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Spurs @ Thunder – Las Vegas Summer League

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Dando continuidade às partidas da Liga de Verão de Las Vegas, o San Antonio Spurs venceu ontem a equipe do Oklahoma City Thunder. Esta foi a terceira vitória dos texanos em três jogos disputados. Para os torcedores, a boa notícia é que os quatro jogadores que devem compor o elenco principal tiveram boas atuações. A decepção foi novamente Jack McClinton, que não marcou nenhum ponto, errando os quatro arremessos que tentou.

Blair novamente teve grande atuação. (Foto de sports.yahoo.com)
O primeiro quarto da partida teve completo domínio da equipe do Thunder, apesar da ausência do recém-recrutado James Harden, que não jogou por opção da comissão técnica. O placar de 22 a 15 ao fim do período apontava a superioridade da equipe de Oklahoma.

Hill continua a liderar o time texano na Liga de Verão (Foto por Tom Reel/Express-News)
No segundo quarto, a equipe do Spurs reagiu sob comando do armador George Hill, que anotou sete pontos no período, e chegou a virar a partida, mas os adversários não deixaram os texanos abrirem vantagem e passaram a alternar a liderança no marcador. A equipes foram para o intervalo com o placar apontando 42 a 41 para o Thunder.
Na volta dos vestiários, a partida segiu disputada e com alternâncias na liderança. Restando quatro minutos por jogar, a equipe de Oklahoma conseguiu pequena vantagem, e fechou o terceiro quarto vencendo por 59 a 56.
No último e decisivo período a partida se definiu. Com cinco pontos seguidos anotados por James Gist, o Spurs retomou a liderança para não mais perder. Com Hill e Hairston inspirados, a equipe chegou a abrir 13 pontos de vantagem, e venceu o quarto por 29-17, fechando a partida em 85 a 76.
DeJuan Blair mais uma vez correspondeu às expectivas. Já conhecido como bom reboteiro, o jogador mostrou também versatilidade ofensiva. O brasileiro Marquinhos não atuou, e dificilmente conseguirá outra oportunidade na NBA.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
George Hill – 20 pontos (7-11 nos arremessos de quadra), nove assistências, cinco rebotes e três roubos de bola
DeJuan Blair – 20 pontos (8-11 nos arremessos de quadra) e cinco rebotes
Malik Hairston – 16 pontos e 6 rebotes
Ian Mahinmi – 13 pontos (7-8 nos lances livres), 5 rebotes e dois bloqueios
Oklahoma City Thunder
DJ White – 17 pontos, cinco rebotes e seis faltas em 18 minutos
Robert Vaden – 16 pontos e três rebotes
Serge Ibaka – 15 pontos e oito rebotes
Um outro olhar – Especial Bola Presa
Olá caros leitores!
Excepcionalmente hoje, não teremos a coluna “Na Linha do 3”, como vocês estão acostumados. Ao invés disso, teremos aqui mais uma vez a coluna “Um Outro Olhar”, com mais uma participação especial. Desta vez nosso convidado é o famoso (ou nem tanto) Dênis, que, ao lado de seu amigo Danilo, é um dos criadores do conhecido blog Bola Presa. Mas chega de “lenga lenga” e de “blá blá blá” e vamos ao que ele escreveu especialmente para nós, torcedores mais odiados da NBA. Como de costume, o texto é gigantesco; mas tenham paciência, vale a pena conferir.
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Olá pessoal do Spurs Brasil. Aqui é o Denis lá do longínquo Bola Presa. Primeiro, devo falar que é esquisito demais escrever para um público que gosta do Spurs; eu sempre escrevo sabendo que qualquer piada com o Spurs dará certo, afinal todo mundo odeia o Spurs. É tão infalível quanto piada com argentino.
Vocês já devem saber disso, mas torcer para um time odiado é legal demais; como torcedor do Lakers e do Corinthians, eu sei muito bem disso. Os desprazeres de ouvir bobagem quando o time perde são menores do que o prazer de esfregar uma vitória na cara. E no caso da NBA pra gente aqui no Brasil ainda ter um time odiado significa mais uma coisa, que o seu time é muito bom.
