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Splitter treina com a Seleção Brasileira

O pivô Tiago Splitter, jogador do San Antonio Spurs, se apresentou à Seleção Brasileira e na última terça-feira já realizou o primeiro treino com o técnico Rubén Magnano. A equipe se prepara visando a disputa do Mundial da Turquia, que acontece entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro.

Foto: Divulgação/FIBA America

Contratado pelo Spurs no dia 12 de julho, Splitter se apresentou à Seleção cerca de uma semana depois do restante do elenco. Feliz com a chegada à NBA, o pivô se mostrou focado na disputa do Mundial e disse estar confiante em um bom desempenho do time na Turquia.

“Estou feliz com os acontecimentos do último mês, principalmente por ir para a NBA. Mas agora é hora de pensar na seleção. Vivemos um ótimo momento. Temos um excelente elenco e um técnico muito bom. Temos tudo para ir longe no Mundial. O garrafão brasileiro é uma das nossas armas, mas não podemos esquecer que temos ótimos jogadores nas outras posições. Esse grupo já se conhece bem e não teremos problema de entrosamento. Eu devo estar um pouco atrás do resto do time fisicamente, mas vou trabalhar forte para entrar no ritmo deles”, comentou o pivô.

O Brasil está no Grupo B da competição, com Estados Unidos, Croácia, Eslovênia, Tunísia além do Irã, equipe contra qual a Seleção estreia dia 28.

E agora ‘Coach K’?

Os norte-americanos deverão ter mais dificuldades do que o esperado no Mundial da Turquia, que será disputado entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro. Isso porque as ausências são maiores do que as esperadas e sobrou para o técnico Mike Krzyzewski a convocação de uma “seleção B”, recheada de jovens atletas.

Olhe bem para estes jogadores. Nenhum deles estará na Turquia daqui um mês

Isso porque Coach K não terá nenhum dos 12 jogadores que disputaram as Olimpíadas de Pequim em 2008. Jason Kidd, pela idade avançada, encerrou eu ciclo com o time nacional. Outros pediram dispensa por motivos diversos, como lesões, adaptação às novas equipes com as quais que assinaram contratos, etc.

Além de Kidd, não estarão presentes os armadores Chris Paul e Deron Williams, os ala-armadores Kobe Bryant, Dwyane Wade e Michael Redd, os alas Tayshaun Prince, Carmelo Anthony e LeBron James, os ala-pivôs Cris Bosh e Carlos Boozer, além do pivô Dwight Howard. Além deles, o grupo convocado para treinamentos neste mês de julho já sofreu três baixas: Robin Lopez, David Lee e, a mais importante, Amar’e Stoudemire, que teve problemas de liberação junto ao New York Knicks, seu novo time.

Sem eles, foram chamados jogadores como Derrick Rose, Kevin Durant, OJ Mayo, Rudy Gay, Kevin Love, Rajon Rondo, entre outros. O grupo final com os 12 jogadores que efetivamente irão ao Mundial ainda não está definido, mas podemos esperar um núcleo jovem, liderados por dois caras experientes: Chauncey Billups e Lamar Odom.

Mesmo com um “segundo escalão”, os norte-americanos ainda têm talento de sobra, é verdade. A grande questão é que a maioria dos chamados por Mike Krzyzewski não tem expeiência alguma no basquete com regras FIBA, e leva-se um certo tempo para se adaptar.

Além das regras um pouco diferentes, o estilo de jogo também é diferente. A NBA privilegia mais o jogo físico e individual, o chamado um contra um, enquanto na FIBA o jogo costuma ser mais técnico e coletivo. Por isso Billups e Odom terão papel importantíssimo nesta seleção, pois são alguns dos poucos que já disputaram competições neste sistema.

Pela frente, encontrarão uma Espanha sem Pau Gasol como principal adversária na briga pelo título. Mas mesmo sem seu principal jogador, os espanhóis leverão para a Turquia um time muito forte, com Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Jorge Garbajosa, Fran Vasquez e Ricky Rubio. Outra pedra no sapato americano pode ser a Argentina, com Luis Scola e Carlos Delfino, e até mesmo o Brasil pode complicar, já que terá o time completo pela primeira vez em vários anos.

Tenho dúvidas em relação à supremacia dos Estados Unidos no torneio. Apesar de terem um time talentoso, faço parte do lado mais pessimista. Acho que a inexperiência vai pesar diante de rivais fortes nas fases decisivas e não será dessa vez que os EUA voltarão ao lugar mais alto do pódio em um Mundial.

Opções para a ala diminuem: Barnes acerta com o Raptors

O Spurs precisará correr um pouco mais atrás de um ala para a temporada 2010/11. Matt Barnes, uma das principais opções disponíveis no mercado, anunciou seu acerto com o Toronto Raptors. O contrato pagará ao jogador 10 milhões de dólares e  terá duração de duas temporadas. O valor é o dobro do que o Spurs poderia oferecer pelo mesmo período.

Sem Matt Barnes, opção de renovação com Jefferson ganha força

Com Barnes na equipe do Canadá, os texanos continuam no mercado em busca de um jogador para ocupar a posição 3, já que as outras opções cogitadas também não estão mais disponíveis: Raja Bell acertou com o Utah Jazz e até James Jones, outro que despertava interesse, permanecerá com o Miami Heat por mais uma temporada, com salário de 1 milhão de dólares no ano.

Com isso, a opção de renovação do contrato de Richard Jefferson ganha força. O jogador, que disputou sua última temporada em San Antonio, mas optou por sair de seu contrato com a equipe, poderia retornar ao time, com um salário menor, porém com um contrato mais longo.

