Arquivo do autor:Victor Moraes
Na linha dos 3 – A torcida está ansiosa

Olá caros leitores!
Hoje, colocarei meu lado jornalista de lado e deixarei aflorar aqui o meu lado de torcedor apaixonado pela equipe do Texas. Se costumo tratar os assuntos da maneira mais imparcial possível, a proposta desta coluna de hoje será diferente; escreverei apenas como mais um fanático.
Estes meses de offseason são um verdadeiro marasmo para um fã da NBA. O período, que vai aproximadamente do meio de junho até o final de outubro, são como tortura. A saudade de ver o melhor basquete do mundo aumenta cada vez mais a ansiedade pelo retorno das estrelas às quadras americanas.
Desta vez, a ansiedade já alcança níveis estratosféricos. Estamos prestes a assistir uma das temporadas mais competitivas da história, em que as equipes favoritas ao título, os chamados contenders, montaram elencos espetaculares e prometem brigar até o último instante pelo anel de campeão.
Como torcedor do San Antonio Spurs, tenho mais motivos ainda para estar ansioso. Conseguimos montar um dos elencos mais fortes dos últimos tempos. A chegada de Richard Jefferson e Antonio McDyess e o retorno de Manu Ginobili 100% saudável já me fazem vislumbrar em quadra novamente aquele Spurs envolvente, com defesa forte e ataque eficiente que dominou a NBA na última década.
Pela frente teremos o eterno rival Los Angeles Lakers, reforçado pela chegada de Ron Artest, o Boston Celtics, agora também com Rasheed Wallace, o Orlando Magic, que adicionou Vince Carter, além do Cleveland Cavaliers, com o super-pivô Shaquille O’Neal. Não será nada fácil para os guerreiros texanos.
Não será nada fácil… Ahhh mas meu coração de torcedor nesta hora bate mais forte, a confiança não se abala, e tenho certeza que este ano levantaremos a taça pela quinta vez na história.
Parker volta a jogar pela França

Os torcedores do San Antonio Spurs receberam uma notícia animadora no último sábado. O armador Tony Parker voltou a atuar pela seleção francesa após recuperar-se de uma torção no tornozelo direito.
O técnico Vincent Collet foi cauteloso, e Parker atuou apensas nos primeiros cinco minutos, anotando três pontos. Nando De Colo, selecionado pelo Spurs no último draft, atuou por 25 minutos e anotou oito pontos e cinco assistências.
A seleção francesa venceu a Filândia por 82 a 72, e terminou e primeira fase em primeiro lugar do Grupo B da repescagem classificatória para o campeonato europeu.
Na linha dos 3 – Renovação forçada ou planejada?

Olá caros leitores!
Vocês não devem estar acostumados com a coluna “Na linha dos 3” às quartas-feiras, afinal este é o dia da “Um outro olhar”. Porém, devido a um pequeno problema com Renan Ronchi, nosso novo colunista, excepcionalmente nesta semana as datas foram trocadas. Então, hoje temos esta coluna, e amanhã teremos a tão querida (ou nem tanto) “Um outro olhar”. Explicações feitas, vamos ao assunto de hoje.
Estamos em um período complicado da offseason, onde há poucos assuntos rolando e poucas movimentações acontecendo. Dentro deste cenário, houve um espaço para uma maior reflexão sobre o que se passou com a equipe desde o fim da última temporada.
Muito se cobrava a franquia a respeito de uma renovação de um elenco envelhecido, e que parecia já sem energia para buscar as glórias de outros tempos. Pois bem, de uma forma forçada ou planejada, a renovação está aí, acontecendo.
Começando pela chegada de Richard Jefferson ao time, na posição que antes pertencia a Bruce Bowen. Jefferson, de 29 anos, chega para suprir a carência de uma posição que vinha preocupando os torcedores texanos, afinal Bowen, de 38 anos, parecia sentir o peso da idade e não conseguia mais jogar na mesma intensidade de antes. A chegada do novo ala recolocou a equipe de volta ao patamar dos favoritos.
