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Parker diz que quer ficar, mas pede novo contrato

Neste domingo, antes da vitória do San Antonio Spurs sobre o Sacramento Kings, Tony Parker foi questionado sobre seu futuro, já que surgiu o rumor de que o New York Knicks tem interesse em sua contratação. O astro da franquia texana disse, de acordo com reportagem do site oficial da NBA, que pretende continuar defendendo o alvinegro, mas deixou claro que quer uma extensão contratual e não descartou a possibilidade de jogar em outra agremiação.

Parker em ação no jogo com o Kings (NBAE/Getty Images)

Quando questionado sobre seu futuro com o Spurs, Parker afirmou que sua vontade é ficar.

“Se eu puder, sim. A história aqui mostra que eles sempre tomam conta dos jogadores. Fizeram isso com Tim Duncan e Manu Ginobili, então espero que o façam comigo também. No fim deste ano, eles terão que garantir minha próxima temporada, então, tecnicamente, talvez eu me torne um agente livre no verão”, disse Parker, ao jornal americano San Antonio Express-News.

Nesta temporada, Parker vai receber US$ 12,5 milhões do Spurs, maior salário do elenco. Ao fim do campeonato, a franquia texana terá a opção de garantir seu contrato por mais um ano, pelo mesmo valor. Porém, o armador francês deixou claro que quer mais do que isso.

“Eu não quero apenas uma garantia. Quero uma extensão, também”, afirmou.

Apesar da vontade de ficar, Parker não descartou a possibilidade de defender as cores de outra equipe da NBA. Vale lembrar que a offseason de 2015 marca o fim do contrato do astro com o Spurs as prováveis aposentadorias de Manu Ginobili, Tim Duncan e Gregg Popovich.

“Quero me manter otimista, mas, se não der certo, então não deu. Meu desejo é ficar e jogar aqui em toda a minha carreira, mas se Pop, Timmy e Manu não estiverem mais aqui, não sou contra ir para outro lugar”, declarou o astro da equipe de San Antonio.

Apesar de não descartar a ideia de sair, Parker diz que não pensa em pedir uma troca.

“Sequer cogito isso porque acho que Pop e Buford sempre tomam conta dos caras. Eles o fizeram com Timmy e Manu, então não vejo razão para não fazerem o mesmo comigo”, opinou.

Nesta temporada, Parker é o destaque do Spurs, com 18 pontos e 6,1 assistências em 30,7 minutos por jogo. Além de ser o cestinha da equipe, ele também é o líder nos passes decisivos.

Spurs teria interesse em Deng

A temporada 2013/2014 mal começou, mas o San Antonio Spurs já se planeja de olho na próxima offseason. Segundo reportagem do site americano Project Spurs, a franquia teria interesse em Luol Deng, ala do Chicago Bulls que será agente livre ao fim do campeonato.

Deng em ação contra o Spurs na última temporada (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

De acordo com Aggrey Sam, jornalista da CSN Chicago, Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Los Angeles Lakers, Memphis Grizzlies e Toronto Raptors são outras franquias que também já demonstraram interesse em contar com os serviços do jogador do Chicago Bulls.

“Vários times já mostraram muito interesse em Luol. Muitas pessoas estão animadas. Muitas pessoas ficaram surpresas por nenhuma proposta de extensão ter sido oferecida a ele e muitas pessoas estão animadas com a chance de se candidatar para ter um jogador como Luol, e eles acham que seria uma grande oportunidade consegui-lo por nada em troca se o Bulls deixá-lo sair”, declarou Ron Shade, empresário do jogador.

Na próxima offseason, o Spurs terá três agentes livres: o armador Patrick Mills e os alas-pivôs Matt Bonner e Boris Diaw. Com isso, a franquia texana deve ter aproximadamente US$ 7,7 milhões em salários para gastar contratações ou, se preferir, com renovações.

Nesta temporada, Deng tem médias de 19,6 pontos (45,8% FG, 28,1% 3 PT, 80,2% FT), sete rebotes e 4,1 assistências em 38,4 minutos por exibição pelo Bulls.

Knicks teria interesse em Parker

Um dos maiores astros do San Antonio Spurs nas últimas temporadas despertou o interesse de outra franquia da NBA. De acordo com reportagem do site americano Spurs Nation, o New York Knicks estaria de olho em Tony Parker e já se planeja para fazer uma investida sobre o armador francês na offseason de 2015, quanto o jogador se tornará agente livre.

