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Ginobili pode ficar afastado mais tempo do que o previsto

Afastado das quadras desde a última semana para tratar uma lesão no tornozelo direito que o persegue desde os Jogos Olímpicos de Pequim, o ala-armador Manu Ginobili passará nas próximas semanas por avaliações que poderão aumentar o período de sua ausência do elenco do San Antonio Spurs, que hoje está estimado entre duas ou três semanas. Caso a equipe consiga se manter bem sem o argentino, o tempo de recuperação poderá ser ampliado para mais de um mês visando a disputa da pós temporada, segundo médicos da franquia.

Lesão sofrida na Olimpíada ainda causa problemas para Ginobili. (Fonte: GloboEsporte.com)
Desde que iniciou seu tratamento, na última semana, o argentino não vem concedendo entrevistas para não criar falsas expectativas em torno de seu retorno. Companheiros de time, no entanto, têm sido a principal fonte de jornalistas para comentar a situação do ala-armador, eleito melhor sexto homem da NBA na última temporada. Ao saber que o tempo de recuperação poderia ser ainda maior do que o previsto em um primeiro momento, o armador Tony Parker se surpreendeu, mas seguiu a linha de raciocínio apresentada por Mason.
“Podemos ficar sem ele [Ginobili] por mais tempo do que o previsto? Isso é bem ruim, cara”, sentenciou o armador. “Mas qualquer pessoa que saiba da importância dele para o time ficaria surpresa em saber que ele pode nos deixar por mais de um mês. Mas se ele for voltar ainda melhor na pós temporada, esse sacrifício vale a pena”.
E o Oscar vai para…

