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Ayres e Duncan têm noite “mal assombrada” em hotel
Após o San Antonio Spurs “assombrar” os seus adversários durante o mês de março, dois jogadores do time passaram por uma experiência inusitada e, ao mesmo tempo, assustadora. Segundo a reportagem do jornal americano San Antonio Express-News, durante a estadia do elenco em um hotel de Oakland, enquanto Jeff Ayres tentava abrir a porta de seu quarto, tanto ele como Tim Duncan ouviram ruídos, aparentemente de um bebê, vindos de dentro do aposento. Após a verificação dos funcionários, constatou-se que o aposento estava completamente vazio.
“Quando cheguei na porta do meu quarto, a chave não funcionou. Mas parecia que havia alguém lá dentro. Então comecei a ouvir um bebê, não chorar, mas fazendo um barulho. Então pensei, ‘que diabo é isso?'” contou Ayres, que retornou à recepção para pedir outra chave e relatar os ruídos.
“Eles (funcionários) ligaram para o quarto, mas não tinha ninguém. Eles poderiam ter me dado uma nova chave e me acompanhado, para ter certeza que ninguém estava lá, mas preferiram me dar um novo quarto… foi a coisa mais apavorante”, confessou o ala-pivô da equipe texana.
A experiência de Ayres foi confirmada por Tim Duncan, que ouviu os mesmos ruídos.
“Havia alguém ou alguma coisa no quarto dele. Tinha um bebê lá, com certeza”, confirmou.
“Não foi assustador na hora, pois parecia que tinham apenas dado o quarto errado para ele. No dia seguinte me contaram que não havia ninguém lá… nessa hora que você começa a ter calafrios”, lembrou The Big Fundamental, relembrando o acontecimento.
As histórias de fantasmas no Claremont Resort não são novidades na Bay Area. Há boatos que o local é assombrado por vários espíritos, como o de uma garotinha de seis anos, que aparentemente morreu no local. Outros antigos hóspedes, como o ex-jogador do Dallas Cowboys Dat Nguryen, já haviam relatado ruídos estranhos e perturbações no hotel. As camareiras, por sua vez, contam que, às vezes, televisores e gavetas têm vontade própria.
“Ouvi as histórias do lugar e prefiro não ficar lá outra vez”, confessou Duncan.
Para Pop, “traseiro gordo” atrapalhava Mills
Em sua terceira temporada no San Antonio Spurs, Patty Mills se tornou mais uma arma vinda do banco do time texano. Para o técnico Gregg Popovich, sempre direto nas respostas, a explicação é bem simples: os quilinhos a menos do australiano, em relação aos campeonatos anteriores, foram determinantes para ele melhorar seu rendimento e se tornar o reserva imediato de Tony Parker na armação.

Em boa forma, Mills vem sendo importante na campanha do Spurs (US Today Sports/ Russ Isabella)
“Ele (Mills) estava com o traseiro um pouco gordo. Ele tinha muito lixo no seu corpo. Sua tomada de decisão não era grande e ele não estava em boa forma”, explicou Pop.
“Ele voltou ‘fino’ e bem, entendendo que tinha que tomar melhores decisões, decisões que um armador deve ter. Ele fez tudo isso e ganhou (espaço no time). Ele tem sido muito importante para nós”, elogiou o treinador, ao seu estilo, completando a fala sobre o camisa #8.
A diferença da versão 2013/2014 de Mills é notável, levando em conta as duas temporada anteriores, nas quais o jogador era mais conhecido por sacudir a toalha em suas comemorações no banco de reservas do que pelo pouco que fazia em quadra. Porém, desde o início do atual campeonato, como reserva imediato de Tony Parker, o camisa #8 se tornou mais um fator de desequílibrio no forte elenco do Spurs. O australiano vem mostrando mais agilidade e eficiência, principalmente nos tiros do perímetro, fundamento em que registra um notável aproveitamento de 40,8% de acertos.
Além disso, Mills vem somando 9,8 pontos por confronto, atuando em média por 18,5 minutos, maior marca de sua carreira de quatro anos na NBA.
O contrato do australiano com o alvinegro termina ao final desta temporada, mas, com esses bons números, o jogador tem motivos de sobra para sonhar com a renovação.
Parker será presidente do ASVEL da França
Tony Parker está prestes a alçar novos vôos dentro do basquete, agora como dirigente. De acordo com reportagem do diário francês L’Equipe, a partir do mês de maio, além de atuar com a camisa #9 do San Antonio Spurs, ele assumirá a presidência do ASVEL, equipe da cidade de Lyon, que disputa a liga francesa de basquete. O objetivo do armador é melhorar a estrutura do clube e desenvolver ainda mais o basquete no país, que é o atual campeão europeu.