Kurt Thomas, próximo de completar 37 anos, foi um dos veteranos incluídos na troca com o Milwaukee Bucks, que trouxe Jefferson para San Antonio. Para o seu lugar, a equipe foi atrás de Antonio McDyess, que completará 35 anos. Neste ponto, não é a idade que faz tanta diferença. Porém, indiscutivelmente, McDyess pode contribuir muito mais em quadra do que seu antecessor. Thomas teve médias na última temporada de 4,3 pontos e 5,1 rebotes em 17 minutos por jogo, enquanto Dyess atuou 30 minutos por partida, e conseguiu médias de 9,6 pontos e 9,8 rebotes, mostrando boa capacidade física.
Outro envolvido na troca por Jefferson foi Fabrício Oberto, de 34 anos. O argentino atuou em apenas 52 partidas na temporada passada, algumas por opção técnica e algumas outras por estar afastado devido ao um problema cardíaco, que inclusive pode levá-lo à aposentadoria precoce. Para o lugar de Oberto, a solução veio do Draft; o jovem ala-pivô DeJuan Blair, de 20 anos. O ex-jogador da Universidade de Pittsburgh mostrou um excelente jogo nas ligas de verão, dominando principalmente os rebotes.
O ala Ime Udoka, de 32 anos, teve seu contrato encerrado no fim da última temporada. e dificilmente renovará com a equipe do Texas. Para o seu lugar, Malik Hairston, de 22 anos, teve o contrato renovado. Após algumas partidas com o Spurs na última temporada e boas atuações na liga de verão, Hairston ganhou a oportunidade de ficar mais um ano em San Antonio e mostrar um pouco mais de seu basquetebol.
Além destes, Jacque Vaughn, de 34 anos também não deverá renovar. O substituto já está no elenco; George Hill, de 23 anos, que deverá ganhar mais minutos em quadra na próxima temporada.
Considerando apenas estes citados, houve uma redução de 46 anos na somatória da equipe. Um sinal claro de que a tão cobrada renovação está acontecendo. Uma base interessante está sendo montada para o futuro. Parker, Hill, Jefferson, Blair, Hairston e Splitter – sim, o brasileiro também deverá fazer parte em breve deste projeto de renovação da equipe. Se não é uma base tão genial como a de hoje, ao menos poderá manter a equipe em um bom nível, sem cair no ostracismo como acaba acontecendo com muitas equipes após o fim de uma geração vitoriosa. Bastará algumas boas movimentações em trocas, mercado de free agents e no draft para que a equipe volte a brigar pelo topo da NBA.
Denver Nuggets – Ameaça real ou meros frangos empanados?

Eles passaram a ser um time competitivo de uma hora para outra. Com um elenco considerado “de vidro” por algumas pessoas e “problemático” por outras, eles não trouxeram ninguém de peso nesse período dos free agents e nem tampouco estão envolvidos em muitos rumores. Ainda assim, é inegável que esse time está firme na disputa pelo título da conferência oeste e da NBA. É claro que estamos falando do Denver Nuggets. Por que diabos essa equipe se tornou tão forte em pouco tempo e o que a difere das outras equipes competitivas da sua conferência?
O Nuggets passou muitos anos sem ir aos playoffs e ganhou uma atenção especial dos brasileiros após ter draftado Nenê, o primeiro brasileiro da nova geração a ir para a NBA. Com a chegada do astro Carmelo Anthony, o time deu uma visível melhorada, que não foi tão vista com a chegada do seu segundo astro Allen Iverson. Por duas vezes, um Nuggets despreparado se deparou com o San Antonio Spurs nos playoffs como visível candidato e tomar uma surra, e nas duas deu um pequeno susto ao vencer o jogo 1, mas logo perdendo os próximos quatro. Em ambas as épocas, ninguém esperava uma derrota do Spurs, mas hoje, se nos depararmos com uma série de playoffs entre essas equipes, ninguém prevê o resultado. E para explicar isso há uma série de fatores.
Pra começar, a única mudança significativa no elenco, a saída de Iverson e a chegada de Chauncey Billups. Bem, é simplesmente ridículo você ver as estatísticas de um time e ver que o terceiro maior pontuador da equipe tinha 6.7 pontos de média, atrás dos vinte e qualquer coisa de Melo e Iverson. Por mais que a dupla soubesse defender (e não sabia), não existe uma equipe vencedora sem trabalho de equipe, e torcedores do Spurs que acompanharam pelo menos os três últimos títulos sabem como ninguém como o trabalho em equipe torna um time vencedor. Talvez não seja culpa dos dois, afinal eles têm características parecidas. São excelentes pontuadores, não gostam de defender e com um armador de origem ao lado eles podem fazer milagres. E foi o que aconteceu.