No futebol isso não funciona; inúmeros fatores históricos, culturais e regionais fazem com que um time seja odiado aconteça o que acontecer. Já na NBA não. Aqui é bem simples, a gente odeia quem ganha demais.
Vencer uma vez é “perdoável”, vencer mais de uma vez é um saco, estar sempre na briga do título é xingar a mãe dos torcedores dos outros times! Não sei explicar o porque, mas talvez venha da nossa necessidade de ter sempre os bonzinhos, os caras do mal, os alternativos, os ousados e trocentos estereótipos para romancear tudo a nossa volta. Nessa brincadeira o seu Spurs virou o vilão.
Ser vilão, portanto, significa ser um time relevante e um time vencedor. Ninguém nunca elegeria o Grizzlies como o vilão da NBA, muito menos o coitado do Clippers. Cabe a um time frio, eficiente e vencedor esse papel. Felizmente, para a próxima temporada teremos um vilão renovado. Tem coisa mais chata do que vilões fracos? O Batman é muito mais legal que o Super-Homem basicamente por causa de seus vilões muito mais interessantes, por exemplo.
Com a chegada de Richard Jefferson, Antonio McDyess, dos novatos Blair e McClinton, além da volta do Manu Ginobili, o Spurs tem elenco pra voltar para a briga do título. Se na temporada passada, mesmo dando tudo errado (mesmo sendo ano ímpar!) o time se classificou bem na temporada regular, é sinal de que só faltavam uns detalhes mesmo. Detalhes como banco de reservas e até qualidade no quinteto titular, como ficou bem exposto na série contra o Mavs, onde o Spurs só tinha chance quando o Parker brincava de treino de bandeja.
Mesmo nos anos mais áureos do Tim Duncan, quem consagrava o time eram sempre os coadjuvantes. Primeiro o cara de bobo descarregava seu arsenal de jogadas de garrafão até o outro time entrar em desespero e dobrar a marcação, então ele passava a bola e os jogos eram resolvidos pelos outros. No ano passado, os outros eram o Matt Bonner e um Roger Mason, que amarelou feio nos playoffs. Assim não dá – o Lakers não teria sido campeão se a ajuda do Kobe viesse só do Sasha Vujacic.
Vamos dar uma olhada rápida no que cada um trás para o time:
Richard Jefferson: Não tem a defesa do Bowen mas tem o arremesso de três, e é um ótimo parceiro de contra-ataque para o Tony Parker.
Antonio McDyess: É o arremesso de meia-distância que o Spurs precisa pra dar espaço para o Duncan e as infiltrações. Nunca deixou a desejar nos rebotes também.
Dajuan Blair: O homem dos braços mais longos da terra chega pra ser o Paul Millsap do Spurs. Pelo pouco que vi, é um espetacular reboteiro.
Jack McClinton: O chamam de “clone do Eddie House”. Prevejo um ataque cardíaco do Popovich até março de 2010.
Com essas quatro peças e mais o Manu Ginobili, o Spurs já tem um elenco torcentas vezes melhor que o do ano passado. Com todos na mão do Popovich, não duvido que depois de pouco tempo já estejam todos funcionando naquela máquina de basquete mecânico que o Pop e um cientista maluco criaram há 10 anos. Só acho que falta uma pecinha nessa engrenagem.
Falta alguém que libere o Tim Duncan, um dos melhores alas de força de todos os tempos, a jogar de ala de força. Pode parecer frescura minha, mas o Duncan de pivô é um desperdício gigantesco. É como ter o melhor atacante do mundo no seu time e usar ele de meia. Ou ter o melhor volante e o improvisar na zaga.
Se o cara é bom, vai jogar bem na outra posição também; é o caso do Duncan, mas não vai ser o melhor da história como era antes.
Há alguns anos até daria mais certo; o Duncan era mais rápido e mais forte. Agor,a com a idade pesando nas costas, fica mais difícil pra ele aquela vida sofrida de pivô, os pedreiros da NBA, que se degladiam em busca de rebotes e se empurram toda jogada atrás de um metro quadrado de garrafão. O arsenal ofensivo do Duncan e seu arremesso (marca registrada) na tabela pedem um jogo mais afastado, luxo que ele não terá durante muito tempo se o nanico do Blair ou o finesse do McDyess forem seus principais parceiros.