Caros leitores do Spurs Brasil,
Aproveitando a oportunidade e a proximidade do evento maior do cinema mundial, que aconteceu no último domingo, tomo a liberdade de utilizar meu espaço nesta coluna na presente data para “brincar” um pouco com o Oscar e distribui-lo pela NBA. Vamos lá…
Melhor maquiagem
E o Oscar vai para… Phoenix Suns!
O primeiro prêmio da coluna vai para a equipe do Arizona, na qual está presente o ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa. Cada vez mais distante do sonho de seu primeiro título, o Suns vence na categoria por ter voltado ao esquema que rendeu as melhores épocas recentes ao time, o dito run’n’gun. Maquiagem pois o retorno ao antigo modo de jogar acaba fazendo com que muitos acreditem que a franquia possa voltar ainda nesta temporada a ser uma das grandes forças do Oeste… pura maquiagem.
Melhores efeitos especiais
E o Oscar vai para… Nate Robinson!
Convenhamos que as apresentações deste ano no Slam Dunk Contest não foram das melhores, mas foi impagável ver o baixinho pulando o gigante Dwight Howard na final do campeonato de enterradas, vestindo roupa de “KriptoNate” para acabar com o “Superman”. Pela produção em torno do evento, que nesta temporada foi tão pobre, o armador do New York Knicks leva o prêmio de melhor efeito especial.
Melhor filme em língua estrangeira
E o Oscar vai para… Dirk Nowitzki!
Apesar de o alemão do Dallas Mavericks estar longe de ser uma montagem cinematográfica, é inegável que ele seja o melhor estrangeiro em atividade na NBA nesta temporada, uma vez que o ala-armador do San Antonio Spurs Manu Ginobili, seu concorrente direto, sofre na atual época com uma série de lesões em seu tornozelo.
Melhor roteiro adaptado
E o Oscar vai para… Utah Jazz!
Afinal, é louvável o esforço que Jerry Sloan e sua comissão técnica tem feito para manter o time de Salt Lake City entre os oito melhores do Oeste. Adaptação tem sido uma palavra constante em Utah, uma vez que lesões são o que não falta por lá. Primeiro, o ala-pivô Carlos Boozer, que desde o início da temporada está fora de combate; depois, o armador e astro da equipe Deron Williams ficou afastado por alguns importantes embates e fez com que Sloan quebrasse a cabeça para adaptar o time à sua ausência; ainda tivemos em Utah a lesão do ala-pivô Paul Millsap, que vinha substituindo impecavelmente Boozer. Realmente, foi uma temporada cheia de adaptações para o Jazz.
Melhor roteiro original
E o Oscar vai para… San Antonio Spurs!
Entra ano, sai ano e o Spurs continua em alta com o mesmo elenco de muitas temporadas atrás. Com a base formada por Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, a equipe do Texas, comandada pelo excelente Gregg Popovich, sempre é alvo de chacotas no início das temporadas por contar com um elenco relativamente envelhecido, mas sempre cala os criticos obtendo as melhores colocações na conferência Oeste. E neste ano não vem sendo diferente, com o Spurs seguindo de perto o Los Angeles Lakers na busca pelo topo da citada conferência.
Melhor ator coadjuvante
E o Oscar vai para… Maurice Williams!
Muitos são os jogadores que têm brilhado muito em suas equipes e têm ajudado os astros locais a buscarem voos mais altos. Mas Mo Williams, armador do Cleveland Cavaliers, tem sido nesta temporada o fiel escudeiro que a franquia do Ohio sempre procurou para o astro LeBron James. Talvez não por coincidência – e sim por competência – a equipe esteja disputando jogo a jogo a liderança da conferência Leste com o forte Boston Celtics. Se hoje o Cavaliers figura entre os favoritos ao título, parte da “culpa” é do armador.
Melhor ator
E o Oscar vai para… LeBron James!
Na disputa, que seja talvez a mais acirrada, vantagem para o astro do Cavaliers, que vem fazendo ótima temporada e levando sua equipe ao topo do Leste. Com um pessoal de apoio deveras eficiente, o jogador tem pela primeira vez desde que entrou na NBA em 2003 a real chance de ser campeão. Disputado a tapas por outras franquias, o ala ainda pode acabar indo brilhar em outras bandas no já próximo mercado de 2010. Mas, na presente data, o Oscar é ganho por sua campanha no Ohio, para o desespero dos nova-iorquinos.
Melhor diretor
E o Oscar vai para… Phil Jackson!
Mais uma vez o lendário treinador do Los Angeles Lakers faz sua equipe figurar entre as melhores da NBA. Disparado na liderança do Oeste, Jackson mais uma vez tem a chance clara de ser campeão – o que daria ao sue vasto currículo o décimo anel de vencedor maior da NBA.
Melhor filme
E o Oscar vai para… Cleveland Cavaliers!
No mais esperado prêmio, vence aquele que mais surpreendeu na atual temporada. Depois de se envolver em algumas negociações e reforçar bem seu elenco, o Cavaliers, pela primeira vez – talvez até em sua história – figura como um dos grandes favoritos ao título. Uma obra que é resultado do trabalho conjunto entre diretoria, comissão técnica e jogadores, mas que ainda não tem final feliz. Resta saber se o Cavaliers fará como alguns vencedores do Oscar e cairá no esquecimento, ou se fará como outros, que ficam para sempre na memória dos espectadores.
Popovich não comemora “volta para casa”


