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Especial do Mundial – Grupo B

Guia Mundial - Grupo B

Por Victor Moraes

O grupo B é um grupo equilibrado, porém os quatro classificados já parecem bem encaminhados. Com as frágeis seleções da Tunísia e do Irã, caberá a Brasil, Eslovênia, Croácia e Estados Unidos apenas espantar a zebra para garantir a vaga na próxima fase.

Os americanos, aliás, são os favoritos para fechar a chave em primeiro, e o confronto pela segunda posição promete ser bem interessante entre as outras três equipes. Quem levar a melhor enfrenta um adversário teoricamente mais fraco nas oitavas de final.

Os Jogos deste grupo serão realizados em Istambul, a principal cidade da Turquia.

Estados Unidos

Posição no ranking da FIBA: 2° (861 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Olímpico em 2008
Posição Mundial 2006:
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Campeão
Principais títulos: Tricampeão Mundial (1954, 1986 e 1994); 12 vezes campeão olímpico (1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1976, 1984, 1992, 1996, 2000 e 2008)
Destaques: Kevin Durant e Chauncey Billups
Desfalques: LeBron James, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Chris Bosh, Dwight Howard, Chris Paul, Deron Williams, Carmelo Anthony, Carlos Boozer, Amar’e Stoudemire, David Lee, Tyreke Evans, Brook Lopez e Rajon Rondo.
Técnico: Mike Krzyzewski

Com uma equipe totalmente reformulada em relação ao time que disputou as Olimpíadas de 2008, os Estados Unidos jogam suas fichas nos jovens talentos para voltar a vencer um Mundial, o que não acontece há 16 anos. A responsabilidade de liderar o selecionado norte-americano está nas mãos de Kevin Durant e do experiente armador Chauncey Billups.

Nenhum dos 12 jogadores que estiveram em Pequim, dois anos antes, estará na Turquia em agosto. Sem seus principais atletas, como LeBron, Kobe e Wade, o técnico Mike Krzyzewski convocou uma base jovem, com pouca experiência internacional, além de dois atletas mais experientes: Chauncey Billups e Lamar Odom.

E justamente a inexperiência no jogo com regras FIBA pode ser o principal problema dos Estados Unidos na competição. Para piorar, outros jogadores importantes se tornaram desfalques após a convocação. Amar’e Stoudemire não foi liberado pelo New York Knicks, Brook Lopez treinou, mas, doente, estava longe das condições ideais, além de David Lee e Tyreke Evans, que se lesionaram durante os treinamentos e também estão fora.

Mesmo com uma “seleção B”, ainda há talento de sobra no elenco, mas são jogadores que nunca jogaram juntos e também, em sua maioria, nunca atuaram sob regras FIBA. Mesmo com outros favoritos também com desfalques importantes, Mike Krzyzewski terá um desafio pela frente para levar os Estados Unidos de volta ao degrau mais alto do pódio em um Mundial.

Brasil

Posição no ranking da FIBA: 14° (181,6 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão da Copa América 2009
Posição Mundial 2006: 19°
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Bicampeão Mundial (1959 e 1963)
Destaques: Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Tiago Splitter
Desfalques: Valtinho e Nenê Hilário
Técnico: Rubén Magnano

Depois de seguidos vexames em importantes competições internacionais, e ausente dos Jogos Olímpicos desde 1996, o Brasil finalmente parece voltar a ganhar papel de destaque no cenário mundial. Mesmo desfalcada de Nenê Hilário, a seleção canarinho promete fazer uma boa campanha neste mundial.

Esta seleção certamente fará uma campanha melhor do que em 2006, quando venceu apenas um de cinco jogos disputados. Mesmo com a ausência de Nenê Hilário, o garrafão brasileiro ainda é forte, com Anderson Varejão e Tiago Spliter.

Com quase todos os astros brasileiros da NBA reunidos, além de jogadores de destaque na Europa, juntos com os principais nomes do NBB (campeonato nacional), o Brasil promete incomodar e dar trabalho na competição. Com os favoritos sofrendo com desfalques importantes, a expectativa dos mais esperançosos é que o time verde e amarelo possa até alcançar um lugar no pódio.

