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Rubio virá para o draft?

Publicada nesta última semana pelo conceituado periódico espanhol Marca, a notícia sobre a intenção do armador Ricky Rubio, também espanhol, de se inscrever para o próximo recrutamento de calouros da NBA poderá afetar de imediato o planejamento de diversas franquias que hoje não correm atrás de vagas na pós-temporada, mas sim de maiores chances de obterem uma primeira escolha na seleção de novatos marcada para junho próximo.

Caso realmente coloque seu nome para ser apto a ser selecionado, Rubio poderá, sem sombra de dúvidas, transformar o futuro da equipe que o escolher. E poderá, caso erre os cálculos e se precipite, mudar para o lado errado sua carreira, que tem tudo para ser gloriosa e vitoriosa. Falo isso baseado na qualidade de algumas equipes que poderão recrutar seus serviços caso se confirme sua aparição ainda em 2009 no draft.

Para este ano, algumas boas opções surgem para as equipes que terão as primeras escolhas. Fala-se muito em dois grandes nomes para o próximo recrutamento: o ala-pivô Blake Griffin e o armador Brandon Jennings. O primeiro tem impressionantes médias de pontos e rebotes na NCAA, campeonato norte-americano de basquete universitário, enquanto o segundo é tido como um prodígio que partiu direto do colegial para a Europa, por onde jogou um ano antes de se inscrever para o próximo draft. Ambos seriam os principais “adversários” de Rubio na disputa pela primeira posição.

O grande problema, no entanto, não é ser selecionado em primeiro, segundo ou sexto lugar em um recrutamento. Afinal, não são poucas as estrelas que são oriundas de escolhas mais baixas. O grande embaraço para o jovem espanhol estaria nas possibilidades de times que poderiam o recrutar. Seriam eles, pela lógica e pela tabela da temporada regular, principalmente, Sacramento Kings, Washington Wizards, Los Angeles Clippers e Oklahoma City Thunder.

Destas citadas franquias, acredito que Rubio se daria realmente bem apenas na última. Inserido em um time jovem e com a companhia dos ótimos Kevin Durant e Jeff Green, o espanhol poderia ser o armador que hoje a equipe caçula da liga não tem. Se fosse recrutado para jogar em Sacramento, desembarcaria em um dos times mais jovens e desorganizados da NBA. E esta última característica, a desorganização, é um problema crônico que pode acabar com qualquer carreira. Sendo escolhido pelo Wizards, cairia em um time razoavelmente bom, sempre com esperanças para o futuro, mas que já conta com um armador de renome: Gilbert Arenas. Creio que Rubio não se daria bem ao lado do Agente Zero (ou sendo seu reserva). Por fim, o Clippers. Creio aqui em uma equipe um pouco mais organizada, mas que já conta com um bom armador, o excelente Baron Davis, e que não daria para Rubio todo o tempo que ele parece merecer.

Fica então a questão: Rubio virá para o draft? Vale realmente a pena acelerar o processo? São perguntas que o esboço de craque deverá responder nas próximas semanas, confirmando ou negando as informações do Marca.

Vice de novo?

Cantiga ecoada nos estádios cariocas quando Flamengo e Vasco se enfrentam pelos mais diversos campeonatos futebolísticos – domingo é dia de novo Clássico dos Milhões! – as palavras “Oh, oh, oh, vice de novo!” parecem cada vez mais se encaixarem na NBA. Se encaixam primeiro na temporada regular, que a cada semana dá seus últimos suspiros e se mostra cada vez mais definida (lamentam nessa hora os torcedores do Phoenix Suns). Podem se encaixar também nos playoffs, momento áureo da NBA, e, por final, na própria Final, sem sombra de dúvidas o momento mais esperado do basquete norte-americano e quiçá do basquete mundial.

Vamos começar então falando da temporada regular, mais especificamente da conferência Oeste. Disparado na liderança está o Los Angeles Lakers, time que passa longe do meio termo para os fãs. Ou é amado ou é odiado. Eu não os amo, mas acho melhor deixar minha opinião neste caso de lado… Voltando ao assunto, a franquia que abriga o astro Kobe Bryant sobra na conferência em que está o San Antonio Spurs na vice-liderança. Neste caso, já é certa a definição do primeiro colocado. A segunda colocação ainda não está definida, mas o Spurs parece quase certo como detentor da colocação ao fim dos 82 jogos regulares. Na última temporada, o vice na regular ficou com o New Orleans Hornets, com campanha idêntica à do time de San Antonio. Como não gosto de critérios de desempate… será que o Spurs será vice de novo?

