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Spurs (15-11) vs. Blazers (19-12) – Quem segura Jerryd Bayless?

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O San Antonio Spurs recebeu, no AT&T Center, a desfalcada equipe do Portland Trail Blazers e acabou derrotado, perdendo a chance de ultrapassar o Houston Rockets e do próprio Blazers na classificação. Além das ausências já previstas, o Blazers também não pode contar com sua maior estrela, o ala-armador Brandon Roy, que de última hora foi vetado com dores no ombro. Foi a chance que Jerryd Bayless precisava.

Duncan e Jefferson jogaram bem mas não evitaram a derrota. (AP Photo)

Bayless foi arrasador na partida. Marcou 31 pontos – sua maior marca na carreira – e atormentou a defesa texana desde o início. Ao lado do armador, LaMarcus Aldridge foi um dos líderes da equipe no primeiro período. Foram oito pontos do ala-pivô, que ajudaram na construção do placar de 28 a 24 para os visitantes.

Bayless foi a grande estrela da noite. (AP Photo)

No segundo quarto o time de San Antonio marcou os quatro primeiros pontos e tomou a frente no placar. Mas foi apenas por alguns segundos, pois, nos dois ataques seguintes, Bayless converteu quatro pontos e devolveu a liderança para o time de Portland. Restando pouco mais de cinco minutos, o Spurs novamente virou para 39 a 36 graças a Tim Duncan, que converteu uma bandeja, sofreu falta e acertou o lance livre de bonificação.

Mas novamente a liderança não se sustentou por muito tempo. Martell Webster, com pontaria certeira, converteu duas bolas de 3 pontos consecutivas e recolocou sua equipe à frente. No intervalo o placar era de 48 a 47 para os visitantes.

Os comandados de Gregg Popovich sofriam para tentar parar Bayless e Aldridge, mas não obtinham sucesso. O time do Texas mantinha-se atrás no marcador, embora por uma pequena desvantagem, mas sem conseguir tirá-la. Richard Jefferson e Tim Duncan faziam boa partida, mas a pontaria ruim de Ginobili nos tiros de longe pesou contra a equipe. O argentino acertou apenas um dos cinco arremessos de 3 pontos que tentou.

O último quarto teve início com o placar de 75 a 69 e, embora se aproximasse em alguns momentos, o Spurs em nenhum instante conseguiu passar à frente. Restando 27 segundos, Tim Duncan recebeu passe de Roger Mason, fez a bandeja e reduziu para apenas dois pontos a vantagem adversária, 98 a 96. Na posse seguinte, Bayless errou o arremesso restando apenas três segundos, mas o rebote ofensivo ficou com André Miller, que rapidamente sofreu falta. O armador converteu os dois lances livres que teve direito e sacramentou a derrota em casa dos texanos.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 24 pontos e 11 rebotes

Richard Jefferson – 18 pontos

Roger Mason – 16 pontos, cinco rebotes e quatro assistências

Tony Parker – 16 pontos e quatro assistências

Portland Trail Blazers

Jarryd Bayless – 31 pontos e sete assistências

LaMarcus Aldridge – 22 pontos e oito rebotes

Juwan Howard – 12 pontos e 12 rebotes

Spurs (15-10) vs. Blazers (18-12) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs. Portland Trail Blazers – Temporada Regular

Data: 23/12/2009

Horário: 23:30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Situação do Jogo

O San Antonio Spurs, atual sétimo colocado no Oeste, enfrenta nesta noite a equipe do Portland Trail Blazers em partida que vale a sexta posição da conferência. O time texano terá os desfalques de Michael Finley e Matt Bonner, enquanto o adversário coleciona contundidos: Greg Oden, Rudy Fernandez, Travis Outlaw e agora Joel Przybilla. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN.

Confrontos na temporada (0-1)

06/11/2009 – San Antonio Spurs 84 @ 96 Portland Trail Blazers

A derrota fora de casa foi a terceira da equipe em cinco jogos na temporada. Falhas no ataque e a fraca defesa foram os principais problemas. Neste jogo a equipe perdeu o armador Tony Parker, com uma torção no tornozelo, ainda no segundo quarto.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Keith Bogans

SF – Richard Jefferson

PF – Tim Duncan

C –  Antonio McDyess/DeJuan Blair

Fique de olho – McDyess chegou como reforço de peso para a equipe do Texas, mas não vem correspondendo às expectativas da torcida. Com médias apenas regulares de 5,5 pontos e 5,8 rebotes por partida, o pivô vem perdendo espaço na rotação, e na partida anterior perdeu a titularidade para o novato DeJuan Blair e ainda viu a boa atuação de Theo Ratliff. Dyess precisa mostrar serviço se quiser garantir seu espaço em San Antonio.

