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Prévia de Spurs x Thunder – Semifinal do Oeste

Kawhi Leonard vai enfrentar Kevin Durant (Reprodução/nba.com/spurs)
Depois de vencer o Memphis Grizzlies por 4 a 0 na primeira fase dos playoffs, o San Antonio Spurs continua sua trajetória na pós-temporada contra o Oklahoma City Thunder, que aplicou 4 a 1 sobre o Dallas Mavericks. A série promete, principalmente por conta da saúde dos elencos: tanto o alvinegro texano quanto o adversário terão todos à disposição.
Spurs e Thunder começam a se enfrentar neste sábado, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cada lado. Relembre como foram todos estes confrontos a seguir:
28/10/2015 – Spurs 106 @ 112 Thunder
Com falha decisiva de Danny Green no quarto período, o Spurs, jogando na casa do adversário, foi derrotado pelo Thunder. Kawhi Leonard, com 32 pontos, oito rebotes e três roubadas de bola, foi o destaque do alvinegro na ocasião.
12/03/2016 – Spurs 93 x 85 Thunder
O Spurs não tomou conhecimento do jovem time do Thunder e manteve a sua invencibilidade em casa, completando um ano sem perder no AT&T Center. O destaque da partida foi Kawhi Leonard, com 26 pontos, sete rebotes e três roubadas de bola.
26/03/2016 – Spurs 92 @ 111 Thunder
Na terceira vez que as equipes se encontraram, o Spurs foi com a equipe mista até Oklahoma City e acabou saindo de lá com a derrota. Destaque para David West, com 17 pontos, seis rebotes e três assistências, e Jonathon Simmons, com 17 pontos.
12/04/2016 – Spurs 102 x 98 Thunder
Dessa vez, foi o Thunder que decidiu poupar titulares, já que Russell Westbrook, Kevin Durant e Serge Ibaka não entraram em quadra. Mesmo assim, o Spurs suou, e contou com 26 pontos, cinco rebotes e cinco assistências de Kawhi Leonard para vencer.
Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário na série válida pela semifinal da Conferência Oeste. A seguir, blogueiros do Spurs Brasil e convidados contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 a 3
A final de 2013 da NBA, vencida pelo Miami Heat, mostrou como o ataque do Spurs pode sofrer se enfrenta uma defesa atlética e bem montada. Hoje, na NBA, ninguém tem o material humano tão adequado para realizar algo parecido como o Oklahoma City Thunder. O alvinegro é claramente mais time, mas, por uma questão de encaixe, este confronto pode ser mais difícil do que o imaginado. Kevin Durant é imparável, e poucos jogadores da NBA são mais indicados para marcá-lo do que Kawhi Leonard. Por isso, o segredo da vitória estaria em limitar Russell Westbrook. Chance para Danny Green finalmente calar seus críticos.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Russell Westbrook
Matheus Prá, do @blockpartty
Palpite: Spurs 4 a 3
Mesmo com o Spurs fazendo a sua melhor temporada na história (melhor defesa da liga, 40-1 em casa, etc.) o Thunder é aquele adversário que sempre dá bastante trabalho por ser um time muito físico. Kevin Durant e Russell Westbrook estão facilmente no top 10 dos melhores jogadores da liga hoje, e um time com esses caras pode vencer qualquer oponente. Além do mais, talvez esse elenco do oponente é o melhor desde que James Harden, o Barba, foi mandado para o Houston Rockets. Será uma série equilibrada, e Kawhi Leonard e Danny Green serão fundamentais na série tendo que marcar os astros adversários. Mais uma vez, a força do elenco será fundamental para o alvinegro passar pelo rival.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Russell Westbrook
Sergio Neto
Palpite: Spurs 4 a 1