Passando para a pós-temporada, podemos finalmente fazer uma análise mais completa sobre o embate Spurs x Lakers. Principais favoritos do lado Oeste, os dois times têm tudo para fazer a final de conferência pela segunda vez seguida. E é aí que entra o principal “vice de novo”. Se chegarem à final, como penso que chegarão, as equipes se enfrentarão em melhor de sete jogos, sendo o último desses embates disputado em Los Angeles, devido às regras da NBA, que concedem mais mando de quadra à franquia de melhor campanha na temporada regular. E, neste caso o equilibrado duelo entre as franquias requer mando de quadra, uma vez que em San Antonio costuma dar Spurs e em Los Angeles o Lakers. Seria o Spurs vice de novo?

Por fim, a grande Final da NBA, colocando frente à frente os campeões do Oeste e do Leste. Seguindo a teoria do “vice de novo”, os Lakers estariam classificados para o evento, e provavelmente enfrentariam algum desses times: Cleveland Cavaliers, Orlando Magic ou Boston Celtics. Acredito, confio e torço pelo Cavaliers, time com o qual simpatizo. E aí entra a sina do vice. Na única vez que chegou à final, o Cavs foi varrido pelo Spurs e somou um vice-campeonato para sua história. Na última temporada, no entanto, o Lakers chegou à série decisiva com pompas de grande time e acabou sendo destroçado pelo Celtics, ficando com o vice. Caso minhas previsões “viceístas” se confirmem, onde será gritado vice de novo? Pelos fãs de Cleveland ou de Los Angeles?

O que espero é que, ainda baseado nas torcidas cariocas, os fãs de San Antonio possam gritar, no final das contas, que “o Spurs é o time da virada, o Spurs é o time do amor”.

Uma semana para esquecer

Em uma semana com jogos pela Liga ACB e pelo Final Four da Euroliga, o TAU Cerámica, equipe do pivô brasileiro Tiago Splitter, que tem seus direitos vinculados ao San Antonio Spurs, perdeu todos os seus compromissos e acabou perdendo a primeira colocação de seu grupo no torneio europeu de basquete. Mesmo com as derrotas do time, Splitter foi o destaque em ambas as partidas.

Os Jogos

12/03/2009 – TAU Cerámica 80 x 88 Olympiacos (GRE)

No embate que envolveu duas das principais equipes favoritas ao título da Euroliga, o TAU acabou sucumbindo ao receber o Olympiacos da Grécia em seus domínios. Mal em todo o primeiro tempo da disputa, a equipe de Splitter deixou que o adversário, que conta com dois ex-jogadores da NBA, abrisse confortável vantagem. Nos últimos dois períodos do embate, a vantagem dos visitantes já era deveras confortável, e nem mesmo o esboço de reação mostrado pelo TAU foi suficiente para evitar a derrota que colocou os espanhóis na segunda colocação de seu grupo, com quatro vitórias e duas derrotas – o líder é o próprio Olympiakos, com cinco vitórias e uma derrota. Splitter anotou 15 pontos e coletou seis rebotes, sendo o principal jogador de seu time ao lado de Mirza Teletovic, que conseguiu 16 tentos e três rebotes no revés espanhol. Pelos gregos, grande destaque para Nikola Vujcic, cestinha do jogo com 17 pontos.

Destaque nas duas derrotas do TAU, Splitter disputa bola na partida contra o Olympiakos. (Fonte: baskonia.com)

15/03/2009 – Bilbao Basket 85 x 72 TAU Cerámica

Abalado pela derrota no meio da semana para o Olympiacos em jogo válido pela Euroliga, o TAU viajou até Bilbao onde foi atropelado pelos donos da casa, o Bilbao Basket. Sem nenhum jogador inspirado, a equipe de Tiago Splitter foi presa fácil para os mandantes, que nem precisaram atingir seu melhor basquete para vencer o embate. Melhor em todos os momentos do duelo, o Bilbao venceu os três primeiros períodos e só perdeu o último por ter colocado seus reservas em quadra, tamanha era a facilidade em bater os visitantes. Pelo lado do TAU, apenas Splitter conseguiu anotar dez pontos, tendo todos os companheiros do brasileiro anotado menos do que dez tentos. O pivô que tem os direitos vinculados ao Spurs terminou a partida com os já citados dez pontos e oito rebotes, ficando próximo de um duplo-duplo. Mas o grande nome da partida foi Salva Guardia, que anotou 17 pontos e ainda conseguiu oito rebotes.

