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Spurs (9-1) @ Jazz (1-9) – Passou o carro

91×82

Na noite desta sexta-feira (15), o San Antonio Spurs, líder da Conferência Oeste, visitou o Utah Jazz, lanterna, e chegou a assustar seus torcedores ao parecer que sairia de quadra com sua segunda derrota na temporada 2013/2014 da NBA. No entanto, a equipe texana reagiu no último período e, com grande atuação nos 12 minutos finais, conseguiu mais uma vitória, mantendo-se na ponta de maneira isolada. Confira, a seguir, os destaques da partida.

Diaw voltou a se destacar (Melissa Majchrzak/NBAE/Getty Images)

Alamotruck

O Spurs, que chegou a estar perdendo por 15 pontos de diferença para o Jazz, deu a impressão de que perderia o jogo em Salt Lake City. Porém, no quarto período, a equipe texana marcou 31 pontos, contra apenas 15 dos donos da casa, garantindo a vitória. Algo parecido ocorreu no triunfo sobre o Denver Nuggets e, talvez, seja mostra de que o experiente elenco vá se poupar durante as partidas e dar o máximo apenas quando for necessário.

Parker foi decisivo (Melissa Majchrzak/NBAE/Getty Images)

Francês decisivo

O grande comandante da reação do Spurs no quarto período foi Tony Parker. O armador, cestinha do jogo com 22 pontos, anotou 14 deles no quarto período, acertando quatro dos oito arremessos de quadra e seis dos oito lances livres que tentou durante a parcial. O camisa #9 do alvinegro ainda obteve duas das seis assistências que distribuiu no jogo nos 12 minutos finais.

Francês agressivo

Em seu último ano de contrato com o Spurs, Boris Diaw começou o campeonato disposto a mostrar serviço. Contra o Jazz, o francês anotou 17 pontos, ficando só atrás de Parker entre os cestinhas do time texano, e ainda contribuiu com cinco rebotes, duas assistências, dois tocos e duas roubadas de bola. Aparentemente mais disposto a atacar a cesta, o ala-pivô tem agora média de 11,4 pontos por jogo neste início de campanha, sua melhor desde a temporada 2008/2009, acertando 56,5% dos arremessos de quadra, melhor aproveitamento pessoal desde aquele mesmo ano.

Cavou uma vaguinha

Aparentemente, o recém-contratado Jeff Ayres caiu nas graças de Gregg Popovich e arrumou um lugar na rotação do Spurs. Contra o Jazz, Tim Duncan e Tiago Splitter voltaram a formar o garrafão titular, e Boris Diaw foi o principal reserva. Mas o ex-jogador do Indiana Pacers completou a rotação, anotando dois pontos e duas faltas em pouco menos de oito minutos. Aron Baynes atuou por apenas 22 segundos, e Matt Bonner não saiu do banco de reservas.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 22 pontos e 6 assistências

Boris Diaw – 17 pontos, 5 rebotes, 2 tocos e 2 roubos de bola

Tim Duncan – 14 pontos, 9 rebotes e 3 tocos

Utah Jazz

Derrick Favors – 20 pontos, 18 rebotes, 3 tocos e 3 roubos de bola

Gordon Hayward – 15 pontos, 9 rebotes e 3 assistências

Richard Jefferson – 14 pontos, 3 rebotes e 3 roubos de bola

Spurs (8-1) @ Jazz (1-8) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Utah Jazz – Temporada Regular

Data: 16/11/2013

Horário: 00h00 (Horário de Brasília)

Local: Energy Solutions Arena

Líder isolado da Conferência Oeste com oito vitórias nos seus nove primeiros jogos da temporada 2013/2014 da NBA, o San Antonio Spurs cai novamente na estrada para visitar o time de pior campanha na liga, o Utah Jazz, que só venceu um de seus primeiros nove compromissos. Porém, este triunfo veio justamente no último embate da equipe, na quarta-feira, contra o New Orleans Pelicans, o que pode dar moral para os donos da casa. A franquia texana, por sua vez, não deve poupar ninguém, já que vai voltar à quadra somente no dia 20.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan/Boris Diaw

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Boris Diaw vive sua última temporada de contrato com o Spurs e, talvez por isso, parece mais motivado do que nunca em quadra. Até aqui, o ala-pivô francês apresenta média de 10,8 pontos por jogo, sua melhor desde 2010/2011, e vem convertendo 55,3% de seus arremessos, melhor aproveitamento pessoal desde 2008/2009.