Que comecem os playoffs! Sim, porque simplesmente não dá pra falar que a série contra os Grizzlies foi pra valer. Para mim, não passou de um treino de luxo. Mas agora é sinal de alerta ligado. Já conhecemos o Thunder de outros carnavais e, mesmo com o Spurs já tendo derrotado elencos melhores que este, eu não abaixaria a guarda. Porém, se tudo ocorrer bem, não devemos ter grandes problemas. Para não falar em varrida, acredito que cederemos um jogo na casa do adversário. Ansioso pelo duelo K x K (Kawhi Leonard x Kevin Durant). Com isso, Russell Westbrook pode passar a assumir mais o protagonismo do que seu colega. LaMarcus Aldridge pode passar um pouco de sufoco, já que pode ter Serge Ibaka na cola.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies: Russell Westbrook
Vinicius Esperança
Palpite: Spurs 4 a 1
A troca de treinador do Thunder não surtiu muito efeito na maneira da equipe jogar. Com o poder de fogo centrado em Kevin Durant e Russell Westbrook, o oponente tem uma ofensiva que não apresenta muitas variações e movimentações dentro de quadra. Em contrapartida, os jogadores citados estão na lista dos cinco melhores da NBA na atualidade, sendo responsáveis pela defesa e pelo ataque do time. Não é pouco, é muito. O Spurs tem um quinteto titular muito melhor em conjunto do que o do adversário e um banco mais profundo. LaMarcus Aldridge tem a chance de dominar o garrafão, e Kawhi Leonard e Danny Green de marcarem os astros adversários. Ajuda ainda Tony Parker estar jogando bem e pontuando bem e, caso o francês precise de um desafogo, Patty Mills vem sendo importantíssimo no perímetro com suas bolas de três. Não consigo ver chance do rival avançar na série, mesmo com partidas fora de série de seus dois astros. Eles devem ganhar, talvez, um jogo.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies: Russell Westbrook
Olho neles!

Por unanimidade, Kawhi Leonard foi eleito a peça chave do Spurs na série pelos blogueiros do Spurs Brasil. O ala será importante dos dois lados da quadra. Na defesa, terá de marcar ninguém menos do que Kevin Durant, um dos melhores pontuadores da história recente da NBA. Do outro lado, tentará comandar a ofensiva do time, preferencialmente cansando o astro adversário. O ala obteve médias de 21,5 pontos, 4,8 rebotes, 2,8 roubos de bola e 2,8 tocos em 31,4 minutos por exibição durante a série contra o Grizzlies.
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É impossível parar Kevin Durant, e poucos jogadores da NBA podem contê-lo tão bem como Kawhi Leonard. Russell Westbrook, por outro lado, pode entrar em um modo exageradamente agressivo e tem noites pouco eficientes nos arremessos de média e longa distância. Por isso, foi eleito a peça-chave do Thunder na série por unanimidade pelos blogueiros do Spurs Brasil. Contra o Mavericks, o armador teve médias de 23,5 pontos, 10,4 assistências e 7,8 rebotes em 35,9 minutos por jogo.
Opinião dos convidados
Douglas “Doug” Vinícius, do @BobanMVP
Spurs x OKC talvez seja um dos confrontos mais equilibrados da próxima rodada dos playoffs da NBA. O duelo não tem um grande favorito pelas características de cada equipe.
O Thunder possui uma das melhores duplas da NBA, Kevin Durant e Russell Westbrook, que juntos têm média de 52 pontos por partida, com o armador sendo o líder de assistências por jogo da temporada, e o ala, ao lado de seu colega, sendo o quarto em pontos por partida do campeonato. O time aposta em um jogo intenso, com contra-ataques rápidos e com explosão, principalmente do camisa #0. Quando o placar está muito equilibrado, geralmente o número #35 bota a bola embaixo do braço e decide com frieza. O maior problema é o frágil banco, que tem apenas Enes Kanter como diferencial. Para muitos, o turco deveria ser o titular no lugar de Steven Adams. Além dele, Cameron Payne tem muito a evoluir, mas ainda é um novato.