Parker começa sua empreitada como dirigente no próximo mês de Maio (Reprodução)
A história de Parker com a cidade de Lyon começou antes mesmo do início de sua carreira, quando se desenvolvia como jogador, antes de ir jogar no Paris Basket Racing, time em que atuava antes de ser draftado pelo Spurs. Em 2011, durante o locaute da NBA, ele retornou à cidade para atuar no ASVEL, equipe na qual havia investido em 2009 ao comprar ações.
Parker, que vinha atuando no ASVEL como vice-presidente de operações de basquete, adquiriu na última semana a maioria das ações do clube, que possui 17 títulos franceses.
“Decidi comprar todo o clube. Agora sou acionista majoritário e no fim de maio serei presidente do ASVEL”, revelou o astro francês do time de San Antonio.
Para o jogador de 31 anos de idade, o momento é mais que oportuno para sonhar em melhorar a estrutura do clube. Afinal, o basquete francês atravessa os seus “anos dourados”, após a seleção nacional ter se sagrado campeã continental pela primeira vez na história, no meio do ano passado, justamente sob a liderança de Parker.
“Disse a mim mesmo que queria aplicar minha visão, minha filosofia, me inspirar no que aprendi no Spurs em benefício do ASVEL e eu precisava ser presidente para isso”, explicou Parker, que também pretende desenvolver ainda mais o basquete no seu país.
“Estou cheio de boas intenções, eu quero fazer o clube crescer e falar de basquete na França”, ressaltou o cestinha do Spurs na temporada, com 17,6 pontos por jogo.
Leonard se inspira em lendas para evoluir ofensivamente
Que Kawhi Leonard, em somente três temporadas, se tornou um dos grandes defensores da NBA, a maioria das pessoas já sabe. Entretanto, de acordo com reportagem do jornal americano San Antonio Express-News, o jovem ala do San Antonio Spurs vem sendo estimulado pelo técnico Gregg Popovich para aprimorar seu jogo no ataque, visando se preparar para um futuro próximo, em que poderá assumir um papel de protagonista no time texano. Com o auxílio do seu treinador, o camisa #2 vem buscando inspiração em grandes nomes do passado, como Michael Jordan, Scottie Pippen e Bruce Bowen.

Pop acha que Leonard deve arriscar mais no ataque (NBAE/ Getty Images/ D. Clarke Evans)
Aos 22 anos de idade, Kawhi Leonard já se tornou peça indispensável no esquema de Gregg Popovich. Uma prova disso é o fato da equipe não ter perdido uma partida sequer desde o retorno do camisa #2 após uma lesão na mão que o afastou das quadras em fevereiro – neste período, os texanos acumularam seis derrotas em 14 compromissos.

Fadeaway era uma das marcas de MJ (SI)
Entretanto, ocasionalmente o técnico Gregg Popovich cita, em tom bem-humorado, a necessidade de Leonard ser mais agressivo no ataque, local da quadra onde o jogador oscila dentro das partidas. Diante disso, o comandante resolveu mostrar a ele videos de lendas da posição, que podem auxiliar na evolução do seu jogo.
“Dar uma ideia do que existe e do que pode ser absorvido, mostrando que ele pode aspirar qualquer coisa. Isso que buscamos com o filme”, explicou Pop, em relação ao seu discípulo, ressaltando que trata-se de um aprendizado que “leva tempo”.
Leonard, por sua vez, diz que está aos poucos tentando pegar algumas técnicas. Os famosos fadeaways de Michael Jordan, por exemplo, têm recebido atenção especial do jogador, que já vem treinando especificamente essa técnica com a comissão técnica de San Antonio.
“Este movimento está ficando mais natural para mim. Quando estou mano a mano, com duas ou três fintas eu consigo arremessar e converter”, conta Leonard.
A leitura de jogo de Scottie Pippen, sobre o momento certo de arriscar um arremesso ou passar a bola a um companheiro, é outro ponto que o camisa #2 do Spurs vem observando.
“Eu tenho que avaliar as oportunidades que recebo e ver a situação da partida. Se o time fosse meu, eu não pararia de chutar”, brinca o novo xodó da torcida do Spurs.
Já do ex-spur Bruce Bowen, que tem sua camisa aposentada no teto do AT&T Center, ele espera receber conselhos mais pontuais, já que o ex-jogador possuía características semelhantes ao seu jogo, com a defesa sendo o ponto forte.
“Eu tenho 22 anos. Mais cedo ou mais tarde, (o ataque) vai acontecer para mim e jogarei diferente”, conclui Leonard, que, com a proximidade das prováveis aposentadorias de peças importantes do time, deverá ter a chance de assumir um protagonismo que, até então, ele não experimentou.
Spurs (50-16) vs Jazz (22-45) – 50 outra vez

