Arquivo do autor:Victor Moraes
As finais da NBA – Confrontos individuais

Muitos aspectos cercam essa esta final da NBA, que promete ser emocionante. Um dos mais importantes são os confrontos individuais, ou seja, os duelos entre cada jogador de uma posição das duas equipes. Então vamos as análises de cada função.
Armador


Derek Fisher x Rafer Alston
São dois jogadores que não passam de coadjuvantes em suas equipes. Seus papéis como armadores são limitados, pois no ataque a bola costumar ficar mais tempo na mão de outros atletas. Apesar das limitações, para mim Alston leva vantagem no duelo frente ao veterano Fisher, que não parece ter mais o mesmo folêgo de antes. O armador do Lakers está longe de seu auge, perdeu o poder defensivo e no ataque vem encontrando dificuldades até mesmo em sua principal arma, que é o arremesso de 3 pontos.
Ala-armador


Kobe Bryant x Courtney Lee
Neste confronto não há muito o que discutir. Kobe Bryant é o principal jogador do Lakers e um dos principais atletas da NBA há alguns anos, e vence este duelo com facilidade. Embora o novato Lee tenha sido uma grata surpresa neste ano, mostrando ser um bom defensor, além de não decepcionar quando acionado no ataque.
Ala


Trevor Ariza x Hedo Turkoglu
Um confronto difícil, entre dois atletas de estilos diferentes. Enquanto Turkoglu chama a atenção pela técnica apurada e arremessos precisos, Ariza se destaca pela explosão física e versatilidade. Minha escolha fica com o ala do Orlando Magic, pelo fato de ser mais completo, ser mais participativo e importante no time, principalmente na armação de jogadas, sendo um dos principais passadores da equipe.
Ala-pivô


Pau Gasol x Rashard Lewis
Este talvez seja o confronto mais difícil de eleger um vencedor. Quando duelarem em quadra, acredito que as duas partes levarão vantagem no setor ofensivo. Gasol pela altura e pelo jogo de garrafão e Lewis pela maior agilidade e qualidade no arremesso. Mas, minha preferência é o ala da equipe de Orlando, pelo fato que Gasol deve, em diversos momentos, atuar como pivô; ele baterá de frente com Howard e acabará em desvantagem.
Pivô


Adrew Bynum x Dwight Howard
Aqui também não há muito o que discutir. Howard é o principal pivô da liga na atualidade, enquanto Bynum parece não estar em sua melhor forma após a lesão. Os dois atletas são muito fortes físicamentes e atuam principalmente na parte defensiva de suas equipes, porém o pivô do Magic mostrou que também pode dominar o jogo ofensivo melhor que seu rival.
6º homem

Lamar Odom x Michael Pietrus
Estes jogadores dificilmente irão duelar em quadra por serem de posições distintas. Porém, ambos se assemelham no aspecto de serem os principais reversas de suas equipes, muitas vezes jogando mais tempo que o titular. Odom geralmente entra para atuar como ala-pivô a maior parte do tempo, e seu foco em quadra é principalmente ofensivo, enquanto Pietrus atua como ala-armador com foco defensivo, ou seja, deve marcar Kobe Bryant a maior parte do tempo que estiver em quadra. Individualmente Odom parece ser melhor, mas, pela função dentro do coletivo, minha escolha é pelo francês, que mostrou-se exímio denfensor na série contra o Cavaliers, quando enfrentou Lebron James, mas também não decepcionou no ataque, anotando médias de 13,8 pontos.
Então, sob a minha visão, nos confrontos individuais o Orlando Magic leva vantagem, mas sabemos que não é apenas isto que decidirá o título. Em uma série como esta, a coletividade e principalmente o psicológico terão grande peso na decisão. Aquela equipe que conseguir ser mais equilibrada e melhor souber explorar as falhas do adversário se sagrará campeã da NBA.
NBA Draft 2009 – Os astros que vêm por ai

