Arquivo do autor:Lucas Pastore

Spurs (18-4) @ Jazz (6-19) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Utah Jazz – Temporada Regular

Data: 14/12/2013

Horário: 00h00 (Horário de Brasília)

Local: EnergySolutions Arena

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,34 (favorito) Jazz 3,08

Um dia depois de, em casa, vencer o Minnesota Timberwolves, o San Antonio Spurs cai na estrada para um sempre indigesto back-to-back. Por sorte, dessa vez trata-se de um oponente frágil: o Utah Jazz, dono da pior campanha da Conferência Oeste e da segunda pior da NBA, à frente apenas do Milwaukee Bucks. Do lado texano, os pivôs Tiago Splitter e Aron Baynes são dúvidas para a partida. Os visitantes, por sua vez, não têm problemas com lesões no elenco.

Série na temporada (1-0)

15/11/2013 – Spurs 91 @ 82 Jazz

Comandado por Tony Parker, que deixou a quadra com 22 pontos e seis assistências, o Spurs, jogando fora de casa, teve grande atuação no quarto final e obteve a virada sobre o Jazz.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Jeff Ayres

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Por conta das lesões de Splitter e Baynes, Jeff Ayres tem começado as últimas partidas como titular do Spurs. Na temporada, o ala-pivô tem médias de 2,3 pontos e 3,2 rebotes em 12,8 minutos por partida. Nos jogos em que faz parte do quinteto inicial, esses números se transformam em dois pontos e 6,3 rebotes em 18,3 minutos por exibição.

PG – Trey Burke

SG – Gordon Hayward

SF – Richard Jefferson

PF – Marvin Williams

C – Derrick Favors

Fique de Olho – Saudades? Não muitas, certo? Richard Jefferson, que teve passagem sem grande sucesso pelo Spurs, parece estar enfim reencontrando seu nicho neste jovem elenco do Jazz. Na temporada, tem médias de 10,3 pontos e 2,9 rebotes em 27,9 minutos por jogo.

Sem Splitter, sem defesa

Mesmo sendo escolhido pelo conceituado técnico Gregg Popovich para ser titular do San Antonio Spurs, Tiago Splitter ainda parece não ter caído definitivamente nas graças de toda a torcida da franquia texana. A suposta falta de ímpeto do pivô brasileiro, especialmente no ataque e na coleta de rebotes, ainda é um empecilho para que ele possa ser tratado como ídolo. Mas quem se restringe a esta análise parece estar cada vez mais errado. Dia a dia, aumenta a importância do camisa #22, especialmente na defesa. Nas últimas três partidas, com o catarinense afastado por conta de uma lesão na panturrilha esquerda, fica evidente o quanto a proteção do aro se torna deficitária sem o jogador embaixo da cesta.

Splitter é peça-chave no quinteto titular (NBAE/Getty Images)

Ao longo da temporada, com Splitter em quadra, o Spurs sofre 86,9 pontos a cada 100 posses de bola da equipe adversária, a melhor marca de todo o elenco da franquia texana. Para se ter uma noção, o segundo melhor é Danny Green, com 90,0 – uma diferença respeitável. Além disso, dos dez quintetos mais utilizados por Pop durante o campeonato, o pivô brasileiro está em três dos cinco com o melhor índice defensivo neste recorte.

Com Splitter em quadra, o Spurs fez 5,2 pontos a mais que seus adversários ao longo da temporada 2013/2014 da NBA até aqui. A marca é a sexta melhor de todo o elenco do alvinegro texano, atrás de Manu Ginobili (8,2), Marco Belinelli (6,8), Boris Diaw (5,9), Tony Parker (5,7) e Danny Green (5,6). Nota-se que o pivô é o segundo jogador de garrafão de todo o plantel com melhor saldo de cestas, à frente ainda de Tim Duncan (4,9), Matt Bonner (3,5), Jeff Ayres (2,4) e Aron Baynes (-0,7) – o último, vale ressaltar, não faz parte regularmente da rotação, o que costuma deformar este tipo de estatística.

Mas o maior impacto de Splitter no Spurs está na proteção do aro. Ao longo desta temporada, os adversários do time texano têm convertido somente 37,5% de seus arremessos feitos de perto da cesta quando marcados pelo pivô brasileiro. Entre os jogadores de garrafão que disputaram ao menos dez partidas na temporada e têm média igual ou superior a 15 minutos por jogo, a marca é a quinta melhor de toda a NBA, atrás apenas de Kendrick Perkins, do Oklahoma City Thunder (29,8%); Taj Gibson, do Chicago Bulls (31,0%); Ed Davis, do Memphis Grizzlies (34,0%); e Andrew Bynum, do Cleveland Cavaliers (34,5%).

