Arquivo do autor:Victor Moraes

Os ingredientes de uma boa final

Junte os dois últimos campeões da liga, misture a isso o fato das franquias serem as duas maiores vencedoras e estarem na NBA desde o seu início. Acrescente uma pitada de rivalidade histórica de 11 finais disputadas. Depois é só levar para o forno durante quatro períodos de 12 minutos e pronto: temos Lakers e Boston na final de 2010.

Quem liga para as partidas? Legais mesmo são os intervalos!

Não faltam atrativos para acompanharmos o jogo 6 desta série, que acontece hoje, às 22h. É bem verdade que o nível das partidas não está de acordo com o esperado, mas a rivalidade está lá. Jogos pegados, marcação pesada, faltas técnicas e algumas jogadas incríveis fazem valer a pena perder algumas horinhas acompanhando estes jogos. Para quem gosta de basquete, não tem como perder um Lakers x Celtics em uma final…

Até agora, não podemos dizer que tivemos uma grande partida na série, com as duas equipes jogando tudo que sabem. Aliás, eu acho que nenhuma delas jogou aquilo que pode até agora, nem nas partidas que venceram. Se hora um jogador vai bem, outro vai mal e vice-versa. Já vimos Pau Gasol, Ray Allen e Ranjo Rondo decidindo e também vimos Derek Fisher e Glen Davis (!!!) sendo peças fundamentais nos quartos períodos. Por outro lado, assistimos Kobe, Garnett, Paul Pierce e os outrora decisivos Gasol e Allen fazerem jogos lamentáveis, para se apagar da memória.

Sempre deixei claro aqui minha torcida pelo Celtics nesta série. Se antes eu levava pouca fé nos “verdinhos”, hoje vejo que, já que o Spurs não está nas finais, eles são a única equipe capaz de vencer o Lakers. E estão no caminho certo para isso: vencem a série por 3 a 2.

O que podemos esperar para o jogo 6? Muita, mas muita rivalidade, isso é certo. Podemos esperar também muita marcação e fortes defesas, característica, aliás, que vem sendo predominante nesta série.

Fora isso, eu diria que é impossível prever um resultado. Pela “lógica”, daria Lakers, por jogar em casa e precisar desesperadamente da vitória para forçar um jogo 7. Mas e se o Ray Allen acorda novamente com a mão quente e convertendo bola de 3 atrás de bola de 3? E se virmos em quadra o mesmo Pau Gasol do jogo 5, lento e apático, completamente diferente do que vimos em outros jogos? Ou então o Kobe pode acordar naqueles dias em que ele resolver fazer 50 pontos e colocar o jogo no bolso sozinho… tudo pode acontecer.

A torcida fica pela vitória do Celtics logo hoje, para assim evitar qualquer chance de vitória do Lakers no jogo 7. Mas, caso o time angelino vença, seremos premiados com mais uma partidaça entre estas duas sensacionais equipes… e com um ingrediente a mais: a emoção que só um jogo 7 pode trazer.

Mahinmi diz que tomará decisão pelo tempo de quadra

O pivô Ian Mahinmi, que ficará sem contrato ao fim da temporada 2009/10, anunciou que assinará um novo acordo baseado no tempo de quadra que receberá. Para o francês, a melhor proposta será da equipe que lhe oferecer mais minutos para jogar.

“Minha decisão será apenas baseada no tempo de jogo”, disse o jogador de 23 anos. “Se um time me oferecer um bom tempo de quadra, eu assinarei com ele. Se o Spurs me oferecer um bom projeto, eu permanecerei em San Antonio. Eu amaria continuar em San Antonio”, finalizou.

O histórico

Mahinmi foi draftado pelo Spurs na 28ª escolha do Draft de 2005 e jogou sua primeira temporada no Texas em 2007/2008, mas atuou em apenas seis partidas e foi enviado ao Austin Toros, equipe filiada ao Spurs na Liga de Desenvolvimento, na qual também ficou na temporada seguinte.