O grande problema para Ruben Magnano está no perímetro, onde ainda não há um titular claro para a posição 3 (Alex e Marquinhos são os favoritos para a posição) e também no banco de reservas. Sem Valtinho, que pediu dispensa por motivos particulares, a equipe ficou sem um armador reserva para Huertas. Nezinho, recém-promovido do time B, e Raulzinho, de apenas 17 anos, são as opções. Outra possibilidade é improvisar Leandrinho na posição 1 por alguns minutos.

Eslovênia

Posição no ranking da FIBA: 20° (123 pontos)
Como chegou ao Mundial: 4º lugar no Europeu 2009
Posição Mundial 2006: 12°
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Goran Dragic e Sani Becirovic
Desfalques: Beno Udrih , Sasha Vujacic, Erazem Lorbek, Domen Lorbek e Matjaz Smodis
Técnico: Memi Becirovic

Em alta no cenário internacional, a Eslovênia chega ao mundial vivendo um bom momento, talvez o melhor que o país já atravessou. Conseguiu um quarto lugar no Campeonato Europeu de 2009, o melhor resultado da história da equipe, e tenta surpreender agora também na Turquia.

Dos jogadores eslovenos que jogam na NBA, apenas dois estão com a seleção. O pivô Primoz Brezec, do Milwaukee Bucks, e o armador Goran Dragic, do Phonexis Suns. Sasha Vujacic, do Los Angeles Lakers, desfalca a equipe e Beno Udrih, do Sacramento Kings também. O armador, aliás, pediu dispensa da seleção logo após participar de alguns treinamentos, por conta de conflitos com o técnico, pois não estava satisfeito com a condição de reserva na equipe.

O técnico Memi Becirovic bancou o experiente Jaka Lakovic no time titular e tem nas mãos um time talentoso e equilibrado, com bons jogadores em todas as posições. Seu filho, o ala-armador Sani Becirovic, é um dos pricnipais nomes do elenco.

Durante a preparação, a Eslovênia venceu adversários como China, Austrália e Irã, todos que estarão no Mundial, mas também foi derrotada por Lituânia e Espanha – este por uma diferença de quase 20 pontos –, o que pode indicar que o país pode ir longe, mas ainda parece cedo para brigar por um lugar no pódio.

Croácia

Posição no ranking da FIBA: 15° (181 pontos)
Como chegou ao Mundial: 6º lugar no Europeu 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 6º lugar
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Roko Ukic e Ante Tomic
Desfalques: Zoran Planinic, Marin Rozic, Stanko Barac, Leon Radosevic e Vedran Vukusic
Técnico: Josip Vrankovic

Recheada de desfalques, a Croácia vai ao Mundial buscando se restabelecer como uma força no basquete internacional. O país tem a tradição de boas campanhas no início dos anos 1990, quando foi prata nas Olimpíadas de 92 e levou o terceiro lugar no Mundial de 94, além de também ter conquistado o bronze no Campeonato Europeu em 93 e 95, mas atualmente não passa por boa fase.

Sem resultados expressivos nos últimos anos, os croatas depositam suas esperanças no armador Roko Ukic, atleta do Fenerbahçe (TUR) e que já teve passagem pela NBA, e no jovem pivô Anto Tomic, do Real Madrid (ESP).

O técnico Josip Vrankovic assumiu a equipe após o campeonato Europeu de 2009, substituindo Jasmim Repesa, e terá o desafio de montar uma equipe substancialmente diferente da de um ano atrás, além de lidar com as inúmeras lesões que lhe tiraram jogadores importantes. Por isso, o entrosamento pode ser um problema.

Durante a fase de preparação, venceu Alemanha e Rússia por placares apertados, bateram também a Itália, mas foram superados pela Grécia. Os croatas ainda são uma incógnita. Podem surpreender, mas dificilmente brigarão por medalha.