Do outro lado, o Spurs tem um elenco fortíssimo, tido por muitos como o melhor banco da liga, com jogadores como Patty Mills, David West, Manu Ginobili e por aí vai. Além disso, o plantel tem uma dupla que vem fazendo grande temporada: Kawhi Leonard, eleito pela segunda vez consecutiva o melhor defensor da temporada, e o experiente LaMarcus Aldridge. Isso sem contar que o time possui a experiência de Tony Parker e do lendário Tim Duncan, que nem de longe é o mesmo astro dominante de outras épocas, mas ainda é muito importante defensivamente e com sua liderança dentro de quadra. O maior problema do alvinegro talvez seja o próprio estilo de jogo do Thunder, que é muito explosivo, e os texanos, com astros mais envelhecidos, às vezes demonstra ser um pouco frágil contra essa característica.
Ambos têm características fortes e pontos fracos, mas pode ser que o Spurs possa ter uma ligeira vantagem pelo fato de ter uma segunda unidade muito boa contra um banco frágil como o do Thunder. Reservas fazem, sim, muita diferença, pois uma equipe que joga tão intensamente como a de Oklahoma precisa descansar bem suas peças chaves, e o alvinegro pode aproveitar disso. Vale lembrar que, em quartos períodos, geralmente Westbrook perde um pouco do gás e começa a cometer vários erros e decisões equivocadas.
Outro fator é o treinador. Será um confronto entre um dos melhores técnicos de todos os tempos da NBA, Gregg Popovich, contra um que acabou de entrar na NBA, Billy Donovan. Quando se tem duas equipes muito equilibradas, o fator experiência faz sim toda a diferença, e isso o alvinegro tem de sobra. Por esses fatores, o time texano pode ter um leve favoritismo, mas o confronto será parelho e um espetáculo à parte para os amantes de NBA.
Matheus Lemes, do @BobanMVP
Spurs x Thunder será a série mais difícil até aqui?
Temos um confronto entre duas das quatro melhores equipes da temporada até então. O Spurs leva um pequena vantagem por ter um banco mais forte e competitivo, mas não podemos ignorar Russell Westbrook e Kevin Durant, que são All-Stars e vêm com excelentes números. Acredito que a franquia do Texas consiga vencer a série no sexto jogo, com sua segunda unidade sendo o diferencial, junto do técnico Gregg Popovich, dos titulares Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge e da experiência da franquia.
Prévia de Spurs x Grizzlies – Primeira rodada dos playoffs

Aldridge fará sua primeira série de playoff pelo Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)
Após vencer 67 jogos na temporada regular, melhor marca da história da franquia, e perder só uma vez como mandante, igualando o recorde da NBA, o San Antonio Spurs inicia sua trajetória nos playoffs contra o Memphis Grizzlies. Enquanto o alvinegro texano terá todo o elenco à disposição, a equipe do Tennessee não poderá contar com Mike Conley, Jordan Adams e Marc Gasol, todos fora da temporada, e nem com Brandan Wright, que tem retorno previsto apenas para o início de maio. Além deles, Tony Allen é dúvida para o primeiro jogo.
Spurs e Grizzlies começam a se enfrentar neste domingo, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com quatro vitórias para o alvinegro de San Antonio. Relembre todos estes confrontos a seguir:
21/11/2015 – Spurs 92 x 82 Grizzlies
Com grande atuação de Kawhi Leonard, que anotou 19 pontos, sete rebotes e três assistências, o Spurs venceu o Grizzlies no primeiro encontro dos times na temporada.
04/12/2015 – Spurs 103 @ 83 Grizzlies
Novamente com show de Kawhi Leonard, que deixou a quadra com 27 pontos e oito rebotes, o Spurs passou pelo Grizzlies no primeiro confronto disputado no Tennessee na temporada.
26/03/2016 – Spurs 110 x 104 Grizzlies
Na sexta-feira de Páscoa, o Spurs contou com 32 pontos e 12 rebotes de LaMarcus Aldridge para superar os desfalques de Patty Mills, Danny Green e Kawhi Leonard e vencer o Grizzlies.
