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Draft 2011 – Spurs seleciona Davis Bertans na 42ª escolha


Bertans em ação na seleção de base da Letônia
O San Antonio Spurs utilizou a 42ª escolha, conseguida com a troca que levou George Hill para o Indiana Pacers, para selecionar o jovem ala Davis Bertans, nascido na Letônia, e que defende o Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia.
Aos 18 anos e com 2,08m de altura, Bertans tem como ponto forte o seu arremesso, que impressionou os especialistas nos Estados Unidos, além de ser alto para a posição. Como ponto fraco, ainda é considerado muito cru para a NBA e tem o físico pouco desenvolvido, características que devem fazer com que Bertans prossiga mais alguns anos na Europa antes de desembarcar na liga norte-americana.
Atualmente, Davis Bertans treina com a seleção sub-19 da Letônia para o Mundial da categoria, que será disputado no próprio páis entre os dias 30 de junho e 10 de julho.
No último ano, Bertans atuou pouco. Antes de se transferir para a Eslovênia, disputou cinco partidas pelo BK Baron, da Letônia, pela liga local, e acumulou médias de 13 pontos, cinco rebotes com aproveitamento de 44,4% nos tiros de três pontos. Na liga eslovena, disputou 15 partidas, ficando em quadra 10,1 minutos por jogo, com médias de quatro pontos, 1,2 rebotes e 42,3% nos arremessos de três.
Na Liga Adriática, competição disputada por países da ex-Iugoslávia, foram sete jogos, com tempo de quadra de 8,9 minutos em média. Seus números foram 4,1 pontos, 1,3 rebotes e 57,1% de aproveitamento nos tiros de longa distância.
O adeus de Shaq

Vocês podem até estar estranhando um post sobre Shaquille O’Neal aqui. Logo aqui, no blog do San Antonio Spurs, eterno adversário do super-pivô. Mas não há como deixar passar em branco a aposentadoria de uma lenda da NBA como ele. Deixo de lado minha face de torcedor e assumo o papel de admirador do esporte, amante do basquete e da NBA.

Outro encontro como este, só em uma futura partida de showbol
Foram 19 temporadas de Shaq na liga norte-americana. Eu mal havia aprendido a falar e o gigante já fazia estragos nos garrafões da NBA após ser recrutado pelo Orlando Magic. Em 1995 já fazia seu primeiro grande feito, levando a franquia, que tinha apenas seis anos de existência, à sua primeira final da liga, com médias monstruosas de 29,3 pontos e 11,4 rebotes.
Mas este foi só o primeiro passo de uma carreira genial de Shaq. Depois vieram quatro títulos da NBA (três com o Lakers e um com o Heat), um MVP (2000), três MVP Finals (2000, 2001 e 2002), 15 seleções para o All-Star Game e oito seleções para o All-NBA First Team, entre tantas outras conquistas que, se listadas, me exigiriam ao menos uma dezena de linhas.
Mas não quero entrar no mérito de quem foi Shaq apenas pelas conquistas. Shaq foi muito mais do que isso. Quando comecei a me interessar por basquete, quando ainda era um pré-adolescente, Shaquille O’Neal era “o cara” da NBA. Talvez tenha sido o primeiro jogador que conheci e aprendi a admirar.
Em uma época de entressafra de ídolos, no período pós-Jordan, Shaq foi um dos primeiros a despontar como um novo ícone, o novo “garoto-propaganda” da NBA. Papel que ele sempre tirou de letra. Apesar do comportamento polêmico em algumas ocasiões, Shaq sempre foi dono de um carisma sem igual. Brincalhão e sorridente, era um dos preferidos da garotada onde estivesse.
Tenho apenas 20 anos, mas pude ver, ao menos um pouco, o auge deste gigante. Os mais jovens podem não ter noção da dimensão do que Shaq significa para a NBA e para quem começou a acompanhar o basquete na primeira metade dos anos 2000. Posso dizer que, junto de Tim Duncan, foi ele o meu ídolo. Houve um período, inclusive, que Timmy e Shaq dominavam a liga, e de 99 a 2007 não houve uma final sequer sem a presença de um deles.
Ganhei mais admiração ainda por Shaq nos anos finais de sua carreira. Mesmo depois de ter sido o jogador mais dominante da NBA, aceitou o papel de coadjuvante – se é que podemos chamar assim um cara com médias de 20 pontos e nove rebotes – na campanha do título do Miami Heat, em 2006, formando dupla com Dwyane Wade.
O tempo passou e Shaq já não era mais o mesmo. O tempo passa para todo mundo e o corpo já não tem mais a mesma capacidade de antes. E Shaq soube aceitar seu papel e seguiu na ativa. Perambulou por Suns, Cavs e Celtics nos últimos anos de carreira, pelo simples prazer de jogar, já que de dinheiro ele não precisaria mais. Acima de tudo, Shaq amava jogar basquete, e era isso que o mantinha em quadra.
Mas chegou a hora do grande astro deixar seu palco. Sai de cena o policial nas horas vagas, o Shaq Attack, o The Diesel, o Big Cactus… Obrigado, Shaq, pelos serviços prestados ao basquete.
E agora, olho nas prateleiras de rap, nos filmes, nos programas de talk show da televisão. Algo me diz que ainda veremos muito de Shaquille O’Neal nesses lugares.
Spurs (2) vs Grizzlies (4) – O fim