Em 2009/2010, o pivô voltou a San Antonio e atuou em 26 partidas, anotando médias de 3,9 rebotes e dois rebotes em 6,3 minutos. Sua melhor atuação aconteceu dia 10 de janeiro, contra o New Jersey Nets, quando anotou 15 pontos e nove rebotes em 21 minutos.

Chegaram as finais

Depois de passados  sete meses de temporada, finalmente chegou a hora que todo mundo aguardava: as finais. Tudo bem que para os torcedores do San Antonio Spurs não será a final que esperávamos, mas além de fãs do Spurs, somos também amantes do basquete e não há como negar que existe um certo charme que envolve as finais entre Lakers e Celtics.

Rivalidade desde os primórdios da NBA

Estes são, talvez, os times mais tradicionais da liga, os que mais veneram títulos e já se enfrentaram diversas vezes na decisão da NBA. Não há como não lembrar dos confrontos entre Larry Bird e Magic Johnson nos anos 80. Ou então, para os ainda mais saudosistas, os duelos de Bill Russel contra Wilt Chamberlain, nos anos 60.

Desta vez, teremos uma repetição das finais de 2008, em que a franquia de Boston faturou o título. A base das equipes são praticamente as mesmas. De um lado Kobe, Gasol, Odom e Fisher, e de outro Garnett, Ray Allen, Pierce e Rondo. A grande diferença é Ron Artest, já que há dois anos atrás o titular foi Radmanovic.

Fazer qualquer tipo de previsão nesta série seria um absurdo, puro chute. Parece clichê dizer isso, mas tudo pode acontecer. Lembrando que o sistema de disputa muda nas finais. Agora o Lakers jogará as duas primeiras em casa, depois serão três jogos consecutivos em Boston e depois a série volta para os jogos 6 e 7 em Los Angeles.

Ou seja, a série pode acabar em 4 a 1 para o Celtics, caso eles vençam uma das primeiras duas partidas em Los Angeles e depois confirmem o mando de quadra nas três partidas em Boston. Ou então, pode acabar 4 a 2, se o Lakers vencer as duas em casa e depois arrancar pelo menos uma vitória fora.

Meu palpite fica pelo lado de torcedor mesmo: 4 a 1 Celtics. Como bom torcedor do Spurs, torcer pelo Lakers está fora de cogitação.

Vem aí o Mundial 2010

Faltam pouco mais de três meses para o início do Mundial de Basquete de 2010, que será sediado na Turquia. O torneio acontecerá entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro e reunirá 24 seleções de todos os continentes, divididas em quatro grupos (confira a divisão dos grupos mais abaixo).

Desta vez, Parker aproveitará melhor as férias da NBA

Mas para nós do Spurs Brasil, o que isso representa? Além, claro, de nossa seleção brasileira, que estará em quadra, com toda a nossa torcida, e da poderosa seleção norte-americana, devemos ter alguns outros atletas para torcermos e, principlamente, observamos.

Como já se sabe, Manu Ginobili não participará desta edição da competição, Tony Parker também abriu mão da disputa para poder descansar e se recuperar da dificil temporada que viveu no Spurs, e Tim Duncan já se aposentou há alguns anos da seleção americana.

Com os grandes astros texanos fora do Mundial, nossa atenção se volta para jogadores menos badalados. Na seleção francesa, o pivô Ian Mahinmi deve constar na lista. Além dele, o ala-armador Nando De Colo pode ser chamado e merece nossa atenção. Para que não se lembra, ele foi draftado pelo Spurs no Draft de 2009, na 53ª escolha, e pode pintar em San Antonio em pouco tempo. Será a rara oportunidade de ver um possível futuro jogador em quadra, já que De Colo atua pelo Valencia, da Espanha, e por aqui são raras as transmissões de partidas da Liga ACB.

Outro possível representante do Spurs é Matt Bonner.  “Como assim?”, vcs devem estar se perguntando, já que jamais ele teria espaço na seleção dos EUA. Mas Bonner possuí a nacionalidade canadense e pode ser chamado para defender o Canadá no Mundial.