Chauncey Billups é o armador dos sonhos de qualquer equipe da NBA. Talvez tenha sido o armador que melhor sabe passar a bola e armar um jogo de fato depois de Jason Kidd. Além de fazer a maioria da sua equipe crescer, o iminente amadurecimento de Carmelo Anthony contribuiu para tornar a dupla uma das mais mortíferas da conferência oeste. Não que ele tenha se tornado um Bruce Bowen ou tenha aprendido a dar menos que 5 turnovers por jogo (quem tem ele em algum fantasy sabe do que eu estou falando), mas Carmelo sabe que tem que abrir os braços e pular pra defender, sabe que tem que procurar seus companheiros quando tem chance e quando precisa resolver sabe que tem capacidade pra isso. É questão de tempo para se tornar um Paul Pierce melhorado, na minha opinião.
Outro fator que contribuiu para a boa campanha do último ano foi a saúde “não tão frágil” do garrafão da equipe. Kenyon Martin e Nenê é uma dupla que de nenhuma maneira é ruim dentro de quadra! Mas os salários e as contusões não os fazem render o que eles podem, especialmente nosso monobola preferido. Nenê em bom estado tem condições suficientes de marcar qualquer Tim Duncan da vida, o que tornaria o garrafão forte no papel. Tudo isso somado ao entrosamento garantiu ao Nuggets um time filé (sacou o trocadilho? UAHSUHAUSU). Por último, mas não menos importante, os titulares não seriam nada sem os carregadores de piano.
Chris Andersen. Não dava nada por esse cara a uns anos atrás. Um pivô branco metido a bad boy, cheio de tatuagens, que não fez nada além de atrapalhar seu companheiro de equipe J.R. Smith no torneio de enterradas de 2004/2005 e que ganhou uma punição por doping na liga. Quem se interessaria por ele?? Pois o Nuggets se interessou, e agora colhe os frutos. Jogando bem mais do que deveria graças ao garrafão de vidro, Andersen vem contribuindo com bons números. Isso sem falar de JR Smith, o crazy shooter mais perigoso da NBA, mais perigoso que o próprio LeBron James. Ora, é claro que é! O LeBron você sabe que, marcando bem ou não, ele no mínimo passa dos dois dígitos contra o seu time. Agora o JR Smith? Num dia ele marca 1 ponto fazendo 0,1% nos 3 pontos, no outro marca 50 pontos acertando 9 de 10 chutes. É o jogador mais imprevisível da NBA brincando, mas que rende bem mais do que rende mal. Não podemos esquecer de excelentes nomes como Anthony Carter, Linas Kleiza e Johan Petro (tá, nem tão excelente assim).
Artest no Lakers, Richard Jefferson no Spurs, Shawn Marion no Mavericks. Todos os times concorrentes se movimentando e a única coisa que o Nuggets trouxe foi Aaron Affalo. Se ele é ruim? Ainda me lembro quando torcedores do Pistons falavam que o time estava extremamente bem servido no futuro com Stuckey, Prince, Affalo e McDyess. Bem, dois já foram embora. Affalo é um bom guard que pode dar muitos minutos de descanso à Billups, mas não é um terço comparado às mudanças que seus rivais diretos fizeram. Será isso excesso de confiança, falta de mercado ou simplesmente o time não buscou nada, sendo assim podendo ser descartado dos concorrentes ao título?
Mas de jeito nenhum. Ainda me lembro daquele Lakers em que Kobe chorou, chorou e o máximo que conseguiu foi um Derek Fisher velho de volta. Mas por milagre de Deus, o time voltou jogando melhor, no mês seguinte trouxeram Gasol e o time foi campeão do oeste. Portanto, de maneira nenhuma podemos descartar o Nuggets. Até porque eu ainda o vejo na frente do Mavericks e do Hornets, apesar das mudanças. O fato é que muitas coisas podem colocar o time na frente, atrás ou equiparado ao Spurs. A saúde do garrafão é uma delas. Os problemas extra quadra também. E, por que não dizer, a falta de sorte do time de estar justo na conferência que mais se reforça para a temporada que está por vir.