28/03/2016 – Spurs 101 @ 87 Grizzlies
Sem poder contar com Tony Parker, Manu Ginobili, David West e Tim Duncan, poupados, e nem com Kawhi Leonard, machucado, o Spurs aproveitou-se dos 31 pontos, 13 rebotes, três assistências e dois tocos de LaMarcus Aldridge para vencer fora de casa.
Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário na série válida pela primeira rodada dos playoffs de 2016. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 a 0
Sem Mike Conley e Marc Gasol, esse Grizzlies é, talvez, o pior time de playoff da Conferência Oeste desde que eu comecei a acompanhar a NBA. Um adversário ideal para que o Spurs consiga recuperar seu ritmo de jogo e competitividade, já que a reta final da temporada regular foi marcada por jogadores poupados, com a equipe claramente tirando o pé do acelerador, e pela lesão de Boris Diaw. Qualquer resultado diferente de uma varrida seria surpreendente.
Peça-chave do Spurs: LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph
Sergio Neto
Palpite: Spurs 4 a 0
Varre varre, vassourinha. O melhor elenco da NBA, na minha modesta opinião, contra um time que chegou aos playoffs sem alarde. Além disso, Marc Gasol é grande baixa em um plantel que virou um “catado”. O time do Tennessee é um bom oponente, mas não vai fazer nem cócegas nos jogos no AT&T Center. Quando a série sair do Texas, poderemos ter duelos truncados, mas ainda assim com triunfos. Nada como mais um 4 a 0 pra esquecer 2011.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph
Vinicius Esperança
Palpite: Spurs 4 a 0
Um dos melhores elencos (se não o melhor) da NBA contra uma equipe totalmente remendada, composta pelos restos de um plantel atrapalhado pelas contusões e por jogadores que provavelmente não teriam muita chance em outras franquias. Um time que igualou o recorde de 40 vitórias e apenas uma derrota em casa nessa temporada, e outro, que de forma surpreendente – mesmo sem seu principal jogador, Marc Gasol, e durante muito tempo sem seu principal líder, Zach Randolph -, conseguiu uma vaga nos playoffs. O garrafão texano é muito sólido, e com suas principais armas baleadas ou fora de combate, o adversário não vai ter muitas chances, sendo o confronto de divisão mais tranquilo para o alvinegro.
Peça-chave do Spurs: LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph
Olho neles!

Prestes a fazer sua primeira série pelo Spurs, LaMarcus Aldridge se prepara para encarar um garrafão enfraquecido por conta dos desfalques de Brandan Wright e, principalmente, de Marc Gasol. Se o dedo machucado não atrapalhar, o ala-pivô deve brilhar. Na temporada, o astro, eleito por dois blogueiros do Spurs Brasil como destaque da série, teve médias de 18 pontos e 8,5 rebotes em 30,6 minutos por exibição. Nos seus três duelos com o Grizzlies, os números viraram 27 pontos e 9,7 rebotes em 32,2 minutos por jogo.
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Eleito unanimemente pelos blogueiros do Spurs Brasil que opinaram como destaque do Grizzlies, Zach Randolph deve ser o foco ofensivo de um time que não poderá contar com Mike Conley e Marc Gasol. Por outro lado, na defesa, pode sofrer por ter de marcar LaMarcus Aldridge ou Tim Duncan. Na temporada, o ala-pivô obteve médias de 15,3 pontos e 7,8 rebotes em 29,7 minutos por exibição. Porém, na única vez que enfrentou o alvinegro na temporada, conseguiu somente nove pontos e seis rebotes em 28,7 minutos.
Spurs faz história como mandante
Que o Golden State Warriors está fazendo uma campanha absurda, a caminho do melhor recorde de todos os tempos da temporada regular, todos já sabem. Toda a imprensa, merecidamente, bate nessa tecla o tempo todo – afinal, o que estão fazendo é histórico.
