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Artigo – A grande promessa francesa

O único novato do time esse ano, Ian Mahinmi, chegou sem muitos holofotes no time, mas o francês é apontado como umas das grandes promessas do futuro no Spurs.

Mahinmi impressionou pela primeira vez os olheiros internacionais no Campeonato Europeu Sub-18 em Zaragoza, Espanha. Entre esses olheiros estava Sam Presti, que trabalha para o San Antonio Spurs. Depois de jogar com a seleção francesa, ele assinou seu primeiro contrato com STB Le Havre, time francês, onde jogou três temporadas até 2005-2006, com médias de 7,6 pontos, 4,5 rebotes e 56,9% dos arremessos de quadra por jogo, em 18 minutos na quadra. Leia o resto deste post

Artigo – Tim Duncan, um divisor de águas.

Tim Duncan é considerado por muitos o maior jogador da história do San Antonio Spurs. E não é a toa; a partir de sua chegada ao Texas, Duncan levou o Spurs a uma escalada vitoriosa. Com sua eficiência e poder de decisão, Duncan levou a equipe a 4 títulos de campeão da NBA, foi eleito por 2 duas vezes MVP da liga e por 3 vezes foi escolhido MVP das finais.

Ao contrário do que muitos pensam Tim Duncan não nasceu nos Estados Unidos, e sim nas Ilhas Virgens, no distrito de St. Croix. Seu esporte era a natação, e o jovem Duncan treinava forte, chegando a nadar de 5.000 a 8.000 metros por dia, e aos 12 anos já quebrava recordes nas Ilhas Virgens. Tudo se encaminhava para que Duncan se tornasse um profissional de natação, mas um acontecimento trágico mudou o rumo de sua vida para sempre.

Em setembro de 1989, o furacão Hugo, o pior da história de St. Croix, devastou toda a região e destruiu a piscina onde ele treinava. Sem seu local de treino e sem competições para disputar, Duncan procurou outro esporte. Na sétima série, incentivado por amigos, abraçou o basquete. Mesmo tendo dificuldades, ele não desistiu, treinava forte e estava disposto a se aprimorar cada vez mais. Então outro acontecimento trágico marcaria sua vida.

Na véspera de seu aniversário de 14 anos, a mãe de Duncan faleceu, vítima de câncer de mama. Após o ocorrido, o jovem passou a se dedicar ainda mais ao basquete, abandonando de vez a natação. Começou a participar de competições locais até ser chamado para estudar na Universidade Wake Forest nos Estados Unidos, e rapidamente se tornou um dos principais jogadores do basquete universitário americano, e já em seu segundo ano na faculdade foi convido a entrar para o draft, mas prometera a sua mãe que terminaria os estudos, chegando à NBA apenas dois anos depois, após se formar. Em 1997 foi escolhido o melhor jogador da liga universitária e no mesmo ano foi a primeira escolha do draft, sendo selecionado pelo San Antonio Spurs e começando sua trajetória vitoriosa na NBA.

O San Antonio Spurs, antes da chegada de Tim Duncan, tinha como seu principal jogador o Almirante David Robinson, e sempre chegava aos playoffs, mas faltava um algo mais para que fossem campeões. Em 96/97 o Spurs teve uma temporada desastrosa, devido a lesões de seus principais jogadores como David Robinson e Sean Elliot, e conseguiu apenas 20 vitórias na temporada, ficando de fora dos playoffs pela primeira vez desde a temporada 88/89. A péssima temporada rendeu no draft seguinte a primeira escolha para a equipe de San Antonio, e esta primeira escolha foi Tim Duncan.

Já em seu primeiro ano como profissional Duncan causou impacto imediato e obteve médias de 21,1 pontos de 11,9 rebotes por partida, sendo escolhido o rookie of the year. Já em sua segunda temporada sagrou-se campeão da NBA e foi escolhido o MVP das finais com médias de 23,2 pontos e 11,5 rebotes por partida nos playoffs.

Tim Duncan sagrou-se campeão da NBA em quatro oportunidades, em 99, 03, 05 e 07 sendo MVP das finais por três vezes: em 99, 03 e 05. Foi escolhido como MVP da temporada regular em duas ocasiões, na temporada 01/02 e na temporada 02/03. Foi chamado para o All Star Game por dez vezes, sendo nove como titular; foi escolhido 10 vezes para o All-NBA Team, sendo nove nomeações para o primeiro time, e foi escolhido por 10 vezes para o All-Denfensive team, sendo sete nomeações para o primeiro time. Desde a chegada de Tim Duncan, o San Antonio Spurs jamais esteve ausente nos playoffs e Duncan esteve ausente apenas nos playoffs da temporada 99/00, devido a uma lesão que sofreu no final da temporada regular.