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PG – Steve Blake

SG – Brandon Roy

SF – Martell Webster

PF –LaMarcus Aldridge

C –  Juwan Howard

Fique de olho – Primeiro Greg Oden lesionado e fora de toda a temporada, e agora a lesão, aparentemente séria, de Joel Przybilla. Com isso,  o veterano  Juwan Howard, de 35 anos, deve assumir a titularidade na posição 5 da equipe. O jogador atuou em 21 partidas na temporada, todas como reserva, e anotou médias de 3,1 pontos e 2,3 rebotes em 12 minutos por jogo. Agora, Howard tem a chance de mostrar que ainda pode contribuir em uma equipe da NBA.

Trocas em San Antonio?

Com o rendimento da equipe bem abaixo do esperado neste início de temporada, fica impossível não pensar em possíveis mudanças e trocas na equipe do Spurs. O quinto lugar no Oeste e a campanha de 15 vitórias e 10 derrotas é pouco para quem estava cotado como a segunda força da conferência. Analisando que as vitórias vieram praticamente só sobre equipes fracas, a situação se torna ainda pior. Diante deste cenário, comecei a imaginar que possíveis trocas poderiam causar real impacto na equipe.

Antes de efetivamente começar as especulações, gostaria de deixar claro que tudo que escreverei aqui é apenas baseado em minha observação e pesquisa;  até agora não foram veiculados possíveis rumores envolvendo os nomes que citarei.

A grande moeda de troca que o Spurs possui hoje é o argentino Manu Ginobili. Soa estranho dizer que o ala-armador pode ser trocado, mas ele não parece mais intocável como em anos anteriores. O jogador e o técnico Gregg Popovich tiveram alguns desentendimentos quando o assunto era servir a seleção argentina. Jogando por seu país, veio a lesão no tornozelo que afastou Ginobili por um bom tempo das quadras, e vieram mais críticas do treinador.

Aliado a isso, veio a queda de rendimento na atual temporada e a idade avançada. O que torna o argentino um jogador valorizado no mercado é o seu contrato expirante de 10 milhões de dólares. Em época onde todos buscam espaço na folha salarial para a pós-temporada de 2010, um contrato desses parece interessante.

Mas quem poderia vir em troca Manu? O primeiro nome que me vem à cabeça é Chris Kaman. Este, na minha opinão, seria o nome ideal para o time texano. Há tempos que todos sabem da necessidade de um parceiro de garrafão para Duncan, e McDyess não vem correspondendo, então o americano naturalizado alemão cairia como uma luva. Os valores de salários são praticamente iguais, o que viabilizaria uma troca um por um.

Para o Los Angeles Clippers, a troca pode ser interessante, pois a equipe também não vem rendendo aquilo que era esperado e talvez algumas mudanças possam estar sendo planejadas. Ao receber Ginobili, além do contrato expirante, receberiam um bom jogador e não só um “zero à esquerda” (Kwame Brown, estou falando de você!). Para jogar no garrafão, a equipe já possui Marcus Camby – que também é expirante – e Blake Griffin, além do jovem DeAndre Jordan.

https://i0.wp.com/admissions.uconn.edu/blogs/2008/michael/wp-content/uploads/2009/02/caron.jpgCaron Butler também surge como opção. O ala do Washington Wizards faz boa temporada com 16,9 pontos e 6,8 rebotes de média, mas sua equipe também é uma decepção. Butler ainda possui dois anos de contrato, e seu salário também possibilitaria uma troca um por um com Ginobili. Após tantos anos de fracassos, apesar de manter a base e montar bons elencos, talvez os dirigentes do time da capital estejam começando a pensar em mudanças. Iniciar limpando a folha salarial é sempre um bom caminho.

http://sportscrzy.files.wordpress.com/2009/07/carlos-boozer_300_080131.jpgO Utah Jazz também poderia surgir como interessado. O relacionamento de Carlos Boozer com a torcida não é bom já há algum tempo, e a carência do time de Salt Lake City por um ala-armador com bom arremesso também não é recente. Com o desenvolvimento de Paul Millsap, Boozer tornou-se negociável. O jogador tem contrato expirante e seu salário gira na casa dos 12 milhões de dólares. Apensar de um pouco mais elevado, ainda possibilitaria uma troca direta pelo argentino.

O Spurs ainda possui outros dois jogadores que podem servir como valiosas moedas de troca em possíveis negociações. São Matt Bonner e Roger Mason Jr, ambos com salários expirantes de mais de três milhões de dólares. O bom rendimento por preço baixo, aliado a um salário que termina ao fim da temporada, é uma combinação que pode atrair interessados.

A data limite para trocas, a chamada Trade Deadline, é dia 18 de fevereiro. Até lá, muitas coisas podem ocorrer na liga, mas, se o rendimento continuar como está, é provável que o San Antonio Spurs não passe “em branco” por ela.

Dominante, mas nem tanto

22 jogos, 18 vitórias e apenas quatro derrotas. Esta é a excelente campanha do Los Angeles Lakers na temporada. Do dia 17 de novembro ao dia 11 de dezembro foram 11 triunfos consecutivos, sequência que só foi interrompida no dia 12 com a derrota fora de casa diante do Utah Jazz. A melhor campanha do Oeste e a segunda melhor de toda a liga, atrás apenas do Boston Celtics – que tem duas vitórias a mais.