91×99
O torcedor do San Antonio Spurs esperava um final diferente para a temporada, um final muito diferente desse adeus precoce. A campanha de 61 vitórias na fase regular e a liderança do Oeste deixaram um sabor doce, mas que logo azedou. Cair diante do Memphis Grizzlies, na primeira rodada dos playoffs, estava longe dos planos.

As férias chegaram antes que o planejado (AP Photo)
Mas o que aconteceu na última sexta-feira foi apenas uma morte anunciada desde o jogo 1. Pode-se dizer que o Spurs entrou na partida desta sexta-feira apenas respirando por aparelhos, após ser reanimado por Manu Ginobili e Gary Neal no jogo 5. Ah sim, o placar de ontem? 99 a 91, mas isso é o que menos importa.
O Spurs lutou, é bem verdade. Vendeu caro o revés. Mas fracassou. Depois de entrar muito mal no primeiro quarto e equilibrar a partida no segundo e terceiro períodos, o time texano ainda deu esperanças ao seu torcedor quando buscou a virada e chegou a marcar 80 a 79. Mas foi apenas o último suspiro.

Randolph: O algoz (Photo Andy Lyons/Getty Images)
Zach Randolph, sim, ele mesmo, fez aquilo que poucos podiam imaginar que o ala-pivô seria capaz alguns anos atrás. Talento ele sempre teve, todos sabem, mas o que vimos em quadra foi um verdadeiro líder.
Randolph colocou a bola embaixo do braço e resolveu. Já vinha em uma grande noite, mas coroou a partida com um final impecável, que entrará para a ainda curta história do Grizzlies. Pontuou de todas as formas, com arremessos, ganchos e até contra-ataques. Fez o que quis e como quis, sem se importar com quem estava em seu encalço.
Dessa vez, sem brincadeiras infames, sem tempo para um novo milagre. Sucumbiu um gigante, mas diante de outro gigante, que foi Zach Randolph. Vitória merecida.
Memphis dominou toda a série. Mesmo quando perdeu, foi apenas por um acaso. Parabéns a Lionel Hollins, técnico da equipe. Dizer que deu um nó tático em Gregg Popovich soa como exagero, mas soube, sem dúvida, explorar as deficiências e fraquezas de um adversário teóricamente mais forte.
Ao Spurs, este ainda é um assunto longo e que terá consequências além daquilo que podemos analisar no momento. Ao Spurs, resta levantar a cabeça e já começar a pensar na temporada 2011/2012, provavelmente a última de Tim Duncan.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 23 pontos
Manu Ginobili – 16 pontos
Tim Duncan – 12 pontos, dez rebotes e três bloqueios
Memphis Grizzlies
Zach Randolph – 31 pontos e 11 rebotes
Marc Gasol – 12 pontos e 13 rebotes
Tony Allen – 11 pontos e quatro roubos de bola
Spurs (2) vs. Grizzlies (3) – Primeira rodada dos playoffs

San Antonio Spurs @ Memphis Grizzlies – Primeira rodada dos playoffs
Data: 29/04/2011
Horário: 22h (Horário de Brasília)
Local: FedEx Forum
TV: ESPN
O San Antonio Spurs ganhou sobrevida após a épica vitória no AT&T Center, na última quarta-feira, com direito a bola de três pontos milagrosa de Gary Neal. Com a moral elevada, os comandados de Gregg Popovich têm outra dura tarefa: vencer o Memphis Grizzlies fora de casa para forçar o jogo 7.
Confrontos na série (2-3)
17/04/2011 – Spurs 98 vs 101 Grizzlies
Sem Ginobili, o Spurs encontrou dificuldades para brecar os gigantes de Memphis. Zach Randolph e Marc Gasol, somados, anotaram 49 pontos e 23 rebotes.
20/04/2011 – Spurs 93 vs 87 Grizzlies
Manu retornou após problema no cotovelo e, com 17 pontos e sete rebotes, comandou o Spurs em sua primeira vitória na série.
23/04/2011 – Spurs 88 @ 91 Grizzlies
Qualquer semelhança com o placar da primeira derrota texana é pura coincidência. Desta vez com Manu em quadra, quem comandou o jogo foi Zach Randolph, com direito a cesta de três pontos no finalzinho.
25/04/2011 – Spurs 86 @ 104 Grizzlies
No 35º aniversário de Tim Duncan, o Spurs sofreu a terceira derrota após um início de segundo tempo ruim. Tivemos também a boa estreia de Tiago Splitter em playoffs.
27/04/2011 – Spurs 110 vs 103 Grizzlies
Em partida emocionante, o Spurs contou com um desempenho espetacular de Manu Ginobili nos minutos finais e com um arremesso de três pontos heróico de Gary Neal a 1.7 segundo do final.