Situação da equipe

As derrotas não atrapalharam muito os planos do TAU na temporada. Vice-líder de seu grupo na Euroliga, a equipe espanhola é presença praticamente certa na próxima fase. Já na Liga ACB, a derrota para o Bilbao não tirou do time de Splitter a liderança isolada da competição.

O Nuggets está assando

Queridos leitores do Spurs Brasil,

em primeiro lugar, peço desculpas por minha ausência na última semana desde espaço que me é destinado. Já em segundo lugar, peço desculpas antes de mais nada pelo infame trocadilho registrado neste título. Mas, bem ou mal, ele registra minhas impressões sobre a fase de um dos times que mais me surpreendeu nesta temporada, o Denver Nuggets.

Respeitado pelos adversários em temporadas anteriores por contar com a dupla Allen Iverson-Carmelo Anthony, o Nuggets passou em 2008/2009 a ser temido justamente após a saída de Iverson, que foi envolvido em troca com o Detroit Pistons. Troca esta que resultou na chegada do armador Chauncey Billups.

Desde a chegada de Billups, o rendimento do time do Colorado só cresceu, e as primeiras posições do Oeste foram consequência. Vitórias, melhoras nos desempenhos de diversos jogadores – entre eles o brasileiro Nenê – e a esperança de se dar bem na pós-temporada criaram um clima misto de euforia e otimismo em Denver.

Pois bem, como nada é perfeito, o clima está ruindo nas últimas semanas. Após o envolvimento de Anthony com novos problemas disciplinares, a equipe caiu de produção, perdeu a liderança da divisão Noroeste para o Utah Jazz e para muitos já pode começar a se preocupar em garantir a vaga nos playoffs rápido, antes que a má fase afete as chances de classificação também.

Analisando esta situação, chego à conclusão de que o Nuggets é uma equipe que tem dentro de quadra muitas coisas que poucas equipes têm: um ótimo armador, um belo pontuador e um garrafão organizado. O que então falta para essa franquia se estabelecer como potência do Oeste e da NBA? Pois respondo que falta cabeça. E enquanto faltar cabeça e atitudes como a de Anthony se repetirem, esqueçam. O Nuggets continuará assando e sendo feito de gato e sapato pelos reais favoritos ao título.

Spurs (42-20) vs Bobcats (28-35) – Temporada Regular

Pré-Jogo – San Antonio Spurs vs Charlotte Bobcats – Temporada Regular

Local: AT&T Center

Data: 10/03/2009

Horário: 21:30 (Horário de Brasília)

Situação do jogo

Após boa vitória sobre o Phoenix Suns, o San Antonio Spurs enfrenta agora o Charlotte Bobcats, equipe com campanha fraca na temporada regular, mas que já deu problemas para alguns dos favoritos ao título neste ano. O foco da partida estará em vencer o mais rápido possível para que os titulares possam ser poupados para o jogo mais importante da semana, contra o Los Angeles Lakers.

Série na temporada (1-0)

Spurs 86 @ 84 Bobcats – 19/01/2009

Atuando na Carolina do Norte, o Spurs não teve facilidade para bater o Bobcats, conseguindo tal feito apenas nos últimos minutos da partida. Grande destaque para as atuações do ala-pivô Tim Duncan, que obteve duplo-duplo ao fazer 17 pontos e coletar 11 rebotes, e do armador Tony Parker, que também conseguiu dois dígitos em dois fundamentos ao fazer 13 pontos e distribuir dez assistências.

Fique de Olho


Wallace é o grande nome da equipe de Charlotte (Divulgação)

O ala Gerald Wallace é um dos líderes do Bobcats dentro de quadra, e, com sua explosão física, pode ser um fator preocupante para o Spurs. Sabe pontuar dentro e fora do garrafão e costuma chamar atenção pelos enterradas que costuma dar. É o grande nome do jovem plantel adversário.