Opiniões de Parker e Popovich sobre a rodeo trip são opostas. (Photo by AP Photo)
Muitos torcedores e a maioria dos atletas do San Antonio Spurs comemoram desde o último sábado o final da chamada rodeo trip, período no qual a franquia jogou fora de San Antonio em virtude dos rodeios que aconteciam na cidade. Voltar a jogar em casa é para alguns atletas um alívio, como definiu o armador Tony Parker em entrevista concedida logo após a chegada da equipe à cidade e o início dos preparativos para o clássico contra o Dallas Mavericks, na próxima terça-feira, partida que marcará o retorno do time ao AT&T Center.
“Confesso que eu estava exausto de ficar longe de casa, das minhas coisas”, afirmou Parker. “Voltar para casa é muito bom, e contar com o apoio de nossa torcida pode ser algo a mais para podermos vencer mais jogos e garantirmos de uma vez a classificação à pós-temporada. Acho que é algo que deve ser comemorado”.
Mas a opinião do jogador não segue a mesma linha de seu experiente treinador Gregg Popovich, que comentou sobre a viagem realizada, fez diversas reclamações, mas concluiu que os jogos fora de casa acabam sendo benéficos para qualquer equipe da NBA.
“Houve algumas coisas que me irritaram muito, como o fato de nossos jogos terem sido interrompidos em sua sequência diversas vezes pelos mais diversos motivos”, afirmou Popovich, se referindo às paradas forçadas pelo All Star Game e por questões de calendário da liga. “Mas eu ainda sou da opinião de que jogos fora de casa são benéficos para o time, pois são nesses duelos que a equipe molda sua identidade. Nenhum time que quer ser campeão pode se dar ao luxo de escolher onde joga melhor, deve jogar melhor em todos os lugares”.
Proposta para ter Camby foi rejeitada pelo Spurs

Após declarações concedidas pelo general manager do San Antonio Spurs, RC Buford, de que a equipe do Texas não teve nenhum interesse de trocar jogadores na última quinta-feira, data limite na qual a NBA permite trocas entre as equipes participantes, diversas fontes da liga afirmam que os texanos rejeitaram uma proposta pelo pivô Marcus Camby, atualmente no Los Angeles Clippers.

Camby em ação contra Hill. Jogadores poderiam ter sido envolvidos em troca. (Photo by DayLife.com)
“Tivemos na mesa algo em torno de cinco ou seis propostas, e analisamos todas muito bem analisadas para chegarmos à conclusão de que nenhuma nos agradava. Fou um bom dia”, disse, com sarcasmo, o treinador Gregg Popovich. “Como forma de respeito, no entanto, não direi quem são os nomes que recebemos, pois estes podem se sentir desvalorizados por nós e até mesmo por seus respectivos times, o que não é verdade”.
Segundo as múltiplas fontes que afirmam que o Spurs negou, no último minuto, a troca com o Clippers, o negócio envolvia três jogadores por parte da franquia de San Antonio e apenas Camby por parte do time de Los Angeles. Seriam os atletas envolvidos pelo Spurs o pivô Fabricio Oberto, o ala Bruce Bowen e o armador George Hill. A presença deste último – que é visto como um dos mais promissores jogadores do elenco – foi o ponto que fez com que a troca não fosse fechada. Camby é conhecido na liga como um dos grandes defensores de garrafão em atividade.
Spurs sai “ileso” da trade deadline


RC Buford está satisfeito com o atual elenco do Spurs (Divulgação)
Depois de quase três longas semanas com incontáveis rumores cercando o San Antonio Spurs, a tão esperada trade deadline – último dia no qual as franquias são permitidas pela NBA a realizarem trocas – chegou, e nada de novo aconteceu com a equipe texana, que manteve seu elenco para o restante da temporada.
Enquanto alguns cogitavam a vinda do ala Richard Jefferson, outros defendiam a chegada do ala-armador Caron Butler, sendo que ambos permaneceram em seus times, respectivamente Milwaukee Bucks e Washington Wizards. Alguns mais otimistas – ou iludidos, podemos dizer – ainda acreditavam na já negada chegada do ala-armador Vince Carter, que permanecerá no New Jersey Nets. O general manager do Spurs, RC Buford, comentou o fato de o Spurs não ter se mexido para negociar.
“Em primeiro lugar, queremos – eu e o resto da diretoria – saber em qual momento nos colocamos como negociantes certeiros, ou seja, quando falamos que faríamos trocas com certeza?”, indagou Buford. “Não, estamos satisfeitos com o elenco e peças que nos têm sido de suma importância como Roger [Mason] e George [Hill] foram absurdamente cogitados em rumores. Nunca estivemos pré-dispostos a realizar trocas neste ano e seguimos essa filosfia. Acreditamos ter em mãos um ótimo plantel”.

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