Quem olha para Splitter apenas no ataque constrói uma impressão equivocada sobre o jogador. É verdade que um pivô que prefere finalizar com fintas, ganchos e bandejas pode parecer “soft” em uma liga com Dwight Howard, Tyson Chandler e Andre Drummond, por exemplo. Mas atribuir este rótulo ao camisa #22 mesmo vendo como ele consegue contestar arremessos de jogadores tão mais atléticos do que ele me parece um pouco injusto.

Quando saiu a notícia da renovação contratual de Splitter, durante a última offseason, minha primeira reação foi ficar um pouco assustado com os valores do novo vínculo do catarinense com a franquia texana. Mas depois, pensando com um pouco mais de calma, já havia escrito outra coluna defendendo o pivô brasileiro. Hoje, vou além ao dizer que considero os US$ 36 milhões que o camisa #22 ganhará no total em quatro anos uma pechincha.

Quem olhar só para o boxscore nunca vai ver a importância de Splitter para o Spurs. Quem restringir a análise às suas médias, que são de 8,4 pontos, 6,6 rebotes e 0,5 tocos em 20,8 minutos por exibição, não vai enxergar o quanto ele é fundamental. A equipe texana sofreu 93,1 pontos por jogo em seus 19 primeiros compromissos na temporada. Nos últimos três, foram 96,7 por partida. A diferença? A ausência do pivô brasileiro, machucado. Entendeu?

Parker, Leonard e Duncan aparecem em parcial do ASG

Três jogadores do San Antonio Spurs apareceram na primeira parcial da votação para os titulares do All-Star Game, divulgada na quinta-feira (12) no site oficial da NBA. O armador Tony Parker, o ala Kawhi Leonard e o ala-pivô Tim Duncan estão entre os que mais receberam indicações na eleição, aberta ao público, em suas posições na Conferência Oeste.

Parker, Duncan e Leonard bem na fita (Mike Stone/Reuters)

Duncan é o mais bem posicionado dos jogadores do Spurs e aparece em quinto entre os alas e pivôs da equipe, com 217.271 votos. Leonard, por sua vez, está em 14ª, com 55.023. Os titulares do Oeste, levando em conta a primeira parcial, seriam Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, com 607.407 votos; Dwight Howard, do Houston Rockets, com 295.120 votos; e Blake Griffin, do Los Angeles Clippers, com 292.925 votos.

Já Parker ficou em sétimo entre os armadores da lista, com 112.423 votos. Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, com 501.215 votos; e Chris Paul, do Los Angeles Clippers, com 392.313 votos, seriam os titulares do Oeste se a votação já estivesse encerrada.

Na primeira parcial, LeBron James, do Miami Heat, liderou a lista dos mais indicados com 609.336 votos. Hoje, The King, que é o atual MVP, formaria a equipe titular da Conferência Leste ao lado de Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers; Dwyane Wade, do Miami Heat; Paul George, do Indiana Pacers; e Carmelo Anthony, do New York Knicks.

Spurs (16-4) @ Bucks (5-16) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Milwaukee Bucks – Temporada Regular

Data: 11/12/2013

Horário: 23h00 (Horário de Brasília)

Local: BMO Harris Bradley Center

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,12 (favorito) @ Bucks 5,55

Um dia depois de vencer o Toronto Raptors, o San Antonio Spurs segue na estrada para encarar um sempre complicado back-to-back. Por sorte, dessa vez o adversário não inspira respeito: trata-se do Milwaukee Bucks, que venceu apenas cinco das 21 partidas que fez na temporada e tem a segunda pior campanha da liga, à frente apenas do Utah Jazz. Do lado da equipe texana, Tiago Splitter, com uma lesão na panturrilha esquerda, deve ser desfalque. Já os mandantes, que vêm de vitória sobre o Chicago Bulls na terça-feira, não devem contar com Carlos Delfino, Caron Butler, Zaza Pachulia e Larry Sanders, também machucados.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan/Aron Baynes

Fique de Olho – Depois de curta passagem pelo Austin Toros, time da D-League, a liga de desenvolvimento da NBA, filiado ao Spurs, Aron Baynes assumiu minutos na rotação contra o Raptors por conta da lesão de Splitter e seu deu bem. Mesmo com a difícil missão de encarar Jonas Valanciunas, o pivô deixou a quadra com 14 pontos e seis rebotes em 21 minutos.