Irã

Posição no ranking da FIBA: 21° (89,1 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Asiático 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 11º lugar
Principais títulos: Bicampeão Asiático (2007 e 2009)
Destaques: Hamed Haddadi e Samad Nikkhah Bahrami
Desfalques: Nenhum
Técnico: Vaselin Matic

O discurso de todos na seleção iraniana é o mesmo: querem provar ao mundo que são fortes também internacionalmente, fora das fronteiras asiáticas. E de fato o Irã construiu uma hegemonia no continente nos últimos anos, tornando-se campeão asiático nas duas últimas edições do torneio, em 2007 e 2009. Estes, aliás, foram os primeiros resultados expressivos da seleção iraniana.

A geração de jogadores é a melhor da história do país, e inclusive emplacou um atleta na NBA: o pivô Hamed Haddadi, do Memphis Grizzlies. Acontecimento inimaginável em um passado nem tão distante. E é nas mãos dele que o Irã concentra suas esperanças de provar que pode ir bem também fora da Ásia.

No entanto, para passar à próxima fase do Mundial, terão de enfrentar adversários mais tarimbados e tradicionais. Será uma missão complicada.

Tunísia

Posição no ranking da FIBA: 43° (13,4 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar no Campeonato Africano 2009
Posição Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Amine Rzig e Atef Maoua
Desfalques: Nenhum
Técnico: Adel Tlatli

A seleção mais fraca do grupo, a Tunísia faz sua primeira aparição em um Campeonato Mundial após ter surpreendido no Campeonato Africano e conquistado a medalha de bronze vencendo Camarões. Chegar à Turquia já foi como um título para os tunisianos.

Pouco se conhece sobre a equipe africana e seus jogadores, mas o destaque da seleção é o ala-armador Amine Rzig, principal atleta da Tunísia durante o Campeonato Africano, com 16,4 pontos, 5,4 rebotes e 2,2 assistências por jogo (líder da equipe nos três fundamentos). O ala Atef Maoua é um dos mais experientes com o time nacional. No garrafão, a referência é o pivô Salah Mejri, que com 2,16m de altura é, de longe, o mais alto do elenco que vai ao Mundial.

Calendário – Grupo B:

28 Agosto 2010

Tunisia vs. Eslovênia
EUA      vs.   Croácia
Irã         vs.   Brasil

29 Agosto 2010

Eslovênia  vs.   EUA
Croácia      vs.   Irã
Brasil         vs.   Tunisia

30 Agosto 2010

Eslovênia   vs.   Croácia
Tunisia      vs.   Irã
EUA           vs.   Brasil

1 Setembro 2010

Croácia   vs.   Tunisia
Irã          vs.   EUA
Brasil      vs.  Eslovênia

2 Setembro 2010

EUA           vs.   Tunisia
Eslovênia   vs.   Irã
Brasil          vs.   Croácia

Especial do Mundial – Grupo A

Com o Mundial da Turquia batendo a porta, lançaremos hoje aqui no Spurs Brasil uma série de análises especiais sobre os grupos da competição. Feito em parceria com os colegas do Celtics Brasil, os artigos serão adicionados durante o dia aqui no blog.

Guia Mundial - Grupo APor Luiz Pedro Andrade

O grupo A é relativamente forte, pois tem um favorito, além de times altamente competitivos que podem surpreender.

As seleções do grupo A são: Argentina, Sérvia, Alemanha, Austrália, Angola e Jordânia.

Os Jogos deste grupo serão realizados em Kayseri, uma cidade no centro da Turquia.

Argentina

Posição no Ranking da FIBA: 1º lugar (865 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar na Copa América de 2009
Posição no Mundial 2006: 4º lugar
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 3º lugar
Principais títulos: Campeão Mundial (1950) e Campeão Olímpico (2004)
Destaque: Luis Scola
Desfalques: Andrés Nocioni,  Manu Ginóbili
Técnico: Sergio Hernandéz

A seleção Argentina é uma das favoritas ao título do Campeonato FIBA de seleções, pelo fato de ter grandes jogadores que formam um quinteto muito forte, que tem como principal estrela o jogador da NBA Luis Scola, que é um ala-pivô alto, de grande qualidade e muitos recursos ofensivos.