Eu sei que achar pivô por aí não tá fácil; a crise tá mals e tem gente pagando caro até pra ter pivô reserva. Mas tem algumas opções no mercado. Muito torcedor do Spurs que eu conheço vai me matar por isso, mas um dos pivôs disponíveis que liberaria um pouco o Duncan é o Francisco Elson, que já teve seus bons momentos no Spurs. Ele seria uma contratação barata e bem útil. Como opções mais jovens, o que não é nada típico do Spurs, poderiam apostar no Ike Diogu, que fechou bem a temporada passada no Kings, ou até o branquelão do Aaron Gray. Em último caso, dá até pra trazer o Nesterovic, outro conhecido da galera.
Nem sei se o Spurs vai atrás de um pivô, mas se for se torna um vilão ainda mais forte do que é. E é isso que eu e todos os que acompanham NBA fora desse blog querem: um Spurs bem forte pra gente poder odiar com gosto!
Um outro olhar sobre Romel Beck
Esta semana, estamos de volta com nossa coluna Um Outro Olhar. Convidamos para participar dela hoje o torcedor do Cleveland Cavaliers Marcelo Urbano, que também é membro da equipe do site Cavs Brasil. A partir da próxima semana, teremos uma coluna totalmente reformulada e escrita por um novo membro do site. Aguardem. A equipe Spurs Brasil agradece a seus leitores.
Um outro Olhar sobre Romel Beck
Por Marcelo Urbano
Um nome que vem despertando curiosidade de todos nessa liga de verão é o do ala mexicano Romel Beck. Romel Beck, que pelo segundo ano consecutivo tenta integrar-se a algum time da NBA, ficou conhecido mundialmente após um grande drible seguido de cesta em cima do astro Kobe Bryant, atual campeão da NBA pelo Los Angeles Lakers.
Uma curiosidade sobre Romel Beck é que ele nasceu em Los Angeles, California (EUA), porém mais tarde naturalizou-se mexicano. O início de sua carreira foi na Croácia, onde jogou pelo KK Zadar. Também tentou seguir carreira na Itália, mas não teve muito sucesso. Depois disso, Beck passou a jogar por uma universidade Mexicana, e depois pela universidade de Las Vegas, a UNLV. Foi em Las Vegas que ele atraiu o interesse do norte-Americano Nolan Richardson, técnico mexicano da época.
Em 2007, no campeonato classificatório para as olimpíadas de 2008, em Las Vegas, Beck destacou-se jogando pelo Mexico, e atraiu olheiros norte americanos. Nesse campeonato, além do lance em cima de Kobe Bryant, Beck conseguiu a excelente média de 20 pontos por jogo.
Na liga de verão do ano passado – 2008 – Beck jogou pelo Cleveland Cavaliers. Nas cinco partidas que disputou pelo Cleveland, o time foi derrotado, mas Beck teve um bom desempenho – em 21 minutos jogados, ele conseguiu dez pontos por jogo e um aproveitamento de quadra e da linha dos três pontos invejável. Seu aproveitamento em quadra foi de 54%, e o da linha dos três pontos foi de 66%. Apesar de todos esses números, Beck não teve chance na equipe do Cleveland Cavaliers.
A meu ver, Beck é um jogador que pode muito bem fazer parte do elenco de algum time da NBA. Não é jogador para participar efetivamente da rotação de uma equipe em busca de um título, mas pode ser utilizado como opção para a substituição de algum jogador, caso alguém da equipe venha a se contundir. Pode ter seus minutos e contribuir para a equipe com seu instinto ofensivo e chutes certeiros de média e longa distância. Na equipe do San Antonio Spurs, não vejo muito espaço para Romel Beck cumprir este papel, pois a posição de ala/armador está bem preenchida com Manu Ginobili, Roger Mason e o veterano Michael Finley. Mas Beck é um jogador que, no Spurs, poderia evoluir ainda mais, e, quem sabe um dia, fazer parte efetiva de alguma equipe da NBA.
Twitter de Romel Beck: http://twitter.com/beck32
Mahinmi gera expectativas no Spurs

