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Splitter pode jogar no Brasil


O veremos em terras tupiniquins?
O locaute da NBA pode trazer de volta ao Brasil um dos melhores jogadores do país. Depois do ala-aramdor Leandrinho, do Toronto Raptors, acertar com o time do Flamengo, o pivô Tiago Splitter pode ser o próximo atleta da liga norte-americana a desembarcar em seu país natal.
Depois de conquitar a vaga nas Olimpíadas de Londres-2012 no Pré-Olímpico de Mar del Plata, na Argentina, o pivô do San Antonio Spurs não negou a possibilidade de voltar ao Brasil enquanto jogadores e donos de equipes na NBA não chegarem a um acordo para o ínicio da temporada.
“Claro que penso, por que não? É uma opção boa. Prefiro jogar a ficar sem fazer nada” disse o pivô ao site Globoesporte.com, no desembarque da Seleção Brasileira, em São Paulo.
Segundo o site, Flamengo, Brasília e Pinheiros estão interessados e já teriam feito propostas para o pivô, que no entanto não confirmou se está próximo de um acerto com alguma delas.
Parker decide e França segue invicta

A França segue despontando como uma das favoritas a uma vaga olímpica no Eurobasket. Nesta segunda-feira, dia 5, os franceses precisaram de uma prorrogação para bater a Sérvia por 97 a 96, com direito a 24 pontos de Tony Parker. O armador, inclusive foi o responsável por dar a vitória aos “Le Bleus”, convertendo os dois lances livres que deram números finais à partida.
O ala-armador francês Nando De Colo, que tem seus direitos na NBA ligados ao Spurs, entrou em quadra por apenas sete minutos, tempo em que pegou um rebote e deu uma assistência.
O resultado manteve a invencibilidade da França no Eurobasket e a seleção de Parker avançou para a segunda fase da competição com cinco vitórias em cinco jogos.
Enquanto isso, no continente americano, outro Spur segue invicto em um Pré-Olímpico. Com 16 pontos, seis rebotes e cinco assistências de Manu Ginobili, a Argentina venceu o Canadá, por 79 a 53 na abertura da segunda fase da competição. O armador canadense Cory Joseph, draftado pelo Spurs em 2011, em 20 minutos pegou dois rebotes e desperdiçou três posses de bola.
O Brasil, do pivô Tiago Splitter, fez sua melhor apresentação no Pré-Olímpico e superou o Uruguai, por 93 a 66. Splitter chegou perto de um duplo-duplo, com nove pontos e oito rebotes, e contribuiu na defesa com dois bloqueios.
Retornando ao continente europeu, o ala Davis Bertans, selecionado pelo Spurs no Draft de 2011, veio do banco na derrota de sua seleção, a Letônia, para a Alemanha, por 81 a 80. O jovem jogador foi responsável por anotar quatro pontos, além de pegar três rebotes e dar um toco.
Já o pivô esloveno Erazem Lorbek viu sua seleção sucumbir diante da Rússia por apenas um ponto, 65 a 64. Nem mesmo a boa atuação do pivô, que saiu de quadra com 14 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, foi suficiente para evitar a derrota da Eslovênia para os russos.
Entre os “esquecidos”, o ala da Geórgia, Viktor Sanikidze, que tem seus direitos ligados ao Spurs, anotou 19 pontos e pegou nove rebotes na derrota de sua seleção para a Bulgária por 79 a 69. Apesar do resultado negativo, os georgianos avançaram para a segunda fase da competição.
A Lituânia, que já estava classificada, cumpriu tabela contra Portugal, mas não aliviou para os rivais. Venceu por 98 a 69. O ala-pivô Robertas Javtokas, que também tem seus direitos ligados ao Spurs, atuou por apenas oito minutos, anotando três pontos e pegando dois rebotes.
Brasil e Argentina estreiam com vitória