Mas até onde este bom desempenho pode ser realmente levado como parâmetro? Vamos a uma análise mais profunda da tabela que os angelinos tiveram até aqui.

Dos 22 jogos feitos até agora, 17 foram em casa e apenas cinco longe do Staples Center. Distante de Los Angeles, vieram duas derrotas – para Denver Nuggets e Utah Jazz. Da série de 11 vitórias seguidas, dez jogos foram em casa e apenas um fora, sendo contra o frágil Golden State Warriors.

Das quatro derrotas até agora, todas foram para possíveis adversários nos playoffs. Dallas Mavericks, Houston Rockets, Denver Nuggets e Utah Jazz, sendo que os dois primeiros superaram o atual campeão jogando na Califórnia.

Observando isso, podemos chegar à conclusão que parte do bom desempenho do Lakers se deve ao fato de jogar a maioria de suas partidas em casa, com o apoio de sua torcida. A equipe foi a que menos jogou longe de seus domínios até agora – somente cinco jogos, enquanto o Boston Celtics, por exemplo, atuou 13 vezes.

Dos reais candidatos ao título, o time de Kobe Bryant enfrentou apenas o Denver Nuggets uma vez e foi derrotado. Dentre as equipes do chamado “segundo escalão”, enfrentou Atlanta Hawks e Phoenix Suns (2 vezes) e Dallas Mavericks. No restante, apenas equipes consideradas mais fracas.

Ainda parece um pouco cedo para afirmar que o Lakers é absoluto no Oeste como muitos andam dizendo. A campanha é boa sim, mas ilude. O calendário ajudou bastante, com a maioria dos jogos em casa, e os adversários fracos deram um “forcinha” para colocar a franquia angelina no topo. Ainda os vejo como favoritos para vencer a conferência, mas não de maneira tão dominante quanto vêm sendo até agora. Creio em uma queda de rendimento natural da equipe, aliado a um calendário um pouco mais complicado daqui para frente.

Altos e baixos

Este início de temporada vem preocupando até mesmo os mais otimistas torcedores do Spurs. A atual campanha de dez vitórias e nove derrotas coloca a equipe apenas na nona colocação, abaixo até mesmo do Thunder (quem diria?). O desempenho cheio de altos e baixos é algo que os texanos não estavam acostumados, afinal sempre viram em quadra uma equipe que ia longe pela solidez e regularidade.

Na primeira partida da temporada, veio uma convincente vitória sobre o New Orleans Hornets, o que animou especialistas e torcedores que sonhavam com a volta dos tempos vitoriosos. Logo em seguida, uma derrota para o inconsistente Chicago Bulls acalmou os ânimos dos mais empolgados. Na terceira partida, obrigação cumprida ao vencer o Kings.

O primeiro real sinal de fragilidade veio após derrotas, fora de casa, consecutivas para Jazz e Blazers, equipes bem cotadas no disputado Oeste. Em seguida, uma atípica vitória sobre o Toronto Raptors. Atípica pelo placar de 131 a 124, digno de uma partida entre Suns e Warriors. No jogo seguinte, vitória sobre o rival Dallas Mavericks, mesmo com a equipe recheada de desfalques. Surgia uma luz no fim do túnel?

Na realidade, esta “luz” foi apenas um lampejo. Uma sequência de três derrotas seguidas, para Thunder em casa, Mavs fora e Jazz novamente em casa praticamente instaurou uma crise jamais vista nos tempos recentes da franquia.

Para acalmar a ressabiada torcida, vieram cinco triunfos consecutivos, diante de Wizards, Bucks, Warriors, Rockets e Sixers. Mas podemos considerar esta sequência apenas uma ilusão, fruto de uma série de partidas diante de equipes frágeis. Apenas Bucks (sexto no leste) e Rockets (sétimo no oeste) estariam hoje classificados para os playoffs, mas sabemos que nenhum dos dois disputam o caneco de campeão.

Viria então a partida contra o Boston Celtics, a primeira dos texanos contra um real candidato ao título. Mais uma decepção; derrota em casa. Para piorar, na partida seguinte estaria o Denver Nuggets, outro candidato ao anel. Derrota novamente em casa após levar a virada no último quarto. Contra o Utah Jazz, dessa vez fora de casa, outra derrota, a terceira para a equipe de Salt Lake City na temporada.

Na noite de ontem, vitória em casa sobre o ainda frágil Sacramento Kings. Será que finalmente engrena agora? Acho que isso que eu e toda a torcida preto e prata está se perguntando neste momento. As próximas duas partida serão diante de Bobcats e Clippers, pela lógica, duas vitória. Depois, no dia 15 vem o Phoenix Suns de Steve Nash e Amare Stoudemire, velhos conhecidos dos texanos.

Após o confronto com a equipe do Arizona, o San Antonio Spurs só enfrentará um real candidato ao título no dia 12 de janeiro, quando pega o Lakers. Até lá serão mais 12 confrontos, os mais difíceis contra Mavs e Blazers. O calendário ajuda, mas será que até lá teremos de volta nosso o nosso bom e velho (no sentido figurado) Spurs?