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Análise – Os armadores top da nova safra
Em grande parte da última década, você poderia começar uma discussão entre fãs versados da NBA perguntando essa questão: Quem é o melhor armador da NBA: Jason Kidd ou Steve Nash?
Atualmente, Kidd e Nash representam a velha guarda dos armadores top da liga. Os novos armadores são bem representados por Tony Parker, do Spurs, e Chris Paul, do Hornets, que mandaram Nash e Kidd mais cedo para as férias.
Parker e Paul estão se enfrentando na semifinal da conferência Oeste, que começou neste sábado. Nessa análise, citaremos as razões desses dois armadores estarem agora entre os top da liga.
Liderança
Paul, que está apenas em sua terceira temporada, tornou-se o líder inqüestionável do Hornets; uma extensão na quadra do técnico Byron Scott, que confia nele para deixar o ataque do time mais suave. Na maioria do tempo, Scott é mais um observador interessado, enquanto Paul executa o plano de jogo que ele projetou.
A liderança de Parker no ataque do Spurs é mais difícil de se determinar. Isso acontece pois ele divide o foco com o duas vezes MVP Tim Duncan e o extraordinário sexto homem Manu Ginobili. Também, o técnico Gregg Popovich nunca releva mais que uma parte do controle das jogadas do time.
Simbiose
Os dois armadores têm um big man com habilidades ofensivas que são perfeitos complementos para suas próprias aptidões.
Parker tem Duncan, que faz jogadas muito sólidas e está tão adaptado tanto ao pick-and-roll e o pick-and-pop, jogadas que os defensores temem quando Parker se infiltra.
Paul tem David West, que tem um ótimo arremesso do perímetro, que força o big man do adversário à deixar o garrafão livre para Paul ir direto para a cesta.
Escolhendo seus arremessos
Os dois são muito bons na infiltração para a cesta, porém nenhum deles são exímios chutadores. Parker melhorou seu jogo ao nível de All-Star apenas após dedicar horas e horas treinando com um especialista, Chip Engelland, que corrigiu seu estilo de arremesso. Ambos os jogadores, mesmo assim, vêm provando serem capazes de executarem chutes importantes no perímetro. Parker marcou duas cestas de média distância nos 2:14 minutos finais da últimada partida da série contra o Suns. Paul tem arremesso melhor – ele fez 92 cestas de 3 pontos durante a temporada regular – e é mais perigoso nos momentos decisivos.
Provando suas habilidades
Ambos os jogadores são motivados por terem sido esnobados em seus respectivos drafts. No caso de Parker, 27 jogadores foram escolhidos antes do Spurs escolhê-lo na primeira rodada em 2001.
Paul foi a 4ª escolha no draft em 2005, mas nem foi a primeira escolha como armador. Quando o Jazz fez sua terceira escolha do draft, eles optaram por Deron Williams, de Illinois, deixando Paul deslizar para o Hornets. Agora, Paul é um forte candidato ao MVP e Williams espera ainda sua primeira escolha como All-Star.
Magnetizadores de faltas
Pelos dois armadores basearem seus jogos em suas habilidades em infiltrar para a cesta entre os gigantes, eles recebem muitas faltas. Parker foi para a linha de lance livre 16 vezes na vitória do 5º jogo contra o Suns. Paul arremessou 14 lances livres no jogo 2 na vitória contra o Mavericks. Paul é melhor nos lances livres; 85%, contra 71% de Parker.
PS: Esta análise foi escrita por Mike Monroe, especialista em NBA do
Análise – O Oeste que teremos pela frente.