Boa, garotão! (Foto: José Jimenez/FIBA Americas)
Brasil e Argentina começaram o Pré-Olímpico de Mar Del Plata com o pé direito. Diante da Venezuela, os brasileiros contaram com 17 pontos, 11 rebotes e seis assitências de Tiago Splitter para conquistarem a vitória, por 92 a 83. Já os Argentinos não tiveram problemas para vencer o paraguai, por 84 a 52. Manu Ginobili contribuiu com dez pontos e cinco rebotes.
Apesar de ambas as equipes saírem com a vitória, os roteiros das partidas foram bem diferentes. O Brasil sofreu diante da Venezuela e, por pouco, não acabou surpreendido. Contando com 26 pontos do armador Greivis Vasquez, jogador do Memphis Grizzlies, os venezuelanos lideram quase toda a partida, sofrendo a virada apenas no último quarto.
Já o time argentino passeou diante dos paraguaios. Depois de vencer o primeiro quarto por 27 a 8, administrou o restante da partida e aproveitou para rodar todo o elenco, poupando os titulares boa parte do jogo. O cestinha dos “hermanos” foi Paolo Quinteros, com 19 pontos, enquanto os paraguaios tiveram como destaque Guilhermo Capello, com 18.
Para o torcedor do Spurs, o único motivo para uma pequena preocupação aconteceu com Tiago Splitter, que, apesar da boa partida diante da Venezuela, sofreu duas pancadas na coxa que o fizeram deixar a quadra para ser atendido. Chegou a mancar por alguns instantes antes de sair, mas pouco tempo depois retornou e prosseguiu na partida normalmente.
Richards joga bem, mas britânicos perdem


Richards não conseguiu evitar a derrota
A trajetória da Grã-Bretanha na Divisão B do Europeu Sub-20 não vem sendo como o esperado. Os britâncios enfrentaram a Finlândia, nesta sexta-feira (15), e conheceram a segunda derrota seguida na competição, dessa vez por 72 a 68. Nem mesmo o bom desempenho de Ryan Richards foi suficiente para evitar o mau resultado.
Depois de uma atuação apagada na estreia contra Portugal, Richards “despertou” e anotou 28 pontos, pegou nove rebotes e distribuiu seis assistências, além de bloquear quatro arremessos, sendo o principal destaque da Grã-Bretanha na partida. O cestinha do jogo, no entanto, foi o armador finlandês Antto Nikkarinen, com 31 pontos.
Os britânicos voltam a entrar em quadra neste sábado, às 13h30 (horário de Brasília) contra Luxemburgo, precisando da vitória para continuar sonhando com a classificação. A Grã-Bretanha está no Gruipo C da competição, com Portugual, Finlândia, Luxemburgo, Noruega e República Tcheca. Os dois primeiros do grupo avançam para a próxima fase. A Divisão B do Europeu Sub-20 é realizada na cidade de Sarajevo, na Bósnia.
Spurs Brasil entrevista Tiago Splitter

Traduzido para o inglês (English version)
Tiago Splitter se apresentou na última segunda-feira (4) à Seleção Brasileira comandada por Rúben Magnano. A equipe inicia os trabalhos de preparação para o Pré-Olímpico de Mar Del Plata, que será disputado em setembro. Na terça, foi dia de realizar exames médicos, e o Spurs Brasil aproveitou para bater um papo com o pivô.
Ele falou sobre sua primeira temporada no San Antonio Spurs, o locaute e a expectativa para a competição na Argentina, que pode colocar o Brasil de volta em uma Olimpíada após 16 anos de ausência. O resultado do bate-bapo vocês podem conferir no texto a seguir, ou então em áudio no player que aparece ao final desta entrevista.