O poder da mudança – o quanto foi importante?

Saudações torcedores do Spurs! Estreiando hoje e postando todas as quartas aqui no blog eu, escritor do antigo e hackeado NBA Champions, estou iniciando uma nova era na coluna “Um outro olhar”. Meu nome é Renan Ronchi e estarei aqui uma vez por semana para fugir um pouco do tema “Spurs” e falar um pouquinho mais da liga ao seu redor. O tema do primeiro texto não podia ser outro senão as principais mudanças na liga, com esse período agitado dos free agents indo e vindo. Como são muitas mudanças acontecendo em pouco tempo e ainda muitas outras estão por vir, falarei das 7 trocas que, na minha visão e provavelmente na de todos, mais irão mudar as coisas dentro da liga norte-americana. Muitos fatores estão inclusos, mas o principal deles, sem a menor dúvida, foi o quesito “nome” para definir quais farão as maiores diferenças em suas equipes.
Richard Jefferson – San Antonio Spurs
Começando com uma das trocas mais bem feitas de todo esse período da free agency. Feita sem ninguém lançar qualquer rumor sobre a troca (até porque, se surgisse, provavelmente colocaria Parker ou Ginobili no meio), o Spurs se livrou de três jogadores que não estavam rendendo bem (não aguento mais ver o Kurt Thomas jogando basquete, até eu tenho mais pernas que ele) e adicionou ao seu trio uma quarta peça extremamente importante. Richard Jefferson, que já foi membro de um dos trios mais mortais da liga, ao lado de Jason Kidd e Vince Carter, não é tão bom defensor quanto Bowen foi, mas Bowen já não rendia bem não era de hoje com a chegada da idade. Jefferson dá um arsenal a mais no ataque do time, tendo força física para infiltrações, um bom chute de 3 pontos e rápido o bastante para os contra-ataques, além de não ser uma “bomba relógio” para o time (como alguns jogadores encrenqueiros). Pra ser sincero, não me lembro de nenhuma briga envolvendo ele. É tão certinho que cai como uma luva no Spurs, que, na minha opinião, entra na frente do Nuggets na briga pelo título.
Ron Artest – Los Angeles Lakers
Se você não entendeu o termo “bomba relógio” do parágrafo acima, aqui você irá entender. Ron Artest é o maior exemplo de bomba relógio da liga. Em 2004/2005, Artest fazia parte de um Indiana Pacers que absolutamente ninguém duvidava de sua capacidade. Ron Artest, Reggie Miller, Jermaine O’Neal, Stephen Jackson, Jamaal Tinsley, dentre outros, era um time que ninguém botava defeito no papel. No papel. Logo no começo da temporada, Artest se envolveu em uma das maiores brigas da história da NBA em um jogo contra o Detroit Pistons, e ganhou uma suspensão de 73 jogos nunca antes alcançada por nenhum bad boy. Moral da história? Artest só jogou sete jogos na temporada regular, e isso, combinado a contusões e outros fatores extra quadra daquele time de encrenqueiros, fizeram o Pacers conseguir “míseras” 44 vitórias e ser batido pelo próprio Detroit Pistons no segundo round dos playoffs.
Em suma, Ron Artest pode tornar o Lakers um time imbatível ao mesmo tempo que pode levá-lo ao fracasso. Não que ele seja muito melhor que Ariza ou Odom, mas o seu espírito “Clutch”, ou seja, seu poder de decisão é inegavelmente maior. Esse é o motivo que pode levar o Lakers a mais uma conquista. Porém, se ele for punido, o Lakers terá que contar com Luke Walton de titular, e por isso Artest pode ao mesmo tempo levantar ou espatifar o atual campeão.
Rasheed Wallace – Boston Celtics
Sheed aceitou ser reserva ganhando uma MLE, o mínimo que ele receberia testando o mercado. O que isso significa? Que ele escreveu na testa “cansei de dinheiro, quero ganhar outro anel”. E condições para isso ele tem. O banco do Celtics, que mostrou uma certa fragilidade em alguns jogos temporada passada, forçando o poderoso trio a voltar à quadra, dessa vez conta com um ala-pivô alto, forte, que arremessa bem e fala tanto quanto o ala pivô titular. Você pode pensar “Mas o Rasheed também não seria uma bomba relógio?”. Bem, eu não consigo imaginá-lo afundando o Boston Celtics,;muito pelo contrário. Sua presença significa uma solidicação no garrafão e no banco de reservas, e é mais um pra fazer o pobre Glen Davis chorar.
