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Estreando a casa nova
Na noite dessa última segunda-feira (15) a nova equipe da NBA, o Brooklyn Nets, deixou as primeiras marcas no piso de seu novo ginásio e suas primeiras impressões para os fãs da segunda franquia nova-iorquina. O recém inaugurado Barclays Center recebeu a partida entre o time da casa e o Washington Wizards, time do brasileiro Nenê Hilario, que não participou da partida, assim como o principal jogador da equipe, John Wall.

Barclays Center em sua inauguração (Brooklyn Nets Photos)
Os torcedores do time dos Nets têm motivos para se animarem. Junto com a vinda da equipe para o Brooklyn, chegaram também Joe Johnson, Gerald Wallace C.J. Watson e Andray Blatche, além de outras aquisições de menor peso.

Brook Lopez, o destaque da partida (Brooklyn Nets Photos)
A partida de ontem teve o placar final de 98 a 88 para o time da casa, que, após dois jogos, não tem nenhuma derrota na pré-temporada. Os destaques da partida foram Brook Lopez, com 18 pontos e 11 rebotes, em 24 minutos jogados, e, vindo do banco, Andray Blatche, ex-jogador dos Wizards, com 16 pontos e oito rebotes. Pelo lado de Washington, o destaque foi Martell Webster, com 18 pontos.

O forte quinteto titular da nova equipe da NBA (Brooklyn Nets Photos)
O elenco do time de Nova York é bom e muito possivelmente ira para os playoffs em sua primeira temporada, mas não devem fazer grande campanha no mata-mata, pois está atrás de equipes de sua conferencia, como Miami Heat, Boston Celtics, Chicago Bulls (se contar com Derrick Rose), e até seu arquirrival New York Knicks.
Os Nets voltam às quadras hoje, contra o Boston Celtics, e contra o mesmo time jogam na quinta-feira novamente, dessa vez no Barclays Certer. A estreia na temporada regular será um grande jogo: Nets x Knicks, no ginásio do Brooklyn. O clássico, abrindo com grande estilo a temporada de ambas as equipes e fazendo a estréia oficial do complexo.
NBA virtual mais real do que nunca!
Há exatos sete dias, foi lançado nos Estados Unidos o NBA 2K13, desenvolvido pela 2K sports. O game possui a melhor realidade virtual já feita para um jogo de basquete. Gráficos sensacionais, jogadores com suas jogadas características, All-Star Weekend com inovações, o sensacional jogo entre a seleção estadunidenses de 1992, o famoso Dream Team, e a das Olimpiadas de Londres-2012, e Justin Bieber: todos os fatores para um jogo espetacular, certo? (Ou pelo menos quase todos).

Foto: Espn
O game já saiu e algumas coisas já foram reveladas, como os ratings dos jogadores do San Antonio Spurs. Tim Duncan e Manú Ginobilli são os lideres com 87, seguidos pelos 86 de Tony Parker. Stephen Jackson tem 78, Kawhi Leonard 76 e DeJuan Blair, 72. Matt Bonner, Boris Diaw, Danny Green, Gary Neal e o braileiro Tiago Splitter estão entre 70 e 76. Cory Joseph, Nando DeColo e Patrick Mills ficaram indefinidos até o momento.
Uma novidade do game foi a inovação do torneio de enterradas. Antes era muito difícil de jogar, e o consumidor do jogo ficava mais irritado do que se divertindo quando tentava uma jogada sensacional com Blake Griffin. Agora, a empresa adotou o modo “Guitar Hero”, fazendo com que o jogador aperte botões do controle em uma sequência, que, dependendo de seus acertos, culmina em lances plásticos.
Foto: clipbuzz.com
O jogo realmente parece ter ficado muito bom, com inovações também no modo My Player, tento mais controle sobre a vida pessoal do personagem (algo muito fraco nos últimos jogos da empresa), e com muitas outras pequenas novidades dentro do jogo que fazem o consumidor se interessar pelo game.
Para deixar aquele gostinho, o trailer do jogo e também da partida USA 1992 X USA 2012.
NBA a cada ano mais brasileira

Atualmente, temos seis brasileiros atuando na liga norte-americana — cada um com sua equipe, suas características, seu tempo de quadra, seus companheiros — mas todos ajudando a fazer o esporte, que já foi o segundo maior do Brasil, voltar a crescer.
Bem, não são todos que tem uma equipe no momento. Leandrinho Barbosa, já eleito o melhor sexto homem da NBA (na temporada 2006/2007) acabou a última temporada atuando pelo Indiana Pacers, mas atualmente não veste camisa alguma.

Leandrinho ainda procura uma equipe (foto: http://www.askthebookie.com)
Existem rumores de que ele possa voltar ao Phoenix Suns, clube em que conquistou o prêmio em 2006/2007 e no qual jogou por grande parte de sua carreira. Outros dizem que Leandrinho está conversando com Steve Nash para uma possível transferência do brasileiro para o novo time do armador canadense, o Los Angeles Lakers.
Na minha opinião, o camisa 10 da seleção poderia servir muito bem tanto ao Suns quanto ao Lakers, sendo provavelmente um sexto homem em ambas as franquias. Na California teria um time melhor e no Arizona, mais espaço. Leandrinho ainda tem muito o que render na NBA e pode provar isso nessa próxima temporada.

