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Aprendizagem

Há um tempo atrás, neste blog existia uma coluna chamada “De Olho Neles”, que tratava de assuntos relacionados a jogadores que tinham vínculos com a franquia texana, mas que atuavam fora da NBA. Tiago Splitter era o jogador mais acionado nestas postagens.

Atualmente o brasileiro está em sua primeira temporada pela Liga Americana de Basquete, na qual chegou com moral de MVP e campeão da Liga Espanhola. Mas na NBA as coisas são diferentes: outras regras, dimensões de quadra diferentes, maior contato físico, entre outras peculiaridades.

Splitter teve a felicidade de cair em uma franquia que não é fanática por títulos e tem a meu ver o melhor técnico de toda a liga, que tem um esquema tático rigoroso e consegue fazer verdadeiros milagres com poucas peças.

Mas o que venho realmente tratar neste post não é sobre Splitter somente, mais também sobre Tim Duncan. Todos devem estar pensando: “todo mundo já conhece a capacidade do ala-pivô”. Exatamente, é essa capacidade incrível que Duncan tem de jogar fácil, simples e de maneira efetiva que venho enfatizar. A idade avançada de “The Big Fundamental” faz com que cada vez mais torcedores como eu pensem em um substituto para ele. Mas não há substituto, não há em toda NBA um ala com as características tanto ofensivas como defensivas de Duncan – Kevin Garnett, a meu ver, é o atleta que mais se aproxime.

Futuramente, a dupla de garrafão da equipe texana será formada por Tiago Splitter e DeJuan Blair. Ter um “professorzão” como Duncan jogando ao seu lado na quadra é com certeza a melhor coisa que poderia acontecer para os novatos e segundanistas acima citados, e também para a franquia que tem dois talentos sendo lapidados por um ótimo joalheiro.

Duncan tem em seu currículo 1° escolha de draft, calouro do ano, 3 MVP das finais e 2 prêmios de MVP da temporada regular em anos seguidos (2001/ 2002 – 2002/2003). A experiência que pode ser absorvida pelos novatos pode ser essencial para o sucesso em suas carreiras na NBA.

Acredito que o futuro da franquia está muito bem encaminhado, o planejamento da comissão técnica em relação à aposentadoria de Duncan e os futuros substitutos está quase perfeita, resta a expectativa em relação à nova dupla de promissores.

Formando um quarteto?

Nesta offseason muita coisa aconteceu em San Antonio. Muita gente saiu, muita gente chegou, mas o que realmente vem fazendo a diferença nesta temporada foram os que ficaram. Antes do fim da temporada, a comissão técnica da franquia texana não perdeu tempo e estendeu o contrato do ídolo argentino Manu Ginobili por mais três anos. Com isso, o Big–Three continuou intacto pelo menos para essa temporada.

O Big-Three está virando Big-Four (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Outro envolvido em vários rumores foi o armador Tony Parker. O armador, que está na equipe desde a temporada 2002/2003, foi cobiçado por times como o New York Knicks, entre outros. Mesmo com o assédio das outras franquias, o armador resolveu seguir os passos do argentino e também fez uma extensão de seu contrato.

Mas o que venho a salientar neste post é outro jogador, Richard Jefferson para ser mais incisivo. Trocado a preço de ouro na temporada passada, o ala veio como a promessa de um dos principais pontuadores para a equipe, o que não ocorreu na temporada passada.

Rumores de que a franquia texana o envolveria em trocas para poder aumentar o seu Mid-Level Exception ou até mesmo visando um substituto para o incansável Bruce Bowen estouraram na mídia americana especializada, mas a decisão da franquia foi completamente diferente. O jogador saiu de seu contrato com duração de um ano que lhe renderia aproximados 15 milhões de dólares para entrar em um contrato com um vinculo mais longo, porém com um montante menor por ano.

Se na primeira temporada Jefferson deixou a desejar, neste inicio de temporada ele enche os olhos dos torcedores da franquia, até mesmos aqueles mais incrédulos que não acreditavam em seu potencial. Suas medias nesta temporada são de 18,6 pontos por jogo, superando a melhor de sua carreira que é de 17,1. Jefferson melhorou significativamente seu arremesso de média e longa distancia e se encaixou melhor ao esquema empregado pelo técnico Gregg Popovich, tem ajudado na marcação e dado aquele “gás” a equipe no ataque, isso graças ao seu físico privilegiado.

Richard Jefferson vem demonstrando cada vez mais identificação com o esquema tático e com a franquia, está cada vez mais próximo de ser o ala que chegou a duas finais de NBA consecutivas ao lado de Vince Carter e Jason Kidd. Esse melhor aproveitamento de Jefferson pode ser o que faltava para a equipe do Texas conseguir voltar mais uma vez à gloria máxima da NBA.

Uma coisa pode-se perceber, se o Big-Three formado por Duncan, Parker e Ginobili não virar um Big-Four com Jefferson, pelo menos até agora podemos crer que temos mais um jogador a que possam confiar aquela bola decisiva nos segundos finais das partidas.

Especial do Mundial – Grupo D

Por Flávio Catandi

O grupo D é o mais equilibrado do mundial. Conta com duas fortes equipes que devem ficar com as primeiras posições (Espanha e França), mas também com quatro seleções que irão brigar até o fim pelas duas vagas restantes.

Todos os jogos do grupo D serão disputados na cidade de Izmir.

