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Spurs (18-9) @ Sixers (18-8) – Voando!

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O San Antonio Spurs venceu sua segunda partida consecutiva na Rodeo Trip ao bater, nesta quarta-feira (8), o Philadelphia 76ers. Com grande noite de Tony Parker, os texanos lideraram praticamente do começo ao fim da partida e cravaram 100 a 90 no placar.

Jogando o "fino da bola", Parker liderou o Spurs em mais um triunfo

Merci, Parker!

Tony Parker vem jogando como há muito tempo não se via. Quem se lembra daquele Parker MVP das Finais de 2007? É mais ou menos esse desempenho que o francês vem conseguindo nas últimas partidas. Em mais uma exibição de gala, o armador comandou a vitória do Spurs anotando 37 pontos e ainda distribuiu oito assistências. Se considerarmos os últimos cinco jogos do Spurs, as médias do camisa nove são de assustadores 28,4 pontos e sete assistências. Será que cabe no All-Star Game?

Como o vinho

Beirando os 36 anos, Duncan ainda esbanja categoria. Se o físico não é o mesmo de outrora, o veterano compensa com a técnica e a elegância de sempre. Contra o Sixers, outra atuação sólida com 16 pontos, 11 rebotes e dois tocos. Nada mal para um “velhinho”.

Tremeu?

Pela primeira vez na carreira, Danny Green inciou uma partida da NBA como titular. Mas o ala, de 24 anos, parece ter sentido o peso. Em 29 minutos, não pontuou, errando todos os cinco arremessos que tentou. Este, aliás, nao foi o dia dos alas do Spurs. Somando o desempenho de Green, Jefferson e Leonard, eles totalizaram três pontos e converteram apenas uma de 13 tentativas de quadra. Será que fui eu que sequei?

Se cuida, Thunder…

Ok, é pouco exagerado e precipitado da minha parte. Mas o Spurs já aparece na vice-liderança do Oeste e tem a melhor sequência de vitórias ativa na NBA, seis. Só que a distância para o líder Thunder ainda é bem grande. Os texanos têm 18 vitórias e nove derrotas, enquanto o time de Oklahoma City venceu 20 e perdeu apenas cinco vezes. Mas já dá pra sonhar, principalmente agora que a equipe parece ter espantado de vez os fatasmas de atuar fora que casa, que assombraram o time no início da temporada.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 37 pontos e oito assistências

Gary Neal – 18 pontos, cinco rebotes e seis assistências

Tim Duncan – 16 pontos, 11 rebotes e dois tocos

Tiago Splitter – 15 pontos

Philadelphia 76ers

Lou Williams – 22 pontos e quatro assistências

Andre Iguodala – 17 pontos, sete rebotes e quatro assistências

Elton Brand – 11 pontos e 13 rebotes

Splitter e Leonard convocados para o Jogo dos Calouros

"Eu queria agradecer meus companheiros e o importante foram os três pontos"

O San Antonio Spurs terá dois representantes no Jogo dos Calouros, atração do primeiro dia do All-Star Weekend. O pivô segundanista Tiago Splitter e o ala novato Kawhi Leonard foram selecionado entre os 18 atletas que formarão as equipes na partida festiva, que será realizada em Orlando, no dia 24 de fevereiro.

Nesta temporada, a partida terá um formato diferente dos anos anteriores. Antes, o jogo era uma espécie de desafio entre novatos e jogadores em seu segundo ano de NBA. Desta vez, as equipes estarão mescladas.

A NBA também divulgou quem serão os treinadores das duas equipes, que prometem ser um espetáculo a parte. O ex-ala-pivô Charles Barkley e o ex-pivô Shaquille O’Neal, que trabalham como comentaristas da rede norte-americana TNT, comandarão as pranchetas durante o evento.

Confira os 18 jogadores selecionados para o Jogo dos Novatos:

• Rookies (Novatos)

Kawhi Leonard (San Antonio Spurs), MarShon Brooks (New Jersey Nets), Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), Brandon Knight (Detroit Pistons), Markieff Morris (Phoenix Suns), Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves), Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers), Kemba Walker (Charlotte Bobcats) e Derrick Williams (Minnesota Timberwolves)

• Sophomores (Segundoanistas)

Tiago Splitter (San Antonio Spurs), DeMarcus Cousins (Sacramento Kings), Landry Fields (New York Knicks), Paul George (Indiana Pacers), Blake Griffin (L.A. Clippers), Gordon Hayward (Utah Jazz), Greg Monroe (Detroit Pistons), Evan Turner (Philadelphia 76ers) e John Wall (Washington Wizards)

Spurs (17-9) @ Sixers (18-7) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Philadelphia 76ers – Temporada Regular

Data: 08/02/2012

Horário: 22h (Horário de Brasília)

Local: Wells Fargo Center

Na segunda partida da Rodeo Road Trip, o San Antonio Spurs tem um desafio e tanto pela frente. Pouco cotado no início da temporada, o Philadelphia 76ers aposta em um basquete coletivo e sem grandes estrelas, mas que até agora rende a equipe o terceiro lugar no Leste, com 18 vitórias e sete derrotas. Em casa, o desempenho é ainda melhor. Foram 13 jogos e apenas três derrotas. Um ótimo teste para os texanos diante de uma equipe que vem brigando na elite.

