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Spurs (39-30) x Wolves (40-29) – Temporada Regular

San Antonio Spurs x Minnesota Timberwolves – Temporada Regular

Data: 17/03/2018

Horário: 21h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Onde assistir: NBA League Pass

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,55 (favorito) x Wolves 2,45

Dois dias depois de vencer o New Orleans Pelicans, o San Antonio Spurs volta ao seu ginásio e recebe o Minnesota Timberwolves em mais uma partida com cara de decisão. Se vencer, o time texano, oitavo colocado na Conferência Oeste, se iguala ao adversário, quinto. Se perder, no entanto, torna mais complicada a chance de se classificar para os playoffs. O alvinegro segue sem Kawhi Leonard, machucado. Os visitantes, por sua vez, têm Jimmy Butler como baixa.

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Confrontos na temporada (1-1)

18/10/2017 – Spurs 107 x 99 Timberwolves

Na estreia pela temporada 2017/2018, o Spurs recebeu o Timberwolves e venceu o oponente por 107 a 99. A partida marcou a estréia de Rudy Gay pela equipe, que teve Kyle Anderson e DeJounte Murray como titulares. LaMarcus Aldridge, com 28 pontos e dez rebotes, foi o líder do time, que ainda viu outros quatro jogadores chegarem aos dois dígitos na pontuação.

15/11/2017 – Spurs 86 @ 98 Timberwolves

Nos segundo duelo da temporada, o primeiro disputado na casa do Wolves, o Spurs acabou derrotado pelo adversário pelo placar de 98 a 86. LaMarcus Aldridge, com 15 pontos, dez rebotes e três assistências, se destacou pelo time de San Antonio na ocasião.

PG – Dejounte Murray

SG – Patty Mills

SF – Danny Green

PF – Kyle Anderson

C – LaMarcus Aldridge

Fique de Olho – Novo titular da armação do Spurs, Dejounte Murray tem mostrado que é acima da média nos rebotes, especialmente entre jogadores da posição. O jovem segundanista já coletou 372 na temporada, ficando atrás apenas de Pau Gasol, com 527, e LaMarcus Aldridge, com 514, em todo o elenco da franquia de San Antonio. Até aqui, nesta campanha, o camisa #5 apresenta médias de 7,8 pontos e 5,5 rebotes em 20,4 minutos por exibição.

PG – Jeff Teague

SG – Andrew Wiggins

SF – Nemanja Bjelica

PF – Taj Gibson

C – Karl Anthony-Towns

Fique de Olho – Nemanja Bjelica passou a iniciar os jogos após a lesão de Jimmy Butler e tem médias de 6,8 pontos e 3,8 rebotes em 18,6 minutos por exibição. Considerando os jogos em que foi titular, os números sobem para 13 pontos e 7,8 rebotes em 36,3 minutos por partida

Spurs (39-30) x Pelicans (39-29) – Vivos

98×93

O San Antonio Spurs segue vivo na briga por uma vaga nos playoffs. Nessa quinta-feira (15), a equipe texana recebeu o New Orleans Pelicans e venceu o rival da Divisão Sudoeste pelo placar de 98 a 93, saltando para a oitava colocação da Conferência Oeste e se aproximando do oponente, que aparece em sexto. Vamos, a seguir, aos destaques do confronto.

Aldridge foi decisivo (Reprodução/nba.com/spurs)

Vencedor do duelo

Como de costume na temporada, LaMarcus Aldridge se destacou pelo Spurs. O ala-pivô foi o cestinha do jogo com 25 pontos, e ainda contribuiu com sete rebotes e três assistências. Com isso, chegou à marca de 1.379 pontos em 2017/2018, recorde desde que foi contratado pela franquia. Se não bastasse, o astro ainda venceu duelo com Anthony Davis, astro adversário e candidato ao prêmio de MVP, que anotou 21 pontos, 14 rebotes e dois tocos.