Entretanto, na segunda posição da Conferência Oeste, sem muito alarde, o San Antonio Spurs também vem fazendo história. Com o melhor início dentro de casa da história da Conferência Oeste, o time comandado por Gregg Popovich segue invicto no AT&T Center.
O Warriors também está invictos em seus domínios. Entretanto o Spurs já jogou quatro partidas a mais no Texas do que os líderes do Oeste em Oakland.
As duas equipes têm apresentado uma disparidade enorme em comparação com as rivais. Além de estarem invictos dentro de casa, quando jogam em terrenos adversários também costumam se sair muito bem. O Spurs segue com 19 vitórias e nove derrotas fora de casa, enquanto o Warriors está com 26 vitórias e cinco derrotas. Campanhas que muito time que pega vaga nos playoffs não tem nem dentro de casa.
Além do campeonato de outro mundo que Spurs e Warriors estão fazendo, vale destacar também a ótima campanha de Cleveland Cavaliers e Oklahoma City Thunder, que têm 40-15 e 40-16 como recordes nesta temporada, respectivamente. Isso faz com que as casas de apostas esportivas não deem um favoritismo tão grande ao Spurs e ao Warriors, o que em outras circunstâncias certamente aconteceria com a dupla de líderes do Oeste.
Serão contra esses times os maiores desafios para o Spurs manter os 100% no AT&T Center. Entre as vitórias em casa, o time de San Antonio já bateu o Cavaliers, mas ainda tem quatro jogos contra Thunder e Warriors para fazer, todos no período entre 19 de Março e 12 de Abril.
Os maiores desafios para manter a invencibilidade vão ficar para o fim do campeonato, além desses quatro jogos citados, neste período de um mês que encerra a temporada regular, o Spurs ainda enfrentará, no AT&T Center, times como Toronto Raptors, Miami Heat, New Orleans Pelicans e Portland TrailBlazers. Todos adversários duros!
Esses confrontos servirão como um verdadeiro termômetro para ver como o time chegará aos playoffs, que começarão logo a seguir. Entretanto, mais da metade da temporada já se passou e, ao que tudo indica, Warriors e Spurs farão a final do Oeste.
Os sites de apostas online colocam o Warriors com 55% de chance de vencer o Oeste, enquanto dão 30% de chance ao Spurs, o que evidencia o quão extraordinária tem sido a temporada de ambos e que realmente o título da conferência não deve fugir dos dois.
Certamente, o vencedor chegaria com muita força e com o favoritismo às finais da NBA.
Prévia de Clippers x Spurs – Primeira rodada dos playoffs

Duelo de armadores será importante no confronto (Reprodução/nba.com/spurs)
Após uma emocionante rodada final de temporada regular, em que podia terminar com a segunda colocação na Conferência Oeste, o San Antonio Spurs acabou derrotado pelo New Orleans Pelicans e caiu para sexto. Com isso, terá pela frente na primeira rodada dos playoffs o Los Angeles Clippers, que terminou a fase de classificação em terceiro.
Spurs e Clippers começam a se enfrentar neste domingo, no Staples Center, casa dos angelinos. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cado lado. Relembre todos estes confrontos a seguir:
10/11/2014 – Spurs 89 @ 85 Clippers
No primeiro confronto entre as equipes na temporada 2014/2015, o Spurs saiu de quadra vitorioso mesmo desfalcado de Patrick Mills, Marco Belinelli e Tiago Splitter e jogando na casa do adversário. Kawhi Leonard, que deixou a quadra com 26 pontos, dez rebotes e três roubadas de bola, foi o destaque do alvinegro naquele confronto.
22/12/2014 – Spurs 125 x 118 Clippers
Na primeira vez em que o AT&T Center recebeu o duelo entre as duas equipes na temporada, o Spurs venceu o Clippers na volta de Tony Parker e encerrou uma série de quatro derrotas consecutivas. O armador francês se destacou com 26 pontos e quatro assistências.