Espanha

Posição no Ranking da FIBA: 3º lugar (759 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeã Europeia
Posição no Mundial 2006: 1º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 2º lugar
Principais títulos: Campeão Mundial (2006) e Campeão Europeu (2009)
Destaques: Juan Carlos Navarro, Marc Gasol e Rick Rubio
Desfalques: José Calderon e Pau Gasol
Técnico: Sergio Scariolo

Atual campeã européia e mundial, a Espanha vem com tudo para brigar pelo bicampeonato. Pau Gasol e José Calderon farão muita falta, principalmente Gasol, que foi eleito o melhor jogador do mundial de 2006 e do Eurobasket do ano passado. Mesmo com estes desfalques, a seleção espanhola ainda é fortíssima. Marc Gasol, irmão de Pau, pode exercer um bom papel no garrafão; não vai chegar a substituir o irmão à altura, mas também não fará feio.

A ausência de Calderon também será sentida por conta da experiência do armador do Raptors. Mas, para suprir sua ausência, a Espanha conta com uma dupla de ouro do Barcelona, semelhante a Xavi e Iniesta na equipe de futebol. Juan Carlos Navarro é o líder de sua equipe e da seleção, sendo, na ausência de Pau Gasol, o cestinha espanhol. O complemento da dupla de ouro fica a cargo de Ricky Rubio, que mostrou potencial na olimpíada de Pequim, e confirmou seu talento na Euroliga 2010, sendo fundamental para a conquista do Barcelona.

Durante a fase de preparação, os espanhóis mostraram um ótimo basquetebol, muito competente e coletivo. Dos nove amistosos disputados, perderam apenas um e somente por um ponto de diferença, para os EUA.

Os espanhóis vão tentar repetir o feito da Sérvia, que se sagrou bicampeã em 2002. Além disso, a Espanha pode ser apenas a terceira seleção a ganhar dois títulos consecutivos. A primeira delas foi o Brasil, campeão em 1959 e 1963.

Vivendo uma grande fase nos esportes: Rafael Nadal no tênis, Fernando Alonso na Fórmula 1 e a seleção campeã do mundo na África do Sul, a seleção de basquete da Espanha não vai querer ser a sem graça que não vai participar da festa.

França

Posição no Ranking da FIBA: 15º lugar (181 pontos)
Como chegou ao Mundial: 5º lugar no Europeu de 2009
Posição no Mundial 2006: 5º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Boris Diaw e Nicolas Batum
Desfalques: Antoine Diot, Joakim Noah, Mickael Pietrus, Rodrigue Beaubois, Ronny Turiaf e Tony Parker
Técnico: Vincent Collet

A seleção francesa não é a mesma que fez uma excelente campanha no mundial de 2006, terminando na quinta colocação. A equipe atual não conta com jogadores importantes como Ronny Turiaf e Tony Parker. Mesmo assim, o selecionado francês chega à Turquia com uma boa seleção, mesclando jogadores jovens com atletas experientes.

Na ausência de Parker, o papel de líder da equipe ficará a cargo de Nicolas Batum, jovem ala do Portland Trail Blazers, mas que com apenas 21 anos já sabe pontuar como um jogador veterano. A “escolta” de Batum na equipe fica por conta de Boris Diaw, experiente ala do Charlotte Bobcats, que deve dividir a função de cestinha da equipe com Batum.

A França terá a difícil missão de manter o excelente retrospecto no torneio. Mesmo com poucas participações (quatro), os franceses sempre avançaram pelo menos até as quartas-de-final. Em 1950 terminaram na sexta colocação, no campeonato seguinte no 4° lugar. Em 1963 conseguiram a quinta colocação. E em 2002, após ficar quase 40 anos sem participar da competição, terminaram em uma honrosa quinta colocação. Será que Boris Diaw e Nicolas Batum serão capazes de honrar o uniforme francês?

Lituânia

Posição no Ranking da FIBA: 6º lugar (382 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wildcard (Convidado)
Posição no Mundial 2006: 7º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 4º lugar
Principais Títulos: Campeã Europeia (1937, 1939 e 2003)
Destaque: Linas Kleiza
Desfalques: Darius Songaila, Darjus Lavrinovic, Kristof Lavrinovic, Marijonas Petravicius, Ramunas Siskauskas, Rimantas Kaukenas e Sarunas Jasikevicius.
Técnico: Kestutis Kemzura

A Lituânia vem para Turquia para não fazer feio frente à sua torcida, que é fanática e tem como esporte preferido o basquetebol. Aliás, talvez para agradar seus torcedores, os principais atletas lituanos não jogarão o mundial. Parece estranho, não? É porque o Eurobasket de 2011 será disputado na Lituânia, e nada melhor do que vencer em casa.

Sem contar com muitos jogadores importantes: gêmeos Lavrinovic, Jasikevicius, Siskauskas, Kaukenas, dentre outros (melhor você ler a lista completa de desfalques), e passando por uma reformulação, já que o técnico assumiu a seleção há pouco tempo, a grande esperança da Lituânia em fazer uma boa campanha no mundial fica por conta de Linas Kleiza. O ala-pivô, que também pode jogar como pivô, é o líder de uma equipe jovem e reformulada (parece um vestibular para selecionar quem vai jogar em 2011).

Kleiza jogava no Nuggets e foi atuar um ano na Europa pelo Olympiacos, da Grécia, para ver de perto seus adversários no mundial, ou a maior parte deles. Após ficar um ano na Europa, voltou para a NBA, dessa vez no Toronto Raptors. Linas Kleiza mostrou toda sua competência ofensiva, liderando a Lituânia em vitórias contra adversários fortes nos amistosos, tais como Eslovênia (86 X 84), Turquia (80 X 77) e Alemanha (78 X 67). Olhos atentos para os lituanos, que mesmo com o treino de luxo para o Eurobasket de 2011, devem fazer um bom papel na Turquia.