Acabou na última noite a temporada regular da NBA. A partir do próximo dia 19, dezesseis franquias lutarão pelo mais cobiçado troféu do basquete por equipes mundial. Detentor de quatro desses troféus, o San Antonio Spurs obteve sua classificação à pós-temporada na terceira colocação do disputadíssimo lado Oeste da Liga, com recorde de 56 vitórias e 26 derrotas. Mas, na luta pelo seu quinto título, o Spurs terá pela frente um caminho espinhoso. Supondo que a equipe não perca nenhuma série, acompanhe as possíveis trajetórias abaixo:

1) Los Angeles Lakers
Serão nossos adversários se chegarem até a final da Conferência Oeste. Para isso, precisam superar a série contra o desacreditado Denver Nuggets e depois ganhar do vencedor da série entre Utah Jazz e Houston Rockets. Por sua campanha na temporada regular, o Lakers é um dos favoritos ao título.
Kobe Bryant
Maior candidato ao prêmio de MVP, Kobe faz uma das melhores temporadas de sua carreira, e pode levar o Lakers para lugares que ninguém esperava. Contra o Spurs, Kobe sempre encara a forte marcação de Bruce Bowen, mas mesmo assim consegue se destacar. Seus arremessos certeiros e belas infliltrações são um grande perigo que o San Antonio pode enfrentar em uma possível final de conferência.
2) New Orleans Hornets
A surpreendente equipe de Nova Orleans pode enfrentar o Spurs em uma semifinal de Conferência. Pesa contra o time o fato de eles serem inexperientes em playoffs. Mas, se CP3, David West e cia. jogarem no nível que apresentaram na temporada regular, a franquia torna-se forte candidata a conseguir uma vaga final de Conferência.
Chris Paul
O armador do time de Nova Orleans é com certeza a mais grata surpresa da atual temporada. Indicado como um futuro PG dominante da Liga, CP3 é um dos candidatos ao título de MVP pela maneira como carregou seu time a uma inesperada segunda colocação no disputadíssimo lado Oeste. Se não sentir a pressão da estréia nos playoffs, é uma grande pedra no caminho do Spurs que pode pintar já nas semifinais.
3) Utah Jazz
A grande pergunta que envolve a equipe comandada por D-Will e Carlos Boozer é: eles têm experiência necessária? Alguns dizem que sim, outros que não. O fato é que para Jazz e Spurs se enfrentarem novamente, só em uma final de Conferência. E, para isso, o time de Salt Lake teria que superar o Rockets na primeira rodada e Lakers ou Nuggets nas semifinais.
Deron Williams
O armador é, ao lado de Chris Paul, uma das maiores apostas para a posição no futuro. Na temporada passada, levou seu time para as finais de conferência, na qual foi derrotado pelo Spurs. Comanda o melhor time do Utah Jazz desde a época da dupla Malone-Stockton. Amadurecido com a campanha do ano passado, pode ser determinante nas séries que disputar. Só cruza com o Spurs se chegar novamente às finais de Conferência.
4) Houston Rockets
A bela reação obtida na temporada regular é o grande trunfo de nosso vizinhos na pós-temporada. Sem Yao Ming, o time terá que contar com boas atuações de Tracy McGrady e Luis Scola para superar o Jazz na primeira fase. Para que haja um duelo contra o Spurs, o Rockets tem que chegar nas finais de conferência.
Tracy McGrady
O ala-armador surpreendeu a todos e comandou, sem a presença do pivô Yao Ming, uma impressionante campanha de recuperação, que contou com a segunda maior série de vitórias da história, 22 triunfos consecutivos. Será adversário do Spurs apenas se chegar nas finais do lado Oeste.
5) Phoenix Suns
O duelo está garantido. Na primeira fase dos playoffs, Spurs e Suns repetirão o duelo da última semifinal de Conferência. É talvez o melhor jogo de toda a primeira rodada.
Amaré Stoudemire
O histórico recente entre Suns e Spurs é recheado de brigas, a maioria delas com Stat no meio. Com a chegada do veterano pivô Shaquille O’Neal, Amaré foi deslocado para a posição 4, e viu seu rendimento crescer muito. Será a primeira pedra no caminho do Spurs, junto de Nash, Shaq, Leandrinho e cia.
6) Dallas Mavericks
Poderemos enfrentar nossos maiores rivais já nas semifinais. Como o Golden State Warriors não se classificou, Dirk, Kid e cia. precisam vencer o New Orleans para, quem sabe, enfrentarem o Spurs.