Foto: CBB
Anderson Varejão e Nenê Hilário, apesar de serem ótimos jogadores, estão em dois times muito fracos.
Cleveland Cavaliers e Washington Wizard são times que tem como estrela apenas um jovem armador em cada elenco, Kyrie Irving e John Wall, respectivamente, e tem os brasileiros como a segunda estrela do time.
Os dois têm o basquete muito apreciado pelos estadunidenses e já jogaram ao lado de grandes jogadores, como LeBron James em Cleveland e Carmelo Anthoy em Denver (ex-time de Nenê), mas hoje estão em times fracos e não lutaram por muito essa temporada…
Já Tiago Splitter está muito bem acompanhado. Sendo cada vez mais utilizado no San Antonio Spurs, vem sendo cotado a forte candidato como sucessor do ídolo texano, Tim Duncan. O pivô brasileiro disse, em entrevista, que aprende muito com Duncan durante os treinos e que tenta beliscar atributos dele para colocar em seu jogo.

Tim e seu discípulo – mysanantonio.com
Tiago está prestes a iniciar sua terceira temporada na NBA e podemos ver que evoluiu muito da primeira para segunda, graças ao maior tempo de quadra concedido por Gregg Popovich. O pivô brasileiro saiu de 3,4 rebotes, 0,4 assistências, 0,3 tocos e 4,3 pontos em 12,3 minutos por jogo na temporada 2010/2011 para 5,2 rebotes, 1,1 assistências, 0,8 tocos e 9,3 pontos em 19,0 minutos a cada partida no último campeonato.
Além dos quatro brasileiros citados acima, que já estão a mais de uma temporada na liga, esse ano teremos dois rookies do país jogando. Scott Machado, armador com nacionalidades brasileira e estadunidense, fechou com o Houston Rockets (novo time da sensação Jeremy Lin). Scott jogava pela Universidade de IOWA até o fim da última temporada da NCAA.

Eis Scott Machado (Foto: gazetaesportiva.net)
O outro brasileiro na NBA é o pivô Fab Melo, ex-Syracuse, que foi draftado em 22° lugar pelo Boston Celtics. Fab teve uma boa temporada na NCAA, mas ficou de fora dos playoffs da liga universitária por causa das notas ruins na escola! Ele também está muito bem acompanhado (assim como Splitter), e terá um ótimo mentor para ajudá-lo: ninguém menos do que Kevin Garnett, um dos melhores alas-pivôs da liga.
Fab Melo está com moral entre os rookies. Em uma pesquisa feita entre os novatos sobre os outros novatos, o brasileiro foi considerado o terceiro melhor defensor entre eles, apenas atrás de Anthony Davis e Michael Kidd-Gilchrist, respectivamente, primeiro e segundo no Draft. Além de ser o terceira melhor defensor, foi considerado também o mais engraçado. Para finalizar, clique e veja a graça e delicadeza de Fab Melo.
Os Lakers voltam ao seu usual favoritismo

O Los Angeles Lakers, segunda franquia que mais coleciona anéis na história da NBA, está de volta para disputar o título mais uma vez, logo após um ano de altos e baixos e uma eliminação na segunda fase dos playoffs.

Após ser eliminado pelo Oklahoma City Thunder por 4 a 1 nas semifinais da Conferência Oeste, o time angelino parece muito disposto a retomar seu status de favorito na liga.
Dois anos depois das trocas do Miami Heat que pararam os espectadores da liga, virando todos os olhares para a equipe, o time mais tradicional da Califórnia repete esse feito, trazendo dois ótimos jogadores, assim como a franquia da Flórida em 2010.
O time que já teve duplas de armadores e pivôs como Jerry West e Wilt Chamberlain, Magic Johnson e Kareen Abdul-Jabbar e Derek Fisher e Shaquile O’Neal, agora conta com outro dueto que promete fazer historia e comemorar títulos: Steve Nash e Dwight Howard.

Steve Nash virou free-agent ao final da última temporada e assim se juntou aos Lakers, caindo como uma luva no time que havia perdido Derek Fisher no fim da última temporada para a equipe de Oklahoma.
Já Dwight vinha de uma novela interminável. Após muito tempo de especulações envolvendo para outros times, como o Brooklyn Nets, o Super Homem decidiu se juntar a um time de estrelas e ter grandes chances de fazer história na franquia de maior tradição no garrafão.
Com essas duas aquisições, os “primos ricos” de Los Angeles ficaram com um quinteto titular de dar inveja a qualquer um: Steve Nash na armação; nas alas, Kobe Bryant e Metta World Peace (antigo Ron Artest); e no garrafão, nada mais nada menos que o espanhol Pau Gasol e Dwight Howard.
Os Lakers são os segundos maiores vencedores da liga, tendo 11 títulos em Los Angeles e mais cinco em Minneapolis, assim somando 16, um a menos que o maior campeão, o Boston Celtics. Seu último título foi em 2010, justamente em cima da equipe que mais vezes comemorou a conquista da NBA.
Com esse super time, os Lakers são os maiores candidatos a parar o Miami Heat, atual campeão da liga, que reforçou mais ainda seu time de estrelas com os alas Ray Allen e Rashard Lewis.
Façam suas apostas: Quem leva o título esse ano?