Os “hermanos” também têm grandes chances de brigar pela medalha de ouro devido à sua tradição recente e vitoriosa no basquete internacional, mesmo tendo apenas um título do torneio FIBA, conquistado em 1950. Em 2002, o forte time da Argentina desbancou a favoritíssima seleção alemã do MVP Dirk Nowitzki, sendo derrotada na final pela Iugoslávia.

Em 2004, nas Olimpíadas de Pequim, a Argentina novamente desbancou a seleção favorita (na semifinal), dessa vez os EUA que contavam com o astro Lebron James, além de Allen Iverson em seu auge, e Tim Duncan. Na grande final, nuestros hermanos bateram a Itália para conquistar a medalha de ouro.

No mundial de 2006, realizado no Japão, A Argentina ficou em 4º, perdendo para a campeã Espanha na semifinal e para os EUA na disputa do terceiro lugar. Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, os hermanos terminaram em 3º lugar.

A Argentina é a líder do ranking da FIBA e pretende fazer uma campanha à altura. Missão que agora fica a cargo de Sergio Hernandez, que vai suceder a vitoriosa passagem de Ruben Magnano.

Sérvia

Posição no Ranking da FIBA: 5º (459 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice campeã europeia
Posição no Mundial 2006: 11º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Bicampeão Mundial (1998 e 2002) e Tricampeão Europeu (1995, 1997 e 2001)
Destaques: Nenad Krstic e Milos Teodosic
Desfalques: Darko Milicic e Uros Tripkovic
Técnico: Desan Ivkovic

A Sérvia tem muita história no basquete devido à seleção Iugoslava, que antigamente ganhou muitos títulos e tinha um basquete respeitado, pois era uma das poucas que faziam frente aos norte-americanos.

Hoje em dia, a seleção está passando por um período de poucos títulos, apesar da sua boa colocação no campeonato europeu.

Os sérvios contam com apenas um jogador que atua na NBA, o pivô Nenad Krstic, que joga pelo Oklahoma City Thunder, e mantém médias sólidas de 10.4 ppg e 5.5 rpg em sua carreira nos EUA .

O técnico da seleção Sérvia, Dusan Ivkovic, busca resgatar com os jogadores a tradição da seleção nos tempos passados, e todos estão motivado pelo vice campeonato conquistado no campeonato europeu do ano passado.

O time tem pela frente um grupo muito competitivo, mas pretende passar para a disputa das oitavas de final, apesar de ter pela frente a campeã do campeonato africano, Angola, logo em seu primeiro jogo, além de Austrália, Argentina e Alemanha, que são grandes times com jogadores fortes.

A seleção Sérvia é composta por muitos atletas da Euroliga de basquete, e todos estão dispostos a ajudar sua seleção a ganhar o título ou pelo menos terminarem em uma posição honrosa, fazendo jus ao time que possuem.

Alemanha

Posição no Ranking da FIBA: 7º (322 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wild Card – Convidado (11 º lugar no Europeu)
Posição no Mundial 2006:
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 10º
Principais Títulos: Campeão Europeu (1993)
Destaque: Heiko Schaffartzik
Desfalques: Cris Kaman e Dirk Nowitzki
Técnico: Dirk Bauerman

A seleção alemã de basquete nunca foi campeã do mundial, mas sempre teve um grande jogador que fazia diferença e estava entre os melhores, senão o MVP. Essa história começou com o astro alemão da NBA, Dirk Nowitzki, em 2002. Sempre houve boas participações deste jogador ao lado do time, com títulos de MVP e cestinha do campeonato.

Outro jogador de destaque nessa equipe era o também jogador da NBA Cris Kaman, do Clippers. Ambos faziam um forte garrafão, onde a equipe era forte, e ainda tinha o armador especialista em bolas de três, Pascal Roller, que atuava na liga alemã de basquete e, apesar de não ser grande jogador, vinha do banco em horas decisivas e fazia muitos pontos, com um estilo de jogo semelhante ao de Eddie House.

Porém, nesta edição do mundial, nenhum desses três jogadores estarão presentes, e a equipe alemã não tem recursos nem esperanças de substituí-los à altura. Mas o time segue firme nos preparativos e tem com seu principal jogador o armador Heiko Schaffartzik, que joga em um time da Liga Alemã. Ele não é grande pontuador, mas organiza muito bem o time. O técnico alemão o considera a grande esperança da equipe.