Murray se destacou (Reprodução/nba.com/spurs)

Experiência x juventude

Mais um jogador foi importante para que o Spurs segurasse Davis: Manu Ginobili. O ala-pivô do Pelicans começou a sofrer com problema de faltas durante o terceiro quarto, quando cometeu duas seguidas no ala-arador argentino que renderam muita reclamação da equipe de New Orleans. O astro adversário acabou excluído do jogo após cometer sua sexta falta no quarto período, enquanto o eterno sexto homem do alvinegro, eleito o “homem da partida” por Danny Green, deixou a quadra com 11 pontos e quatro rebotes.

Susto

O Spurs deixou a zona de classificação para os playoffs no dia 3 de março, quando perdeu para o Los Angeles Lakers em jogo em que chegou a abrir 17 pontos de vantagem. O mesmo quase se repetiu na partida que colocou o alvinegro em oitavo, já que o Pelicans chegou a virar depois de estar perdendo por 15. No entanto, dessa vez a equipe texana soube fazer o necessário para vencer, incluindo forçar a sexta falta de Davis.

E mais susto

Em uma temporada em que o Spurs sofreu muito com lesões, dois jogadores importantes assustaram a torcida durante o jogo contra o Pelicans. Danny Green chegou a ir para o vestiário após choque, mas voltou com proteção sob o olho direito. E Dejounte Murray torceu o tornozelo após aterrissar sob o pé do ala-armador. O jovem armador coletou 12 rebotes na partida, ficando a apenas dois de seu recorde pessoal, e ainda registrou 18 pontos e quatro roubadas de bola.

Destaques da partida 

San Antonio Spurs

LaMarcus Aldridge – 25 pontos, 7 rebotes e 3 assistências

Dejounte Murray – 18 pontos, 12 rebotes e 4 roubos de bola

Manu Ginobili – 11 pontos e 4 rebotes

New Orleans Pelicans

Jrue Holiday – 24 pontos, 8 rebotes, 7 assistências, 3 tocos e 2 roubos de bola

Anthony Davis – 21 pontos, 14 rebotes e 2 tocos

Ian Clark – 16 pontos

E’Twaun Moore – 11 pontos e 4 rebotes

Spurs (38-30) x Pelicans (39-28) – Temporada Regular

San Antonio Spurs x New Orleans Pelicans – Temporada Regular

Data: 15/03/2018

Horário: 21h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Onde assistir: NBA League Pass

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,50 (favorito) x Pelicans 2,60

Dois dias depois de vencer o Orlando Magic no AT&T Center, o San Antonio Spurs volta ao seu ginásio e recebe o New Orleans Pelicans. A partida tem caráter decisivo: se vencer, o time texano, nono colocado na Conferência Oeste, se iguala ao rival da Divisão Sudoeste, quinto, na coluna de vitórias. Se perder, no entanto, vê as chances de classificação para os playoffs diminuírem. O alvinegro segue sem Kawhi Leonard, machucado. Os visitantes, por sua vez, têm Frank Jackson, Solomon Hill, DeMarcus Cousins e Alexis Ajinca como desfalques.

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Confrontos na temporada (0-2)

22/11/2017 – Spurs 90 @ 107 Pelicans

No primeiro confronto da temporada, disputado na casa do Pelicans, o Spurs se apresentou mal e acabou derrotado. Rudy Gay, com 19 pontos e três rebotes, se destacou na ocasião.

28/02/2018 – Spurs 116 x 121 Pelicans

No primeiro jogo após a Rodeo Trip, o Spurs voltou a ser batido pelo Pelicans, dessa vez em casa. Dejounte Murray, com 18 pontos, nove rebotes e cinco assistências, se destacou.