Spurs Brasil – Qual o balanço que você faz da sua primeira temporada com o San Antonio Spurs?
Tiago Splitter – Eu comecei com um problema de lesão, vim bastante desgastado da minha temporada na Espanha e em sequência teve o Mundial, que eu não pude jogar 100%. Isso pesou muito na pré-temporada e recaiu em uma lesão justamente quando eu estava começando minha carreira na NBA. Mas felizmente eu pude me recuperar, pude ajudar o time em alguns momentos da temporada. Talvez eu não tive os minutos que eu queria, mas é normal na condição de novato que eu era e jogando em um time conservador, do Popovich, eu acho que isso é uma coisa normal e eu aceito a decisão dele. Eu espero continuar melhorando. Acho que tanto dentro como fora das quadras aprendi muitas coisas e espero continuar melhorando na próxima temporada, estar um pouquinho mais ativo nos jogos e poder ajudar o Spurs a ganhar mais jogos.
SB – Como é trabalhar com o Popovich? Como é a relação com ele dentro e fora de quadra?
TS – Ele, dentro da quadra, é um cara muito exigente, pede muito as coisas do basquete. Acho que isso é normal e é necessário, dentro do grupo, ter um líder como ele no Spurs. Fora da quadra, excepcional. Todo mundo me tratou bem, não só ele, mas fui bem tratado desde o primeiro dia e me sinto realmente bem em San Antonio, como se eu estivesse em casa. Espero poder estar lá muitos anos ainda.
SB – Como é a sua relação com o Tim Duncan? Ele tenta te ensinar algumas coisas? O que você já aprendeu com ele nesta temporada?
TS – Ele é um dos grandes jogadores da história da NBA, isso daí ninguém discute. Para mim foi muito gratificante jogar com ele, aprender a atitude que ele tem tanto fora como dentro da quadra. Eu acho que, neste aspecto, a gente até é parecido. Espero poder contar com ele pelo menos mais um ano, que ele tem de contrato. Obviamente que ele não é mais o garoto de 22, 23 anos quando estava melhor fisicamente, mas ele ainda tem muito basquete, conhece o jogo mais do que ninguém e espero que ele possa ajudar este ano com sua experiência na NBA, não só a mim, mas aos outros jogadores.
SB – E o Manu Ginobili? Provavelmente ele estará no Pré-Olímpico e vocês, que estão acostumados a jogar juntos, terão de se enfrentar. Como será para você enfrentar um companheiro?
TS – Realmente ele é um jogador diferenciado. Acho que é o único jogador no mundo que tem Euroliga, NBA e Olimpíada como títulos… Então, realmente é difícil parar ele. Mas acho que tanto eu como o Rúben (Magnano) trabalhamos com ele e os demais jogadores da Argentina, então vamos ter que ralar bastante para defender eles e ganhar deles lá na Argentina.
SB – De que forma essa sua participação na Seleção pode te ajudar em San Antonio? Não houve nenhum tipo de impedimento por parte do Spurs? De que forma a equipe lida com a questão de ceder seus jogadores para as seleções nacionais?
TS – Eu acho que ninguém gosta que o seu jogador, que está no seu time, jogue com a sua seleção nacional. Mas eles respeitam minha decisão, sabem que eu tenho vontade de jogar com a seleção. Acho que todo mundo já estava mais ou menos consciente da situação que ia existir do locaute, então é também uma forma de eu me manter dentro do basquete, me manter em forma e com a mentalidade de jogador de basquete, não só estar treinando individualmente em uma quadra. Então poder estar jogando jogos importantes e decisivos também vai ajudar na minha carreira.
SB – Com o locaute sendo decretado oficialmente, uma questão polêmica era a do seguro dos jogadores. De que maneira isso foi resolvido para você estar aqui servindo a seleção?
TS – Bom… Eu não vou falar qual foi a maneira, mas foi resolvido. Essa é a questão e é por isso que eu estou aqui. Faz tempo que a gente está atrás disso e foi resolvido.
SB – Com o locaute instalado, ninguém ainda tem muita certeza do que vai acontecer. Existe a possibilidade de os atletas voltarem a atuar em equipes da Europa, ou voltarem a jogar em seus países, ou em outras equipes? O que os jogadores sabem a respeito desse assunto?
TS – Realmente a gente não sabe em que data a NBA e a associação de jogadores vão entrar em um acordo, isso não existe. Realmente existe uma incerteza muito grande ao redor disso e está tudo muito no ar. É claro que existe a possibilidade de você ir jogar na Europa, ou você vir jogar no Brasil, na China ou onde seja. Mas a minha mentalidade, no momento, é continuar no San Antonio Spurs. Acho que eles esperaram bastante por mim depois do Draft e eu quero respeitar isso, quero continuar lá. Vou trabalhar, depois da seleção, individualmente até a volta para estar pronto e estar em boas condições para a próxima temporada.
SB – No Pré-Olímpico, o que você espera do seu rendimento em quadra? Você e o Marcelinho Huertas talvez sejam os dois principais nomes desta Seleção e vêm com essa responsabilidade de liderar o time. Então, como vão lidar com essa responsabilidade? Ainda existe aquele entrosamento entre vocês da época que atuavam na Espanha?
TS – Com certeza. Eu acho que existe o entrosamento. A questão da responsabilidade, acho que é natural. Isso com o tempo acontece. Em outros anos eu era o 12º jogador, mas hoje em dia existe um peso diferente na seleção e a gente tem que tomar isso com naturalidade. A gente joga em um esporte coletivo, mas obviamente cada jogador sabe a sua responsabilidade dentro da quadra e eu sei qual vai ser a minha. Então, junto com o técnico, a gente vai formar um time capacitado para chegar bem ao Pré-Olímpico, e que todo mundo saiba o seu papel direitinho dentro de quadra.
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