Parker em ação em Nova York nesta temporada (NBAE/Getty Images)

Segundo Brian Windhorst, jornalista da ESPN, o Knicks planeja não renovar com Carmelo Anthony e abrir espaço para contratar duas estrelas. Além de Parker, Kevin Love, do Minnesota Timberwolves, LaMarcus Aldridge, do Portland TrailBlazers, Marc Gasol, do Memphis Grizzlies, e Roy Hibbert, do Indiana Pacers, também estariam na lista da franquia de Nova York.

Nas temporadas 2013/2014 e 2014/2015, suas duas últimas de contrato com o Spurs, Parker vai receber US$ 12,5 milhões, o maior salário do elenco. Com 17,8 pontos e seis assistências em 30,5 minutos por exibição, ele começou o campeonato como maior cestinha do time texano, que venceu 23 dos 30 jogos que fez até aqui e é o terceiro colocado na Conferência Oeste.

O Knicks, por sua vez, foi derrotado em 20 das 29 partidas que fez até aqui e ocupa a 12ª posição na Conferência Leste. Atualmente, os armadores que a equipe  possui em seu elenco são Raymond Felton, Pablo Prigioni, Beno Udrih e Chris Smith.

Spurs tem um problema. Belinelli é a solução?

Nunca um recorde com 23 vitórias e sete derrotas preocupou tanto seus torcedores quanto o San Antonio Spurs faz nesta temporada. Isso porque o time perdeu justamente os sete jogos mais difíceis que fez no campeonato até aqui – em ordem cronológica, contra Portland TrailBlazers, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Indiana Pacers, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, novamente, e Houston Rockets, mais uma vez. Em meio à sequência negativa contra os considerados favoritos ao título, Gregg Popovich, treinador da equipe texana, promoveu uma mudança no seu quinteto titular, colocando Marco Belinelli no lugar de Danny Green. Será uma boa solução para elevar o nível de exibições?

Green como ala reserva: boa opção? (NBAE/Getty Images)

Até aqui, na temporada, o Spurs triunfou em apenas sete dos 14 jogos que fez contra equipes que venceram pelo menos metade de suas partidas. Os resultados mais expressivos do time texano no campeonato foram como times que eram apontados como potências antes do início da fase regular. A franquia de San Antonio venceu o Golden State Warriors, atualmente sétimo colocado na Conferência Oeste, nos dias 08/11 e 19/12. Superou o Memphis Grizzlies, 13º, nos dias 30/10 e 22/11. E também bateu o New York Knicks, 11º na Conferência Leste, mesmo jogando longe dos seus domínios.

Entre as vitórias mais expressivas do Spurs na temporada, é possível também citar as sobre o Phoenix Suns, sexto colocado no Oeste e uma das surpresas no campeonato, nos dias 06/11 e 18/12. Ainda assim, a boa campanha do time alvinegro até aqui foi construída nos jogos mais simples, já que a equipe venceu os 16 duelos que fez contra adversários que têm mais derrotas do que triunfos nestes primeiros meses. A franquia é a única invicta neste recorte.

Até aqui, no campeonato, o Spurs tem feito 99,7 pontos por jogo contra times com pelo menos 50% de aproveitamento, 13ª melhor marca da NBA, com oito pontos de desvantagem na eficiência em relação ao adversário, nona melhor marca da NBA. Em compensação, contra times abaixo dos 50%, a equipe texana anota 106,9 pontos por partida, quarta melhor marca da NBA, e tem 38,4 (TRINTA E OITO VÍRGULA QUATRO) pontos de eficiência de vantagem sobre estes adversários, melhor marca da liga com folga.

A princípio, não sou daqueles que me preocupa com o panorama. O Spurs é um time que costuma se poupar durante a temporada regular, principalmente para preservar seus jogadores mais velhos, como Manu Ginobili e Tim Duncan. O último já sofreu com contusões neste campeonato, assim como Tony Parker e Tiago Splitter. E as sete derrotas vieram contra times mais jovens e atléticos, com mais energia para gastar. Nada de novo para quem vem acompanhando a equipe texana nos últimos anos.

Porém, também não é algo que seja fácil de ser ignorado. Uma série de derrotas importantes como a que o Spurs sofreu podem acabar mexendo com a confiança do grupo, por exemplo. Confiança que certamente já veio abalada do confronto com o Miami Heat nas finais deste ano. Por isso, talvez seja preciso chacoalhar o elenco de alguma maneira. Um fato novo pode ser o choque que falta para o grupo voltar a funcionar da maneira ideal. E a primeira aposta de Pop foi a mudança na escalação titular, com Belinelli no lugar de Green.