PG – John Lucas III

SG – Gordon Hayward

SF – Richard Jefferson

PF – Derrick Favors

C – Enes Kanter

Fique de Olho – Com o elenco do Jazz em reconstrução e investindo mais em seus garotos, Gordon Hayward finalmente pôde tomar conta do time. Até aqui, o ala tem médias de 20,3 pontos, seis rebotes e cinco assistências por exibição, as mais altas em sua carreira na NBA.

Uniforme especial de Natal do Spurs é lançado

Nesta quinta-feira (14), a NBA mostrou como serão os uniformes especiais das franquias que disputarão a rodada de Natal desta temporada. Entre estes times está o San Antonio Spurs, que fará clássico texano contra o Houston Rockets às 23h (de Brasília) do dia 25 de dezembro.

Eis o uniforme especial do Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

Os uniformes receberam o nome de “BIG Logo” e fazem parte da campanha de Natal da NBA, que inclui ainda o vídeo “Jingle Hoops”, gravado com Derrick Rose, James Harden, Kevin Durant, LeBron James, Stephen Curry e Steve Nash, astros da liga, para celebrar o feriado.

Segundo a nota divulgada pela NBA, o Brasil está entre as “áreas estratégicas” que receberão uma versão do “Jingle Hoops”, assim como África, China, Europa, México e Oriente Médio.

Os uniformes de jogo, com camisa de mangas e shorts com tecnologia ultraleve, fazem parte da coleção especial de Natal, que conta ainda com camisetas e agasalhos e já está disponível para compra na loja pficial da NBA, que não entrega para o território brasileiro.

A novidade vem um dia depois de o Spurs estrear seus novos uniformes militares na vitória sobre o Washington Wizards, nesta quarta-feira, em jogo disputado no AT&T Center.

O que muda com Patrick Mills?

Além das chegadas do ala-armador Marco Belinelli e do ala-pivô Jeff Ayres, a principal mudança na rotação do San Antonio Spurs neste início de temporada 2013/2014 aconteceu na armação. Patrick Mills, que vinha esquentando o banco desde sua chegada ao Texas, desbancou Nando De Colo – que começou o campeonato anterior como o principal reserva – e Cory Joseph – que foi o mais acionado durante os playoffs -, assumindo todos os minutos do descanso do titular Tony Parker. Mas o que muda com a utilização do australiano?

Mills é a “surpresa” de Pop no ano (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Mills está longe de ser um armador puro. Na verdade, seu talento é justamente encontrar caminhos para fazer cestas. Até aqui, o australiano anota 21,1 pontos por 100 posses de bola, número que, no elenco do Spurs, só fica atrás de Tony Parker (28,7), Tim Duncan (24,0) e do surpreendente Boris Diaw (24,3). Nas seis primeiras partidas do time texano na temporada, Patty apresenta médias de 6,2 pontos e 1,7 assistências em 14,4 minutos por exibição. E seu número mais impressionante está nas bolas de três pontos. Por enquanto, o camisa #8 não errou nenhum dois oito arremessos de longa distância que tentou!

A utilização de um armador que ataque tanto a cesta é possível, principalmente, com a chegada de Belinelli. Até aqui, o técnico Gregg Popovich tem trabalhado sua rotação de duas maneiras. Na primeira opção, o time reserva joga com o ex-jogador do Chicago Bulls ao lado de Manu Ginobili nas alas. Com dois jogadores com criatividade e habilidade para comandar o pick-and-roll em quadra, Mills fica livre para trabalhar como pontuador. Outra alternativa do treinador é usar o argentino ou o italiano mais tempo com os titulares, trazendo Danny Green para atuar como ala da segunda unidade. Neste caso, o australiano passa a ter mais responsabilidades de criação, trabalhando como um condutor de bola secundário.

Os números da SportsVU, recentemente divulgados no site oficial da NBA, mostram bem isso. Ginobili recebe a bola 47,6 vezes por jogo, contra 25,4 de Marco Belinelli e 35,4 de Mills. O argentino opta pelo passe em 67,6% dessas posses, sendo que 8% viram assistências, e arremessa em 23,1% delas. O italiano, por sua vez, passa a bola 66,9% das vezes, sendo que 5% viram assistências, e arremessa em 24,4% delas. Por fim, o australiano passa 81,9% das bolas que recebe, transformando 5% em assistências, e arremessa em 12,7% de suas posses.