PG – Tony Parker
SG – Manu Ginobili
SF – Richard Jefferson
PF – Antonio McDyess
C – Tim Duncan
Fique de Olho – Manu Ginobili vem sendo o melhor jogador, e o mais consistente, do Spurs em toda a série. Com o desempenho dos companheiros abaixo da expectativa, o argentino vem se virando como pode para manter os texanos vivos nos playoffs.


PG – Mike Conley
SG – Tony Allen
SF – Sam Young
PF – Zach Randolph
C – Marc Gasol
Fique de Olho – Pedir silêncio ao AT&T Center a 13 segundos do final do jogo 5 pode ter sido um grave erro cometido por Zach Randolph. A brincadeira despertou o adversário, que reagiu e conseguiu uma virada incrível. Resta saber como Z-Bo e o Grizzlies devem reagir no jogo 6 após deixarem escorregar pelos dedos uma vaga inédita na semifinal da Conferência Oeste que parecia concretizada.
Spurs (0) vs Grizzlies (1) – Volta, Manu!!!

98×101
Sem Manu Ginobili, o San Antonio Spurs sucumbiu ao Memphis Grizzlies e acabou derrotado pelo rival, em pleno AT&T Center, por 101 a 98. Foi a primeira vitória do time de Memphis em um jogo de playoff na história da franquia.

Tire este terno e vista o seu uniforme. É hora de salvar o planeta (AP Photo)
E, como já era de se esperar, o Grizzlies contou com grande noite de sua dupla de gigantes para conseguir a vitória. Zach Randolph e Marc Gasol, juntos, marcaram 49 pontos e pegaram 23 rebotes, dominando a área pintada.

Gasol pontua pela milionésima vez na partida (AP Photo)
Tim Duncan bem que tentou detê-los, e no primeiro tempo até que fez um bom trabalho, sendo consistente na parte ofensiva. Mas faltou-lhe ajuda. Com problemas de faltas, McDyess jogou apenas 13 minutos, e o famoso problema de defesa ficou ainda mais evidenciado quando Blair e Bonner foram defender em Randolph.
Tony Parker e George Hill também decepcionaram. Sem Manu Ginobili, caberia a eles chamar a responsabilidade de pontuar no perímetro. Mas a dupla sofreu para fazer cestas. O francês, apesar dos 20 pontos, acertou apenas quatro dos seus 16 arremessos de quadra, e só se deu bem quando sofreu faltas. Ao todo, cobrou 16 lances livres e converteu 12.
Já Hill, apesar de ter segurado O.J. Mayo a um baixo aproveitamento, foi inseguro no ataque. De seus 15 pontos, 11 vieram de lances livres, e de sete arremessos de quadra converteu apenas dois.

"Alguém ai me ajuda?" (Getty Images)
Fica evidenciada a dependência que o San Antonio Spurs tem de Manu Ginobili. Apesar de ser uma equipe que aposta no jogo coletivo, o argentino é uma engrenagem fundamental. Sem um lado de seu “tripé”, o rendimento de todo o restante cai e o Spurs torna-se um time mais previsível. Sem a irreverência que o argentino traz ao time, principalmente em momentos delicados da partida, os texanos encontram dificuldades em furar uma defesa bem postada.
Outro ponto ponto que precisa melhorar é a defesa debaixo da cesta. E tudo começa por uma melhor esforço de Tony Parker. Se Mike Conley tiver liberdade para acionar seus pivôs como bem entender, a vida de Duncan ficará dificultada contra o jogo físico de Gasol. McDyess também precisa se controlar nas faltas, para frear o impeto de Randolph.
Mas, apesar do momento delicado, ainda é bom termos calma. É possível que Manu retorne na próxima partida, o que trará um aumento substancial na confiança da equipe. Além disso, se valendo um pouco da história, em 2005 e 2007 – anos dos dois últimos titulos do Spurs – a equipe também iniciou os playoffs com derrota em casa.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 20 pontos e cinco assistências
Tim Duncan – 16 pontos e 13 rebotes
George Hill – 15 pontos e sete rebotes
Memphis Grizzlies
Zach Randolph – 25 pontos e 14 rebotes
Marc Gasol – 24 pontos e nove rebotes
Mike Conley – 15 pontos e dez assistências