Canadá

Posição no Ranking da FIBA: 19º lugar (124.2 pontos)
Como chegou ao Mundial: 4º lugar na Copa América de 2009
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Andy Rautins e Joel Anthony
Desfalques: Carl English, Matt Bonner e Steve Nash
Técnico: Leo Rautins

A seleção canadense é uma das mais jovens do torneio, seu jogador mais velho tem apenas 29 anos! O Canadá já pode se orgulhar de participar do mundial, já que eliminou uma grande favorita na Copa América: a República Dominicana, que contava com três jogadores de NBA no time.

Mesmo com uma seleção jovem, o Canadá já aprontou pra cima de um dos seus adversários de grupo. A seleção canadense derrotou em dois amistosos os franceses: 69 a 58 e 85 a 63. Portanto, abre o olho França!

A seleção do país vizinho do norte dos EUA lamenta os desfalques de Carl English e Steve Nash. Certamente se contasse com os ambos, o Canadá poderia fazer um grande barulho na Turquia, mas o time é digno de participar das oitavas-de-final.

Nova Zelândia

Posição no Ranking da FIBA: 13º lugar (193 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão da Copa da Oceania de 2009
Posição no Mundial 2006: 16º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Tricampeão da Copa da Oceania (1999, 2001 e 2009)
Destaque: Kirk Penney
Desfalques: Nenhum
Técnico: Nenad Vucinic

Atual campeã da Oceania, a seleção neo-zeolandesa é um mistério. Sua principal virtude também é seu maior problema: todos os jogadores do elenco atuam na Oceania, seja na Austrália ou na própria Nova Zelândia. Isso é bom pelo entrosamento entre os atletas, mas ruim, pois eles não disputam grandes torneios internacionais e têm um baixo parâmetro de adversários.

Mesmo sem poder enfrentar grandes seleções e adversários sempre, os atletas da Nova Zelândia não fizeram feio nos amistosos. Perderam a maioria, mas venderam caro as derrotas, sendo derrotados por uma diferença pequena de pontos. Os neo-zeolandeses chegaram até a vencer a Eslovênia por 104 a 103.

E muito cuidado com Kirk Penney, ala-armador conhecido como “matador”, já que marca muitos pontos. Somente na vitória contra a Eslovênia Penney, marcou 42. Será que ele vai conseguir liderar seu time até a segunda fase? Depende dos adversários; se o deixarem jogar, a Nova Zelândia tem grandes chances.

Líbano

Posição no Ranking da FIBA: 24º lugar (63 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wildcard (Convidado)
Posição no Mundial 2006: 18º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais Títulos: Nenhum
Destaque: Fadi El Khatib
Desfalques: Nenhum
Técnico: Tab Baldwin

O Líbano é a surpresa deste mundial, já que no convite desbancou a Itália, que foi vice-campeã olímpica em 2004. A seleção libanesa participa apenas de seu segundo mundial e vai em busca de um feito histórico para seu país: avançar até a segunda fase. Parece impossível, mas não é. No último mundial, os libaneses bateram na trave, ficando apenas uma vitória atrás da classificação.

Os libaneses foram responsáveis pela maior zebra do último mundial, ao vencer a França por 74 a 73. Além disso, contam com uma arma mortal: Fadi El Khatib, oitavo maior cestinha do mundial de 2006, com uma média superior a 18 pontos por jogo. Sei que o ditado diz que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas temos de ficar atentos com a seleção libanesa. Uma classificação para as oitavas não será surpresa.

Calendário – Grupo D:

28 Agosto 2010

Lituânia  vs. Nova Zelândia
Canada    vs.   Líbano
França    vs.   Espanha

29 Agosto 2010

Canada   vs.   Lituânia
França    vs.   Líbano
Espanha  vs.  Nova Zelândia

31 Agosto 2010

Líbano    vs.   Nova Zelândia
França    vs.   Canada
Espanha  vs.  Lituânia

1 Setembro 2010

Canada    vs.   Nova Zelândia
Espanha   vs.   Líbano
França      vs.    Lituânia

2 Setembro 2010

Espanha   vs.   Canada
Líbano      vs.   Lituânia
França      vs.   Nova Zelândia

Especial do Mundial – Grupo C

Por Guilherme Camillozzi

O grupo C conta com quatro seleções de qualidade, que brigarão por posições até o final. Além das quatro, temos também dois candidatos a sacos de pancada.

Todos os jogos do grupo C serão disputados na cidade de Ankara.

Grécia

Posição no ranking da FIBA: 4º lugar (529 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3° lugar no Europeu 2009
Posição no Mundial 2006: Vice-Campeã
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 8º lugar
Principais títulos: Bicampeã européia (1987 e 2005)
Destaque: Vassilis Spanoulis
Desfalque: Theodoros Papaloukas
Técnico: Jonas Kazlauskas

A seleção grega é uma das mais tradicionais quando falamos de basquete. Prova principal disso é que só está atrás da Argentina, dos EUA e da Espanha no ranking mundial masculino. Campeã da EuroBasket 2009 e vice campeã do último mundial de basquete, os gregos vêm com tudo para ficar em primeiro no grupo.

Os nomes dos jogadores podem não ser tão conhecidos assim, mas a enorme maioria joga no Panathinaikos (GRE), o principal time grego e um dos mais fortes na Europa, com cinco títulos europeus. Com tantos jogadores que treinam todo dia e que se conhecem como ninguém, o time tem o entrosamento como ponto mais forte.

Com uma base forte e jovens talentos na equipe, a seleção tem tudo para estar onde sempre esteve: entre os primeiros. O treinador Jonas Kazlauskas, que estreou na equipe em 2009, já conseguindo um 3º lugar, manteve o time.

Se depender da história, a Grécia já sai um passo à frente no grupo, já que nenhuma seleção é tão vitoriosa como ela.

Em mundiais, a equipe tem cinco aparições, sendo a melhor colocação um segundo lugar em 2006, com uma seleção muito parecida com a atual.