31/01/2015 – Spurs 85 x 105 Clippers
Mesmo jogando em casa, o Spurs não encontrou resposta para Blake Griffin, que deixou a quadra com 31 pontos, 13 rebotes e cinco assistências, e sofreu sua primeira derrota para o Clippers na temporada. Kawhi Leonard, com 24 pontos e cinco rebotes, se destacou.
19/02/2015 – Spurs 115 @ 119 Clippers
Mesmo sem contar com seu astro Blake Griffin, o Clippers venceu o Spurs em seus domínios e decretou o empate entre os dois times na temporada regular: duas vitórias para cada lado. Tim Duncan, com 30 pontos e 11 rebotes, brilhou pelo time de San Antonio.
Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2015. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:
Bruno Alves
Palpite: Spurs 4 a 3
Apesar do bom embalo no fim do campeonato, a equipe do Spurs chega nos playoffs ainda com pontos de interrogação e, do mesmo modo que na última temporada, vai chegar um tanto quanto enferrujada na primeira rodada. Prevejo o Clippers se sobressaindo nos rebotes, e dificuldades dos texanos em parar Chris Paul. A experiência e o jogo coletivo do alvinegro os levarão até um emocionante jogo 7, no qual vai roubar a vaga na casa dos adversários.
Peça chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça chave do Clippers: Chris Paul
Juliano Medeiros
Palpite: Spurs 4-2
A chave do Spurs vai ser a marcação. Chris Paul vai se cansar muito com as trocas de marcação entre Danny Green e Kawhi Leonard nele, enquanto Tony Parker vai poder se esconder na defesa e gastar toda sua energia no ataque. Ainda que leve desvantagem no garrafão, o Spurs compensa isso com um banco bem mais forte. Os titulares do Clippers vão se desgastar com a necessidade de maior tempo de quadra, o que vai afetá-los.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Leonardo Sacco
Palpite: Spurs 4 a 2
O mando de quadra, neste caso, não muda muita coisa. O motivo é um só: o Spurs é mais time. E não só no quinteto inicial, já que o Clippers tem ótimos titulares. A questão é que o banco da equipe de San Antonio é muito superior. Se a franquia de Los Angeles tem Chris Paul e Blake Griffin, para por aí. DeAndre Jordan é muito bom, mas não deve ficar em quadra quando o alvinegro iniciar o famoso hack. No caso de CP3, Gregg Popovich pode dedicar Kawhi Leonard à sua marcação, com Tim Duncan colado em Blake Griffin. Aposto em dois jogos para os angelinos por detalhe, já que o atual campeão tem condições até de varrer.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 a 2
Na reta final do campeonato, o Spurs mostrou que pode vencer qualquer um quando tem o elenco completo à disposição de Gregg Popovich e consegue chegar ao seu melhor nível de atuação, com movimentação de bola, trabalho coletivo e participação decisiva da segunda unidade. A questão é? O elenco estará completo contra o Clippers? Tiago Splitter, com uma lesão na panturrilha esquerda, não entra em quadra desde o dia 03/04. Apesar da perícia de Kawhi Leonard e Tim Duncan, o pivô pode ser a peça mais importante da defesa da equipe texana na série, já que será, se entrar em quadra, o responsável por marcar Blake Griffin, cestinha dos angelinos na temporada com média de 21,9 pontos por exibição. Na temporada regular, o ala-pivô acertou 52,4% dos arremessos que tentou com o brasileiro em quadra, e 54,1% nos momentos de descanso do camisa #22. Se o catarinense estiver em condições de segurar o astro, aí o melhor conjunto do alvinegro deve prevalecer.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin
Renan Belini
Palpite: Spurs 4 a 2