Em outras palavras, Mills participa bastante do jogo e até inicia algumas jogadas, mas é Ginobili quem tem a responsabilidade de criar arremessos para seus companheiros na segunda unidade. Com isso, o australiano vira um condutor de bola secundário, caso Green seja o terceiro jogador de perímetro em quadra, ou até mesmo um puro pontuador, caso Belinelli esteja ao lado dele e do argentino no quinteto acionado por Pop.

Isso abre espaço para que um armador reserva com menos criatividade, mas com mais poder de fogo, possa ganhar espaço na rotação. Na temporada passada, quando os três ganharam minutos relevantes e a comparação pode ser justa, Mills obteve 4,6 assistências a cada 100 posses de bola, contra 7,5 de De Colo e 6,7 de Joseph. Em compensação, neste mesmo recorte, o australiano anotou 22 pontos, contra 15,9 do canadense e 15 do francês.

Pop não precisa de um armador, de fato, na segunda unidade. Na ausência de um jogador da posição 3 em seu banco de reserva, o treinador precisa de alguém que possa ser uma ameaça às defesas adversárias enquanto Ginobili e Belinelli carregam a bola. Mills pode ser esse jogador – muito mais do que Joseph e De Colo. Por isso, o australiano sai na frente.

Spurs (5-1) vs Warriors (4-2) – Liderança mantida

76×74

Na noite desta sexta-feira (8) San Antonio Spurs e Golden State Warriors entraram em quadra como as duas equipes de melhores campanhas na Conferência Oeste. Só uma poderia sair de quadra desta maneira. E foi o time texano! Jogando em casa, o alvinegro segurou a tentativa de reação do time da Califórnia nos minutos finais da partida, após série de erros dois dois lados, e venceu por 76 a 74, mantendo-se na liderança. Confira, a seguir, como foi o duelo.

Leonard estava calibrado nos arremessos (NBAE/Getty Images)

Sufoco no final

Tony Parker, cestinha do Spurs no jogo, anotou sete dos seus 18 pontos no quarto período e foi peça fundamental para a vitória da equipe texana. Porém, restando 16 segundos para o fim da partida e com o placar já mostrando 76 a 74 para os donos da casa, o armador francês errou seus dois lances livres, perdendo a chance de matar o jogo. Com isso, o Warriors teve duas chances de empatar. Na primeira, Andrew Bogut tentou o passe para Klay Thompson, mas Manu Ginobili desviou a bola para fora. Na segunda, Andre Iguodala tentou a infiltração, mas o arremesso do ala-armador deu aro.

Parker foi o cestinha do time (NBAE/Getty Images)

Leonard preciso

Como visto pelo placar baixo, a pontaria não foi o ponto forte do jogo no AT&T Center. Parker, que fez 18 pontos, acertou sete dos 14 arremessos que tentou. Duncan, que anotou oito, converteu três em 11. E Ginobili, que deixou a quadra com seis, também derrubou somente três de 11. Mas Kawhi Leonard foi um oásis em meio ao deserto. O ala titular do Spurs acertou seis dos oito tiros que tentou, deixando a quadra com 13 pontos e sendo um dos únicos dois jogadores do time da casa a ter chegado aos dígitos duplos, ao lado do francês.

E o garrafão?

A dupla de pivôs titular do Warriors superou a do Spurs na coleta de ressaltos. Foram 13 para Bogut e dez para David Lee, contra oito de Splitter e apenas quatro de Tim Duncan. Por sorte, o time da casa contou com a ajuda de jogadores de perímetro como Leonard, que coletou sete, e Danny Green, que apanhou seis, para perder a batalha nas tabelas “apenas” por 45 a 42.

Incorporado

O Warriors não contou com Stephen Curry, machucado, no jogo. Mas Toney Douglas, que veio do banco de reservas, pareceu ter incorporado o espírito do armador. Foram 21 pontos, com apenas 14 arremessos, em menos de 28 minutos. Por sorte, o técnico Mark Jackson resolveu não utilizá-lo nos minutos finais, e outras armas do time californiano, como Klay Thompson (11 pontos) e Andre Iguodala (nove), foram bem neutralizadas.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 18 pontos, 5 rebotes e 4 assistências

Kawhi Leonard – 13 pontos, 7 rebotes e 4 roubadas de bola

Golden State Warriors

Toney Douglas – 21 pontos

David Lee – 13 pontos, 10 rebotes e 3 assistências