PG – Dejounte Murray

SG – Patty Mills

SF – Danny Green

PF – Kyle Anderson

C – LaMarcus Aldridge

Fique de Olho – LaMarcus Aldridge é o melhor jogador do Spurs na temporada. Para que o time consiga vencer o Pelicans, é importante que o ala-pivô não seja completamente dominado por Anthony Davis, astro adversário e candidato a MVP. Até aqui, na temporada, o astro da franquia de San Antonio tem médias de 22,2 pontos e 8,3 rebotes em 33,4 minutos por exibição.

PG – Rajon Rondo

SG – Jrue Holiday

SF – E’Twaun Moore

PF – Anthony Davis

C – Emeka Okafor

Fique de Olho – Fora da NBA desde 2013, Emeka Okafor se tornou uma das criativas soluções do Pelicans após a séria lesão de DeMarcus Cousins. Até aqui, na temporada, o veterano pivô tem médias de 6,2 pontos e 5,5 rebotes em 17,2 minutos por exibição.

Detectando problemas na rotação do Spurs

No dia 21 de janeiro, Dejounte Murray começou sua trajetória como armador titular do San Antonio Spurs em derrota para o Indiana Pacers no AT&T Center. Na ocasião, a equipe ocupava a terceira colocação na Conferência Oeste e estava só 3,5 jogos atrás do Houston Rockets, então vice-líder. Desde então, o alvinegro venceu apenas seis dos 16 jogos que fez, caindo para a sexta posição na tabela e vendo sua vaga para os playoffs ficar ameaçada. Claro que ninguém em sã consciência considera que o jovem de 21 anos de idade é o problema do time na temporada. Mas os dados mostram que a ausência de Kawhi Leonard criou um problema para Gregg Popovich: encontrar um modelo de rotação competitivo e sustentável.

Forbes deve ganhar espaço na segunda unidade? (Reprodução/nba.com/spurs)

A titularidade de Murray veio no quarto jogo após Leonard ser afastado novamente devido à sua lesão no quadríceps da perna direita. Isso pode ser uma pista de que Pop havia montado sua rotação na primeira metade da temporada apenas para esperar o retorno de seu principal jogador. No entanto, quando o ala voltou a sentir, o técnico pode ter percebido que era hora de pensar em alternativas, já que o retorno do camisa #2 antes dos playoffs virou dúvida.

A ideia de usar Murray como titular faz sentido porque tê-lo no lugar de Tony Parker, que passou a sair do banco, ajuda na defesa do quinteto inicial, claramente desfalcada com a ausência de Leonard. No entanto, solucionar um problema criou outros para Popovich, o que ajuda a dar a dimensão do tamanho do problema que é para o Spurs não ter seu principal jogador.

Brad Stevens, técnico do Boston Celtics e uma das mentes mais brilhantes da NBA, foi questionado recentemente sobre as posições do basquete moderno e respondeu dizendo que hoje elas são apenas três: condutor de bola, ala ou pivô. A análise faz sentido quando pensamos no que estamos acostumados a ver do Spurs nos últimos anos: quantas jogadas começaram com Tony Parker ou Manu Ginobili em corta-luz de Tim Duncan, enquanto três arremessadores espaçavam a quadra para aumentar a eficiência do pick-and-roll?

O problema é que na temporada passada Murray tinha poucas oportunidades de trabalhar como condutor de bola, já que o trabalho era de Leonard, que costumava ser apoiado por Parker e/ou Ginobili quando necessário. É possível lembrar de outros jogadores, como Kyle Anderson e Jonathon Simmons, que recebiam a função antes do jovem armador.

Isso ajuda a entender porque o Spurs não aceitou pagar caro por Simmons, que teve seus principais momentos pelo time quando assumiu protagonismo no ataque – o que esperava-se que não precisaria acontecer quando Parker e Leonard voltassem – e também o tamanho da responsabilidade de Murray, que de quinto ou sexto condutor de bola virou o primeiro.