Vassilis Spanoulis, um dos principais jogadores, que já passou inclusive pela NBA, mostrou estar em grande forma. Em 2009 foi eleito MVP da Final Four da Euroliga e entrou para a seleção da competição. Outros nomes também são fortes, como do coringa Dimitris Diamantidis, que atua em muitas posições na quadra.

Turquia

Posição no ranking da FIBA: 18º lugar (163 pontos)
Como chegou ao Mundial: País-sede
Posição no Mundial 2006: 6º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais títulos: Nenhum
Destaque: Hidayet Türkoğlu
Desfalque: Mehmet Okur (Utah Jazz)
Técnico: Bogdan Tanjević

O time turco vem com bons nomes para esse mundial, mas o principal deles não vai entrar em quadra: poder jogar em casa. A ausência de Mehmet Okur também é sentida, já que o pivô rompeu o ligamento de seu tendão de Aquiles no início da última temporada da NBA.

Os armadores também são um problema, e muitas vezes quem acaba fazendo esse papel primordial no basquete é Hidayet Turkoglu, uma função que ele já chegou a exercer na NBA, durante a temporada 2008/09, pelo Orlando Magic, após a lesão do titular Jameer Nelson.

O time, que possui o auge de seu basquete nessa década, chegando aos seus primeiros mundiais em 2002 e 2006, vem fazendo bonito. Para uma seleção que nunca teve fama no esporte, um segundo lugar no campeonato europeu de 2001, um 9º lugar no mundial de 2002 e um 6º no de 2006 foram resultados maravilhosos.

Em quadra, o time vai depender do único remanescente do melhor resultado do país na história do basquete, Hedo Turkuglu, e do novato Ersan Ilyasova. Os dois são alas-pivôs, o que significa que provavelmente Ilyasova jogue improvisado como ala. O primeiro teve suas médias bem reduzidas da temporada de 2007-08 até hoje. O jogador, que já fez quase 20 pontos por partida, amargurou apenas 11.3 na ultima temporada. Por problemas no time, ele foi trocado pelo brasileiro Leandrinho Barbosa, e agora irá defender o Phoenix Suns.

Já Ilyasova, que joga no Milwaukee Bucks, teve boas atuações no Barcelona. Pela NBA, jogou 31 jogos como titular, mas esteve presente na enorme maioria dos jogos. Teve boas médias, 10.4 pontos e seis rebotes.

O fator casa será o mais importante, devido à limitação do elenco. Há bons jogadores sim, mas não o suficiente para fazer frente às seleções mais fortes. Se a torcida comparecer e apoiar o time, pode ocorrer uma grande surpresa.

Porto Rico

Posição no ranking da FIBA: 10º lugar (252.6 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice-campeão da Copa América
Posição no Mundial 2006: 17°
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais títulos: Tri Campeão da Copa América (1980, 1989 e 1995 )
Destaques: Carlos Arroyo e José Juan Barea

Desfalque: Larry Ayuso e Christian Daumal

Técnico: Manuel (Manolo) Cintrón

A seleção Porto-riquenha possui nomes fortes. Jogadores que são titulares em suas equipes, inclusive na NBA. Arroyo faz parte do novo e “monstruoso” time do Miami Heat, JJ Barea também faz bonito na NBA. O time mostrou força na Copa América.

Apesar de ser derrotado na final em casa, Porto Rico perdeu para a também boa seleção do Brasil e por poucos pontos, mostrando grande poder de recuperação. Agora, com a equipe mais completa e coesa, o time promete mais do que nunca.

Chance de titulo é complicado dizer, mas todos os jogadores usarão do fato de estar perto do melhor basquete do mundo. E sempre: a força e raça do sangue latino.

Os jogadores querem tirar a fama de só serem fortes na América, e pretendem mostrar ao mundo o porquê de serem fortes aqui. É um time que tem chance de aparecer; resta ver se o verdadeiro basquete deles virá à tona ou se serão apenas aqueles que só se dão bem no quintal de casa.

Rússia

Posição no ranking da FIBA: 17º lugar (179 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wildcard (Convidado)
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 9º colocado
Principais títulos: Europeu (2007)
Destaques: Timofey Mozgov e Viktor Khryapa
Desfalques: Andrei Kirilenko e J.R. Holden
Técnico: David Blatt

A seleção russa mostrou força no EuroBasket 2009, mesmo desfalcada. Venceu inclusive a forte Grécia, que agora está no seu grupo do Mundial. Em 2007, também no europeu de basquete, a Rússia foi protagonista de uma das maiores zebras da história da competição, derrotando, na grande final, a seleção espanhola na casa do adversário.

Apesar do bom retrospecto recente em campeonatos europeus, precisou ser convidada, pois não alcançou a posição suficiente no europeu de 2009.

A Rússia tem tudo para chegar ás oitavas-de-final, pois ainda mantém um elenco campeão da Europa, mas vem muito desfalcada e, se avançar, não promete ir longe na segunda fase.

Andrei Kirilenko, mais uma vez, não vai jogar seleção, assim como em 2009. O atleta pediu para ser dispensado, e deixa seu time mais fraco. O elenco, assim como de outras seleções, concentra a maioria dos seus jogadores no seu próprio país e pode fazer desse fator um grande aliado. Seus jogadores estão motivados, e pretendem repetir a dose do elenco forte que a Rússia tinha na década de 90, quando sempre chegava às finais.

China

Posição no ranking da FIBA: 9º lugar (254.7 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice–campeã Asiática
Posição no Mundial 2006: 15º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 8° lugar
Principais títulos: 15 vezes campeão Asiática (1975, 1977, 1979, 1981, 1983, 1987, 1989, 1991, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003 e 2005)
Destaque: Yi Jianlian
Desfalques: Yao Ming e Zhang Bo
Técnico: Bob Donewald Jr.