Brasil cai diante da Argentina; Manu é o único Spur a avançar
Depois de uma grande primeira fase, o Brasil e vários jogadores dos San Antonio Spurs — Tiago Splitter, Tony Parker, Boris Diaw, Nando De Colo e Patrick Mills — foram eliminados nas quartas de final, a primeira fase do “mata-mata” das Olimpíadas de Londres-2012.
O dia começou com um duelo muito equilibrado entre Rússia e Lituânia, no qual os russos, que haviam conseguido a classificação em primeiro do grupo B, que teve Espanha e Brasil, tiraram os lituanos pela primeira vez das semifinais olímpicas desde 1992. O jogo teve o placar apertado durante os 40 minutos, e acabou com vitória por 83 a 74 dos russos, liderados por Andrei Kirilenko, que terminou a partida com 19 pontos, 13 rebotes, três assistências, três tocos e três roubadas de bola.
Em seguida, veio a partida entre espanhóis e franceses. O placar foi apertado durante todo o duelo, que teve liderança francesa durante os três primeiros quartos, com a Espanha virando no último período, fazendo 15 pontos contra seis do rival. Tony Parker anulou José Calderón e foi bem marcado por Sergio Llull. Boris Diaw fez uma grande partida, com 15 pontos (assim como Parker), mas acabou ficando fora por muito tempo (diferentemente do armador). Nando De Colo, outro jogador da franquia texana, teve péssima atuação, forçando demais nos momentos decisivos. Pelo lado espanhol, Pau Gasol fez um double-double, com dez pontos e 11 rebotes, e seu irmão, Marc, anotou 14 pontos e oito rebotes. Junto com Juan Carlos Navarro e Rudy Fernandez (12 e nove pontos, respectivamente), os pivôs levaram a fúria para as semifinais com a vitória por 66 a 61.
No jogo dos favoritos ao ouro, os estadunidenses despacharam a Austrália do armador do Spurs, Patrick Mills, cestinha da partida com 28 pontos. LeBron James liderou os comandados de Coach K com seu primeiro triple-double nas olimpíadas (11 pontos, 12 assistências e 14 rebotes).
Mas quem pensou que o jogo seria fácil se enganou. Os australianos deram trabalho durante os primeiros dez minutos e, principalmente, no início do terceiro quarto da partida, quando chegaram a fazer uma sequência de 11 a 0, diminuindo a vantagem americana para dois pontos. No último período, entretanto, os norte-americanos dispararam e abriram uma ótima vantagem, fechando o jogo em 126 a 97.
Já para o Brasil não deu. O time jogou bem no primeiro e no último quarto contra a Argentina. O restante da partida foi sofrível, o que deu aos maiores rivais de nossa seleção a vaga nas semifinais. Como de costume, Marcelinho Huertas comandou o time, seguido por Leandrinho. Com o armador fazendo 13 pontos no primeiro quarto e os argentinos entrando em conflito com faltas, nosso time acabou com vantagem, apesar da mão calibrada de Carlos Delfino. Os argentinos, também liderados por Manu Ginóbili, astro do Spurs, e Luis Scola, fizeram dois tempos muito bons, chegando a abrir 15 pontos no meio do terceiro quarto.
Os brasileiros tiveram um desempenho ruim na linha de lance livre, com apenas 42% de acerto, o que custou a vitória. Chegando no último quarto dez pontos atrás, o Brasil mudou seu comportamento — Leandrinho comandou essa transformação. Com arremessos de três pontos e bandejas, o ala-armador do Indiana Pacers conseguiu tirar a vantagem para três pontos, faltando dois minutos para o fim.
Marcelinho Huertas tentou um arremesso desequilibrado da linha dos três e a bola apenas triscou o aro. Ginóbili, por sua vez, converteu dois lances livres. A partir daí, o jogo se resumiu a um Brasil arremessando e fazendo faltas para parar o cronômetro, o que não foi suficiente para tirar a vitória argentina por 82 a 77.
Depois de 16 anos de espera, o Brasil encerrou sua participação nas Olimpíadas com quatro vitórias e duas derrotas. O dia termina com aquele gosto de que era possível fazer mais. Agora, só resta lamentar os erros nestes jogos e lembrar dos bons momentos. O importante é focar na Copa América — ano que vem— no Mundial de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
As semi-finais acontecerão na Greenwich Village Arena na sexta-feira, e os duelos serão entre Rússia e Espanha e Estados Unidos e Argentina.

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