Entre os inúmeros quintetos que o Spurs utilizou na atual campanha, o que tem Dejounte Murray, Danny Green, Kyle Anderson, LaMarcus Aldridge e Pau Gasol, opção de time titular desde a mudança feita por Pop no jogo contra o Pacers, sofreu 21 pontos a mais do que marcou nos 147 minutos em que esteve em quadra. A formação está na posição 250 entre as escaladas na temporada quando ordenada por saldo, o que mostra que ela é insustentável.

No último jogo em que teve só Leonard como baixa, Pop escalou Mills como titular ao lado de Murray, Anderson, Aldridge e Gasol, trazendo Green do banco na vitória sobre o Cleveland Cavaliers em Ohio. Mesmo assim, ainda é possível detectar problemas na rotação do Spurs, que podem ser sanados com mais mudanças entre as unidades do time. São elas:

Qual a posição de Aldridge?

Quando o Spurs contratou Aldridge, dizem que um dos trunfos da franquia texana foi prometer que a maioria de seus minutos seria como ala-pivô, o que o deixaria mais confortável. No entanto, em uma NBA que cada vez tem menos a ver com as posições tradicionais, o jogador que o camisa #12 é tem muito mais a ver com a posição 5 do que com a posição 4.

Nesta temporada, Aldridge foi quem mais tocou na bola dentro do garrafão de todo o elenco da equipe de San Antonio: foram 506 vezes, contra 270 de Gasol, segundo colocado. Foi também quem mais vezes recebeu a bola de costas para a cesta: 780 vezes, contra 196 do espanhol, que também é o segundo colocado na estatística. Por fim, coletou 188 rebotes de ataque nesta campanha, contra 95 do camisa #16, vice-líder em mais esta estatística.

Do outro lado da quadra, Gasol e Aldridge são os jogadores de garrafão do Spurs que melhor defendem o aro. O primeiro restringe os adversários a 48,7% em arremessos realizados de dentro da zona restrita, enquanto o segundo restringe os adversários a 54%. Davis Bertans restringe os adversários a 54,6%, e Joffrey Lauvergne a 71,1%. Não seria, então, melhor trazer o espanhol do banco de modo a garantir que sempre um dos dois esteja em quadra?

Isso permitiria que o Spurs voltasse a mostrar uma característica sua que ficou marcada nos últimos anos: o uso da segunda unidade como uma equipe independente do time titular. Hoje, a equipe começa com dois pivôs mais tradicionais como LaMarcus Aldridge e Pau Gasol, tendo como reservas dois alas-pivôs que jogam abertos como Davis Bertans e Rudy Gay. Colocar um dos últimos dois no quinteto inicial e passar a trazer o espanhol do banco de reservas pode criar essa possibilidade para Pop sem a necessidade de malabarismos para que um dos dois protetores de aro esteja sempre em quadra cercado por quatro reservas e sem a necessidade de improvisar o letão como pivô ou usar Lauvergne regularmente.

Por que não Parker?

Em uma temporada em que o Spurs parece não ter chances de título devido à campanha do Houston Rockets e ao potencial mostrado pelo Golden State Warriors nos últimos anos, faz sentido dar a titularidade a Murray, talvez o jogador mais promissor do elenco, e acelerar seu desenvolvimento. No entanto, desde que Duncan foi draftado em 1997, tankar não faz parte da filosofia da franquia. Por isso, há de se imaginar que alternativas para que o time vá o mais longe possível são estudadas. E uma delas poderia ser a volta de Parker ao time titular.

Se hoje Murray é peça intocável no quinteto inicial, o francês pode ocupar a vaga que Mills ganhou. Assim, serviria como uma espécie de seguro para quando a inexperiência do jovem na regência da equipe pesar. Com isso, o australiano pode voltar para a segunda unidade, sempre ao lado de Ginobili, deixando o comando do ataque nas mãos do argentino, minimizando sua incapacidade na armação e potencializando sua qualidade como arremessador.