A seleção chinesa deve passar por maus lençóis na Turquia. Seu principal jogador, Yao Ming, ainda se recupera de uma fratura no pé e irá desfalcar o time. Zhang Bo, que seria outro atleta importante, chegou atrasado ao hotel e foi cortado pelo treinador.

O time, que tem jogadores que se conhecem bastante, pois somente dois atletas não jogam na China, irá usar do entrosamento para tentar vencer os outros times. E pelo que parece, essa é a única arma da equipe.

Costa do Marfim

Posição no ranking da FIBA: 41º lugar (13.6 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice–campeã Africana

Posição no Mundial 2006: Não Participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais títulos: Bi-campeã Africana (1981 e 1985)
Destaque: Mouloukou Souleyman Diabate
Desfalques: Nenhum
Técnico: Randoald Dessarzin

A seleção da Costa do Marfim vem para a Turquia como o saco de pancada do grupo, já que passou certa dificuldade para se classificar na Copa Africana, que é uma das piores eliminatórias.

Possuiu seus jogadores espalhados pelo mundo, com poucos atuando de fato na África. Grécia, Estados Unidos e França são os principais importadores de atletas. O experiente técnico Dessarzin, que dirige o JDA Dijon, da França, tem tudo para passar dificuldades.

Calendário – Grupo C:

28 Agosto 2010

Grécia    vs.   China
Russia    vs.   Porto Rico
Turquia  vs. Costa do Marfim

29 Agosto 2010

China     vs.   Costa do Marfim
Grécia    vs.   Porto Rico
Turquia  vs.   Russia

31 Agosto 2010

Russia   vs.   Costa do Marfim
China     vs.   Porto Rico
Grécia    vs.   Turquia

1 Setembro 2010

China     vs.   Russia
Grécia    vs.   Costa do Marfim
Turquia  vs.   Porto Rico

2 Setembro 2010

Porto Rico   vs.   Costa do Marfim
Grécia   vs.   Russia
Turquia   vs.   China

O grupo C conta com quatro seleções de qualidade, que brigarão por posições até o final. Além das quatro, temos também dois candidatos a sacos de pancada.

Todos os jogos do grupo C serão disputados na cidade de Ankara.

Grécia

Posição no ranking da FIBA: 4º lugar (529 pontos)
Como chegou ao mundial: 3° lugar no Europeu 2009
Posição no mundial 2006: Vice-Campeã
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 8º lugar
Principais Títulos: Bicampeã do Européia (1987 e 2005)
Destaque: Vassilis Spanoulis (Olympiacos – GRE)
Desfalque: Theodoros Papaloukas (Olympiacos – GRE)
Técnico: Jonas Kazlauskas

A seleção grega é uma das mais tradicionais quando falamos basquete. Prova principal disso é que só está atrás da Argentina, dos EUA e da Espanha no Ranking mundial masculino. Campeã da EuroBasket 2009 e vice campeã do último mundial de basquete, os gregos vêm com tudo para ficar em primeiro no grupo.

Os nomes dos jogadores podem não ser tão conhecidos assim, mas a enorme maioria joga no Panathinaikos (GRE), o principal time grego e um dos mais fortes na Europa, com cinco títulos europeus. Com tantos jogadores que treinam todo dia e que se conhecem como ninguém, o time tem o entrosamento como ponto mais forte.

Com uma base forte e jovens talentos na equipe, a seleção tem tudo para estar onde sempre esteve: entre os primeiros. O treinador Jonas Kazlauskas que estreou na equipe em 2009, já conseguindo um 3º lugar, manteve o time.

Se depender da história, a Grécia já sai um passo à frente no grupo, já que nenhuma seleção é tão vitoriosa como ela.

Em mundiais tem cinco aparições, sendo a melhor colocação um segundo lugar em 2006, com uma seleção muito parecida com a atual.

Vassilis Spanoulis, um dos principais jogadores, que já passou inclusive pela NBA, mostrou estar em grande forma. Em 2009 foi eleito MVP da Final Four da Euroliga e entrou para a seleção da competição. Outros nomes também são fortes, como do coringa Dimitris Diamantidis, que atua em muitas posições na quadra.

Turquia

Posição no ranking da FIBA: 18º lugar (163 pontos)
Como chegou ao mundial: País – Sede
Posição no mundial 2006: 6º lugar
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais Títulos: Nenhum
Destaque: Hidayet Türkoğlu (Phoenix Suns)
Desfalque: Mehmet Okur (Utah Jazz)
Técnico: Bogdan Tanjević

O time turco vem com bons nomes para esse mundial, mas o principal deles não vai entrar em quadra: poder jogar em casa. A ausência de Mehmet Okur também é sentida, já que o pivô rompeu o ligamento de seu tendão de Aquiles no início da última temporada da NBA.

Os armadores também são um problema, e muitas vezes quem acaba fazendo esse papel primordial no basquete é Hidayet Turkoglu, uma função que ele já chegou a exercer na NBA, durante a temporada 2008/09, pelo Orlando Magic, após a lesão do titular Jameer Nelson.

O time que possui o auge de seu basquete nessa década, chegando aos seus primeiros mundiais em 2002 e 2006, vem fazendo bonito. Para uma seleção que nunca teve fama no esporte, um segundo lugar no campeonato europeu de 2001, um 9º lugar no mundial de 2002 e um 6º no de 2006 foram resultados maravilhosos.

Em quadra, o time vai depender do único remanescente do melhor resultado do país na história do basquete, Hedo Turkuglu, e do novato Ersan Ilyasova. Os dois são alas-pivôs, o que significa que provavelmente Ilyasova jogue improvisado como ala. O primeiro teve suas médias bem reduzidas da temporada de 2007-08 até hoje. O jogador que já fez quase 20 pontos por partida amargurou apenas 11.3 na ultima temporada. Por problemas no time, ele foi trocado pelo brasileiro Leandrinho Barbosa, e agora irá defender o Phoenix Suns.