Hedo Turkoglu – Toronto Raptors
É uma transação significativa, embora eu duvide que dê muitos resultados. Turkoglu, apesar de já ser veterano e não ter pernas para aquele run and gun, é uma ótima aquisição do Raptors, que ainda conta com Chris Bosh e o armador Jose Calderon como principais nomes. Além do chute de 3 impecável e a inteligência dentro de quadra, suficiente para decidir jogos, ele ainda pode dar uma “acalmada” no time nos momentos decisivos. Afinal de contas, um time cujos maiores nomes são jovens é sempre propenso a perder um jogo pelo desespero no final de tudo. Turkoglu veio para amenizar (não resolver) esses problemas, porém o time ainda não está pronto para lutar por mais do que uma vaga nos playoffs. Será necessário um trabalho de reconstrução muito maior para levantar esse time, que ainda não representa perigo pra ninguém.
Vince Carter – Orlando Magic
Perder o Turkoglu não fez tão mal assim com a aquisição de Vinsanity. O Magic perdeu um pouco sua “identidade”. O chute de 3 do Carter nem de longe é ruim, mas não é mais aquele time que você pode dizer que só sabe chutar. Muito pelo contrário; o time agora tem um arsenal de ataque ainda maior. Dificilmente Vince vai dar aquelas enterradas que assistimos no Youtube, mas agora nenhum time terá que se preocupar somente com Dwight Howard dentro do garrafão. O time novamente se firma como um candidato ao título, porém é necessário agir rápido. A idade de seus principais role players está chegando e o contrato de Rashard Lewis ainda não começou a assombrar o time.
Shaquille O’Neal – Cleveland Cavaliers
A troca mais comentada de todas. Shaq foi para o Cavaliers. Não importa que o Cavaliers já tinha um garrafão excelente, muito menos que perderam Ben Wallace, que rendia bem de ala-pivô improvisado, e que Ilgauskas vai perder minutos, afinal Shaq foi para o Cavaliers. Particularmente, detesto essa babação de ovo em cima do O’Neal. Apesar de já ouvir por aí comparações entre Kobe/Shaq e LeBron/Shaq, tenho minhas dúvidas se essa dupla dará certo. Sinceramente, se me pedissem pra escolher HOJE entre O’Neal e Ilgauskas, eu escolheria o pivô mongo. Até porque jogar um dos dois no banco pode causar um clima tenso na equipe, que mostrou um ótimo entrosamento na última temporada, e isso significa colocar Varejão de titular. Não que ele não mereça, mas o time do ano passado me parecia um pouco mais confiável. Só o tempo dirá se isso dará certo ou não, mas uma final entre LeBron e Shaq contra Kobe daria ao Stern mais dinheiro do que a Mega Sena acumulada.
Shawn Marion – Dallas Mavericks
O concorrente direto do Spurs hoje pode receber tranquilamente o apelido de asilo da NBA. Somando as idades de seus principais jogadores (Jason Kidd, Jason Terry, Dirk Nowitzki, Erick Dampier e agora Shawn Marion) têm-se a incrível quantia de 167 anos, três vezes a minha vó! Panela velha é que faz comida boa o escambau, quem aí vai ter pique pra marcar as jovens estrelas que estão surgindo? Sem a menor dúvida, não podemos dizer que foi uma má escolha. Shawn Marion ainda é um jogador versátil, capaz de jogar em mais de uma posição e puxar contra ataques, fora sua capacidade fenomenal de dar enterradas associada ao seu arremesso estranho. Mas será que o Mavericks precisava de mais um veterano ao invés de um jovem jogador para dar mais gás à equipe? Já faz algum tempo que o Mavericks deixou de ser uma potência para ser um time que não bota mais medo em ninguém na liga, e dificilmente será esse ano que isso irá mudar.
Essas foram as principais trocas. Que conclusão podemos tirar disso? Os times candidatos ao título ainda continuam candidatos ao título, porém dessa vez vemos times como o Spurs e o Magic mais firmes do que times como o Nuggets e o Hornets. E, quem sabe, não podemos ver dois desses times citados na final do próximo ano.