Vale lembrar que Ginobili se tornou sexto homem no Spurs justamente porque ele e Parker eram melhores aproveitados como organizadores do ataque. Por isso, fazia sentido sempre ter um ou o outro em quadra, minimizando seus minutos juntos. Hoje, os dois atuam lado a lado na segunda unidade, o que não faz sentido quando consideramos a história recente da franquia.

Além disso, há outro benefício na possível mudança: ter Murray e Parker pode fazer com que os dois aprendam a jogar sem a bola. O treinamento seria importante pensando no retorno de Leonard ou até mesmo nos minutos em que Ginobili está em quadra.

Tamanho x Kyle Anderson

A ausência de Leonard cria um problema quando olhamos para o elenco do Spurs. Com Bertans e Gay efetivados como jogadores da posição 4, restam apenas Green e Anderson com tamanho para jogar como ala. E o segundo, que vem sendo usado como titular devido à lesão do astro, não consegue estourar mesmo já estando em seu quarto ano na NBA. Até aqui, na temporada, suas médias são de 8,1 pontos e 5,7 rebotes em 27,4 minutos por exibição.

Anderson não convence como arremessador, convertendo somente 29,7% de suas bolas de três pontos na atual campanha. Considerando todo o elenco do Spurs, está à frente apenas de Brandon Paul, com 28,6%, Dejounte Murray, com 25%, Tony Parker, com 20,8%, e Joffrey Lauvergne, que errou os cinco tiros do perímetro que fez na temporada. Além disso, como condutor de bola, perdeu espaço com a ascensão do jovem Murray e segue menos confiável do que os veteranos Parker e Ginobili. Seu bom índice nos rebotes sugere que sua função ideal pode ser como ala-pivô, ficando atrás de Bertans e Gay na rotação para a posição.

Por isso, talvez seja o caso de voltar a ter Green como ala titular e de usar uma segunda unidade mais baixa, com Bryn Forbes completando o perímetro ao lado de Patty Mills e Manu Ginobili. O ala-armador tem médias de 18,1 pontos e 3,7 rebotes a cada 100 posses de bola, convertendo 37,6% de seus arremessos de três. No mesmo recorte, Kyle Anderson tem 14,8 pontos e 10,4 rebotes, com o já citado aproveitamento de 29,7% em tiros do perímetro.

Os números mostram que Forbes é mais útil do que Anderson sem a bola, algo fundamental em uma rotação que já tem Murray, Parker e Ginobili e que pode ter Leonard. O jovem armador e o argentino se revezariam na defesa de jogadores mais altos quando Green estivesse fora.

Conclusões

Seguindo o raciocínio, o time titular teria Murray e Parker como armadores. O fraco desempenho dos dois como arremessadores seria compensado pelas presenças de Green e Bertans nas alas. Aldridge passaria a ser o pivô desta formação, centralizado as ações ofensivas da equipe e se aproveitando do maior espaço que teria para operar no garrafão.

A segunda unidade teria Ginobili comandando o ataque, com Mills e Forbes trabalhando como arremessadores. Gasol seria o pivô, com Gay jogando na posição 4. Há quem possa argumentar a favor da titularidade do camisa #22 no lugar de Bertans, mas ele já está entrosado com os demais reservas. Por enquanto, o jogador esteve em quadra com Ginobili por 464 minutos, com Mills por 455 minutos e com Forbes por 336 minutos. Só passou mais tempo em quadra com Aldridge – foram 472 minutos, e a dupla pode se repetir no fechamento de jogos mais acirrados.

Assim, Anderson jogaria quando algum jogador posição 4 estivesse lesionado, servindo também como primeira alternativa no perímetro seguido por Brandon Paul, novato com experiência no basquete europeu, e Derrick White, que dá seus primeiros passos como jogador profissional. Lauvergne seria acionado quando Aldridge ou Gasol estivessem fora.