Já Ilyasova, que joga no Milwaukee Bucks, teve boas atuações no Barcelona. Pela NBA, jogou 31 jogos como titular, mas esteve presente na enorme maioria dos jogos. Teve boas médias, 10.4 pontos e 6 rebotes.

O fator casa será o mais importante, devido à limitação do elenco. Há bons jogadores sim, mas não o suficiente para fazer frente às seleções mais fortes. Se a torcida comparecer e apoiar o time, pode ocorrer uma grande surpresa

Porto Rico

Posição no ranking da FIBA: 10º lugar (252.6 pontos)
Como chegou ao mundial: Vice-campeão da Copa América
Posição no mundial 2006: 17°
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais Títulos: Tri Campeão da Copa América (1980, 1989 e 1995 )
Destaques: Carlos Arroyo (Miami Heat) e José Juan Barea (Dallas Mavericks)
Desfalque: Larry Ayuso (Capitanes de Arecibo – Porto Rico)
Técnico: Manuel (Manolo) Cintrón

A seleção Porto-riquenha possui nomes fortes. Jogadores que são titulares em suas equipes inclusive na NBA. Arroyo faz parte do novo e “monstruoso” time do Miami Heat, JJ Barea também faz bonito na NBA. O time mostrou força na Copa América.

Apesar de ser derrotado na final em casa, Porto Rico perdeu para a também boa seleção do Brasil e por poucos pontos, mostrando grande poder de recuperação. Agora com a equipe mais completa e coesa, o time promete mais do que nunca.

Chance de titulo é complicado dizer, mas todos os jogadores usarão do fato de estar perto do melhor basquete do mundo. E sempre: a força e raça do sangue latino.

Os jogadores querem tirar a fama de só serem fortes na América, e pretendem mostrar ao mundo o porquê de serem fortes aqui. É um time que tem chance de aparecer, resta ver se o verdadeiro basquete deles virá à tona ou se serão apenas aqueles que só se dão bem no quintal de casa.

Rússia

Posição no ranking da FIBA: 17º lugar (179 pontos)
Como chegou ao mundial: Wild cards (Convidado)
Posição no mundial 2006: Não participou
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 9º colocado
Principais Títulos: Europeu (2007)
Destaques: Timofey Mozgov (New York Knicks) e Viktor Khryapa (CSKA – RUS)
Desfalques: Andrei Kirilenko (Utah Jazz) e J.R. Holden (CSKA – RUS)
Técnico: David Blatt

A seleção russa mostrou força no EuroBasket 2009, mesmo desfalcada. Venceu inclusive a forte Grécia, que agora está no seu grupo do Mundial. Em 2007, também no europeu de basquete, a Rússia foi protagonista de uma das maiores zebras da história da competição, derrotando, na grande final, a seleção espanhola na casa do adversário.

Apesar do bom retrospecto recente em campeonatos europeus, precisou ser convidada, pois não alcançou a posição suficiente no europeu de 2009.

A Rússia tem tudo para chegar ás oitavas-de-final, pois ainda mantém um elenco campeão da Europa, mas vem muito desfalcada e, se avançar, não promete ir longe na segunda fase.

Andrei Kirilenko, mais uma vez, não vai jogar seleção, assim como em 2009. O atleta pediu para ser dispensado, e deixa seu time mais fraco. O elenco, assim como de outras seleções, concentra a maioria dos seus jogadores no seu próprio país e pode fazer desse fator um grande aliado. Seus jogadores estão motivados, e pretendem repetir a dose do elenco forte que a Rússia tinha na década de 90, quando sempre chegavam às finais.

China

Posição no ranking da FIBA: 9º lugar (254.7 pontos)
Como chegou ao mundial: Vice – Campeã Asiática
Posição no mundial 2006: 15º lugar
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 8° lugar
Principais Títulos: 15 vezes campeã Asiática (1975, 1977, 1979, 1981, 1983, 1987, 1989, 1991, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003 e 2005)
Destaque: Yi Jianlian (New Jersey Nets)
Desfalques: Yao Ming (Houston Rockets) e Zhang Bo (Bayi Fubang – CHN)
Técnico: Bob Donewald Jr.

A seleção chinesa deve passar por maus lençóis na Turquia. Seu principal jogador, Yao Ming, ainda se recupera de uma fratura no pé e irá desfalcar o time. Zhang Bo, que seria outro atleta importante chegou atrasado ao hotel e foi cortado pelo treinador.

O time que tem jogadores que se conhecem bastante, pois somente dois atletas não jogam na China, irá usar do entrosamento para tentar vencer os outros times. E pelo que parece, essa é a única arma da equipe

Costa do Marfim

Posição no ranking da FIBA: 41º lugar (13.6 pontos)
Como chegou ao mundial: Vice – campeã Africana

Posição no mundial 2006: Não Participou
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: Não Participou
Principais Títulos: Bi Campeã Africana (1981 e 1985)
Destaque: Mouloukou Souleyman Diabate (JDA Dijon – FRA)
Desfalques: Nenhum
Técnico: Randoald Dessarzin

A seleção da Costa do Marfim vem para a Turquia como o saco de bancada do grupo, já que passou certa dificuldade para se classificar na Copa Africana, que é uma das piores eliminatórias.

Possuiu seus jogadores espalhados pelo mundo, com poucos atuando de fato na África. Grécia, Estados Unidos e França são os principais importadores de atletas. O experiente técnico Dessarzin, que dirige JDA Dijon da França, tem tudo para passar dificuldades.