A aposta, em um primeiro momento, parece óbvia. Green é o segundo jogador de perímetro mais alto do elenco e acaba com a falta de tamanho da segunda unidade ao jogar ao lado de Patrick Mills e Manu Ginobili. Belinelli, por sua vez, pode funcionar como segundo condutor de bola da equipe titular e desafogar Tony Parker, deixando Kawhi Leonard mais livre para atacar a cesta e para brigar por rebotes ofensivos. Mas não é bem assim. Promover o italiano significa desmanchar um dos quintetos mais bem sucedidos das últimas temporadas.

Na offseason, em sua coluna One Team, One Stat, John Schuhmman, blogueiro do site oficial da NBA, mostrou que, com Parker, Green, Leonard, Duncan e Splitter em quadra, o Spurs limitou seus adversários a 87,7 pontos a cada 100 posses de bola na temporada passada. Como base de comparação, o Memphis Grizzlies, melhor defesa daquele campeonato, permitia 97,2. E o Indiana Pacers, que tem a melhor retaguarda deste, cede 93,2.

E o experimento, até aqui, tem obtido pouco sucesso. Na temporada 2013/2014, o quinteto Parker – Green – Leonard – Duncan – Splitter marca 90,3 pontos a cada 100 posses de bola, acertando 44,8% de seus arremessos, e cede 93,8. Com Parker – Belinelli – Leonard – Duncan – Splitter, o Spurs marca 89,9 pontos a cada 100 posses, acertando 40,6% de seus arremessos, e cede 90,8. Nenhuma das duas formações tem saldo positivo.

Além disso, Belinelli vinha se firmando como o fiel escudeiro de Ginobili na segunda unidade. Com o argentino em quadra, o italiano marca 1,44 pontos por posse de bola, com 57,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 54,2% nos tiros de três pontos. Sem o camisa #20, o novo titular anota 1,07 pontos por posse de bola, com 45,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,8% nos tiros de três pontos.

Fenômeno semelhante acontece com Green e Parker. Com o armador, o ala-armador faz 1,13 pontos por posse de bola, com 48,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,9% nos tiros de três pontos. Sem o francês, o americano anota 1,08 pontos por posse de bola, com 34,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 32,7% nos tiros de três pontos.

Ainda é cedo para dizer que a mudança na escalação promovida por Popovich foi um fracasso. Mas fica claro que Belinelli e Green precisarão melhorar o entrosamento com Parker e Ginobili, protagonistas de suas respectivas unidades, para que a nova distribuição de minutos do Spurs possa dar certo. Só aí saberemos se a alteração foi a resposta ideal para o desempenho ruim do time até aqui contra os favoritos ao título deste campeonato.

Com estatísticas de ESPN, HoopStatsstats.nba.com e nbawowy!

Duncan é o melhor do Spurs na votação para o ASG

Nesta quinta-feira (26), a NBA publicou, em seu site oficial, a segunda parcial da votação para os titulares do All-Star Game de 2014, que acontece no dia 16 de fevereiro, em Nova Orleans. Tony Parker, Kawhi Leonard e Tim Duncan aparecem entre os melhores de suas posições, com destaque para o ala-pivô, o mais bem colocado entre os atletas do San Antonio Spurs.

Duncan em ação contra o Mavs (NBAE/Getty Images)

Duncan é o quinto entre os alas e pivôs da Conferência Oeste, com 312.809 votos. Kawhi Leonard aparece em 15º, com 76.110. Os três primeiros até aqui são Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, com 850.728 votos; Dwight Howard, do Houston Rockets, com 408.623 votos; e Blake Griffin, do Los Angeles Clippers, com 399.357 votos.

Parker, por sua vez, aparece em sétimo entre os armadores do Oeste, com 158.329 votos. Os dois primeiros são Kobe Bryant, com 723.031 votos, e Chris Paul, com 533.647.

Na Conferência Leste, se a votação estivesse encerrada, os titulares seriam LeBron James, do Miami Heat, com 854.105 votos; Paul George, do Indiana Pacers, com 712.808 votos; Carmelo Anthony, do New York Knicks, com 580.795 votos; Dwyane Wade, do Miami Heat, com 565.455 votos; e Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers, com 524.000 votos.