A participação de Ian Mahinmi nesta Liga de Verão gera enormes expectativas por parte do Spurs e também do próprio jogador, que tenta mostrar o seu valor e finalmente ganhar espaço na equipe.

Desempenho na Summer League pode definir o futuro de Mahinmi. (Foto por Douglas C. Pizac)
O francês foi selecionado na 28ª escolha do draft de 2005, e permaneceu jogando na França até 2007, quando veio aos Estados Unidos integrar o elenco do Spurs. Foram apenas seis jogos e médias discretas de 3,5 pontos e 0,8 rebotes em apenas 3,8 minutos por partida. Então, facabou enviado para a liga de desenvolvimento. Por lá, o pivô se saiu muito bem, e, em 2008, teria novamente oportunidade em San Antonio, mas uma lesão em seu tornozelo acabou tirando-lhe esta chance. O treinador Gregg Popovich ficou decepcionado: “Nós queriamos ver como ele reagiria com aquilo que nós tivemos. E ainda não sabemos”, completou.
A equipe texana confiou no potencial de Mahinmi e renovou seu contrato por mais um ano, e agora, em 2009, pode ser a última chance do pivô. E tudo começa nesta liga de verão. O assistente Don Newman, que comanda a equipe nesta liga, declarou: “Queremos que ele mostre que pode ser um dos grandes desta organização”.
Mahinmi trambém mostrou-se ansioso em poder jogar. “Eu tenho esperado por isso a um longo tempo”, comentou. Ele também mostrou-se chateado pela situação que o impossibilitou de jogar antes pelo Spurs: “Eu sabia que eles queriam que eu jogasse, para mostrar o que eu posso fazer. Eu também não queria que fosse tão ruim.”
Mas o francês ainda demostrou otimismo quanto ao futuro. “Eu sou ainda jovem, tenho apenas 22 anos”, lembrou o atleta. “Há uma longa carreira pela frente, espero que com os Spurs. Tudo o que posso fazer é ir lá e trabalhar duro, e mostrar o que posso fazer.”
O San Antonio Spurs tem até o dia 31 de outubro para optar por extender o contrato de Mahinmi para a temporada 2010/2011; do contrário, ele se tornará um agente livre ao final da próxima temporada. Lembrando que o francês não poderá mais jogar pela Liga de Desenvolvimento, por ter atuado lá por dois anos, limite de tempo que os jogadores podem permanecer na chamada D-League.
Na linha dos 3 – O que muda com McDyess

Após muita especulação durante a última semana, e após perder Rasheed Wallace para o Boston Celtics, o San Antonio Spurs chegou a um acordo com o pivô Antonio McDyess. O contrato firmado tem duração de dois anos, e o jogador receberá 5,8 milhões por temporada. Mas o que isso muda na equipe? Qual será o impacto da chegada de McDyess ao Spurs?

Todos os principais candidatos ao títulos se reforçaram: Lakers perdeu Trevor Ariza mas conta com a chegada de Ron Artest, o Cleveland Cavaliers trouxe Shaquille O’Neal sem perder nenhuma peça importante, o Boston Celtics assinou com Rasheed Wallace através da free agency e o Orlando Magic trouxe Vince Carter em uma troca com o New Jersey Nets. Dentro de uma NBA em que os favoritos ficaram ainda mais fortes, a chegada de um jogador do calibre de Dyess era extremamente necessária para manter a equipe na luta pelo anel. Apenas a chegada de Richard Jefferson poderia não ser o bastante, principalmente pela ausência de jogadores de qualidade para o garrafão. Agora, sem dúvida, a equipe do Texas volta a figurar na lista de favoritos.
O jogador, prestes a completar 35 anos, vem de uma sólida temporada em que anotou médias de quase dez ponots e dez rebotes em 30 minutos por jogo. Em San Antonio ele deverá atuar menos tempo, até mesmo para evitar o desgaste excessivo. A principal contribuição de McDyess será defensiva, principalmente nos rebotes, setor que a equipe deixou a desejar na última temporada. Ofensivamente, apesar de não chegar a ser genial, ele irá contribuir muito nos rebotes ofensivos e pontuando com arremessos próximos ao garrafão, sua principal arma.
Acredito que a dupla titular no garrafão deve continuar sendo Duncan e Bonner, com Dyess vindo do banco, como inclusive é sua preferência. Mas como muitos especialistas dizem, os reais titulares não são aqueles que iniciam e partida, e sim aqueles que terminam, e o veterano se encaixará nessa situação.
O recém-draftado DeJuan Blair e o francês Ian Mahinmi também deverão entrar na rotação de garrafão e ganhar alguns minutos, principalmente na desgastante temporada regular, onde os jogadores mais experientes deverão ser poupados em muitos momentos.
McDyess era um sonho antigo da diretoria texana e agora finalmente irá atuar com a camisa prata e preta. Os torcedores com certeza podem comemorar o reforço, pois irão ver em quadra um grande profissional, muito bom técnicamente e com muita garra em busca do primeiro título em seus 13 anos de NBA.