104×96
O San Antonio Spurs alcançou sua décima vitória seguida ao superar o Utah Jazz pelo placar de 122 a 104, neste domingo (16), no AT&T Center. De quebra, pelo 15º ano consecutivo, os texanos alcançaram a marca de 50 triunfos na temporada, recorde na história da NBA. O time segue com a melhor campanha do torneio, ocupando a liderança da Conferência Oeste, com dois jogos de vantagem sobre o Oklahoma City Thunder. Vamos aos destaques da partida:

Manu foi decisivo na vitória tranquila do Spurs (NBAE/Getty Images/D. Clarke Evans)
Hermano inspirado e confiante
Mantendo o ritmo das últimas partidas, Manu Ginobili exibiu seu repertório de jogadas plásticas e comandou o triunfo diante do Jazz. O camisa #20 terminou como cestinha da equipe de San Antonio com 21 pontos, mostrando um aproveitamento excelente nos arremessos de quadra, convertendo oito em 11 tentativas (72,7%).
Ao final da partida, Ginobili alegou que vem jogando de forma mais agressiva nos últimos compromissos e boas esperanças aos seus fãs. “Estou me sentindo forte e saudável novamente. Estou tentando usar isso”, confessou o argentino.

Splitter anotou um duplo-duplo (NBAE/Getty Images/D. Clarke Evans)
Team is Everything
A equipe de Gregg Popovich mais uma vez mostrou a força do coletivo, com sete jogadores alcançando dígitos duplos de pontuação. Destaque para o pivô brasileiro Tiago Splitter, que conseguiu um double-double ao anotar 14 pontos e apanhar dez rebotes em 23 minutos, e para o francês Tony Parker, que marcou 18 pontos e distribuiu duas assistências em 26 minutos.
Tim Duncan não chegou ao double-double, porém também alcançou os dois dígitos de pontuação, com um alto aproveitamento nos chutes: sete acertos em dez tentativas. Dessa forma, ele contribuiu para que o Spurs alcançasse os 62,8% de acerto nos arremessos de quadra, melhor marca da franquia na temporada 2013/2014.
Potência que vem do banco
Um dos motivos para o “motor texano” não apagar nessa temporada vem sendo o banco de reservas, que mostrou mais uma vez porque é um dos mais efetivos da liga.
Dos 122 pontos do alvinegro, 58 vieram por meio dos suplentes, enquanto o banco do Jazz contribuiu com apenas 30. Além de Ginobili, destaque para Marco Belinelli (12 pontos, cinco rebotes e quatro assistências) e para o gatilho certeiro de Patty Mills, que converteu quatro de cinco chutes do perímetro que tentou e fechou a partida com 12 pontos e quatro assistências.
Próxima parada
O Spurs continua sua caminhada rumo aos playoffs na próxima quarta-feira, quando viaja para medir forças com o Los Angeles Lakes, no Staples Center.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 21 pontos e 2 assistências
Tony Parker – 18 pontos e 7 assistências
Tim Duncan – 16 pontos, 6 rebotes e 6 assistências
Tiago Splitter – 14 pontos e 10 rebotes
Kawhi Leonard – 11 pontos, 6 rebotes e 3 assistências
Utah Jazz
Derrick Favors – 28 pontos, 10 rebotes
Gordon Hayward – 17 pontos, 6 rebotes e 6 assistências






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