Além deles, claro que estaremos de olho em Tiago Splitter. O pivô brasileiro possui os direitos na NBA ligados ao San Antonio Spurs e pode chegar ao Texas como o principal reforço para a temporada 2010/11.

O Spurs Brasil fará a cobertura da participação brasileira na Turquia, dos Estados Unidos e também das outras seleções que tenham jogadores ligados a franquia. Então fiquem ligados, 28 de agosto começa, anotem em suas agendas.

https://i0.wp.com/2.bp.blogspot.com/_OfkqvQqHznw/S0FR93-T9cI/AAAAAAAAEiI/4fkJjYiJlEc/s400/logo_Mundial%2Bbasquete_Turquia.gifCampeonato Mundial de Basquete – Turquia 2010

Data: 28 de agosta a 12 de setembro

Cidades sedes: Istambul, Ankara, Izmir e Kayseri

Grupo A
Alemanha
Angola
Argentina
Austrália
Jordânia
Sérvia

Grupo B
Brasil
Croácia
Eslovênia
Estados Unidos
Irã
Tunísia

Grupo C
China
Costa do Marfim
Grécia
Porto Rico
Rússia
Turquia

Grupo D
Canadá
Espanha
França
Líbano
Lituânia
Nova Zelândia

Vem, Tiago!

Nesta semana, para quem não viu, o brasileiro Tiago Splitter foi eleito o jogador mais valioso (MVP) da liga espanhola de basquete, a ACB. Motivo de orgulho para nós brasileiros, e mais ainda para nós, torcedores do Spurs,  já que os direitos do pivô brasileiro na NBA pertencem ao time de San Antonio.

Esperamos vê-lo em breve com nossa camisa

Ser MVP da Liga ACB não é pouca coisa. O campeonato espanhol é considerado por muitos a segunda liga nacional mais forte do mundo – atrás apenas da própria NBA, claro. Isso, sem dúvida, despertaria o interesse de qualquer franquia americana, e somos nós, o Spurs, que temos em mãos a chance de trazê-lo.

Sem possibilidade de fazer grandes contratações no movimentado mercado de free agents da offseason de 2010, a grande aquisição do time texano pode ser o pivô brasileiro. Se não podemos pensar em Wade, LeBron e Bosh, como a maioria, temos uma missão até mais fácil: trazer Tiago Splitter.

Não vou me alongar em análises táticas de como Splitter jogaria no Spurs; já fizemos isto aqui algumas vezes antes e também cada um pode ter uma percepção sobre as possibilidades. Quero me focar no lado “burocrático” da contração: afinal, o que precisamos fazer para trazê-lo?

Dizem na Espanha que o Real Madrid estaria disposto a fazer uma proposta altíssima para ter o brasileiro em seu elenco, algo que beiraria 7 milhões de euros limpos. E esse pode ser o principal entrave na negociação de nosso conterrâneo com o Spurs.

Mas,  a favor da franquia texana, está o encanto que jogar na NBA causa. Se não todos, a grande maioria dos jogadores de basquete sonha em chegar à NBA, e isso pode pesar na balança para o lado do Spurs. Outro ponto favorável aos texanos é que a liga americana, futuramente, pode pagar mais do que qualquer clube na europa pagaria. Alguns contratos, quando renovados, ultrapassam os 10 milhões de dólares, as vezes chegando a 15 ou até 20 milhões. Então, dependeria do rendimento de Tiago na NBA para que, no futuro, o contrato fosse renovado com um salário melhor.

Acredito que a saída para o Spurs é apostar todas as fichas em trazer o brasileiro. A equipe precisa de renovação, e um jogador de garrafão de qualidade como Splitter não se encontra em qualquer esquina.

Mas também não será possível o brasileiro chegar ganhando o salário mínimo de novato da NBA, então a melhor saída seria trabalhar usando a Mid Level Exception, um valor que a equipe terá para usar em contratações e que gira em torno dos 5,5 milhões de dólares.

Ainda sim, este valor seria mais baixo do que ele receberia na Europa, mas não deixaria de ser um belo salário. Acredito que, nessas condições, Tiago não abriria mão de seu sonho de jogar na NBA.