Falta menos de um mês para para o Draft 2009 da NBA: o evento está marcado para o dia 25 de junho. É no draft que as franquias da NBA podem selecionar os jovens atletas vindo das faculdades ou, em alguns casos, do exterior. Mas este evento não representa apenas isso; para muitas equipes ele pode representar um recomeço, um novo planejamento em cima de uma potencial estrela vinda do recrutamento.
Este ano a equipe vencedora da loteria do Draft foi o Los Angeles Clippers, que deixou claro que na primeira escolha irá selecionar o ala-pivô Blake Griffin. Os angelinos já possuem um bom plantel, porém que em quadra não funciona. Griffin pode ser a peça que falta para este time encaixar, pois é considerado um atleta muito promissor e que dominou o jogo na Universidade. Especialistas apontam pequenas falhas em sua defesa e em seu jump shot, porém nada que não possa ser resolvido em pouco tempo na NBA.
A segunda escolha ficou com o Memphis Grizzlies, e é praticamente certo que o armador espanhol Ricky Rubio seja recrutado, apesar da pressão de seus empresários, que o querem em um centro maior. Rubio pode ser o grande maestro desta jovem e talentosa equipe do Grizzlies, que já conta com OJ Mayo e Rudy Gay, e um sólido garrafão com Marc Gasol e Darrel Arthur. Porém, a armação ainda é falha nas mãos de Mike Conley. Ainda em um último caso, a equipe de Memphis poderia selecionar Rubio e trocá-lo em seguida, tendo em vista que o espanhol será um dos jogadores mais cobiçados deste recrutamento.
A terceira escolha ficou com o Oklahoma City Thunder, e a tendência é que a escolha seja Hasheem Thabeet. Em um draft com poucas opções de pivôs, Thabeet aparece como a melhor escolha para quem busca um jogador da posição. O Thunder jé é uma equipe bem formada no perímetro, mas o grande defeito é o garrafão, e a chegada deste pivô de quase 2,20m poderia ser a solução. Porém, muitas dúvidas ainda pairam sobre como Thabeet se adaptará na liga profissional. Defensivamente aparenta ser uma máquina, ofensivamente seu jogo ainda deixa a desejar.
Outro jogador que promete causar impacto na liga é Brandon Jennings. O jovem armador impressionou a todos ainda no colegial, mas, diante da proibição de se inscrever no draft diretamente do colegial, Jennings preferiu jogar um ano na Itália ao invés de jogar por alguma universidade. Segundo sites especializados, Jennings aparece cotado entre a quarta e a sétima posição, mas particularmente acredito que seu destino seja realmente o Sacramento Kings na quarta escolha. O Kings é uma equipe ainda com muitas falhas; entre as mais graves, permanece a armação da equipe, já que Beno Udrih não se mostrou capaz o suficiente para jogar em bom nível com regularidade. Bradon Jennings então chegaria para suprir esta necessidade e adicionaria à equipe sua grande capacidade ofensiva.
Outros jogadores também podem surpreender na liga, como o ala-pivô Jordan Hill, o ala DeMar DeRozan e Tyler Hansbrough, que, apesar de estar cotado apenas para o final do primeiro round, é tido como um jogador de técnica refinada porém fisicamente fraco e pouco explosivo, o que pode atrapalhar seu rendimento entre os profissionais.
Para o San Antonio Spurs, é difícil prever quem será escolhido, já que a equipe possui três escolhas neste draft, porém todas de segundo round. A equipe possui a 7ª (via Warriors), a 21ª (via Hornets) e a 23ª escolhas (via Rockets). Na sua melhor escolha, acredito que o Spurs irá buscar um ala com caracteristicas defensivas, um substituto para Bruce Bowen, e as duas outras serão apostas para o futuro, talvez algum jogador estrangeiro que esteja sendo observado.
E atenção leitores do Spurs Brasil, nossa equipe ficará sempre atenta às informações do recrutamento e fará a cobertura completa da noite do Draft. Fiquem ligados.
Duncan e Parker nos times ideais da NBA


A NBA anunciou, na última quarta-feira, os times ideais da liga, premiando os melhores jogadores da temporada. Tim Duncan e Tony Parker foram lembrados para o segundo e o terceiro times, respectivamente. Lebron James foi nomeado de forma unânime, recebendo todos os 122 votos possíveis para o primeiro time. A surpresa da eleição ficou por conta da presença do alemão Dirk Nowitzki no primeiro time, deixando o armador Chris Paul apenas na segunda equipe.
Confira a lista completa dos jogadores nomeados:
1º time da NBA
Lebron James – Cleveland Cavaliers
Dirk Nowitzki – Dallas Mavericks
Dwight Howard – Orlando magic
Kobe Bryant – Los Angeles Lakers
Dwyane Wade – Miami Heat
2º time da NBA
Tim Duncan – San Antonio Spurs
Paul Pierce – Boston Celtics
Yao Ming – Houston Rockets
Brandon Roy – Portland Trailblazers
Chris Paul – New Orleans Hornets
3º time da NBA
Carmelo Anthony – Denver Nuggets
Pau Gasol – Los Angeles Lakers
Shaquille O’Neal – Phoenix Suns
Chauncey Billups – Denver Nuggets
Tony Parker – San Antonio Spurs
Recolhendo os cacos