PG – Brandon Knight

SG – O.J. Mayo/Gary Neal

SF – Khris Middleton

PF – Ekpe Udoh

C – John Henson

Fique de Olho – Depois de três temporadas defendendo as cores do Spurs, Gary Neal vai enfrentar a equipe texana pela primeira vez na sua carreira. Neste campeonato, o ala-armador tem 10,6 pontos em 21,7 minutos por exibição, acertando 45,6% dos arremessos de três pontos que tenta. São as duas melhores marcas desde que ele chegou à NBA.

Como Malcolm Thomas pode ajudar o Spurs

Nesta semana, o San Antonio Spurs, que começou o campeonato com 14 jogadores no plantel, resolveu fazer sua primeira aposta para ocupar a última vaga aberta no elenco. A franquia acertou a contratação do ala-pivô Malcolm Thomas, que estava jogando no Los Angeles D-Fenders, da D-League – a liga de desenvolvimento da NBA – e já havia defendido as cores da equipe texana em curta passagem na temporada 2011/2012. Agora, de volta ao alvinegro, o atleta terá uma chance para ajudar o time a resolver uma carência interna: a dificuldade na coleta de rebotes durante a utilização de formações mais baixas e/ou ágeis.

Thomas foi colega de Kawhi na universidade (Gregory Bull/AP)

Thomas, ala-pivô de 25 anos de idade e 2,06m de altura, jogou três temporadas no basquete universitário – as duas últimas, em 2009/2010 e 2010/2011, por San Diego State, sendo companheiro de equipe de Kawhi Leonard. Mesmo indo bem, principalmente em sua última campanha, na qual apresentou médias de 15,2 pontos e 10,5 rebotes em 32,7 minutos por exibição, passou em branco no Draft de 2011, sem ser selecionado. Por isso, naquele ano, sua carreira profissional começou no Mobis Phoebus, da Coreia do Sul. Desde então, além do Spurs, passou pelo Golden State Warriors, pelo Chicago Bulls, por franquias da D-League e, em 2012/2013, pelo Maccabi Tel Aviv, equipe de Israel.

Com agilidade e atleticismo acima da média para a posição e capacidade para abrir a quadra com arremessos de três pontos, Thomas pode se encaixar no esquema tático do Spurs em função parecida com a exercida por Boris Diaw e Matt Bonner: um ala-pivô que também sabe transitar pelo perímetro. Nesta temporada, o jogador acertou oito dos 13 tiros de longa distância que tentou nos dois primeiros jogos que fez pelo D-Fenders. Seu gráfico de arremessos mostra sua eficiência, especialmente nas bolas arriscadas da cabeça do garrafão.

Chart

Porém, o principal problema do elenco atual do Spurs acontece justamente quando uma dessas formações mais baixas e/ou ágeis precisa ser usada. Na derrota para o Houston Rockets, por exemplo, o técnico Gregg Popovich abriu mão de usar Tim Duncan e Tiago Splitter juntos em quadra ao mesmo tempo por conta das características do time adversário. Resultado: o alvinegro coletou apenas 33 rebotes, contra 54 do time visitante. Para escalar um quinteto assim, Pop tem apenas Leonard como reboteiro acima da média para a posição 4, já que Diaw e Bonner estão longe de dominar. E é exatamente aí que Thomas pode ajudar.

Em sua curta carreira de 12 jogos na NBA, o novo ala-pivô do Spurs coletou, em média, 10,1 rebotes a cada 36 minutos. Em Israel, na temporada passada, foram pouco menos de 9,6 a cada 36 minutos. Como base, só Tiago Splitter, com 11,5; Tim Duncan, com 10,4; e Aron Baynes, com 9,8 ressaltos coletados a cada 36 minutos, têm números semelhantes aos de Thomas. Isso sem falar em suas médias maiúsculas no começo de sua trajetória na D-League neste ano: 33,5 pontos, 15,5 rebotes, 2,5 roubadas de bola e dois tocos em 40 minutos por exibição, liderando os dois primeiros fundamentos enquanto disputava o torneio.

Claro que os números de Thomas foram colhidos, em sua grande maioria, fora do ambiente da NBA, que possui, provavelmente, os alas-pivôs e pivôs mais assustadores fisicamente do planeta. Porém, eles mostram, ao menos, que o Spurs está atento às suas fraquezas e que está disposto a corrigi-las. Resta saber se o novo reforço será bom o bastante para isso.