Médias na carreira (por partida):

Temporada Regular:

Pontos: 21,7

Rebotes: 11,9

Assistências: 3,2

Tocos: 2,4

FG: 50,9 %

Playoffs:

Pontos: 23,8

Rebotes: 12,5

Assistências: 3,5

Tocos: 2,8

FG: 50,7 %

All Star Game:

Pontos: 12,5

Rebotes: 11,4

Assistências: 2,5

Tocos: 0,7

FG: 58,3 %

Artigo – A expectativa verde e amarela

Na próxima temporada, mais um brasileiro estará no melhor basquete do mundo. Tiago Splitter chega a NBA cercado de expectativas da torcida brasileira. E não é para menos, seus excelentes resultados conquistados na Europa e o ótimo rendimento nas partidas enchem de esperanças o público brasileiro e em especial nós torcedores do Spurs.

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Artigo – Um outro olhar

Introdução

Um outro olhar sobre o Spurs. Um olhar menos fanático, de alguém que não torce para o time. Imparcialidade, com certeza absoluta. Esse será o papel inicial de Fabrício Fiestras no Spurs Brasil. Esperamos que vocês gostem. Um abraço,

Equipe Spurs Brasil

 

 

Seu time chega para jogar no AT&T, o que você pensa? É uma derrota quase garantida. Pelo menos nos últimos anos tem sido assim para praticamente todas equipes da NBA. Falo isso como conhecedor de causa, pois sou torcedor de um costumeiro freguês dos Spurs nos últimos anos. Aqui então vou mostrar um pouco do que muitos dos outros torcedores da liga, pensam sobre os Spurs.

É uma equipe que joga bonito? Não. É uma equipe que empolga quem não torce pra ela? Não. É uma equipe com jogadores carismáticos? Não. Mas a principal pergunta que devemos fazer é a seguinte: É uma equipe que ganha títulos, e muito difícil de ser batida nos playoffs? Com certeza.

Olhando para os principais jogadores do elenco, o que podemos falar sobre cada um? Um armador francês, Tony Parker, bem baixo para os padrões do basquete de hoje em dia, que vem jogando muito bem há anos. Suas infiltrações e sua velocidade são quase imarcáveis. Depois podemos falar de Manu Ginobili. Um verdadeiro monstro em quadra, um sujeito que é bastante odiado por torcidas rivais. Catimbeiro, mortal nas infiltrações, e cava faltas como ninguém, tornando-o insuportável. Um jogador de ponta. Na posição 3, um especialista na defesa, Bruce Bowen. Um cara que não sabe sequer bater para dentro em um garrafão adversário. Vive da defesa, e de alguns lances sujos de vez em quando, mas que é inegavelmente muito útil para os Spurs. Por motivos óbvios, odiado pelos torcedores rivais. No garrafão, um outro argentino, que aparece pouco, Oberto. Aparece pouco, joga um tempo menor, e completa os 5 titulares. Podemos dizer, jogador útil, mas facilmente substituido. O último titular a ser lembrado não poderia deixar de ser ele: Tim Duncan. Provavelmente o cara menos carismático e emotivo da liga. Sempre com a mesma expressão no rosto. Com seus arremessos chatos e precisos na tabelinha. Infálivel. A cada noite todo mundo sabe que ele vai colocar no boxscore os 20 pontos e 10 rebotes de sempre. Chega a irritar, como um cara que chama tão pouco a atenção pode ser tão importante para um equipe tão vencedora. Vindo do banco, vale lembrar do Michael Finley e seus arremessos de 3 pontos, e do Kurt Thomas, recém-contratado, com seu trabalho ali no garrafão.

Um time que não empolga, mas que podemos esperar mais uma vez chegar bem longe nos playoffs desse ano. San Antonio Spurs, um time chato e muito competitivo, pelo menos na visão dos rivais.

por Fabrício Fiestras

Artigo – A mística do All Star Game (e sua comprovação estatística)

All Star Game, evento realizado pela NBA todos os anos, geralmente em fevereiro, quando a temporada regular atinge seu ápice. E, pelos números, nós torcedores do Spurs poderíamos pedir para a Liga que sempre que o time estivesse mal fosse feito um Jogo das Estrelas. Sim, pois o time texano parece contar com algum tipo de mística no período pós All Star. Claro que nem sempre foi assim, mas no século XXI, pelo menos, podemos dizer que o All Star Game tem colaborado, e muito, com a campanha de nosso time.

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