Parada dura. Sem dúvidas, a série mais equilibrada da primeira fase. A exemplo do Spurs, o Clippers encontrou na reta final o seu melhor momento na temporada. Chris Paul está voando, Blake Griffin está saudável e certeiro nos tiros de média-distância, DeAndre Jordan é simplesmente o melhor protetor de aro da NBA e Jamal Crawford sempre arma uma bagunça vindo do banco. Apesar disso, acredito que a forte defesa do time de San Antonio e o banco de reservas farão a diferença. Boris Diaw, Patrick Mills e Marco Belinelli precisarão aparecer. A pontaria nos tiros de três é outra coisa que pode desequilibrar, já que os californianos não têm a defesa no perímetro como ponto forte. E assim como foi na temporada regular, Tony Parker será um termômetro: se tiver boas atuações, consequentemente as chances do alvinegro serão grandes. Caso Tiago Splitter volte, elas aumentarão mais ainda.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin
Sergio Neto
Palpite:Spurs 4 a 1
Demorou, mas o Spurs enfim decolou. E playoffs é época de separar os homens dos meninos. Não que o Clippers não tenha potencial, mas o time texano é mais calejado quando se trata de pós-temporada. O alvinegro vai ceder um jogo, até por conta de um possível desgaste do time. Mas acho que Griffin e Paul serão típicos “cães que ladram, mas não mordem”. A defesa vai ser o diferencial, e nesse quesito a equipe de San Antonio se destaca mais que o oponente.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Sonia Cury
Palpite: Spurs 4 a 2
O Spurs que começou tropeçando e engrenou na reta final, tem pela frente Chris Paul, Blake Griffin e companhia, que podem sim dar muito trabalho. O ponto importante e que favorece o time de San Antonio é a força de seu jogo coletivo e do banco de reservas, que é fundamental para não deixar o ritmo diminuir. Se Popovich tiver segurança na segunda unidade para utilizar as mais diversas rotações possíveis na partida, os jogadores terão minutos mais equilibrados em quadra e cansarão menos. Outro fator é a marcação: o alvinegro é uma das melhores equipes defensivas de toda a NBA, e isso pode dar muita dor de cabeça para o Clippers, que terá de arranjar um jeito de se livrar do sistema forte da equipe texana, que se adapta rapidamente às táticas ofensivas dos seus adversários. Já a franquia angelina, além de ter Griffin e CP3, conta com um DeAndre Jordan que vem uma ótima temporada na NBA. Neste duelo, o diferencial deve a ser a defesa.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Victor Moraes
Palpite: Spurs 4 a 1
Apesar da decepção final do sexto lugar e perda do mando de quadra, estou confiante e faço uma aposta esperançosa. Se jogar como vinha jogando na arrancada do final da temporada, o Spurs tem tudo para dar as cartas na série, seja jogando em casa ou fora. O Clippers tem bons titulares e estrelas de primeiro nível em Chris Paul e Blake Griffin, mas o banco de reservas é fraco e a defesa falha em muitos momentos – defeitos que os texanos saberão explorar muito bem. Se Tiago Splitter se recuperar da lesão e Tony Parker reencontrar as boas atuações, o caminho fica ainda mais tranquilo. Incomodar com uma boa marcação no armador adversário, motor do time angelino, é fundamental.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Clippers: Chris Paul
Vinicius Esperança
Palpite: Spurs 4 a 3
Um dos ataques mais fortes da NBA contra uma das defesas mais poderosas. Com um garrafão muito forte, o Clippers vai ser páreo duro para o Spurs. Blake Griffin melhorou muito, principalmente em arremessos de média e longa distância, e DeAndre Jordan vem fazendo talvez a melhor temporada de sua carreira, sendo cotado como um dos melhores marcadores da NBA. O time reserva dos angelinos conta com um dos melhores sexto homem da NBA, Jamal Crawford. A defesa não é ponto tão forte: mesmo contendo jogadores com capacidade de parar os adversários, o time não conseguiu encaixar a comunicação e muitas vezes fica devendo. Entretanto, Chris Paul melhorou muito depois do All-Star Game, sendo um dos principais jogadores da liga desde então. Por fim, o mando de quadra pode ser decisivo e, fazem os dois primeiros jogos são fora, os texanos terão de suar a camisa e tentar roubar uma vitória. Como Tiago Splitter vem baleado, frear os astros angelinos será um desafio.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Clippers: Blake Griffin
Olho neles!

