantiu a histórica classificação para a seleção? A princípio, me parece errado generalizar o trio. Anderson Varejão estava machucado, e mesmo assim se apresentou a Magnano. Leandrinho pediu uma dispensa nebulosa, alegando lesão, mas quase sempre se mostrou disponível quando foi convocado. Nenê, este sim, é presença rara na equipe nacional. Me lembro de vê-lo jogando apenas um torneio pela seleção, na nada ruim cidade de Las Vegas…
Isto posto, penso, a princípio, que o ideal seria chamar os três. Uma equipe tende a ser mais forte quando tem seus melhores jogadores à disposição. De fora, penso que não chamá-los seria punir a seleção, e não os atletas. Mas de fora é fácil falar. Até que ponto a convocação poderia quebrar a coesão do grupo, o sentimento de equipe, tão importantes na conquista da vaga? Pode parecer uma besteira na primeira impressão, mas o penteado moicano de todos na final foi uma prova pública de união.
Pelo que pôde-se sentir nas declarações dos jogadores após a classificação, Leandrinho e Varejão são presenaças bem-vindas. Nenê, nem tanto. A fala de Alex mostrou bem isso. Deste modo, tomaria minha decisão somente após uma conversa reservada com cada um dos líderes da seleção – além do ala-armador, Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni e Tiago Splitter teriam o direito de opinar. Definiria minha lista olímpica só após esses cinco bate-papos. Bate-papos que só Magnano poderá ter – a nós, caberá respeitar a decisão do argentino, que até agora faz um trabalho praticamente irretocável à frente do Brasil.
Por falar em Splitter, o que dizer de seu desempenho na Copa América? Acho que todos acreditam que foi abaixo do esperado. Mas acontece! O pivô do San Antonio Spurs encarou adversários de respeito, principalmente nos garrafões dominicano e argentino. Além disso, vale lembrar que ele voltou a sofrer com contusões em sua preparação e não chegou a Mar del Plata no mesmo nível físico de seus companheiros.
Depois de ajudar a garantir a Seleção na Olimpíada, Splitter passou a ser protagonista de rumores que tratam de sua vinda para o NBB. Brasília, Flamengo e Pinheiros aparecem como candidatos. E a pergunta que fica é: seria bom para o pivô jogar na liga brasileira enquanto o locaute não acabar?
A minha opinião é: depende do tempo que a paralização durar. Durante os próximos meses, as equipes brasileiras vão jogar importantes competições, como a Liga Sul-Americana. Neste período, a NBA, no máximo, na pré-temporada ou nos primeiros jogos na regular – mas, pelo andar da carroagem, duvido que o locaute acabe a tempo. Mas e depois? E se o locaute durar até janeiro, fevereiro? Valerá a pena para Splitter jogar em um campeonato em que ele será o principal pivô? É verdade, ele enfrentará garrafões de respeito, como o do Flamengo, formado por Kammerichs e Caio Torres. Mas, em uma fase em que sua carreira ainda está se desenvolvendo, talvez valeria mais a pena para Splitter ir atuar na Espanha, em um nível maior.
Novidade no WordPress
Nessa semana, o painel do WordPress – tela de controle do site, que só pode ser acessada por nós, blogueiros – apresentou uma novidade. Agora, é possível ver quem fez mais comentários na página. Pois bem: desde fevereiro de 2008, primeiro mês da história deste blog, nossos leitores mais fiéis nesse sentido são Henrique, Bruno e K-delmondes, cada um com mais de 80 comentários. Valeu, galera!
Fazer história sim, mas ainda falta muita coisa!
Hoje pode ser o dia em que a Seleção Brasileira masculina de basquete fará história. Às 19h (de Brasília), em Mar del Plata (ARG), a equipe precisa ganhar da República Dominicana para garantir vaga para os Jogos de Londres-2012. O time não se classifica para uma Olimpíada desde Atlanta-1996. Desde então, essa é, talvez, a melhor oportunidade para que isso aconteça. É verdade que os dominicanos foram os únicos que derrotaram os brasileiros na Copa América, mas em uma fase em que o Brasil não tinha se acertado. Hoje, a Seleção é favorita. Mas se engana quem pensa que a vaga significa a salvação para o basquete nacional.

"Faça sua festa, torcedor brasileiro" (BUENO, Galvão)
Em Mar del Plata, o Brasil pode fazer história, de fato. Mas a salvação do basquete brasileiro ainda caminha a passos curtos. Hoje, podemos dizer que temos algumas boas notícias. Rubén Magnano, talvez um dos melhores técnicos do mundo, topou treinar uma seleção mediana. O treinador “encontrou” na Espanha alguns jogadores que não vinham sendo convocados, como o pivô Rafael Hettsheimer, destaque da vitória sobre a Argentina, o jovem ala-pivô Augusto Lima, que parece ter um bom futuro pela frente, a também jovem promessa Rafael Luz, armador que chegou a pensar em se naturalizar espanhol, e o também pivô Caio Torres, útil na composição do elenco. Além disso, protagonistas como Marcelinho Huertas e Tiago Splitter estão em fase de crescimento em suas carreiras. Mas isso são apenas boas notícias para a seleção masculina. Boas notícias são bem vindas, mas o basquete nacional é maior do que isso.
O Novo Basquete Brasil me parece que também dá passos no caminho certo. Aproveitando-se da forte economia brasileira em relação aos seus vizinhos, os times do campeonato conseguem contratar cada vez mais talentos latino-americanos, que se juntam a jogadores deSeleção Brasileira, como Alex, Marquinhos e Guilherme Giovannoni, todos titulares. O nível técnico é cada vez maior, mas gostaria de ver também uma mudança na filosofia. Acredito que a maioria dos times nacionais adote um estilo ultrapassado, que contrasta com aquele imposto por Magnano na equipe brasileira. Por isso, acredito que é necessário uma mudança neste sentido – a curto prazo, alguns estão apostando na contratação de treinadores estrangeiros, mas o correto seria que os técnicos passassem por uma renovação e que novos nomes surgissem no cenário nacional.
Por falar em renovação, não podemos esquecer das categorias de base. É bem verdade que a seleção sub-19, que tinha como protagonistas Raulzinho e Lucas Bebê, mobilizou o país durante o Mundial da categoria de maneira que eu nunca vi uma equipe de base de um esporte qualquer que não fosse o futebol fazer. Boa notícia, é claro. Mas precisamos nos assegurar de que esses jovens continuarão se desenvolvendo. Aonde vão jogar agora? O que fazer para que possam ser aproveitados na seleção principal?
E, claro, não podemos esquecer do basquete feminino. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) se escondia atrás dos resultados que Janeth e companhia alcançavam na era Grego, o que amenizava um pouco o fracasso no masculino. Não podemos deixar que isso se repita agora, mas de maneira inversa. Não podemos esquecer que as meninas do nosso basquete se preparam para o Pré-olímpico com uma equipe velha, com um técnico sem experiência entre as mulheres. Não podemos esquecer que as meninas do nosso basquete ainda não têm uma competição nacional de bom nível para disputarem.
Uma vitória do Brasil hoje será, sem dúvidas, motivo de muita festa. Mas não podemos deixar que o basquete nacional se esconda atrás deste resultado.