Claro que o problema do Spurs não está só dentro de quadra – é perceptível o quanto o time piorou desde a exposição dos problemas internos causados pela suposta insatisfação de Leonard. Mas o bom desempenho no começo da temporada mostra que achar uma rotação sustentável é fundamental para que o time possa retomar o caminho das vitórias.

Spurs (35-22) @ Warriors (43-13) – Derrota esperada

105×122

Nesse sábado, (10), o San Antonio Spurs visitou o Golden State Warriors e acabou derrotado pelo adversário pelo placar de 122 a 105. Apesar de se tratar de um revés esperado, pelas ausências de Tony Parker, Dejounte Murray, Kawhi Leonard e Rudy Gay e pela qualidade do adversário, a atuação do alvinegro no começo do jogo empolgou seus torcedores, o que tornou o resultado decepcionante. Vamos, a seguir, aos destaques do confronto.

Ginobili foi bem saindo do banco (Reprodução/nba.com/spurs)

Banho de água fria

O Spurs começou muito bem a partida, superando a ausência de dois titulares, e terminou o primeiro quarto vencendo o Warriors por dez pontos de diferença mesmo jogando na casa do adversário. No entanto, no segundo e no terceiro períodos, o time californiano mostrou porque é considerado o melhor da NBA. A equipe da casa venceu as parciais por 31 a 18 e 33 a 20, respectivamente, demolindo a vantagem do alvinegro e abrindo sua própria.

Aldridge foi bem de novo (Reprodução/nba.com/spurs)

Briga por minutos

Quem mais aproveitou a lacuna deixada pelos lesionados nesse sábado foi Kyle Anderson. O ala, que jogou como titular no lugar de Leonard, anotou com 20 pontos, seis rebotes, quatro assistências, três roubadas de bola e dois tocos em 30 minutos e foi quem mais tempo jogou pelo Spurs. Com ele em quadra, o alvinegro fez dois pontos a mais do que levou, melhor marca de todo o time. LaMarcus Aldridge, com 20 pontos, cinco rebotes, quatro assistências e dois tocos, e Manu Ginobili, com 13 pontos e seis assistências vindo do banco, também se destacaram.

Rir para não chorar I

Sem Murray e Parker, Gregg Popovich lançou Patty Mills como titular pela segunda vez em dois jogos contra o Warriors. O australiano anotou sete pontos em 18 minutos e protagonizou momento engraçado. Depois de fazer duas faltas rapidamente, o jogador foi abordado por Popovich durante tempo técnico.

O treinador então chamou seus assistentes Ettore Messina, Ime Udoka e James Borrego, permitindo que votasse quem confiava no armador para continuar em quadra. Todos responderam afirmativamente, e o camisa #8 voltou para a partida.

Rir para não chorar II

Filho de Steve Kerr, Nick Kerr é funcionário da comissão técnica do Spurs. Pop brincou sobre o tema após o jogo, dizendo que tomou o celular do subordinado para que ele não desse dicas ao seu pai. O técnico do Warriors, que foi comandado pelo treinador em sua passagem pela franquia texana, respondeu dizendo que seu filho não é espião nem trabalha para a Rússia.

Destaques da partida 

San Antonio Spurs

Kyle Anderson – 20 pontos, 6 rebotes, 4 assistências, 3 roubos de bola e 2 tocos

LaMarcus Aldridge – 20 pontos, 5 rebotes, 4 assistências e 2 tocos

Manu Ginobili – 13 pontos e 6 assistências

Derrick White – 11 pontos e 7 rebotes

Davis Bertans – 10 pontos, 5 rebotes e 4 assistências

Golden State Warriors

Klay Thompson – 25 pontos e 3 rebotes

Draymond Green – 17 pontos, 11 assistências e 8 rebotes

Stephen Curry – 17 pontos, 8 assistências, 4 rebotes e 2 roubos de bola

David West – 13 pontos e 4 rebotes

Zaza Pachulia – 12 pontos e 3 rebotes

Kevin Durant – 10 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e 2 tocos