Calendário – Grupo C:

28 Agosto 2010

Grécia    vs.   China
Russia    vs.   Porto Rico
Turquia  vs. Costa do Marfim

29 Agosto 2010

China     vs.   Costa do Marfim
Grécia    vs.   Porto Rico
Turquia  vs.   Russia

31 Agosto 2010

Russia   vs.   Costa do Marfim
China     vs.   Porto Rico
Grécia    vs.   Turquia

1 Setembro 2010

China     vs.   Russia
Grécia    vs.   Costa do Marfim
Turquia  vs.   Porto Rico

2 Setembro 2010

Porto Rico   vs.   Costa do Marfim
Grécia   vs.   Russia
Turquia   vs.   China

Por: Guilherme Camillozzi

Especial do Mundial – Grupo B

Guia Mundial - Grupo B

Por Victor Moraes

O grupo B é um grupo equilibrado, porém os quatro classificados já parecem bem encaminhados. Com as frágeis seleções da Tunísia e do Irã, caberá a Brasil, Eslovênia, Croácia e Estados Unidos apenas espantar a zebra para garantir a vaga na próxima fase.

Os americanos, aliás, são os favoritos para fechar a chave em primeiro, e o confronto pela segunda posição promete ser bem interessante entre as outras três equipes. Quem levar a melhor enfrenta um adversário teoricamente mais fraco nas oitavas de final.

Os Jogos deste grupo serão realizados em Istambul, a principal cidade da Turquia.

Estados Unidos

Posição no ranking da FIBA: 2° (861 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Olímpico em 2008
Posição Mundial 2006:
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Campeão
Principais títulos: Tricampeão Mundial (1954, 1986 e 1994); 12 vezes campeão olímpico (1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1976, 1984, 1992, 1996, 2000 e 2008)
Destaques: Kevin Durant e Chauncey Billups
Desfalques: LeBron James, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Chris Bosh, Dwight Howard, Chris Paul, Deron Williams, Carmelo Anthony, Carlos Boozer, Amar’e Stoudemire, David Lee, Tyreke Evans, Brook Lopez e Rajon Rondo.
Técnico: Mike Krzyzewski

Com uma equipe totalmente reformulada em relação ao time que disputou as Olimpíadas de 2008, os Estados Unidos jogam suas fichas nos jovens talentos para voltar a vencer um Mundial, o que não acontece há 16 anos. A responsabilidade de liderar o selecionado norte-americano está nas mãos de Kevin Durant e do experiente armador Chauncey Billups.

Nenhum dos 12 jogadores que estiveram em Pequim, dois anos antes, estará na Turquia em agosto. Sem seus principais atletas, como LeBron, Kobe e Wade, o técnico Mike Krzyzewski convocou uma base jovem, com pouca experiência internacional, além de dois atletas mais experientes: Chauncey Billups e Lamar Odom.

E justamente a inexperiência no jogo com regras FIBA pode ser o principal problema dos Estados Unidos na competição. Para piorar, outros jogadores importantes se tornaram desfalques após a convocação. Amar’e Stoudemire não foi liberado pelo New York Knicks, Brook Lopez treinou, mas, doente, estava longe das condições ideais, além de David Lee e Tyreke Evans, que se lesionaram durante os treinamentos e também estão fora.

Mesmo com uma “seleção B”, ainda há talento de sobra no elenco, mas são jogadores que nunca jogaram juntos e também, em sua maioria, nunca atuaram sob regras FIBA. Mesmo com outros favoritos também com desfalques importantes, Mike Krzyzewski terá um desafio pela frente para levar os Estados Unidos de volta ao degrau mais alto do pódio em um Mundial.

Brasil

Posição no ranking da FIBA: 14° (181,6 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão da Copa América 2009
Posição Mundial 2006: 19°
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Bicampeão Mundial (1959 e 1963)
Destaques: Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Tiago Splitter
Desfalques: Valtinho e Nenê Hilário
Técnico: Rubén Magnano

Depois de seguidos vexames em importantes competições internacionais, e ausente dos Jogos Olímpicos desde 1996, o Brasil finalmente parece voltar a ganhar papel de destaque no cenário mundial. Mesmo desfalcada de Nenê Hilário, a seleção canarinho promete fazer uma boa campanha neste mundial.

Esta seleção certamente fará uma campanha melhor do que em 2006, quando venceu apenas um de cinco jogos disputados. Mesmo com a ausência de Nenê Hilário, o garrafão brasileiro ainda é forte, com Anderson Varejão e Tiago Spliter.

Com quase todos os astros brasileiros da NBA reunidos, além de jogadores de destaque na Europa, juntos com os principais nomes do NBB (campeonato nacional), o Brasil promete incomodar e dar trabalho na competição. Com os favoritos sofrendo com desfalques importantes, a expectativa dos mais esperançosos é que o time verde e amarelo possa até alcançar um lugar no pódio.

O grande problema para Ruben Magnano está no perímetro, onde ainda não há um titular claro para a posição 3 (Alex e Marquinhos são os favoritos para a posição) e também no banco de reservas. Sem Valtinho, que pediu dispensa por motivos particulares, a equipe ficou sem um armador reserva para Huertas. Nezinho, recém-promovido do time B, e Raulzinho, de apenas 17 anos, são as opções. Outra possibilidade é improvisar Leandrinho na posição 1 por alguns minutos.

Eslovênia

Posição no ranking da FIBA: 20° (123 pontos)
Como chegou ao Mundial: 4º lugar no Europeu 2009
Posição Mundial 2006: 12°
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Goran Dragic e Sani Becirovic
Desfalques: Beno Udrih , Sasha Vujacic, Erazem Lorbek, Domen Lorbek e Matjaz Smodis
Técnico: Memi Becirovic

Em alta no cenário internacional, a Eslovênia chega ao mundial vivendo um bom momento, talvez o melhor que o país já atravessou. Conseguiu um quarto lugar no Campeonato Europeu de 2009, o melhor resultado da história da equipe, e tenta surpreender agora também na Turquia.