Dirk Nowitzki
Essa pós-temporada será a prova de fogo para o alemão, após a precoce eliminação na última temporada. Com a companhia do armador Jason Kidd e um bom elenco, Dirk poderá ser adversário do Spurs caso vença o Hornets na primeira rodada. É a chance do Spurs se vingar da temporada 2005/06.
7) Denver Nuggets
O Nuggets só enfrenta o Spurs nas finais da Oeste. E, como o time é o menos cotado pelos especialistas, dificilmente esse duelo acontecerá.
Allen Iverson
AI trocou o 76ers pelo Nuggets em busca de seu primeiro título da NBA. No ano passado, esbarrou na primeira rodada com o Spurs e se deu mal, perdendo por incontestáveis 4×1. Na atual temporada, o Nuggets vem oscilando, e seria zebra caso chegasse à final, única fase onde poderia enfrentar o Spurs. Mesmo assim, Iverson ainda pode contar com alguma carta na manga, para junto de Carmelo Anthony surpreender a todos.
Agora é com você, leitor e torcedor do Spurs. Qual o caminho mais fácil para o penta? Ou seria o menos díficil?
Análise – Março
Análise – Março
Jogos no mês: 18
Vitórias: 12
Derrotas: 6
Percentual: 66,7%
Médias* por jogador**
Tim Duncan – 16,7 pontos e 11,1 rebotes
Manu Ginóbili – 19,0 pontos e 48,6 % de aproveitamento nos arremessos de quadra
Tony Parker – 18,7 pontos e 5,5 assistências
Bruce Bowen – 7,3 pontos e 45,1% de aproveitamento nos arremessos de 3 pontos
Fabricio Oberto – 3,3 pontos e 4,3 rebotes
Michael Finley – 9,0 pontos e 40,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra
Kurt Thomas – 5,1 pontos e 5,1 rebotes
Ime Udoka – 6,9 pontos e 37,3% de aproveitamento nos arremessos de 3 pontos
* – médias por jogo
** – principais jogadores do elenco apenas
Destaque do mês – Tim Duncan

Prós e Contras
Prós: As boas atuações no final do mês garantiram uma confortável sequência de 7 partidas seguidas com vitória, e colocaram o time entre os quatro melhores times do Oeste, além de assegurar que o Spurs fosse o primeiro time de sua Conferência a atingir as 50 vitórias.
Contras: A sequência negativa de 4 derrotas consecutivas que colocou o Spurs na 6ª colocação da Conferência no meio do mês e a interrupção da sequência de 500 jogos consecutivos de Bruce Bowen, gerada após suspensão imposta pela Liga
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Análises – Fevereiro
Completa-se o primeiro mês jogado na NBA após o surgimento do Spurs Brasil. E que mês para nós, torcedores do San Antonio Spurs. A mística do mês de All Star Game continuou firme e forte ao nosso lado e fomos quase imbatíveis. Foram onze jogos. Dez vitórias. Uma derrota. Perdemos apenas para o time de melhor campanha, os Celtics (a vingança é um prato que se come frio, nos aguardem). Assumimos a segunda colocação da Conferência Oeste e a primeira da Divisão Sudoeste. Desbancamos os Hornets e CP3, que passavam por fase exuberante na Liga. Para colocar a cereja no bolo despanchamos Dirk, Kidd e cia. com belíssima vitória sobre os nossos grandes rivais, os Mavericks. Leia o resto deste post
Análise – Chega a metade da temporada, é hora de colocar tudo na balança.
Chegamos a metade da temporada e a NBA dá um tempo de sua temporada regular para que os astros da liga entrem em quadra todos juntos para o All Star Weekend. Jogo das estrelas, Desafio dos novatos, campeonatos de enterrada e chutes de três pontos, belas cheerleaders e milhões de pessoas se divertindo, é a merecida pausa para uma temporada que pinta como uma das mais emocionantes dos últimos tempos. Leia o resto deste post