Jefferson tornou-se um agente livre ao sair de seu contrato com o Spurs, que lhe pagaria 15 milhões de dólares na próxima temporada, mas ainda não acertou com nenhuma outra franquia. Especula-se que o jogador deseja um contrato de quatro ou cinco anos de duração, com valores variando entre 8 e 10 milhões de dólares/temporada.

Atualização às 04h29

Segundo o jornalista Marc Stein, do site ESPN.com, o acerto entre Barners e o Toronto Raptors pode não mais acontecer. Isto porque questões financeiras impediriam o negócio de ser concretizado.

Como o time canadense utilizou o valor total de sua Mid Level Exception para contrat Linas Kleiza, seria necessário que houvesse uma sign and trade com o Orlando Magic, antigo time de Barnes. Porém, o time da Flórida estaria impedido, por regras da NBA, de realizar uma transação deste tipo com valores superiores a 2 milhões de dólares (o salário de Barnnes iniciaria um pouco acima de 4 milhões).

Caso a informação se confirme, Barnes voltaria a estar disponível no mercado e pode receber novas investidas de outras equipes, inclusive do San Antonio Spurs, que ainda tem cerca de 2,3 milhões de dólares para tentar alguma contratação.

James Jones é o alvo da vez

Com o acerto de Raja Bell com o Utah Jazz, no valor de 10 milhões de dólares por três temporadas, o San Antonio Spurs perdeu uma de suas principais opções de contratação, e o alvo da vez agora é o ala James Jones, que disputou a última temporada pelo Miami Heat.

Para contar com o jogador de 2,03 m de altura, os dirigentes da equipe texana podem oferecer o valor restante da Mid-Level Exception, algo em torno de 2,3 milhões de dólares, cerca de 1 milhão a menos do que Bell receberá por ano em Utah.

Em seis temporadas na NBA, Jones atuou por Indiana Pacers, Phoenix Suns, Portland TrailBlazers e Miami Heat e acumulou médias de 6,4 pontos e 2,4 rebotes por jogo, além de um aproveitamento de 39,5% nos arremessos de três pontos em 366 partidas realizadas.

E mais…

Spurs e Clippers jogarão partida no México

A NBA anunciou nesta quinta-feira que San Antonio Spurs e Los Angeles Clippers disputarão uma partida de pré-temporada na Cidade do México, capital mexicana. O jogo será realizado dia 12 de outubro e será a 19ª vez que equipes da NBA disputam uma partida no vizinho norte-americano (17ª vez na Cidade do México).

O que muda com Tiago Splitter?

Depois de três anos de espera, a notícia que todos nós esperavamos finalmente se concretizou. Tiago Splitter assinou com o Spurs e se juntará ao elenco para a temproada 2010/2011. Mas como Splitter entrará no sistema de Gregg Popovich? O que isso mudará efetivamente na equipe?

De imediato, pouca coisa vai mudar. Mas calma, isso não significa que Splitter não terá impacto na equipe durante a temporada. Ele terá, e bastante, mas no começo sua participação deve ser pequena. O brasileiro vem de uma liga que é jogada com regras diferentes, e lá passou praticamente seus últimos dez anos. Será necessária uma adaptação ao basquete amaericano.

Nas primeiras partidas, a não ser que aconteça algo extraordinário, Tiago deve começar no banco, com McDyess no quinteto titular. Splitter deve iniciar tendo menos até do que 20 minutos em quadra por jogo, dividindo o tempo na rotação com Matt Bonner.

E deve ser assim pelo menos nas primeiras 15 partidas da temporada, que deve ser o tempo que Splitter levará para começar a se acostumar com o “jeito de jogar” da NBA. Como o brasileiro não participa das ligas de verão, uma chance de inciar a adaptação já foi perdida, e ele também não terá muito tempo livre para treinos em San Antonio, já que deve disputar o Mundial de Basquete pelo Brasil (vale lembrar que o Mundial é jogado nas regras da FIBA, diferentes da NBA).

Com alguns meses como um Spur, o pivô brasileiro deve começar a ganhar mais espaço e importância. Seus tempo de quadra deve aumentar, a fluidez do jogo também e até a metade da temporada pode até já ter ganho a vaga de titular, já que capacidade não lhe faltará.

Difirente do que algumas pessoas vem prevendo, a minha opinião é que Splitter chega para jogar como pivô de ofício mesmo, nada de jogar como um ala-pivô. A explicação de quem analisa Tiago na posição 4 é que o brasileiro sofreria com a falta de físico para atuar como um center, o que acho besteira. Durante toda sua carreira Splitter atuou sempre na posição 5 e demonstrou muita qualidade, mudar agora para uma posição que exige movimentação diferente e mais distante da cesta seria um erro.

Com Splitter assumindo a titularidade como pivô, Tim Duncan estaria liberado para voltar a jogar como um ala-pivô, posição em que, na minha opinião, pode demonstrar o que tem de melhor. O camisa #21 acaba sendo sacrificado tendo que atuar muito próximo do aro, onde há um contato mais intenso, mas agora poderia ser ver livre da “improvisação”.

Em minha opinião, Tiago Splitter tem tudo para fazer uma excelente temporada, inclusive figurando entre os melhores novatos do ano. Os mais esperançosos já cogitam uma temporada com 15 pontos e sete rebotes de média, até um pouco otimista demais ao meu ver.

Em minha opinião, o novo camisa #22 encontrará um pouco de dificuldade para pontuar nesta primeira temporada. O tempo de quadra também não será dos mais elevados e dificilmente passará de 28 minutos por jogo. Logo, acredito que as médias do brazuca deva girar em torno de 11 pontos, 5,5 rebotes e 0,6 bloqueio em média. O que, cá entre nós, já seria melhor do que qualquer outro pivô que pasou pelo Spurs desde David Robinson.