Dos jogadores eslovenos que jogam na NBA, apenas dois estão com a seleção. O pivô Primoz Brezec, do Milwaukee Bucks, e o armador Goran Dragic, do Phonexis Suns. Sasha Vujacic, do Los Angeles Lakers, desfalca a equipe e Beno Udrih, do Sacramento Kings também. O armador, aliás, pediu dispensa da seleção logo após participar de alguns treinamentos, por conta de conflitos com o técnico, pois não estava satisfeito com a condição de reserva na equipe.

O técnico Memi Becirovic bancou o experiente Jaka Lakovic no time titular e tem nas mãos um time talentoso e equilibrado, com bons jogadores em todas as posições. Seu filho, o ala-armador Sani Becirovic, é um dos pricnipais nomes do elenco.

Durante a preparação, a Eslovênia venceu adversários como China, Austrália e Irã, todos que estarão no Mundial, mas também foi derrotada por Lituânia e Espanha – este por uma diferença de quase 20 pontos –, o que pode indicar que o país pode ir longe, mas ainda parece cedo para brigar por um lugar no pódio.

Croácia

Posição no ranking da FIBA: 15° (181 pontos)
Como chegou ao Mundial: 6º lugar no Europeu 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 6º lugar
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Roko Ukic e Ante Tomic
Desfalques: Zoran Planinic, Marin Rozic, Stanko Barac, Leon Radosevic e Vedran Vukusic
Técnico: Josip Vrankovic

Recheada de desfalques, a Croácia vai ao Mundial buscando se restabelecer como uma força no basquete internacional. O país tem a tradição de boas campanhas no início dos anos 1990, quando foi prata nas Olimpíadas de 92 e levou o terceiro lugar no Mundial de 94, além de também ter conquistado o bronze no Campeonato Europeu em 93 e 95, mas atualmente não passa por boa fase.

Sem resultados expressivos nos últimos anos, os croatas depositam suas esperanças no armador Roko Ukic, atleta do Fenerbahçe (TUR) e que já teve passagem pela NBA, e no jovem pivô Anto Tomic, do Real Madrid (ESP).

O técnico Josip Vrankovic assumiu a equipe após o campeonato Europeu de 2009, substituindo Jasmim Repesa, e terá o desafio de montar uma equipe substancialmente diferente da de um ano atrás, além de lidar com as inúmeras lesões que lhe tiraram jogadores importantes. Por isso, o entrosamento pode ser um problema.

Durante a fase de preparação, venceu Alemanha e Rússia por placares apertados, bateram também a Itália, mas foram superados pela Grécia. Os croatas ainda são uma incógnita. Podem surpreender, mas dificilmente brigarão por medalha.

Irã

Posição no ranking da FIBA: 21° (89,1 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Asiático 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 11º lugar
Principais títulos: Bicampeão Asiático (2007 e 2009)
Destaques: Hamed Haddadi e Samad Nikkhah Bahrami
Desfalques: Nenhum
Técnico: Vaselin Matic

O discurso de todos na seleção iraniana é o mesmo: querem provar ao mundo que são fortes também internacionalmente, fora das fronteiras asiáticas. E de fato o Irã construiu uma hegemonia no continente nos últimos anos, tornando-se campeão asiático nas duas últimas edições do torneio, em 2007 e 2009. Estes, aliás, foram os primeiros resultados expressivos da seleção iraniana.

A geração de jogadores é a melhor da história do país, e inclusive emplacou um atleta na NBA: o pivô Hamed Haddadi, do Memphis Grizzlies. Acontecimento inimaginável em um passado nem tão distante. E é nas mãos dele que o Irã concentra suas esperanças de provar que pode ir bem também fora da Ásia.

No entanto, para passar à próxima fase do Mundial, terão de enfrentar adversários mais tarimbados e tradicionais. Será uma missão complicada.

Tunísia

Posição no ranking da FIBA: 43° (13,4 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar no Campeonato Africano 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Amine Rzig e Atef Maoua
Desfalques: Nenhum
Técnico: Adel Tlatli

A seleção mais fraca do grupo, a Tunísia faz sua primeira aparição em um Campeonato Mundial após ter surpreendido no Campeonato Africano e conquistado a medalha de bronze vencendo Camarões. Chegar à Turquia já foi como um título para os tunisianos.

Pouco se conhece sobre a equipe africana e seus jogadores, mas o destaque da seleção é o ala-armador Amine Rzig, principal atleta da Tunísia durante o Campeonato Africano, com 16,4 pontos, 5,4 rebotes e 2,2 assistências por jogo (líder da equipe nos três fundamentos). O ala Atef Maoua é um dos mais experientes com o time nacional. No garrafão, a referência é o pivô Salah Mejri, que com 2,16m de altura é, de longe, o mais alto do elenco que vai ao Mundial.

Calendário – Grupo B:

28 Agosto 2010

Tunisia vs. Eslovênia
EUA      vs.   Croácia
Irã         vs.   Brasil

29 Agosto 2010

Eslovênia  vs.   EUA
Croácia      vs.   Irã
Brasil         vs.   Tunisia

30 Agosto 2010

Eslovênia   vs.   Croácia
Tunisia      vs.   Irã
EUA           vs.   Brasil

1 Setembro 2010

Croácia   vs.   Tunisia
Irã          vs.   EUA
Brasil      vs.  Eslovênia

2 Setembro 2010

EUA           vs.   Tunisia
Eslovênia   vs.   Irã
Brasil          vs.   Croácia