Austrália

Posição no Ranking da FIBA: 11° (234 pontos)
Como chegou ao Mundial: 2º lugar na Copa da Oceania
Posição no Mundial 2006: 13º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008:
Principais Títulos: 16 vezes campeão da Copa da Oceania (1971, 1975, 1978, 1979, 1981, 1983, 1985, 1987, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1997, 2005 e 2007)
Destaques: Aleks Maric, David Andersen  e Patrick Mills
Desfalque: Andrew Bogut (Milwaukee Bucks)
Técnico: Brett Brown

A equipe australiana de basquete é uma seleção sem muita tradição no esporte, porém disputa com a Nova Zelândia a posição moral de melhor time da Oceania. Porém, a Austrália vem se mostrando mais capaz ultimamente, conquistando vaga nas olimpíadas. Mas, na última final da copa da Oceania, a seleção australiana foi derrotada pela rival.

A equipe não se abalou, nem seus principais jogadores que atuam na NBA, David Andersen e Patrick Mills. Além de Aleks Maric, que foi um dos responsáveis por levar o Partizan ao Final Four da Euroliga na temporada passada. Maric agora é reforço do Panathinaikos da Grécia. O técnico está esperançoso com esses atletas e crê que serão muito úteis à equipe australiana na competição.

O único desfalque de peso da seleção é o pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut, que sofreu uma dupla-lesão, no cotovelo e na mão, durante uma partida da NBA. Bogut fará muita falta ao garrafão australiano.

O país não é muito ligado ao esporte, mas os que gostam de basquete são fanáticos e admiram muito seus representantes na liga americana. Isso cria um bom clima na equipe, pois os jogadores têm menos pressão, sabendo que não serão tão cobrados e não são desvalorizados na Austrália.

Angola

Posição no Ranking da FIBA: 12° (205 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Africano
Posição no Mundial 2006: 10º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 12º
Principais títulos: Decacampeão Africano (1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009)
Destaque: Olimpio Cipriano
Desfalques: Nenhum
Técnico: Luís Magalhães

A seleção angolana de basquete é a grande representante africana no campeonato, por ter conquistado os últimos seis títulos da Copa continental, e por ser um dos poucos times africanos a ter um jogador com passagem na NBA, o ala Olimpio Cipriano, que jogou pelo Detroit Pistons na temporada passada. Outro jogador importante para o time é o capitão Carlos Almeida.

Hoje em dia, os jogadores da seleção de Angola jogam em apenas dois times diferentes, Primeiro de Agosto e Petróleos Luanda, ambos da Angola. Esse fato gera a principal arma do time, que é o entrosamento da equipe e o conhecimento que eles têm entre si.

O técnico Luis Magalhães tem a difícil responsabilidade de comandar o maior representante do continente africano, e tentar fazer com que sua equipe avance até a fase seguinte.

Jordânia

Posição no Ranking da FIBA: 38º (19.5 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar no Campeonato Asiático
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaque: Jamal Abu-Shamala
Desfalques: Nenhum
Técnico: Mario Palma

O time de basquete na Jordânia, que vai disputar seu primeiro campeonato mundial, é pouco conhecido no mundo, tampouco na Ásia, e é considerado sortudo por se classificar. Não tem chances reais de título e pouquíssima probabilidade de avançar à segunda fase.

O técnico Mario Palma já está no comando da seleção há muito tempo, portanto conhece bem os atletas, e os jogadores já estão adaptados ao seu estilo de jogo. Ou seja, como a Angola, a principal arma do time é o entrosamento.