Kawhi Leonard foi eleito por quatro dos nove blogueiros do Spurs Brasil a peça-chave para o Spurs vencer o Clippers na série. De um lado, será responsável por pontuar, já que a defesa de perímetro é um dos pontos fracos dos angelinos – na temporada regular, teve média de 18 pontos por exibição contra o adversário. Do outro, pode ser um dos responsáveis para marcar o astro Chris Paul, comandante do oponente – neste campeonato, o armador dos californianos teve saldo positivo de 7,7 pontos a cada 100 posses com o camisa #2 no banco e negativo de 5,5 com ele em quadra.

Diante de uma série provavelmente bem ocupada, Chris Paul foi eleito por seis dos nove blogueiros do Spurs Brasil a peça-chave do Clippers no confronto. Isso porque, além de ter de comandar o ataque de sua equipe em quadra – na temporada, teve médias de 19,8 pontos e dez assistências em exibição contra o alvinegro -, ele será o provável responsável por marcar Tony Parker, função nada fácil. Neste campeonato, o francês produziu 17,4 pontos a cada 36 minutos com o camisa #3 do time californiano em quadra, e 19,2 nos momentos em que ele estava no banco.
Uma ‘brasileira texana’ em NY
Por Regiane Morais – de Nova York, EUA
Existem várias músicas que falam que Nova York é um lugar onde sonhos são realizados. No fim das contas isso é verdade, mesmo com alguns desvios não programados no caminho…
Quando deu tudo certo para uma tão desejada viagem para a Big Apple, decidir a data foi a coisa mais fácil de toda a programação: abrir o site do San Antonio Spurs, ver quando eles enfrentariam o New York Knicks nesta temporada regular e pronto.

O imponente Garden (Arquivo pessoal)
A primeira coisa que me impressionou foi o tamanho do Madison Square Garden. Estamos acostumados a olhá-lo pela televisão e/ou pelo computador, mas ver pessoalmente aquela arena é muito legal. Mesmo nos setores mais altos (que foi o meu caso), a visibilidade é muito boa, ainda mais com a ajuda daqueles telões enormes.
Já na subida, ficam pessoas recepcionando os visitantes. Estavam entregando bandanas do time da casa e aquelas mãos de borracha com o indicador pra cima. Quando eu vi o que era, agradeci e disse que não queria. Quando o cara me perguntou porque, só mostrei minha camiseta, e ele: “No man!” Tudo com muito bom humor; tinha obviamente muitos torcedores do time da casa, mas muitos Spurs marcavam presença também.
É bem legal ver o que acontece quando normalmente estamos vendo os comerciais das transmissões: a apresentação dos times, atrações musicais, camisetas jogadas para a torcida, torcedores tentando acertar cestas para ganhar prêmios…

Indescritível estar nas mesmas coordenadas geográficas que o Timmy (Arquivo pessoal)
Não vou falar muito do jogo em si. Já saiu resumo e enfim, o resultado não é exatamente a melhor memória da noite (saudades conversão de lances livres). Aqueles dois momentos no quarto período em que houve revisão de jogada e a bola em ambas as vezes foi do Spurs foi algo divertido porque os torcedores do Knicks ficaram indignados! Nesse fim de jogo, a torcida acordou para gritos de “defense” e, olha, eu mesma gritei uns “go Spurs, go” várias vezes.
Preciso confessar que várias vezes eu ficava pensando: sério que estou aqui? Sério que eles fizeram esse passe maravilhoso? (foi entre Kawhi Leonard e Patrick Mills em algum momento do primeiro tempo). É aquele tipo de emoção que só quem gosta muito de basquete vai entender. Espero que tenha sido a primeira partida de muitas!

Direto do Garden (Arquivo pessoal)