Esta definitivamente foi uma temporada para os torcedores do Spurs esquecerem. Um time envelhecido, uma defesa fragilizada e muitas lesões minaram as chances da equipe conquistar o sonhado penta da NBA. Após um começo conturbado, sem poder contar com Manu Ginobili e Tony Parker lesionados, chegou-se a falar inclusive em ficar fora dos playoffs. Mesmo sem contar com duas de suas principais estrelas, a equipe de San Antonio se manteve na briga graças principalmente às atuações de Roger Mason e George Hill. Depois do início difícil, Tony Parker voltou e com ele mais vitórias. Manu Ginobili retornou e encheu de esperança os torcedores do Texas. Mas a alegria não durou muito. O argentino novamente se lesionou; mais um mês fora das quadras. E os joelhos de Tim Duncan davam sinais do stress de uma temporada desgastante.
Ginobili voltou, novamente a esperança de título surgia. Drew Gooden estava de chegada e a confiança só aumentava. Mas logo o sonho desmoronou. A lesão volta a incomodar Manu, que fica fora do restante da temporada. Duncan continuava sofrendo de dores nos joelhos e Gooden parecia não se encaixar na equipe. Em meio a tantos problemas, uma estrela brilhava solitária; o francês Tony Parker. O armador teve atuações dignas de reverências, mas não foram suficientes.
Apesar da respeitável 3ª colocação no Oeste e da vantagem do mando de quadra, a equipe acabou derrotada no primeiro round dos playoffs pelo rival Dallas Mavericks. Uma verdadeira tragédia para a torcida. Foi a primeira vez que Tim Duncan voltou para casa ainda no primeiro round dos mata-matas.
Agora chegou a hora de recolher os cacos, levantar a cabeça e iniciar o planejamento para a próxima temporada, para quem sabe conquistar o esperado penta. A palavra que mais será ouvida pelos lados de San Antonio será renovação. Muitas críticas caíram sobre o time após a eliminação nos playoffs, mas a principal foi sobre a idade da equipe, a mais experiente da liga, e não tenho dúvidas que o planejamento será feito em torno disso. É algo essencial para que a equipe possa voltar a brigar pela ponta do Oeste e da NBA.
Spurs (1) @ Mavericks (2) – Jogo 3 – Humilhados em Dallas

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Humilhante. Assim podemos definir como foi o jogo 3 da série para o San Antonio Spurs. Irreconhecível em quadra e com um aproveitamento pífio nos arremessos, já no segundo período o Spurs estava batido, e, daí pra frente, a partida serviu apenas para dar ritmo e observar os reservas.

Com cara de poucos amigos, Parker, Duncan e Mason assistem ao último quarto do banco de reservas. (AP Photo/Tony Gutierrez)
O primeiro quarto de jogo já demonstrava o que seria a partida. Nos minutos iniciais, uma corrida de 8-0 a favor dos donos da casa começou a mostrar o domínio que seria exercido durante toda a partida. Já na metade do período, a diferença era de 11 pontos, que se manteve até o fim do quarto; 27 a 16 para o Mavs.

Gregg Popovich tenta entender o que aconteceu com sua equipe. (AP Photo/Tony Gutierrez)
O segundo período definiu o rumo da partida. Os visitantes não mostravam sinais de reação e a diferença aumentou pouco a pouco. Tentando mudar a postura do time em quadra, Gregg Popovich lançou os reservas à quadra nos últimos minutos, mas a medida não surtiu efeito e a equipe foi para os vestiários perdendo por 46 a 30.
Na volta dos vestiários, os titulares também retornaram à quadra para uma última tentativa de reação, mas novamente sem resultado. Após um pedido de tempo com 7:41 por jogar, Popovich substituiu todos os titulares, que não mais voltariam à quadra.
O último período foi apenas um treino de luxo. Com o jogo já decidido, coube às equipes apenas gastar o tempo, esperando o término da partida. O reservas, liderados por Oberto, ainda conseguiram diminuir a desvantagem e vencer o último quarto por 25 a 13, mas já era tarde demais.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 12 pontos
Fabrício Oberto – Dez pontos
Dallas Mavericks
Dirk Nowitzki – 20 pontos e sete rebotes
Josh Howard – 17 pontos e oito rebotes
JJ Barea – 13 pontos e sete assistências

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