Calendário Grupo A:

28 Agosto 2010

Australia   vs.   Jordânia
Angola       vs.   Sérvia
Alemanha  vs.   Argentina

29 Agosto 2010

Jordânia    vs.   Angola
Sérvia        vs.   Alemanha
Argentina  vs.   Australia

30 Agosto 2010

Jordânia    vs.   Sérvia
Australia   vs.   Alemanha
Angola       vs.   Argentina

1 Setembro 2010

Sérvia        vs.   Australia
Alemanha  vs.   Angola
Argentina   vs.   Jordânia

2 Setembro 2010

Angola       vs.   Australia
Argentina  vs.   Sérvia
Jordânia    vs.   Alemanha

Danny Ferry volta ao Spurs

Como jogador do Spurs, Ferry conquistou um título em 2003

Um velho conhecido da da torcida está de volta ao Spurs. Ex-jogador e ex-membro da diretoria da equipe, Danny Ferry retorna ao time texano para o cargo de assistente de General Manager. O dirigente estava desempregado desde maio, quando foi demitido do cargo de GM do Cleveland Cavaliers.

Como jogador, Ferry atuou no Spurs em suas últimas três temporadas como profissional, jogou 184 partidas de temporada regular e se aposentou em 2003, assumindo um cargo na direção da fraquia. Em 2005, deixou a equipe para assumir o posto em Cleveland.

Antes de acertar sua volta ao Texas, o novo assistente negociou com Portland Trailblazers e New Jersey Nets para o cargo de GM, mas as tratativas não avançaram.

Ferry chega para o lugar de Dell Demps, que foi contratado para ser GM do New Orleans Hornets. Ele trabalhará ao lado de R.C. Buford, General Manager do Spurs, e de seu outro assistente, Dennis Lindsey.

Splitter se machuca e pode ficar fora do Final Four

Splitter em ação contra a Venezuela (Foto: CBB/Divulgação)

Para os torcedores do San Antonio Spurs, a preparação para o Mundial da Turquia não começou bem. O pivô Tiago Splitter, recém-contratado pela equipe texana,  marcou apenas seis pontos, sentiu uma contratura na coxa no terceiro período da partida contra a Venezuela e deixou a quadra. O jogador é dúvida para o duelo de manhã, contra Angola, às 12h, que decidide o título do Final Four, torneio amistoso disputado em Brasília.

A expectativa é que a lesão não seja grave, mas exames mais detalhados seriam realizados nesta tarde para saber a real situação da lesão.

A Seleção Brasileira já não conta com Nenê, poupado da competição, e sem Splitter a tendência é que Murilo Becker herde a vaga no garrafão para jogar ao lado de Anderson Varejão. A outra Opção de Ruben Magnano é escalar Guilherme Giovanonni na posição 4, deslocando Varejão para a 5 no início.

Malik Hairston deixa o Spurs

Foto: D. Clarke Evans/Getty Images/NBAE

O San Antonio Spurs anunciou, nesta quinta-feira, que Malik Hairston não faz mais parte do elenco da equipe. O ala pediu para ser liberado de seu contrato para negociar seu acerto com o Montepaschi Siena, da Itália. O pedido foi prontamente atendido pela franquia texana.

“Ele é um trabalhador duro, um jogador de basquetebol talentoso e um jovem notável. Depois que Malik se aproximou de nós, ficamos felizes em honrar o seu pedido, uma vez que isso irá lhe permitir aproveitar uma excelente oportunidade no exterior”, disse RC Buford, General Manager da equipe.

Hairston chegou à NBA no Draft de 2008, quando foi escolhido na 48ª posição pelo Phoenix Suns. Imediatamente foi negociado, junto com uma escolha de segunda rodada de 2009, para o Spurs em troca do armador Goran Dragic. Em dois anos no Texas, o jogador alternou passagens por Spurs e Austin Toros, equipe da D-League parceira do time de San Antonio. Ao total, Hairston atuou em 62 partidas na NBA e somou médias de 2,4 pontos e 1,2 rebotes em 7,6 minutos por jogo.

Com a saída do camisa #1, o ala Alonzo Gee deve receber uma oportunidade sob o comando de Gregg Popovich. Além disso, abre-se espaço para o recém-draftado James Anderson ganhar minutos na rotação, possivelmente na reserva de Richard Jefferson. Ainda brigam por uma vaga no elenco os armadores Curtis Jerrells e Garret Temple, que jogaram pelo Spurs na Liga de Verão de Las Vegas.