Tim Duncan

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PG – Tony Parker

SG – Kawhi Leonard

SF – Richard Jefferson

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Se analisarmos apenas os números, a temporada de Tim Duncan pode não chamar a atenção. Com 13,8 pontos e 8,2 rebotes por partida, as marcas não chegam nem perto das de quando Timmy estava em seu auge. Mas honrando o apelido de “Big Fundamental“, Duncan é peça chave no esquema texano e, mesmo prestes a completar 36 anos, já mostrou que continua sendo decisivo.

Andre Iguodala

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PG – Jrue Holiday

SG – Jodie Meeks

SF – Andre Iguodala

PF – Elton Brand

C – Spencer Hawes

Fique de Olho – Iguodala pode não ser um gênio, mas é aquele tipo de jogador que sabe fazer de tudo dentro quadra e bem, o chamado “All-Around“. Pontua, pega rebotes, distribui assistências e, além de tudo, é um excelente marcador de perímetro. Com seu vigor físico, é capaz de dar belas enterradas, mas também não compromete quando tem seu arremesso requisitado. Suas médias na temproada são de 12,8 pontos, 6,6 rebotes e 5,2 assitências, além de 1,8 roubos de bola e aproveitamento de 38,7% nos tiros de 3 pontos.

Solucionando o problema

As queixas relacionadas à ala do San Antonio Spurs eram pauta antiga de boa parte da torcida. Mais precisamente, as reclamações vêm desde que o antigo titular absoluto, Bruce Bowen, começou a cair de rendimento, após o título conquistado em 2007. Quase cinco anos depois, a posição 3 do time texano parece enxergar uma luz no fim do túnel, que cada vez aumenta e brilha mais forte.

O presente e o futuro, lado a lado

Em 2009, Bowen foi envolvido em uma troca – e logo depois encerrou sua carreira – que trouxe Richard Jefferson para o Texas. Parecia que tudo estava resolvido, já que o novo ala do Spurs vinha de ótimas temporadas com o New Jersey Nets e o Milwaukee Bucks. Mas não foi bem o que aconteceu. Jefferson não conseguiu repetir o mesmo desempenho e despertou a ira de muitos torcedores.

Não que ele tenha ido tão mal assim. Em sua primeira temporada com a camisa prata e preto, ele registrou médias de 12,4 pontos e 4,4 rebotes. Mas a queda de rendimento nos playoffs e a derrota para o Phoenix Suns, antigo freguês, por 4 a 0 nas semifinais do Oeste fizeram com que a torcida elegesse Jefferson como culpado.

Desde então, o camisa 24 andava às voltas com boatos de troca, mas contou com a confiança da diretoria texana e recebeu uma extensão contratual. Depois, superou rumores de que seria anistiado pela equipe, o que acabou não se concretizando. Hoje, as críticas a Jefferson aparecem em tom mais ameno. Talvez porque, após duas temporadas sem tanto brilho, não se espere mais tanto assim dele.

Mas outra razão para as críticas terem diminuído é que hoje o Spurs conta com outras duas ótimas opções para a posição de SF e, com isso, a responsabilidade de Jefferson diminuiu. Tanto que sua média de pontos (10,4) e rebotes (3,4) na atual temporada são as menores desde que chegou a San Antonio, mas não se fala muito nisso. Com Danny Green e o novato Kawhi Leonard tendo atuações consistentes e conquistando a confiança de Gregg Popovich, Jefferson pode jogar com muito menos peso em suas costas.

Sem muito alarde, a direção texana conseguiu resolver o problema na posição 3, que hoje conta com três bons jogadores como opções. Durante a offseason, os rumores de que o Spurs estava atrás de um ala foram frequentes. Caron Butler, Tayshaun Prince, Grant Hill, Shane Battier e até Josh Howard foram sondados segundo a imprensa americana. Nenhum deles chegou, a temporada começou e com ela as boas surpresas de Green e Leonard.

https://spursbrasil.com/wp-content/uploads/2012/01/danny-green-victory.jpgGreen tem 24 anos, está em sua terceira temporada na NBA, mas só agora começa a mostrar seu potencial. Nos dois anos anteriores, passou quase despercebido por Cleveland Cavaliers e pelo próprio San Antonio Spurs. Iniciou a temporada 2011/2012 apenas como parte do garbage team – aqueles que entram nos minutos finais quando tudo já está decidido -, mas com um bom trabalho defensivo e sendo consistente no ataque (7,8 pontos por jogo), já registra médias de 21,4 minutos jogados por partida. Se contabilizarmos apenas os últimos dez jogos, esse número sobre para 26,2.

Leonard é ainda mais jovem. Com apenas 20 anos, faz sua primeira temporada na NBA e chegou a San Antonio sob alguns olhares desconfiados. A dúvida era se realmente teria valido a pena se desfazer de George Hill em troca da escolha de Draft que o trouxe ao Texas. Se na hora muitos ficaram sem entender tal troca, hoje Leonard deve, pelo menos, dar um alento aos corações texanos que ficaram partidos com a saída de Hill.

Sabemos que Popovich não é um grande fã de novatos, que costumam ter que trabalhar duro para mostrar ao treinador que merecem mais chances e mais tempo de quadra. Mas Leonard parece, de cara, ter ganho a confiança do chefe. Com a lesão de Manu Ginobili, ele deixou Gary Neal para trás na corrida pela titularidade, muito em função de sua defesa contra os alas rivais. Hoje, ele acumula uma média de 23,6 minutos em quadra e 7,2 pontos por partida.

Além disso, com sua enorme envergadura, contribui com 5,0 rebotes e 1,1 roubos, desperdiçando apenas 0,6 bolas por jogo. Nada mal.

Com Jefferson, Green e Leonard, o Spurs está bem servido de alas para as próximas temporadas. Com um problema a menos para resolver, a direção texana poderá voltar suas atenções a outro setor que vem passando problemas nos últimos anos: o garrafão. Mas isso é assunto para um outro dia…

Spurs (11-7) @ Hornets (3-14) – Timmy for the win!

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O San Antonio Spurs foi até New Orleans encarar o Hornets, lanterninha do Oeste, nesta segunda-feira (23). E quem esperava um jogo fácil viu os texanos sofrerem para conseguir a vitória, que só veio a 1,4 segundo do final, com um gancho de Tim Duncan sobre Emeka Okafor, que deu números finais à partida, 104 a 102.

De fôlego novo, Duncan foi o nome do jogo (Layne Murdoch/Getty Images)

Veterano novo em folha

O descanso dado por Popovich na partida anterior contra o Rockets parece ter feito muito bem ao veterano Tim Duncan. Com 28 pontos, The Big Fundamental desfilou toda sua categoria na New Orleans Arena. Pontuou de todos os jeitos, desde jogadas próximas ao aro, passando por arremessos da cabeça do garrafão e até fadeaways de média distância. Mas foi com um gancho em movimentação e praticamente da linha do lance livre que Timmy matou o jogo, a 1,4 segundo do estouro do cronômetro. Nem mesmo a marcação colada de Emeka Okafor o intimidou.

Noite de recorde

28 pontos: essa foi a maior marca do pivô na atual na temporada, mas o recorde que mais chamou a atenção na noite foi o de Tony Parker. O francês também esteve exuberante no ataque e distribuiu 17 assistências, maior marca na carreira. Muitas delas vieram em jogadas de pick-and-roll com Duncan, Splitter e Blair. O armador ainda completou a noite com 20 pontos.

Torres Gêmeas de volta?

Com certeza é cedo para tirar conclusões, mas ver Duncan e Splitter em quadra ao mesmo tempo me agradou muito. Esta formação foi pouquíssimo usada por Popovich na temporada passada e agora parece agradar mais ao treinador que, nos cinco minutos finais, optou por deixar os dois gigantes atuando juntos. Ter dois jogadores da altura e do porte de Splitter e Duncan pode ser uma arma interessantíssima em várias partidas, e a boa fase do brasileiro ajuda. Contra o Hornets, foram 12 pontos e seis rebotes em 23 minutos.

Nada é perfeito

Vocês devem estar se perguntando como o Spurs precisou de uma última bola a um segundo do fim para vencer o frágil Hornets, mesmo com ótimas partidas de Parker e Duncan… O problema esteve na defesa. No primeiro tempo, a equipe encontrou dificuldade para frear Carl Landry, que fez o que quis com DeJuan Blair. E durante toda a partida, o Spurs não teve resposta para Jarrett Jack. Como sabemos, Parker não é um grande defensor e não havia outro jogador com características para marcá-lo. Danny Green bem que tentou em determinados momentos, porém sofreu com a velocidade do armador e não conseguiu acompanhá-lo. Foi a primeira vez, inclusive, que a equipe da Lousianna alcançou a contagem centenária na temporada. É nessas horas que George Hill faz mais falta…

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 28 pontos e sete rebotes

Tony Parker – 20 pontos e 17 assistências

Richard Jefferson – 14 pontos (4-7 3 PT)

Tiago Splitter – 12 pontos e seis rebotes

New Orleans Hornets

Jarrett Jack – 26 pontos, seis rebotes e nove assistências

Carl Landry – 18 pontos e oito rebotes

Trevor Ariza – 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências